Homilia – III Domingo do Tempo Comum – ano A

Livro do Profeta Isaías 9.1-4

AntífonaO Senhor é a minha luz e a minha salvação; de quem terei medo? O Senhor é a fortaleza da minha vida; a quem temerei? (Sl 27.1)

Salmo 27.1, 4-9.

I Epístola de São Paulo aos Coríntios 1.10-18.

Aclamação do EvangelhoPercorria Jesus toda a Galiléia, ensinando nas sinagogas, pregando o evangelho do reino e curando toda sorte de doenças e enfermidades entre o povo. (Mt 4.23)

Evangelho s. São Mateus 4.12-23.

Na lição do evangelho de hoje, vemos Jesus manifestando-se a um povo a um povo que estava em trevas. A esperança prometida a esse território excluído e desprezado pelo homens havia chegado. Os últimos dias do qual falou o profeta Isaías haviam chegado, como o Cristo proclamava ao povo, estava próximo o Reino de Deus.

Jesus inicia o chamado de seus discípulos nessa terra, indo de encontro e manifestando-se a homens simples, pescadores. A proposta de Jesus para esses homens simples era de certa forma estranha. Tornar-se pescadores de homens. O que seria isso? Os irmãos não discutiram a proposta de Cristo, mas obedecendo ao chamado, foram e confiaram no Senhor. De semelhante modo passou por João e Tiago, que também o seguiram sem pestanejar.

A laboriosa atividade da pesca nos tempos de Jesus, como ainda é em muitos lugares pelo mundo, exigia força e causava desgaste. Se lançar redes ao mar é difícil, quanto mais lançá-las aos homens? A diferença das duas tarefas, é que a força necessária para pescar os homens vem do Espírito Santo de Deus. Tiago e João não precisariam mais se preocupar em consertar as redes, mas em confiar no Espírito de Deus, que daria a eles toda a força necessária e autoridade para que a pesca de homens fosse como a Pesca Maravilhosa.

Somos chamados a ser pescadores de homens. Uns por meio do ministério da Palavra, outros por meio de suas funções profissionais, chamados para ser professores de homens, médicos de homens, auxiliares de homens e em tudo o que fizerem brilhar a luz como o Cristo brilhou em Zebulom e Naftali, a Galileia dos Gentios.

Servir a Cristo é um ministério integral, um chamado perpétuo para o verdadeiro Cristão, ou seja aquele que como Cristo se manifesta aos homens capacitando-os a servir o Reino de Deus.

William de Almeida Santos

Homilia vem do grego e significa “conversa de pai para filho”, na igreja primitiva constituía-se em um pequeno sermão de caráter explicativo, exortativo e exegético, explicando as escrituras de forma curta e objetiva. Era o momento em que o ministro se aproximava da congregação e os instruía, como um pai faz ao filho.

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Homilia – O Batismo do Senhor – ano A

Livro do Profeta Isaías 42.1-9

Antífona: Ouve-se a voz do Senhor sobre as águas; troveja o Deus da glória; o Senhor
está sobre as muitas águas. (Sl 29.3)

Salmo 29

Livro dos Atos dos Apóstolos 10.34-43

Aclamação do Evangelho: Depois que Jesus foi batizado, ouviu-se uma voz dos céus:
Tu és o meu Filho amado, em ti me comprazo. (Mc 1.11)

Evangelho s. São Mateus 3.13-17

 

O Domingo do Batismo do Senhor encerra o Tempo de Natal e abre o Tempo Comum, quando neste primeiro ciclo celebramos as várias manifestações de Jesus, suas epifanias. A primeira delas foi aos magos do oriente, e a segunda em seu batismo, quando Cristo toma lugar entre os homens e manifesta a sua divindade. É uma mensagem das duas doutrinas mais importantes da Igreja, que muito causaram discussão nos primórdios do Cristianismo, a das naturezas de Cristo e a da Santíssima Trindade.

Em seu batismo Jesus Cristo toma lugar entre a humanidade, afirmando sua encarnação e natureza humana. O Batismo de João é para arrependimento e remissão dos pecados; nosso Senhor não teve pecados e não precisava ser batizado, o próprio João deu testemunho disso, mas Jesus, cumprindo a vontade do Pai, toma seu lugar e proclama a justiça de Deus no meio de seu povo.

Deus então, na unidade da Trindade, se revela a humanidade, na pessoa de Cristo, recebendo o batismo, na pessoa do Espírito Santo, descendo ao encontro do Filho em forma de pombo e  na pessoa do Pai, bradando sua voz dando testemunho de Jesus. O Batismo do Senhor, cujos profetas deram testemunho, era o início de um novo tempo, o Reino havia chegado aos homens, a justiça assim se cumpria!

Nesse domingo relembramos que as águas que foram derramadas sobre nós, ou nas quais fomos submergidos, são o símbolo do que o Espírito de Deus, que desde a eternidade paira sobre as águas, faz em nossos corações, nos purificando de todo o pecado, nos remindo daquilo que não poderíamos fazer por nós mesmos. Quando recebemos esse selo, passamos a integrar o Corpo de Cristo, sua Igreja, na qual estamos para servir e honrar o Senhor que tomou o nosso lugar e cumpriu a justiça de Deus!

William de Almeida Santos

Homilia vem do grego e significa “conversa de pai para filho”, na igreja primitiva constituía-se em um pequeno sermão de caráter explicativo, exortativo e exegético, explicando as escrituras de forma curta e objetiva. Era o momento em que o ministro se aproximava da congregação e os instruía, como um pai faz ao filho.

Maria… A Mãe de Deus?

Hoje os católicos celebram a “solenidade de Maria, Mãe de Deus”, nós protestantes não celebrarmos esta festa, ela não está registrada em nossos Lecionários, sendo a data reservada para falar de Maria, 15 de Setembro. Costumamos ser avessos a esse título que é atribuído a Maria, “Mãe de Deus”, pois como bem colocou João Calvino, ele pode gerar certa confusão nas mentes dos que o ouvem, mas não o compreendem de forma adequada. Maria, mulher justa e piedosa, serva do Senhor, pode e deve ser chamada de “Mãe de Deus”, sim isso mesmo! Agora darei os porquês que corroboram a minha afirmação anterior.

A primeira nota que precisamos tomar conhecimento acerca deste título é a sua origem, na verdade a sua “consagração” no Concílio de Éfeso (431), quando a forma “Theotokos” prevaleceu sobre a “Christotokos”. Hoje é comum notarmos muitos evangélicos dizendo “Maria é mãe de Cristo, e não mãe de Deus”, isso meus irmãos se configura num problema, não sobre Maria, mas sobre Cristo e suas naturezas. Assim a primeira nota que devemos tomar para entender essa nomenclatura, é que o título surge não por conta de Maria, mas por conta de Jesus Cristo e suas naturezas, humana e divina. Um pouco de história agora:

Diversos Pais da Igreja, como Orígenes, Dionísio e Atanásio, defendiam que Maria era a “Theotokos”, que em grego significa literalmente “portadora de Deus”, a ideia de “toca” mesmo. No ocidente este título foi traduzido não tão precisamente como “Mãe de Deus” (Mater Dei), no entanto, embora não seja a tradução literal do termo grego, ele expressa que Maria portou e foi mãe do próprio Deus encarnado e não apenas do Cristo humano. Por volta das primeiras décadas do século III, um patriarca de Constantinopla, Nestório, começou a repudiar o título de Theotokos, em favor do título cunhado por ele de “Christotokos”. Nestório tinha um problema não com Maria, mas com Cristo e suas naturezas. Nestório foi considerado um herege pelo Concílio de Éfeso, proclamando como um dogma o título de Theotokos. Quando um evangélico afirma ser Maria a mãe de Cristo apenas, ele demonstra ter um problema não com Maria, mas com as naturezas de Cristo, afinal, se cremos e confessamos ser Cristo totalmente homem e totalmente Deus, como podemos afirmar ser Maria apenas mãe do Jesus Homem? Se assim afirmamos estamos dissociando uma natureza da outra, podendo cair em heresias a séculos combatidas e vencidas nos Concílios Ecumênicos. Nenhuma outra questão, nem mesmo a Trindade, causou tantas polêmicas e as primeiras divisões na igreja visível, como as naturezas de Cristo. Não foi o Grande Cisma do Oriente-Ocidente, a primeira divisão da igreja visível como podemos imaginar, ele foi apenas o “grande”, mas os nestorianos, justamente por conta das naturezas de Cristo e também os não-calcedonianos posteriormente, já haviam se separado da igreja cristã antes disso. Portanto, Theotokos e Mãe de Deus são títulos que falam de Cristo Jesus primeiramente e depois de Maria.

A segunda nota a se tomar conhecimento é a biblicidade do título. Em Lucas 1.43, Isabel, mãe de João Batista e da parentela de Maria pergunta:

1.43   E de onde me provém que me venha visitar a mãe do meu Senhor? (ARA)

Por Senhor chamamos apenas a Deus, que em Cristo Jesus aprendemos ser Pai, Filho e Espírito Santo. Aqui Isabel não nos fala exatamente que Maria era a Mãe de Deus? Portanto, simples e objetivamente, podemos afirmar que o título que é dado a Maria, por conta de Jesus, e que diz muito sobre ele é bíblico.

O terceiro fato que precisamos tomar nota é que os reformadores, os pais da igreja protestantes, Lutero, Zwinglio e Calvino, este último mesmo dando preferência a forma Mãe do Senhor, concordaram que Maria era a Mãe de Deus, no caso de Calvino indicando apenas que se omitisse o título por conta da confusão que pode ser feita a seu respeito. Se formos ler os reformadores, muitos ficarão de olhos arregalados ao ver o que eles falaram de Maria. Calvino, por exemplo, defendia sua “virgindade perpétua” e considerava uma tolice atentar contra isso. Já Heinrich Bullinger, sucessor de Zwinglio em Zurique, expressou até sua crença sobre a assunção de Maria. Em Lutero também encontraremos muitas referências a Maria, não simplesmente como “uma mulher qualquer”, como podemos ouvir de muitos evangélicos hoje, mas como nos ensina o evangelista Lucas, como uma mulher que guardava a Palavra de Deus no coração e meditava sobre ela, como uma serva, que tendo guardado a Palavra no coração, estava atenta as necessidades do povo, como aconteceu nas bodas de Caná e, mesmo Cristo tendo dito que não havia chegado sua hora, Maria diz aos homens que “fizessem tudo o que Cristo lhes ordenasse”. Precisamos resgatar muito das primeiras visões acerca de Maria pelos reformadores, que a tiraram do longínquo posto divino em que se encontra e a colocaram como um exemplo cristão para toda a igreja, dizendo-se Calvino um verdadeiro seguidor de Maria.

O quarto ponto que precisamos tomar nota é que sim, este é um assunto polêmico, do qual muitos podem tomar atitudes supersticiosas ou entrar em conflitos sobre a natureza de Cristo por conta da ignorância, mas precisamos saber que Maria, por Jesus Cristo, Homem-Deus, foi feita a Mãe de Deus, sua portadora e que este título nos diz mais de Cristo do que de sua Bem-Aventurada e piedosa Mãe.

Que possamos vencer os erros e preconceitos a respeito de Maria e possamos aprender com ela o que ela tem a nos ensinar, assim como aprendemos com os homens e mulheres santos registrados na Palavra de Deus e na história da Igreja. Deus nos abençoe!

William de Almeida Santos

Homilia – Nome de Jesus

Livro de Números 6.22-27

Salmo 8

Epístola de São Paulo aos Filipenses 2.5-1

Aclamação do EvangelhoQue todo joelho se dobre ao nome de Jesus, nos céus, na
terra e debaixo da terra. (Fp 2.10)

Evangelho s. São Lucas 2.15-21

AntífonaÓ Senhor, Senhor nosso, quão magnífico em toda a terra é o teu nome! Sl 8.1

No dia primeiro de Janeiro, celebramos o Nome que está acima de todo o nome. Nome pelo qual todo o joelho se dobrará, Nome precioso, o qual não há, não houve e nem haverá sobre a Terra. Este é o Nome  de Jesus, que nos é dado quando somos remidos por seu sacrifício. Os escolhidos de Deus, pecadores arrependidos, levam o nome de Jesus consigo. Somos chamados Cristãos, que vem de Cristo, (sendo nós os “pequenos cristos”), que quer dizer Ungido, somos então ungidos de Deus.
O Nome de Jesus, foi dado pelo Pai, o qual o anjo indicou a Maria e José que lhe dessem antes mesmo dele nascer. JESUS que quer dizer ”Jeová Salva”, era o prenúncio da missão daquele Menino de Belém. Através desse Nome invocariam a Deus e seriam atendidos. Foi por este Nome que fomos salvos, pois este Nome é maravilhoso, através do qual somos curados, remidos, salvos, perdoados, reconciliados e feitos co-herdeiros, irmãos e filhos de Deus.
No entanto, nós Cristãos, portadores do Nome de Jesus muitas vezes procedemos de forma a envergonhar o Nome que está acima de todo o nome. Pelo mau testemunho, há muitos que já não querem ser reconhecidos como Cristãos, não querem ser associados a Jesus, pois embora este seja o Nome mais magnífico que exista, os seguidores do Nome, muitas vezes, repelem a todos que se aproximam de Deus. Não podemos agir assim! Que consequência haverá para os que levam o Nome sobre todo o nome para a lama? Tomaremos nós o Nome de nosso Deus em vão? De maneira nenhuma! Frase célebre do Apóstolo Paulo.  Não somos dignos do Nome, mas assim fomos feitos por Ele. Se recebemos tamanha honra e graça de nosso Deus, vivamos como requer nosso Senhor, para que de fato, possamos ser chamados Cristãos, seguidores do Nome que está acima de todas as coisas, JESUS. Não se envergonhe de ser chamado de Cristão! Nem envergonhe a Cristo usando seu Nome em vão! Viva como um servo remido, que nas atitudes e palavras, proclama o Nome que está acima de todo o nome, JESUS CRISTO, Nosso Senhor.
Bendito seja o Nome de Jesus, agora e para sempre, amém!
William de Almeida Santos
Santo nome, incomparável,
Tem Jesus, o amado teu!
Rei dos reis, Senhor eterno,
Deus na terra, Deus nos céus.
Nome bom, doce a fé,
A esperança do porvir.
Nome Bom, doce a fé,
A esperança do porvir.
Leva tu contigo o Nome
De Jesus, o Salvador!
Este Nome dá conforto
Hoje, sempre e onde for.
Este Nome leva sempre
Para bem te defender!
Ele é a arma ao teu alcance,
Quando o mal te aparecer.
Homilia vem do grego e significa “conversa de pai para filho”, na igreja primitiva constituía-se em um pequeno sermão de caráter explicativo, exortativo e exegético, explicando as escrituras de forma curta e objetiva. Era o momento em que o ministro se aproximava da congregação e os instruía, como um pai faz ao filho.

Homilia – I Domingo após o Natal

Livro do Profeta Isaías 63.7-9

Salmo 148

Epístola aos Hebreus 2.10-18

Aclamação do Evangelho: Que a paz que Cristo dá dirija vocês nas suas decisões,
pois foi para essa paz que Deus os chamou a fim de formarem um só corpo. E
sejam agradecidos. (Cl 3.15)

Evangelho s. São Mateus 2.13-23

Antífona: Louvem o nome do Senhor, porque só o seu nome é excelso; a sua majestade
é acima da terra e do céu. (Sl 148. 13)

Jesus fez-se carne e habitou entre nós e, como homem que tornou-se, participou dos sofrimentos comuns a humanidade ainda menino. Logo que nasceu despertou a fúria de Herodes, que de tamanha inveja e medo do Menino-Rei, ordenou que matassem todas as crianças de Belém e região. Seus pais, que recentemente haviam peregrinado para Belém por conta do recenseamento, agora deveriam rumar para uma terra estranha, que na cultura judaica representava opressão e um tempo amargo. No entanto, ali onde iniciou-se o êxodo dos filhos de Israel, Deus enviou seu Filho, para de lá chamá-lo e iniciar o último êxodo da humanidade rumo ao Reino de Deus, Jesus nos tirou das trevas e trouxe para a maravilhosa luz.

Na condução da história de Cristo, não o privando de sofrimento, Deus mostra o quanto nos ama e quer que reconheçamos que ele conduz a história com perfeição. Os sofrimentos fazem parte da caminhada cristã, o próprio Salvador não foi poupado dela [Hb 2.10], e isso fazia parte do mistério da encarnação, para que Deus fosse plenamente igual a nós [Hb.11-15], somente diferente quanto ao pecado. Bem como faz parte da vida da igreja, para que sejamos aperfeiçoados e contemos somente com a graça de Deus e sua esplendorosa forma de dirigir a nossa história.

Nesta passagem também destaca-se, mais uma vez, a figura de José, cuja nenhuma palavra foi registrada na Bíblia, mas sua atitude de estar sempre pronto a ouvir e escutar o Senhor é relatada de forma maravilhosa. Sendo bom servo de Deus, cuidando bem de sua família, a qual Deus tinha confiado em suas mãos, José se mostra totalmente confiante no senhor, zelando pela segurança de sua esposa Maria e de seu filho, Jesus Cristo, Filho do Deus altíssimo. No seio dessa família vemos união, amor e confiança em Deus. Uma família que se encontra na companhia de Deus, tudo vai bem, mesmo em meio às tribulações que não serão omitidas da vida terrena, com Deus tudo vai bem, pois sabemos que após a tristeza, o Egito, inicia-se o êxodo rumo a liberdade e alegria. Jesus é o nosso êxodo, ele é o exemplo maior de humanidade que temos, pois tornou-se igual a nós e comprou-nos como irmãos para Deus.

William de Almeida Santos

Homilia vem do grego e significa “conversa de pai para filho”, na igreja primitiva constituía em um pequeno sermão de caráter explicativo, exortativo e exegético, explicando as escrituras de forma curta e objetiva. Era o momento em que o ministro se aproximava da congregação e os instruía, como um pai faz ao filho.

Homilia – Natal

Livro do Profeta Isaías 9.2-7

Salmo 96

Epístola de São Paulo a S. Tito 2.11-14

Aclamação do Evangelho: O profeta Isaías diz: Um menino nos nasceu, um filho se
nos deu; o governo está sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso
Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz. (Is 9.6)

Evangelho s. São Lucas 2.1-14(15-20)

 

Antífona:

Cantai ao Senhor um cântico novo, cantai ao Senhor todas as terras. (Sl 96.1)

 

Um menino nos nasceu, um filho se nos deu… Jesus nos foi dado, a preciosidade do universo, Filho Unigênito de Deus, foi-nos dado para conquistar tudo para nós, inimigos de Deus, homens maus, que estavam cegos em meio as trevas. Jesus Cristo é maravilhoso, a mensagem do Natal sempre deixa os homens boquiabertos! Como é intrigante para nós o próprio Deus ter-se feito homem, carne como a nossa carne, que sente dor, que morre e ter habitado entre nós, humanidade caída, carente de socorro, cheia de dureza de coração. Ele que é tão grande, cuja grandeza não pode ser expressa por esta palavra, fez-se pequenino e frágil, para tornar-se Rei e cumprir a perfeita Lei de Deus, pois somente Ele poderia nos reconciliar com o Pai, ele que é o próprio Deus.

A mensagem do Natal é universal, dever de cada cristão e direito de cada homem que anda nas trevas. Assim fizeram os anjos anunciando aos pastores e o Senhor, guiando os sábios magos. A humanidade precisa de Luz, chama para por fim a cegueira que a faz topar em tudo quanto é obstáculo, vida para se dedicar as boas obras de Deus, graça para receber a salvação, Jesus, para alimentar-se de toda água viva e pão do céu. Somente no Menino-Deus dado para nós encontramos todas essas dádivas de Deus, somente através dele que é a Luz do mundo, encontramos vida e vida em abundância.

Nós, comprados por ele, somos luz também, pois ele habita em nós e está no meio da Igreja, portadora da Luz no mundo em trevas. Precisamos ser como o Pequeno na manjedoura e levar sua Luz a todos os que estiverem ao nosso alcance!

Viva o Senhor e seu Reino, viva a Jesus e sua salvação, viva o Verbo Divino de Deus, Emanuel, Deus Conosco, pois agora temos vida e podemos nos achegar a Deus e contemplá-lo na beleza de sua santidade!

Feliz Natal.

William de Almeida Santos

Homilia vem do grego e significa “conversa de pai para filho”, na igreja primitiva constituía em um pequeno sermão de caráter explicativo, exortativo e exegético, explicando as escrituras de forma curta e objetiva. Era o momento em que o ministro se aproximava da congregação e os instruía, como um pai faz ao filho.

Homilia – Noite de Natal

Livro do Profeta Isaías 11.1-9

Salmo 96

Epístola de São Paulo aos Gálatas 4.4-7

Aclamação do Evangelho: O anjo disse aos pastores: Hoje vos nasceu, na cidade de
Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor. (Lc 2.11)

Evangelho s. São Lucas 2.1-7

Antífona:

Cantai ao Senhor um cântico novo, cantai ao Senhor, todas as terras. – [Sl 96.1]

Como é magnífico olhar para a Palavra de Deus e enxergar suas promessas sendo cumpridas! A vinda de Cristo, enfaixado por sua mãe e colocado numa manjedoura, é cumprimento da mais maravilhosa promessa de Deus. Ele veio ao mundo para reinar, julgar os povo com equidade e dar vida ao que estava morto em delitos e pecados. Vivemos a alegria de conhecê-lo e saber que seu reino de justiça dura a cada ano desde seu nascimento na manjedoura. Nós, povos longínquos que estávamos em trevas, agora conhecemos e ouvimos as boas-novas da salvação, o Espírito Santo de Deus se faz presente na Terra, em cada coração alcançado pela Luz de Cristo. Fomos mais do que agraciados naquela noite, recebemos ali a manifestação do Reino dos Céus, o próprio Rei se fez carne e estava entre nós, e permanece conosco por obra do Espírito Santo.

Jesus é o presente maior que alguém pode receber no Natal, suas promessas de consolo, paz, justiça, salvação e eternidade são ofertadas de graça para todos os que estão cansados e se encontram doentes, para todos os que ainda estão sem a Luz do mundo, para todos os que vivem no império das trevas e escravos do pecado. Agora, somos filhos do Pai das Luzes, Jesus nos retirou das trevas e nos trouxe para a mais maravilhosa luz.

Vivenciar Cristo, é participar da glória de seu reino, é desfrutar da liberdade de todo o mal e da plenitude da luz para nos guiar no caminho, Jesus é a Luz do mundo!

Feliz Natal!

 

Homilia vem do grego e significa “conversa de pai para filho”, na igreja primitiva constituía em um pequeno sermão de caráter explicativo, exortativo e exegético, explicando as escrituras de forma curta e objetiva. Era o momento em que o ministro se aproximava da congregação e os instruía, como um pai faz ao filho.

Homilia – IV Domingo do Advento – ano A

Livro do Profeta Isaías 7.10-16

Salmo 80.1-7,17-19

Epístola de São Paulo aos Romanos 1.1-7

Aclamação do Evangelho:

O profeta Isaías diz: Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho, e ele será chamado pelo nome de Emanuel, que significa Deus conosco. (Mt 1.23)

Evangelho s. São Mateus 1.18-25

Antífona:

Restaura-nos, ó Deus Todo-poderoso, faze resplandecer o teu rosto e
seremos salvos. (Sl 80.7)

A mensagem do evangelho do quarto domingo do Advento fez-me lembrar de outro versículo da Bíblia: “Todo homem, pois, seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar.” Tiago, que inspirado pelo Senhor escreveu essas palavras, teve um exemplo magnífico de um homem justo que se portava dessa maneira em sua própria casa. Chamado de adelphoteos, que quer dizer “irmão do Senhor”, Tiago, assim como Jesus, teve a seu pai, José, um exemplo de homem tardio para falar, mas pronto para ouvir. Afinal, como diz um ditado popular “temos apenas uma boca e dois ouvidos”. 

José, homem que não teve nenhuma palavra registrada na Bíblia, ouviu a Deus, mesmo em meio às dúvidas que estavam em seu coração, sendo ele um homem justo, não desejando o mal a sua noiva grávida, tendo todos os motivos para escarnecê-la, resolveu ficar em silêncio e a deixar secretamente. No entanto, em meio a noite, durante um sonho, José ouviu a voz de Deus, e como homem justo, obedeceu e assumiu o Filho de Deus Todo-Poderoso como sendo seu, dando a ele a descendência real da Casa de Davi, abrigo, amor e educação.

José, filho de Jacó, filho de Davi, homem justo perante os olhos do Senhor, dominava a língua! Sabemos o quanto é difícil para nós dominarmos esse pequeno órgão do corpo capaz de causar grandes estragos. Nunca havia percebido o quanto Tiago, o irmão do Senhor, reflete de seu pai José, pois como o pai, também é chamado de Justo, tendo entrado para a história com esse adjetivo, e também Jesus Cristo em todo o seu ministério terreno transparece a educação que lhe foi dada por seus pais, José e Maria, servos do Senhor que se alegraram com a vinda do Messias, cujas profecias cumpriam-se a cada dia diante de seus olhos, entre seus braços, no seio de seu amor.

Que assim como José possamos refletir no silêncio e dar ouvidos a voz de Deus, que é sua Palavra, sendo obedientes e recebendo o Emanuel em nossos corações. Advento é tempo de silêncio, é tempo de observância, é tempo de alegria! Que Cristo nasça em nossos corações e em nossas bocas.

William de Almeida Santos

Homilia vem do grego e significa “conversa de pai para filho”, na igreja primitiva constituía em um pequeno sermão de caráter explicativo, exortativo e exegético, explicando as escrituras de forma curta e objetiva. Era o momento em que o ministro se aproximava da congregação e os instruía, como um pai faz ao filho.

Tomé Apóstolo

Livro dos Juízes 6.36-40
Salmo 136.1-4, 23-26
Epístola de São Paulo aos Efésios 4.11-16
Evangelho s. São João 14.1-7

O Apóstolo Tomé é famoso por ter duvidado da ressurreição de Jesus e por isso virou sinônimo na cultura popular para pessoas que “só acreditam vendo”. Seu nome significa gêmeo, assim como seu nome grego Dídimo. Muitos argumentam que seu nome completo seria Judas Tomé, sendo Tomé ou Dídimo uma indicação de que ele era gêmeo. Sobre seu irmão, nada se sabe.

Além de sua conhecida passagem na ocasião da ressurreição, ele também é chamado pelo nome noutras ocasiões, como em João 11.16, no relato da morte de Lázaro e em João 14.5, no relato da última ceia de Jesus, além das listas com o nome dos apóstolos nos outros evangelhos.

Narrativas antigas contam que Tomé teria pregado na Índia, onde fora martirizado, por ordem do rei hindu Milapura. Historiadores contam que enquanto ele orava teria sido alvejado por lanças. Até hoje existem comunidades cristãs na Índia que afirmam ter sido fundadas por Tomé; são conhecidos como os “cristãos de São Tomé”.

De fato o episódio mais conhecido da vida de Tomé o deixou muito arrependido como se pode ler em João 20.24-30, especificamente o versículo 28, no qual Tomé afirma: “Senhor meu e Deus meu!”. Acredito que neste momento seu coração estava contrito e envergonhado, pois havia duvidado de seu Senhor e Deus. Jesus ainda disse: “Porque me viste, creste? Bem-aventurados os que não viram e creram.” Com certeza essa frase transformou a sua vida e deve ter tido muito peso em seu ministério. Tomé, como muitos dos outros apóstolos, passou de incrédulo a despenseiro da palavra, obedecendo ao ide de Cristo.

Duvidar das pessoas não é uma atitude muito boa, mas duvidar de Deus é algo terrível e fazemos isso em nossas vidas quando não o tememos. Que nós possamos reconhecer que Ele é o nosso Senhor e Deus e nos sujeitar a Ele como fez o Apóstolo Tomé.

William de Almeida Santos

Homilia – III Domingo do Advento – ano A

Livro do Profeta Isaías 35.1-10
Evangelho s. São Lucas 1.46-55
Epístola de São Tiago 5.7-10
Evangelho s. São Mateus 11.2-11

Antífona:

Exulta e jubila, ó habitante de Sião, porque grande é o Santo de Israel no
meio de ti. (Is 12.6)

Domingo da Alegria

A vinda de nosso Senhor Jesus Cristo é para nós motivo de grande alegria e exultação! Ele agora se encontra no meio de nós, por obra do Espírito, mas em breve o veremos face a face. Como é bom ter esse esperança, como é gratificante e motivo de grande júbilo para o cristão ter a certeza de que ceará junto de seu Senhor.

Todas as promessas de Deus se cumprem em Jesus, quando os discípulos de João vão interrogá-lo, perguntando se ele era o Messias, Jesus responde não falando de si, mas mostrando suas obras aos discípulos de João. Contemplem o que foi predito por boca dos profetas! Jesus é o cumprimento de todas as promessas, vivemos debaixo de seu governo, e nos alegramos em olhar para o Céu e perceber que Cristo governa todo o universo e está ao nosso lado, no meio da Igreja, cuidando e apascentando suas ovelhas para em breve buscá-las. Quando formos questionados a respeito de nossa fé, que respondamos como o nosso Senhor, apontando as nossas obras, provindas da verdadeira e viva fé.

A Bem-aventurada virgem Maria, ao receber o anúncio da vinda de Cristo, exulta diante de Deus com um belo cântico de louvor e gratidão, alegria provinda do mais íntimo da alma, de um coração humilde, esperançoso na vinda do Messias, que não apenas seria contemplada com a salvação do Cristo, mas o carregaria no próprio ventre, sendo eleita para protegê-lo e educá-lo ao lado do esposo José, sempre guardados pelos anjos de Deus. Maria engrandece ao Senhor! Assim como foi um exemplo para o Filho, pois podemos notar sua influência na vida de Jesus, que em sua última oração repete as palavras da mãe “faça-se em mim a sua vontade”, é também exemplo para nós de um coração alegre pela vinda do Messias.

Alegrai-vos Cristãos, a cada ano, a cada dia está mais próxima a vinda de Cristo, seu Reino sem choro, sem lágrima, quando o Pai será tudo em todos, está cada vez mais próximo, sejamos pacientes e vivamos em alegria, pois Cristo vem!

 

William de Almeida Santos

Ouça o Cântico de Maria (Magnificat)

https://www.youtube.com/watch?v=V5-PfMljKTo

 

Homilia vem do grego e significa “conversa de pai para filho”, na igreja primitiva constituía em um pequeno sermão de caráter explicativo, exortativo e exegético, explicando as escrituras de forma curta e objetiva. Era o momento em que o ministro se aproximava da congregação e os instruía, como um pai faz ao filho.