Homilia – IV Domingo do Tempo Comum – ano A

Livro do profeta Miqueias 6.1-8

Antífona: Quem, Senhor, habitará no teu tabernáculo? (Sl 15.1)

Salmo 15

I Epístola de São Paulo aos Coríntios 1.18-31

Aclamação do Evangelho: Jesus leu no livro do profeta Isaías: O Espírito do Senhor
está sobre mim, pelo que me ungiu para evangelizar os pobres; enviou-me
para proclamar libertação aos cativos e restauração da vista aos cegos, para
pôr em liberdade os oprimidos. (Lc 4.18)

Evangelho s. São Mateus 5.1-12

 

Obedecer a Deus é o que o agrada. Desde os tempos antigos Deus ensinou ao seu povo que melhor do que os sacrifícios é a obediência e observância de sua Palavra. Obedecer consiste em dar passos na direção de Deus, que nos ama tanto, ao ponto de nos chamar, nós que éramos pecadores, homens incorruptos e inimigos do Senhor. Ele escolhe aqueles que, em sua maioria, eram incapazes por si próprios para exaltar sua sabedoria divina, a qual supera qualquer sabedoria e esforço humano. Aqueles que eram desprezados pelo mundo, Deus os faz preciosos para si e os torna herdeiros de seu Reino e justiça.

Jesus Cristo nas conhecidas beatitudes, também chamadas “bem-aventuranças” descreve as características dos que são bem-aventurados. Mas o que significa ser bem-aventurado? Segundo o dicionário Priberam encontram-se entre os significados desse adjetivo as seguintes características: O que goza da eterna beatitude; felicidade perfeita; ditoso; feliz. Ser humilde, chorar, ser manso, desejar a justiça, ser misericordioso, limpo de coração, pacificador, perseguido e insultado é loucura para o mundo sem Luz! Mas Cristo faz com que a loucura deles seja sabedoria e beatitude para os seus remidos.

Esta é a verdadeira felicidade, a eterna alegria, ser simples e obedecer a Deus, pois ele recompensará os que assim procederem. Deus quer que obedeçamos o que temos aprendido domingo após domingo, o que lemos em nossa meditação diária e o que confessamos e professamos diante dele e dos homens. Foi por essa razão que ele manifestou-se a nós, para que o obedecêssemos e fôssemos por ele consolados e nutridos de tudo quanto precisamos. Ele é a nossa força, permaneçamos nele e ele permanecerá em nós.

William de Almeida Santos

Homilia vem do grego e significa “conversa de pai para filho”, na igreja primitiva constituía-se em um pequeno sermão de caráter explicativo, exortativo e exegético, explicando as escrituras de forma curta e objetiva. Era o momento em que o ministro se aproximava da congregação e os instruía, como um pai faz ao filho.

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Homilia – II Domingo do Tempo Comum – ano A

Livro do Profeta Isaías 49.1-7

AntífonaProclamarei as boas-novas de justiça na grande congregação; jamais
cerrei os lábios, tu o sabes, Senhor. (Sl 40.9)

Salmo 40.1-11

Epístola de São Paulo aos Coríntios 1.1-9

Aclamação do Evangelho: O Senhor me disse: Israel, você é o meu servo, e por meio de você serei glorificado. (Is 49.3)

Evangelho s. São João 1.29-42

O primeiro ciclo do Tempo Comum é uma época de manifestações, por isso também é dado a esses Domingos o nome de “Domingos após a Epifania”, são Domingos em que nos aproximamos de Cristo pelos relatos de suas várias epifanias aos homens.

Na homilia de hoje voltamos ao texto do batismo do Senhor, porém agora no Evangelho de São João, que nos será mais útil para reconhecermos nossa parte na manifestação de Jesus Cristo. O tema de hoje é testemunho. João, na passagem do Evangelho, dá varias vezes o testemunho de que Jesus é verdadeiramente o Filho de Deus, ele diz isso aos que estavam ali recebendo o batismo, diz também ao próprio Cristo e a Deus nos céus. Mais tarde, no dia seguinte ao batismo do Senhor, João testemunha de Cristo aos seus discípulos que se encontravam em sua companhia, entre eles estava André, irmão de Simão. André, de modo semelhante a João, ao ter Cristo sido manifesto em sua vida pelo testemunho que João dera dele, foi também testemunhar de Jesus a seu irmão Simão. Pelo testemunho de André, foi Simão ao encontro de Jesus, e ele manifestou-se a ele mudando-lhe o nome, agora não já era apenas Simão, mas Pedro, a pedra que Cristo escolheu para si.

Mais adiante, além do texto proposto para hoje, podemos ver Filipe indo testemunhar a Natanael/Bartolomeu, que também foi ao Senhor, e dessa forma iam os discípulos fazendo a todos os que encontravam. Dar testemunho é parte integral do ministério cristão.

As Boas-Novas  de Cristo devem ser constantes na boca dos que professam Jesus como Salvador. Não é possível ser cristão e não compartilhar do amor de Deus, mesmo aqueles que não podem abrir a boca e pronunciar uma só palavra, testemunham do Mestre pela sua forma de viver. Tão importante quanto o falar é o viver de modo a demonstrar os ensinamentos de Cristo como reais em nosso viver.

Que o nosso Deus, que se manifesta a nós por meio de Sua Palavra e pela graça de Cristo Jesus, nos ajude a testemunhar as Boas-Novas, e que o Espírito Santo confirme nosso testemunho, trazendo muitos ao encontro desse Messias que se manifesta aos homens ainda hoje. Amém

William de Almeida Santos

Homilia vem do grego e significa “conversa de pai para filho”, na igreja primitiva constituía-se em um pequeno sermão de caráter explicativo, exortativo e exegético, explicando as escrituras de forma curta e objetiva. Era o momento em que o ministro se aproximava da congregação e os instruía, como um pai faz ao filho.

Homilia – O Batismo do Senhor – ano A

Livro do Profeta Isaías 42.1-9

Antífona: Ouve-se a voz do Senhor sobre as águas; troveja o Deus da glória; o Senhor
está sobre as muitas águas. (Sl 29.3)

Salmo 29

Livro dos Atos dos Apóstolos 10.34-43

Aclamação do Evangelho: Depois que Jesus foi batizado, ouviu-se uma voz dos céus:
Tu és o meu Filho amado, em ti me comprazo. (Mc 1.11)

Evangelho s. São Mateus 3.13-17

 

O Domingo do Batismo do Senhor encerra o Tempo de Natal e abre o Tempo Comum, quando neste primeiro ciclo celebramos as várias manifestações de Jesus, suas epifanias. A primeira delas foi aos magos do oriente, e a segunda em seu batismo, quando Cristo toma lugar entre os homens e manifesta a sua divindade. É uma mensagem das duas doutrinas mais importantes da Igreja, que muito causaram discussão nos primórdios do Cristianismo, a das naturezas de Cristo e a da Santíssima Trindade.

Em seu batismo Jesus Cristo toma lugar entre a humanidade, afirmando sua encarnação e natureza humana. O Batismo de João é para arrependimento e remissão dos pecados; nosso Senhor não teve pecados e não precisava ser batizado, o próprio João deu testemunho disso, mas Jesus, cumprindo a vontade do Pai, toma seu lugar e proclama a justiça de Deus no meio de seu povo.

Deus então, na unidade da Trindade, se revela a humanidade, na pessoa de Cristo, recebendo o batismo, na pessoa do Espírito Santo, descendo ao encontro do Filho em forma de pombo e  na pessoa do Pai, bradando sua voz dando testemunho de Jesus. O Batismo do Senhor, cujos profetas deram testemunho, era o início de um novo tempo, o Reino havia chegado aos homens, a justiça assim se cumpria!

Nesse domingo relembramos que as águas que foram derramadas sobre nós, ou nas quais fomos submergidos, são o símbolo do que o Espírito de Deus, que desde a eternidade paira sobre as águas, faz em nossos corações, nos purificando de todo o pecado, nos remindo daquilo que não poderíamos fazer por nós mesmos. Quando recebemos esse selo, passamos a integrar o Corpo de Cristo, sua Igreja, na qual estamos para servir e honrar o Senhor que tomou o nosso lugar e cumpriu a justiça de Deus!

William de Almeida Santos

Homilia vem do grego e significa “conversa de pai para filho”, na igreja primitiva constituía-se em um pequeno sermão de caráter explicativo, exortativo e exegético, explicando as escrituras de forma curta e objetiva. Era o momento em que o ministro se aproximava da congregação e os instruía, como um pai faz ao filho.

Maria… A Mãe de Deus?

Hoje os católicos celebram a “solenidade de Maria, Mãe de Deus”, nós protestantes não celebrarmos esta festa, ela não está registrada em nossos Lecionários, sendo a data reservada para falar de Maria, 15 de Setembro. Costumamos ser avessos a esse título que é atribuído a Maria, “Mãe de Deus”, pois como bem colocou João Calvino, ele pode gerar certa confusão nas mentes dos que o ouvem, mas não o compreendem de forma adequada. Maria, mulher justa e piedosa, serva do Senhor, pode e deve ser chamada de “Mãe de Deus”, sim isso mesmo! Agora darei os porquês que corroboram a minha afirmação anterior.

A primeira nota que precisamos tomar conhecimento acerca deste título é a sua origem, na verdade a sua “consagração” no Concílio de Éfeso (431), quando a forma “Theotokos” prevaleceu sobre a “Christotokos”. Hoje é comum notarmos muitos evangélicos dizendo “Maria é mãe de Cristo, e não mãe de Deus”, isso meus irmãos se configura num problema, não sobre Maria, mas sobre Cristo e suas naturezas. Assim a primeira nota que devemos tomar para entender essa nomenclatura, é que o título surge não por conta de Maria, mas por conta de Jesus Cristo e suas naturezas, humana e divina. Um pouco de história agora:

Diversos Pais da Igreja, como Orígenes, Dionísio e Atanásio, defendiam que Maria era a “Theotokos”, que em grego significa literalmente “portadora de Deus”, a ideia de “toca” mesmo. No ocidente este título foi traduzido não tão precisamente como “Mãe de Deus” (Mater Dei), no entanto, embora não seja a tradução literal do termo grego, ele expressa que Maria portou e foi mãe do próprio Deus encarnado e não apenas do Cristo humano. Por volta das primeiras décadas do século III, um patriarca de Constantinopla, Nestório, começou a repudiar o título de Theotokos, em favor do título cunhado por ele de “Christotokos”. Nestório tinha um problema não com Maria, mas com Cristo e suas naturezas. Nestório foi considerado um herege pelo Concílio de Éfeso, proclamando como um dogma o título de Theotokos. Quando um evangélico afirma ser Maria a mãe de Cristo apenas, ele demonstra ter um problema não com Maria, mas com as naturezas de Cristo, afinal, se cremos e confessamos ser Cristo totalmente homem e totalmente Deus, como podemos afirmar ser Maria apenas mãe do Jesus Homem? Se assim afirmamos estamos dissociando uma natureza da outra, podendo cair em heresias a séculos combatidas e vencidas nos Concílios Ecumênicos. Nenhuma outra questão, nem mesmo a Trindade, causou tantas polêmicas e as primeiras divisões na igreja visível, como as naturezas de Cristo. Não foi o Grande Cisma do Oriente-Ocidente, a primeira divisão da igreja visível como podemos imaginar, ele foi apenas o “grande”, mas os nestorianos, justamente por conta das naturezas de Cristo e também os não-calcedonianos posteriormente, já haviam se separado da igreja cristã antes disso. Portanto, Theotokos e Mãe de Deus são títulos que falam de Cristo Jesus primeiramente e depois de Maria.

A segunda nota a se tomar conhecimento é a biblicidade do título. Em Lucas 1.43, Isabel, mãe de João Batista e da parentela de Maria pergunta:

1.43   E de onde me provém que me venha visitar a mãe do meu Senhor? (ARA)

Por Senhor chamamos apenas a Deus, que em Cristo Jesus aprendemos ser Pai, Filho e Espírito Santo. Aqui Isabel não nos fala exatamente que Maria era a Mãe de Deus? Portanto, simples e objetivamente, podemos afirmar que o título que é dado a Maria, por conta de Jesus, e que diz muito sobre ele é bíblico.

O terceiro fato que precisamos tomar nota é que os reformadores, os pais da igreja protestantes, Lutero, Zwinglio e Calvino, este último mesmo dando preferência a forma Mãe do Senhor, concordaram que Maria era a Mãe de Deus, no caso de Calvino indicando apenas que se omitisse o título por conta da confusão que pode ser feita a seu respeito. Se formos ler os reformadores, muitos ficarão de olhos arregalados ao ver o que eles falaram de Maria. Calvino, por exemplo, defendia sua “virgindade perpétua” e considerava uma tolice atentar contra isso. Já Heinrich Bullinger, sucessor de Zwinglio em Zurique, expressou até sua crença sobre a assunção de Maria. Em Lutero também encontraremos muitas referências a Maria, não simplesmente como “uma mulher qualquer”, como podemos ouvir de muitos evangélicos hoje, mas como nos ensina o evangelista Lucas, como uma mulher que guardava a Palavra de Deus no coração e meditava sobre ela, como uma serva, que tendo guardado a Palavra no coração, estava atenta as necessidades do povo, como aconteceu nas bodas de Caná e, mesmo Cristo tendo dito que não havia chegado sua hora, Maria diz aos homens que “fizessem tudo o que Cristo lhes ordenasse”. Precisamos resgatar muito das primeiras visões acerca de Maria pelos reformadores, que a tiraram do longínquo posto divino em que se encontra e a colocaram como um exemplo cristão para toda a igreja, dizendo-se Calvino um verdadeiro seguidor de Maria.

O quarto ponto que precisamos tomar nota é que sim, este é um assunto polêmico, do qual muitos podem tomar atitudes supersticiosas ou entrar em conflitos sobre a natureza de Cristo por conta da ignorância, mas precisamos saber que Maria, por Jesus Cristo, Homem-Deus, foi feita a Mãe de Deus, sua portadora e que este título nos diz mais de Cristo do que de sua Bem-Aventurada e piedosa Mãe.

Que possamos vencer os erros e preconceitos a respeito de Maria e possamos aprender com ela o que ela tem a nos ensinar, assim como aprendemos com os homens e mulheres santos registrados na Palavra de Deus e na história da Igreja. Deus nos abençoe!

William de Almeida Santos

Homilia – Véspera de Ano Novo

Livro do Eclesiastes 3.1-3

Salmo 8

Apocalipse de São João 21.1-6a

Aclamação do Evangelho: Tu, Senhor, me cercas por trás e por diante e sobre mim
pões a mão. (Sl 139.5)

Evangelho s. São Mateus 25.31-46

Antífona: Ó Senhor, Senhor nosso, quão magnífico em toda a terra é o teu nome!

O Tempo é algo que delimita a nossa vida, nossas fases, nosso desenvolvimento, estipula os nossos planos e é um empecilho para compreendermos uma parte essencial do nosso Deus, sua eternidade e total independência do tempo que nos rege, ele, pelo contrário, é o Senhor do tempo. O tempo nos ajuda a ter esperança ou desacreditar dela, a curar feridas ou aprofundá-las, nossa relação com o tempo dependerá da nossa relação com o Senhor dele.

Talvez nunca matou-se o tempo como em nossos dias. A ansiedade, considerada o “mal do século” por muitos, é cada vez mais presente em nossa vida. A internet, que cada vez mais se aperfeiçoa e encurta distâncias e tempo, de certa forma, tem nos acostumado a uma agilidade  que não encontraremos em outros setores de nossa vida, como os transportes das grandes metrópoles ou os serviços públicos e privados. Essa agilidade não faz parte do aprendizado e é por isso que matamos tanto o tempo, matamos os dias que se encontram entre nós e nossos objetivos, matamos os dias esperando outros e, quando estes chegam, passamos por eles esperando ainda outros, e assim fazemos sempre, queremos nos tornar Senhores do tempo, mas esquecemos que dele somos servos, e o tempo delimita a nossa vida.

A nossa boa relação com o tempo dependerá exclusivamente da nossa relação com Deus, que além de Senhor do tempo, é Salvador e Mestre, ensinando-nos a contar nossos dias com sabedoria e a viver em cada um deles seu mal e seu bem.

Neste ano que se inicia, busque conhecer o Senhor do tempo e agradecer as graças que ele derrama sobre nós a cada dia, peça moderação para viver os dias que nos são dados, sem apenas passar por eles esperando outros, mas que a cada dia vivamos retirando o melhor que Deus nos dá, sua palavra, seu sustento, seu ar, suas provações, suas alegrias e consolo. Que o nosso Deus de misericórdia e eternidade, nos ensine a viver esperando somente a sua gloriosa vinda e nossa vida na eternidade, nos Novos Céus e Terra, e que todos os outros eventos de nossa vida venham com o nascer e pôr do Sol, e não pela ansiedade de nossos corações. Deus nos ajude. Amém.

William de Almeida Santos

Homilia vem do grego e significa “conversa de pai para filho”, na igreja primitiva constituía-se em um pequeno sermão de caráter explicativo, exortativo e exegético, explicando as escrituras de forma curta e objetiva. Era o momento em que o ministro se aproximava da congregação e os instruía, como um pai faz ao filho.

Homilia – Natal

Livro do Profeta Isaías 9.2-7

Salmo 96

Epístola de São Paulo a S. Tito 2.11-14

Aclamação do Evangelho: O profeta Isaías diz: Um menino nos nasceu, um filho se
nos deu; o governo está sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso
Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz. (Is 9.6)

Evangelho s. São Lucas 2.1-14(15-20)

 

Antífona:

Cantai ao Senhor um cântico novo, cantai ao Senhor todas as terras. (Sl 96.1)

 

Um menino nos nasceu, um filho se nos deu… Jesus nos foi dado, a preciosidade do universo, Filho Unigênito de Deus, foi-nos dado para conquistar tudo para nós, inimigos de Deus, homens maus, que estavam cegos em meio as trevas. Jesus Cristo é maravilhoso, a mensagem do Natal sempre deixa os homens boquiabertos! Como é intrigante para nós o próprio Deus ter-se feito homem, carne como a nossa carne, que sente dor, que morre e ter habitado entre nós, humanidade caída, carente de socorro, cheia de dureza de coração. Ele que é tão grande, cuja grandeza não pode ser expressa por esta palavra, fez-se pequenino e frágil, para tornar-se Rei e cumprir a perfeita Lei de Deus, pois somente Ele poderia nos reconciliar com o Pai, ele que é o próprio Deus.

A mensagem do Natal é universal, dever de cada cristão e direito de cada homem que anda nas trevas. Assim fizeram os anjos anunciando aos pastores e o Senhor, guiando os sábios magos. A humanidade precisa de Luz, chama para por fim a cegueira que a faz topar em tudo quanto é obstáculo, vida para se dedicar as boas obras de Deus, graça para receber a salvação, Jesus, para alimentar-se de toda água viva e pão do céu. Somente no Menino-Deus dado para nós encontramos todas essas dádivas de Deus, somente através dele que é a Luz do mundo, encontramos vida e vida em abundância.

Nós, comprados por ele, somos luz também, pois ele habita em nós e está no meio da Igreja, portadora da Luz no mundo em trevas. Precisamos ser como o Pequeno na manjedoura e levar sua Luz a todos os que estiverem ao nosso alcance!

Viva o Senhor e seu Reino, viva a Jesus e sua salvação, viva o Verbo Divino de Deus, Emanuel, Deus Conosco, pois agora temos vida e podemos nos achegar a Deus e contemplá-lo na beleza de sua santidade!

Feliz Natal.

William de Almeida Santos

Homilia vem do grego e significa “conversa de pai para filho”, na igreja primitiva constituía em um pequeno sermão de caráter explicativo, exortativo e exegético, explicando as escrituras de forma curta e objetiva. Era o momento em que o ministro se aproximava da congregação e os instruía, como um pai faz ao filho.