Homilia – III Domingo do Tempo Comum – ano A

Livro do Profeta Isaías 9.1-4

AntífonaO Senhor é a minha luz e a minha salvação; de quem terei medo? O Senhor é a fortaleza da minha vida; a quem temerei? (Sl 27.1)

Salmo 27.1, 4-9.

I Epístola de São Paulo aos Coríntios 1.10-18.

Aclamação do EvangelhoPercorria Jesus toda a Galiléia, ensinando nas sinagogas, pregando o evangelho do reino e curando toda sorte de doenças e enfermidades entre o povo. (Mt 4.23)

Evangelho s. São Mateus 4.12-23.

Na lição do evangelho de hoje, vemos Jesus manifestando-se a um povo a um povo que estava em trevas. A esperança prometida a esse território excluído e desprezado pelo homens havia chegado. Os últimos dias do qual falou o profeta Isaías haviam chegado, como o Cristo proclamava ao povo, estava próximo o Reino de Deus.

Jesus inicia o chamado de seus discípulos nessa terra, indo de encontro e manifestando-se a homens simples, pescadores. A proposta de Jesus para esses homens simples era de certa forma estranha. Tornar-se pescadores de homens. O que seria isso? Os irmãos não discutiram a proposta de Cristo, mas obedecendo ao chamado, foram e confiaram no Senhor. De semelhante modo passou por João e Tiago, que também o seguiram sem pestanejar.

A laboriosa atividade da pesca nos tempos de Jesus, como ainda é em muitos lugares pelo mundo, exigia força e causava desgaste. Se lançar redes ao mar é difícil, quanto mais lançá-las aos homens? A diferença das duas tarefas, é que a força necessária para pescar os homens vem do Espírito Santo de Deus. Tiago e João não precisariam mais se preocupar em consertar as redes, mas em confiar no Espírito de Deus, que daria a eles toda a força necessária e autoridade para que a pesca de homens fosse como a Pesca Maravilhosa.

Somos chamados a ser pescadores de homens. Uns por meio do ministério da Palavra, outros por meio de suas funções profissionais, chamados para ser professores de homens, médicos de homens, auxiliares de homens e em tudo o que fizerem brilhar a luz como o Cristo brilhou em Zebulom e Naftali, a Galileia dos Gentios.

Servir a Cristo é um ministério integral, um chamado perpétuo para o verdadeiro Cristão, ou seja aquele que como Cristo se manifesta aos homens capacitando-os a servir o Reino de Deus.

William de Almeida Santos

Homilia vem do grego e significa “conversa de pai para filho”, na igreja primitiva constituía-se em um pequeno sermão de caráter explicativo, exortativo e exegético, explicando as escrituras de forma curta e objetiva. Era o momento em que o ministro se aproximava da congregação e os instruía, como um pai faz ao filho.

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João, Apóstolo e Evangelista

Gênesis 1.1-5, 26-31

Salmo 116.12-19

1° Epístola de São João 1.1-2.2

Aclamação do Evangelho: O evangelista João disse: Ainda há muitas outras coisas
que Jesus fez. Se todas elas fossem escritas, uma por uma, acho que nem no
mundo inteiro caberiam os livros que seriam escritos. (Jo 21.25)

Evangelho s. São João 21.20-25

Antífona: Preciosa é aos olhos do SENHOR a morte dos seus santos. (Sl 116.15)

O Discípulo a quem Jesus amava
João, filho de Zebedeu, apóstolo e evangelista, é designado na Bíblia como o discípulo a quem Jesus amava. Tinha por irmão Tiago, conhecido como Tiago, o Maior, uma forma de diferencia-lo do outro Apóstolo do mesmo nome e do irmão do Senhor. Era pescador de profissão, consertava as redes de pesca ao lado de seu irmão. Provavelmente os dois eram sócios de André e Pedro, que também eram pescadores. Ao lado de Tiago, eram conhecidos como “filhos do Trovão”.
Os escritos de João nos mostram que tipo extraordinário de pessoa ele era. Ao longo dos anos vemos a evolução e aperfeiçoamento de sua linguagem e raciocínio exposto em seus escritos. Além do Evangelho, ele também escreveu três cartas e o Apocalipse, ou seja, uma revelação que lhe foi dada por Deus. O Evangelho de João é diferente dos outros, pois não se inicia com a narrativa do nascimento de Jesus, mas nos introduz às boas-novas falando do mistério que agora fora revelado em Cristo, a encarnação do Verbo, que estava com Deus e era Deus. O Evangelho segundo João tem várias histórias exclusivas as quais João relatou para que crêssemos que Jesus Cristo de Nazaré é o Messias, o Emanuel esperado, aquele que veio nos religar com o Pai. João deixa claro que há muitos outros feitos de Jesus que ficaram de fora de sua narrativa, e que nem todo o mundo poderia conter as maravilhas que Cristo realizou na Terra. (Jo 21.25).

Havia uma crença entre os discípulos e entre os cristãos primitivos de que João não passaria pela morte, por causa da resposta de Jesus à pergunta de Pedro (21.21-23). Sabendo disso, João ainda dá testemunho, desmistificando essa crença a seu respeito no capítulo 21. A tradição nos diz que pregou na região da Ásia Menor, especialmente em na cidade de Éfeso. Terminou seus dias na Ilha de Pátmos, onde “dormiu” no ano 103 d. C. Acretita-se que foi o único discípulo que não foi martirizado, tendo uma morte natural. Que a vida deste amado Apóstolo de Jesus, nos inspire a viver uma vida aceitável aos olhos de Deus, para que sejamos amados por Ele!

William de Almeida Santos