Homilia – V Domingo do Tempo Comum – ano A

Livro do profeta Isaías 58.1-9a (9b-12)

Antífona: Ao justo, nasce luz nas trevas; ele é benigno, misericordioso e justo. (Sl112.4)

Salmo 112.1-9 (10)

I Epístola de S. Paulo aos Coríntios 2.1-12 (13-16)

Aclamação do Evangelho: Jesus Cristo diz: Eu sou a luz do mundo; quem me segue
nunca andará na escuridão, mas terá a luz da vida. (Jo 8.12)

Evangelho s. S. Mateus 5.13-20

“Vós sois a luz do mundo” – A luz precisa brilhar, precisa levar claridade a quem está cego. O brilho do cristão é a sua fé, que o leva a praticar boas obras que iluminam a vida dos perdidos e desamparados.

Os textos anteriores ao Evangelho mostram a necessidade de sermos verdadeiros para com nosso Deus. Ele requer de nós obediência e ação. Tudo o que sabemos, o que pelo Espírito passamos a compreender e crer, precisa se tornar visível em nossa forma de viver. Brilhar e salgar é agir, é dar comida ao faminto, do pão material ao Pão da Vida; é dar água mineral ao que tem sede e também Água da Fonte de Vida; é cobrir o nú, consolar o aflito fazer o que Cristo fez como embaixadores do Céu neste mundo, como o próprio Corpo de Cristo operante na Terra.

Temos brilhado? Temos salgado? Ou temos sido pisados e colocados em baixo da cama? Deus quer que brilhemos, Ele dará toda a força para brilharmos, tendo fé as obras virão, tendo confiança a boca se abrirá e estando no Espírito ele nos transformará! É tempo! Não desista de brilhar, não pense que é impossível salgar. Cristo nos ajudará a viver consoante a sua vontade.

Se você tem brilhado e salgado a vida dos homens, encorajo-te a continuar assim! Que Deus o abençoe e que você possa ser exemplo a ser seguido.

Deus, capacita-nos a brilhar, dá-nos a cada dia do teu Santo Espírito e que nossa fé produza brilhantes obras que mostrem o Senhor a quem servimos. Amém.

William de Almeida Santos

Homilia vem do grego e significa “conversa de pai para filho”, na igreja primitiva constituía-se em um pequeno sermão de caráter explicativo, exortativo e exegético, explicando as escrituras de forma curta e objetiva. Era o momento em que o ministro se aproximava da congregação e os instruía, como um pai faz ao filho.

Homilia – IV Domingo do Tempo Comum – ano A

Livro do profeta Miqueias 6.1-8

Antífona: Quem, Senhor, habitará no teu tabernáculo? (Sl 15.1)

Salmo 15

I Epístola de São Paulo aos Coríntios 1.18-31

Aclamação do Evangelho: Jesus leu no livro do profeta Isaías: O Espírito do Senhor
está sobre mim, pelo que me ungiu para evangelizar os pobres; enviou-me
para proclamar libertação aos cativos e restauração da vista aos cegos, para
pôr em liberdade os oprimidos. (Lc 4.18)

Evangelho s. São Mateus 5.1-12

 

Obedecer a Deus é o que o agrada. Desde os tempos antigos Deus ensinou ao seu povo que melhor do que os sacrifícios é a obediência e observância de sua Palavra. Obedecer consiste em dar passos na direção de Deus, que nos ama tanto, ao ponto de nos chamar, nós que éramos pecadores, homens incorruptos e inimigos do Senhor. Ele escolhe aqueles que, em sua maioria, eram incapazes por si próprios para exaltar sua sabedoria divina, a qual supera qualquer sabedoria e esforço humano. Aqueles que eram desprezados pelo mundo, Deus os faz preciosos para si e os torna herdeiros de seu Reino e justiça.

Jesus Cristo nas conhecidas beatitudes, também chamadas “bem-aventuranças” descreve as características dos que são bem-aventurados. Mas o que significa ser bem-aventurado? Segundo o dicionário Priberam encontram-se entre os significados desse adjetivo as seguintes características: O que goza da eterna beatitude; felicidade perfeita; ditoso; feliz. Ser humilde, chorar, ser manso, desejar a justiça, ser misericordioso, limpo de coração, pacificador, perseguido e insultado é loucura para o mundo sem Luz! Mas Cristo faz com que a loucura deles seja sabedoria e beatitude para os seus remidos.

Esta é a verdadeira felicidade, a eterna alegria, ser simples e obedecer a Deus, pois ele recompensará os que assim procederem. Deus quer que obedeçamos o que temos aprendido domingo após domingo, o que lemos em nossa meditação diária e o que confessamos e professamos diante dele e dos homens. Foi por essa razão que ele manifestou-se a nós, para que o obedecêssemos e fôssemos por ele consolados e nutridos de tudo quanto precisamos. Ele é a nossa força, permaneçamos nele e ele permanecerá em nós.

William de Almeida Santos

Homilia vem do grego e significa “conversa de pai para filho”, na igreja primitiva constituía-se em um pequeno sermão de caráter explicativo, exortativo e exegético, explicando as escrituras de forma curta e objetiva. Era o momento em que o ministro se aproximava da congregação e os instruía, como um pai faz ao filho.

Culto Dominical – III Domingo do Tempo Comum – ano A

(A liturgia foi elaborada da forma mais completa possível podendo ser adaptada a realidade de cada comunidade local.)

Modelo de culto para a celebração do III Domingo do Tempo Comum ou III Domingo após Epifania.

(O = Oficiante C = Congregação = Todos L = Leitor M = Ministro)

Liturgia da Acolhida

SINOS e/ou PRELÚDIO MUSICAL – hino n° 305 HNC

INTRÓITO CANTADO – hino n° 101 HNC – slides (101-A VOZ DA SALVAÇÃO)

SAUDAÇÃO INICIAL E AVISOS COMUNITÁRIOS

CANTO DE ENTRADA (PROCESSIONAL) – hino n° 307 HNC – slides (307-A SANTA IGREJA)

O = Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo

C = Amém.

O = Elevo meus olhos para os montes; de onde me virá o socorro?

C = O nosso socorro está em o nome do Senhor, criador dos céus e da terra.

SENTENÇA BÍBLICA

O = Rendei graças ao Senhor, invocai o seu nome, fazei conhecidos, entre os povos, os seus feitos.

C = Cantai-lhe, cantai-lhe salmos; narrai todas as suas maravilhas!

DOXOLOGIA – hino n° 1 HNC – slides (01 – DOXOLOGIA)

COLETA INTRODUTÓRIA (oração em favor do culto)

O = Oremos. Deus Todo-Poderoso, para quem todos os corações estão abertos, todos os desejos conhecidos e para quem nada está em segredo; purifica os pensamentos de nossos corações pela inspiração do teu Santo Espírito, para que possamos amar-te perfeitamente, e dignamente engrandecer teu nome. Por Cristo Jesus, Nosso Senhor.

C = Amém.

CHAMADA À CONTRIÇÃO

SUMÁRIO DA LEI

O = Escutai o que diz o nosso Senhor Jesus Cristo: Amarás o Senhor teu Deus de todo o coração, de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento. Este é o primeiro e grande mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos depende toda a Lei e os Profetas.

O = Senhor, tem misericórdia de nós.

C = Cristo, tem misericórdia de nós.

T = Senhor, tem misericórdia de nós.

CANTO DE CONTRIÇÃO – hino n° 73 HNC – slides (73-COMPAIXÃO)

CONFISSÃO PÚBLICA DE PECADOS

Santo Deus de toda misericórdia, nós reconhecemos perante ti nossa natureza pecaminosa, sempre pronta para fazer o mal, e tardia em fazer o bem. Nós confessamos as nossas faltas e as nossas ofensas. Só tu sabes o quanto nós temos pecado; nos desviando dos teus caminhos, escondendo ou esbanjando os teus talentos, esquecemo-nos de teu amor. Tem, no entanto, misericórdia, ó Senhor, pois deploramos e nos arrependemos de tudo aquilo em que temos te desagradado. Ensina-nos a abominar nossos erros, purifica-nos da faltas que nos são ocultas e perdoa os nossos pecados, por amor de teu Filho, e ajuda-nos, nós te imploramos, ó Deus de toda a santidade, a vivermos em tua luz e caminhar trilhando os teus caminhos, de acordo com os mandamentos de Cristo Jesus, Nosso Senhor, amém. [João Calvino]

CONFISSÃO INDIVIDUAL SILENCIOSA

ABSOLVIÇÃO

O = Nosso Deus de bondade e de misericórdia, que entregou o teu Filho para perdão de nossos pecados, promete-o aos que os confessarem com arrependimento e fé. Assim sendo, que o Senhor tenha misericórdia de vós, perdoe os vossos pecados e vos conduza para a vida eterna.

C = Amém.

CANTO DE REDENÇÃO – hino n° 78 HNC – slides (78-PERFEITA EXPIAÇÃO)

 

Liturgia da Palavra

COLETA DO DIA

O = O Senhor esteja convosco.

C= Seja também contigo.

O = Oremos […]

C = Amém.

PRIMEIRA LEITURA

O ou L =  A Palavra do Senhor conforme o Livro do profeta Isaías, capítulo 9, versos 1 ao 4.

(leitura)

O ou L = Palavra do Senhor.

C = Graças a Deus.

SALMO – Antífona: O Senhor é a minha luz e a minha salvação; de quem terei medo? O Senhor é a fortaleza da minha vida; a quem temerei? (Sl 27.1)

27.1, 4-9 ou cantado Salmo 27 (26).

GLÓRIA PATRI (hino n° 005) – slides (05-TRINDADE ADORADA)

SEGUNDA LEITURA

O ou L = A Palavra do Senhor conforme a Epístola de São Paulo aos Coríntios, capítulo 1, versos 10 ao 18.

(leitura)

O ou L =  Palavra do Senhor.

C = Graças a Deus

ACLAMAÇÃO DO EVANGELHO – 4° estrofe do hino n° 9 HNC – slides (09-ALELUIA AO DEUS TRINO)

O ou LPercorria Jesus toda a Galiléia, ensinando nas sinagogas, pregando o evangelho do reino e curando toda sorte de doenças e enfermidades entre o povo. (Mt 4.23)

O ou L = O Santo Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo, segundo relato de São Mateus, apóstolo e evangelista, capítulo 4, versos 12 ao 23.

C = Glória ao Senhor agora e para sempre!

(Leitura do Evangelho)

O ou L = O Evangelho é o poder de Deus para Salvação.

C = Glória a Ti Senhor!

ORAÇÃO POR ILUMINAÇÃO (ao final desta oração segue-se a Oração Dominical caso não haja celebração da Ceia ou Batismo)

O = [..] Em nome de Jesus Cristo que nos ensinou a orar dizendo:

T = Pai nosso que estás nos céus, santificado seja o teu nome. Venha o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu. O pão nosso de cada dia, dá-nos hoje. Perdoa as nossas dívidas, assim como nós perdoamos os nossos devedores. E não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal. Pois teu é o reino, o poder e a glória para sempre, amém.

SERMÃO

CANTO PRÓPRIO – hino n° 317 HNC – (317-CHAMADA)

CONFISSÃO DE FÉ

Credo Apostólico

T = Creio em Deus Pai, Todo-Poderoso Criador do Céu e da Terra.

Creio em Jesus Cristo, seu único Filho, Nosso Senhor, o qual foi concebido por obra do Espírito Santo; nasceu da virgem Maria; padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado; desceu ao Hades; ressurgiu dos mortos ao terceiro dia; subiu ao Céu e está sentado à direita de Deus Pai Todo-Poderoso, de onde há de vir para julgar os vivos e os mortos.

Creio no Espírito Santo; na Santa Igreja universal; na comunhão dos santos; na remissão dos pecados; na remissão dos pecados; na ressurreição do corpo; na vida eterna. Amém.

ORAÇÃO DOS FIÉIS – (caso não haja celebração da Ceia do Senhor ou do Santo Batismo, segue-se para os ritos finais).

 

Liturgia da Comunhão

SAUDAÇÃO DA PAZ

O = A paz do Senhor seja sempre convosco!

C = Seja também contigo.

O = Saudemo-nos com a paz do Senhor.

CONVITE A AÇÃO DE GRAÇAS E OFERTÓRIO – hino n° 55 HNC – slides (55-ALEGRIA E GRATIDÃO)

DIÁLOGO E SURSUM CORDA

M = O Senhor esteja convosco.

C = E também contigo.

M = Elevemos os corações.

C = Ao Senhor os elevamos.

M = Damos graças ao Senhor nosso Deus.

C = Pois fazê-lo é justo e bom.

PREFÁCIO EUCARÍSTICO

M = É verdadeiramente justo e digno e nossa maior alegria, que rendamos, sempre e em todo o lugar, glórias, honras e louvores a ti, ó Senhor, Pai Santo, Deus Eterno e Todo-Poderoso.  Portanto, com os Anjos e os Arcanjos, com os Patriarcas e os Profetas, com os Santos Apóstolos, os Mártires e os Doutores da Igreja, e com teus eleitos de todas as eras e lugares, unimos nossas vozes ao coro celestial, que não cessa de louvar teu nome, cantando:

T = Santo, santo, santo é o Senhor, Deus dos exércitos; toda a terra está cheia da tua glória. Ou pode ser cantado o hino n° 012 – slides (12-GLÓRIA À DEUS) 

M = Hosana nas alturas!

C = Bendito o que vem em nome do Senhor!

T = Hosana nas maiores alturas!

ANAMNESE

M = Toda a glória e ação de graças sejam dadas a ti, ó Senhor, Deus Todo-Poderoso, pois tu, em tua terna misericórdia, enviaste teu único Filho, Jesus Cristo, Nosso Senhor, para sofrer a morte sobre a Cruz para a nossa redenção, oferecendo, de uma vez por todas, sacrifício perfeito e suficiente para o perdão de pecados de toda a humanidade. Graças de damos ainda  pois, estando à véspera de se entregar para a nossa salvação, o Senhor instituiu o Sacramento do Pão e do Vinho, para que celebrássemos a comunhão de seu Corpo e Sangue, em memória de seu sacrifício, o qual agora nos achegamos à tua Santa Mesa para celebrar.

A INSTITUIÇÃO, A FRAÇÃO DO PÃO E A CONSAGRAÇÃO DO CÁLICE.

M = Porque eu recebi do Senhor o que também vos entreguei: que o Senhor Jesus, na noite em que foi traído, tomou o pão e, tendo dado graças, o partiu e disse: isto é o meu corpo, que é partido por vós; fazei isto em memória de mim.

M= Por semelhante modo, depois de haver dado ceado, tomou também o cálice, dizendo: Este cálice é a nova aliança em meu sangue; fazei isto, todas as vezes que o beberdes, em memória de mim.

A EPÍCLISE

M = Envia sobre nós, Senhor, o teu Santo Espírito, e santifica estas ofertas de pão e vinho, de modo que ao participarmos da tua Santa Ceia, cumpra-se a tua bendita Palavra, e partilhemos verdadeiramente da comunhão do Corpo e do Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo.

O MISTÉRIO DA FÉ

M = Pois nisto consiste o mistério da nossa fé, o motivo da nossa esperança:

T = Todas as vezes que comemos deste pão e bebemos deste cálice, anunciamos a morte e a ressurreição do Senhor, até que ele venha.

ORAÇÃO DO SENHOR

M = E confiados nesta fé, nós oramos como nosso Senhor nos ensinou, dizendo:

T = Pai nosso que estás nos céus, santificado seja o teu nome. Venha o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu. O pão nosso de cada dia, dá-nos hoje. Perdoa as nossas dívidas, assim como nós perdoamos os nossos devedores. E não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal. Pois teu é o reino, o poder e a glória para sempre, amém.

DOXOLOGIA FINAL E AMÉM

M = Por Cristo, com Cristo e em Cristo, a ti, Deus Pai Todo-Poderoso, na unidade do Espírito Santo, sejam dadas toda a honra e toda a glória, agora e para sempre.

C = Tríplice Amém

COMUNHÃO DO PÃO E DO CÁLICE

M = O pão que partimos é a comunhão do Corpo de Cristo.

C = Amém.

M = O cálice que abençoamos é a comunhão do Sangue de Cristo.

CANTOS DA COMUNHÃO E PÓS-COMUNHÃO – hino n° 340 HNC – slides (340-SANTA COMUNHÃO) / hino n° 296 HNC – slides (296-CRISTO NÃO TARDA)

ORAÇÃO DE AÇÃO DE GRAÇAS PELA COMUNHÃO

M ou Presbítero = Graças te rendemos de todo o coração, ó Senhor, nosso Deus, pela comunhão do Corpo e do Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo, que tu comunicas a nós pelo Sacramento da Eucaristia, que é a Santa Ceia do Senhor. Por tua grande misericórdia, preserva-nos na comunhão dos teus santos eleitos, de modo que possamos perseverar nas boas obras as quais tu preparastes para que andássemos nelas e, ao final de nossos dias terrenos, alcancemos com eles a glória que tu tens preparada para seus para os teus. Por Cristo Jesus, Nosso Senhor.

C = Amém.

 

Ritos Finais ou Liturgia de Despedida e Envio

ORAÇÃO PASTORAL DE ENVIO E BÊNÇÃO

M = A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo sejam com todos vós. E assim abençoe-vos o Deus Todo-Poderoso, Pai, Filho e Espírito Santo, hoje e por todo o sempre.

C = Quádruplo Amém

CANTO DE ENVIO – hino n° 400 HNC – slides (400-ORAÇÃO POR PROTEÇÃO)

POSLÚDIO E RECESSIONAL – Amazing Grace

O = Ide em paz, para serdes testemunhas de Jesus Cristo, e que o Senhor vos abençoe e vos acompanhe.

C= Graças a Deus! 

 

Liturgia extraída do Manual do Culto – Ordem para o Culto Público, Rito 1 e do Rito para Iniciação Cristã (Sociedade Pela Liturgia Reformada).

 

Homilia – II Domingo do Tempo Comum – ano A

Livro do Profeta Isaías 49.1-7

AntífonaProclamarei as boas-novas de justiça na grande congregação; jamais
cerrei os lábios, tu o sabes, Senhor. (Sl 40.9)

Salmo 40.1-11

Epístola de São Paulo aos Coríntios 1.1-9

Aclamação do Evangelho: O Senhor me disse: Israel, você é o meu servo, e por meio de você serei glorificado. (Is 49.3)

Evangelho s. São João 1.29-42

O primeiro ciclo do Tempo Comum é uma época de manifestações, por isso também é dado a esses Domingos o nome de “Domingos após a Epifania”, são Domingos em que nos aproximamos de Cristo pelos relatos de suas várias epifanias aos homens.

Na homilia de hoje voltamos ao texto do batismo do Senhor, porém agora no Evangelho de São João, que nos será mais útil para reconhecermos nossa parte na manifestação de Jesus Cristo. O tema de hoje é testemunho. João, na passagem do Evangelho, dá varias vezes o testemunho de que Jesus é verdadeiramente o Filho de Deus, ele diz isso aos que estavam ali recebendo o batismo, diz também ao próprio Cristo e a Deus nos céus. Mais tarde, no dia seguinte ao batismo do Senhor, João testemunha de Cristo aos seus discípulos que se encontravam em sua companhia, entre eles estava André, irmão de Simão. André, de modo semelhante a João, ao ter Cristo sido manifesto em sua vida pelo testemunho que João dera dele, foi também testemunhar de Jesus a seu irmão Simão. Pelo testemunho de André, foi Simão ao encontro de Jesus, e ele manifestou-se a ele mudando-lhe o nome, agora não já era apenas Simão, mas Pedro, a pedra que Cristo escolheu para si.

Mais adiante, além do texto proposto para hoje, podemos ver Filipe indo testemunhar a Natanael/Bartolomeu, que também foi ao Senhor, e dessa forma iam os discípulos fazendo a todos os que encontravam. Dar testemunho é parte integral do ministério cristão.

As Boas-Novas  de Cristo devem ser constantes na boca dos que professam Jesus como Salvador. Não é possível ser cristão e não compartilhar do amor de Deus, mesmo aqueles que não podem abrir a boca e pronunciar uma só palavra, testemunham do Mestre pela sua forma de viver. Tão importante quanto o falar é o viver de modo a demonstrar os ensinamentos de Cristo como reais em nosso viver.

Que o nosso Deus, que se manifesta a nós por meio de Sua Palavra e pela graça de Cristo Jesus, nos ajude a testemunhar as Boas-Novas, e que o Espírito Santo confirme nosso testemunho, trazendo muitos ao encontro desse Messias que se manifesta aos homens ainda hoje. Amém

William de Almeida Santos

Homilia vem do grego e significa “conversa de pai para filho”, na igreja primitiva constituía-se em um pequeno sermão de caráter explicativo, exortativo e exegético, explicando as escrituras de forma curta e objetiva. Era o momento em que o ministro se aproximava da congregação e os instruía, como um pai faz ao filho.

Culto Dominical – II Domingo do Tempo Comum – ano A

(A liturgia foi elaborada da forma mais completa possível podendo ser adaptada a realidade de cada comunidade local.)

Modelo de culto para a celebração do II Domingo do Tempo Comum ou II Domingo após Epifania.

(O = Oficiante C = Congregação = Todos L = Leitor M = Ministro)

Ritos Iniciais ou Liturgia da Acolhida

SINOS e/ou PRELÚDIO MUSICAL – Glórias (Wellerson Cassimiro)

INTRÓITO CANTADO – hino n° 100 HNC – slides (100-LOUVORES A CRISTO)

SAUDAÇÃO INICIAL E AVISOS COMUNITÁRIOS

CANTO DE ENTRADA (PROCESSIONAL) – hino n° 28 HNC – slides (28-COROAÇÃO)

O = Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo

C = Amém.

O = Elevo meus olhos para os montes; de onde me virá o socorro?

C = O nosso socorro está em o nome do Senhor, criador dos céus e da terra.

SENTENÇA BÍBLICA

O = Rendei graças ao Senhor, invocai o seu nome, fazei conhecidos, entre os povos, os seus feitos.

C = Cantai-lhe, cantai-lhe salmos; narrai todas as suas maravilhas!

DOXOLOGIA – hino n° 6 HNC – slides (06-DOXOLOGIA)

COLETA INTRODUTÓRIA (oração em favor do culto)

O = Oremos. Deus Todo-Poderoso, para quem todos os corações estão abertos, todos os desejos conhecidos e para quem nada está em segredo; purifica os pensamentos de nossos corações pela inspiração do teu Santo Espírito, para que possamos amar-te perfeitamente, e dignamente engrandecer teu nome. Por Cristo Jesus, Nosso Senhor.

C = Amém.

CHAMADA À CONTRIÇÃO

SUMÁRIO DA LEI

O = Escutai o que diz o nosso Senhor Jesus Cristo: Amarás o Senhor teu Deus de todo o coração, de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento. Este é o primeiro e grande mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos depende toda a Lei e os Profetas.

O = Senhor, tem misericórdia de nós.

C = Cristo, tem misericórdia de nós.

T = Senhor, tem misericórdia de nós.

CANTO DE CONTRIÇÃO – hino n° 76 HNC – slides (76-COMPAIXÃO)

CONFISSÃO PÚBLICA DE PECADOS

Confessamos a ti, ó Deus Todo-Poderoso, perante vós, nossos irmãos, e toda a companhia dos céus, que temos pecado excessivamente, contra ti, contra nosso próximo e contra nós mesmos, por nossas ações, por nossa omissão, em nossas palavras ou em nossos pensamentos; por nossa culpa, nossa própria culpa, nossa tão grande culpa. Rogamos-te, ó Deus, que nos conceda verdadeiro arrependimento e, por amor do teu Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, perdoa-nos os pecados e dá-nos a graça de te servirmos com alegria, para a honra e glória do teu santo nome, amém.

CONFISSÃO INDIVIDUAL SILENCIOSA

ABSOLVIÇÃO

O = Nosso Deus de bondade e de misericórdia, que entregou o teu Filho para perdão de nossos pecados, promete-o aos que os confessarem com arrependimento e fé. Assim sendo, que o Senhor tenha misericórdia de vós, perdoe os vossos pecados e vos conduza para a vida eterna.

C = Amém.

CANTO DE REDENÇÃO – hino n° 77 HNC – slides (77-DIVINO PERDÃO)

Liturgia da Palavra

 COLETA DO DIA

O = O Senhor esteja convosco.

C= Seja também contigo.

O = Oremos […]

C = Amém.

PRIMEIRA LEITURA

O ou L =  A Palavra do Senhor conforme o Livro do profeta Isaías, capítulo 49, versos 1 ao 7.

(leitura)

O ou L = Palavra do Senhor.

C = Graças a Deus.

SALMO

Antífona: Proclamarei as boas-novas de justiça na grande congregação; jamais
cerrei os lábios, tu o sabes, Senhor. (Sl 40.9)

40.1-11 ou cantado  – slides (Salmo 40), ou anida esta versão Salmo 39 (40).

GLÓRIA PATRI (hino n° 005) – slides (05-TRINDADE ADORADA)

SEGUNDA LEITURA

O ou L = A Palavra do Senhor conforme a Epístola de São Paulo aos Coríntios, capítulo 1, versos 1 ao 9.

(leitura)

O ou L =  Palavra do Senhor.

C = Graças a Deus

ACLAMAÇÃO DO EVANGELHO – Aleluia

O ou L: O Senhor me disse: Israel, você é o meu servo, e por meio de você serei glorificado. (Is 49.3)

O ou L = O Santo Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo, segundo relato de São João, apóstolo e evangelista, capítulo 1, versos 29 ao 42.

C = Glória ao Senhor agora e para sempre!

(Leitura do Evangelho)

O ou L = O Evangelho é o poder de Deus para Salvação.

C = Glória a Ti Senhor!

ORAÇÃO POR ILUMINAÇÃO (ao final desta oração segue-se a Oração Dominical caso não haja celebração da Ceia ou Batismo)

O = [..] Em nome de Jesus Cristo que nos ensinou a orar dizendo:

T = Pai nosso que estás nos céus, santificado seja o teu nome. Venha o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu. O pão nosso de cada dia, dá-nos hoje. Perdoa as nossas dívidas, assim como nós perdoamos os nossos devedores. E não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal. Pois teu é o reino, o poder e a glória para sempre, amém.

SERMÃO

CANTO PRÓPRIO – hino n° 386 HNC – slides (386-TESTEMUNHO)

CONFISSÃO DE FÉ

Credo Apostólico

T = Creio em Deus Pai, Todo-Poderoso Criador do Céu e da Terra.

Creio em Jesus Cristo, seu único Filho, Nosso Senhor, o qual foi concebido por obra do Espírito Santo; nasceu da virgem Maria; padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado; desceu ao Hades; ressurgiu dos mortos ao terceiro dia; subiu ao Céu e está sentado à direita de Deus Pai Todo-Poderoso, de onde há de vir para julgar os vivos e os mortos.

Creio no Espírito Santo; na Santa Igreja universal; na comunhão dos santos; na remissão dos pecados; na remissão dos pecados; na ressurreição do corpo; na vida eterna. Amém.

ORAÇÃO DOS FIÉIS – (caso não haja celebração da Ceia do Senhor ou do Santo Batismo, segue-se para os ritos finais).

 

Liturgia Eucarística

SAUDAÇÃO DA PAZ

O = A paz do Senhor seja sempre convosco!

C = Seja também contigo.

O = Saudemo-nos com a paz do Senhor.

CONVITE A AÇÃO DE GRAÇAS E OFERTÓRIO – hino n° 57 HNC  – slides (57-FONTE DE TODO BEM)

DIÁLOGO E SURSUM CORDA

M = O Senhor esteja convosco.

C = E também contigo.

M = Elevemos os corações.

C = Ao Senhor os elevamos.

M = Damos graças ao Senhor nosso Deus.

C = Pois fazê-lo é justo e bom.

PREFÁCIO EUCARÍSTICO

M = É verdadeiramente justo e digno e nossa maior alegria, que rendamos, sempre e em todo o lugar, glórias, honras e louvores a ti, ó Senhor, Pai Santo, Deus Eterno e Todo-Poderoso.  Portanto, com os Anjos e os Arcanjos, com os Patriarcas e os Profetas, com os Santos Apóstolos, os Mártires e os Doutores da Igreja, e com teus eleitos de todas as eras e lugares, unimos nossas vozes ao coro celestial, que não cessa de louvar teu nome, cantando:

T = Santo, santo, santo é o Senhor, Deus dos exércitos; toda a terra está cheia da tua glória. Ou pode ser cantado o hino n° 012 – slides (12-GLÓRIA À DEUS) 

M = Hosana nas alturas!

C = Bendito o que vem em nome do Senhor!

T = Hosana nas maiores alturas!

ANAMNESE

M = Toda a glória e ação de graças sejam dadas a ti, ó Senhor, Deus Todo-Poderoso, pois tu, em tua terna misericórdia, enviaste teu único Filho, Jesus Cristo, Nosso Senhor, para sofrer a morte sobre a Cruz para a nossa redenção, oferecendo, de uma vez por todas, sacrifício perfeito e suficiente para o perdão de pecados de toda a humanidade. Graças de damos ainda  pois, estando à véspera de se entregar para a nossa salvação, o Senhor instituiu o Sacramento do Pão e do Vinho, para que celebrássemos a comunhão de seu Corpo e Sangue, em memória de seu sacrifício, o qual agora nos achegamos à tua Santa Mesa para celebrar.

A INSTITUIÇÃO, A FRAÇÃO DO PÃO E A CONSAGRAÇÃO DO CÁLICE.

M = Porque eu recebi do Senhor o que também vos entreguei: que o Senhor Jesus, na noite em que foi traído, tomou o pão e, tendo dado graças, o partiu e disse: isto é o meu corpo, que é partido por vós; fazei isto em memória de mim.

M= Por semelhante modo, depois de haver dado ceado, tomou também o cálice, dizendo: Este cálice é a nova aliança em meu sangue; fazei isto, todas as vezes que o beberdes, em memória de mim.

A EPÍCLISE

M = Envia sobre nós, Senhor, o teu Santo Espírito, e santifica estas ofertas de pão e vinho, de modo que ao participarmos da tua Santa Ceia, cumpra-se a tua bendita Palavra, e partilhemos verdadeiramente da comunhão do Corpo e do Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo.

O MISTÉRIO DA FÉ

M = Pois nisto consiste o mistério da nossa fé, o motivo da nossa esperança:

T = Todas as vezes que comemos deste pão e bebemos deste cálice, anunciamos a morte e a ressurreição do Senhor, até que ele venha.

ORAÇÃO DO SENHOR

M = E confiados nesta fé, nós oramos como nosso Senhor nos ensinou, dizendo:

T = Pai nosso que estás nos céus, santificado seja o teu nome. Venha o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu. O pão nosso de cada dia, dá-nos hoje. Perdoa as nossas dívidas, assim como nós perdoamos os nossos devedores. E não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal. Pois teu é o reino, o poder e a glória para sempre, amém.

DOXOLOGIA FINAL E AMÉM

M = Por Cristo, com Cristo e em Cristo, a ti, Deus Pai Todo-Poderoso, na unidade do Espírito Santo, sejam dadas toda a honra e toda a glória, agora e para sempre.

C = Tríplice Amém

COMUNHÃO DO PÃO E DO CÁLICE

M = O pão que partimos é a comunhão do Corpo de Cristo.

C = Amém.

M = O cálice que abençoamos é a comunhão do Sangue de Cristo.

CANTOS DA COMUNHÃO E PÓS-COMUNHÃO – Vinho e Pão – slides (Vinho e Pão) / hino n° 295 – slides (295-A VOLTA DE JESUS)

ORAÇÃO DE AÇÃO DE GRAÇAS PELA COMUNHÃO

M ou Presbítero = Graças te rendemos de todo o coração, ó Senhor, nosso Deus, pela comunhão do Corpo e do Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo, que tu comunicas a nós pelo Sacramento da Eucaristia, que é a Santa Ceia do Senhor. Por tua grande misericórdia, preserva-nos na comunhão dos teus santos eleitos, de modo que possamos perseverar nas boas obras as quais tu preparastes para que andássemos nelas e, ao final de nossos dias terrenos, alcancemos com eles a glória que tu tens preparada para seus para os teus. Por Cristo Jesus, Nosso Senhor.

C = Amém.

 

Ritos Finais ou Liturgia de Despedida e Envio

ORAÇÃO PASTORAL DE ENVIO E BÊNÇÃO

M = A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo sejam com todos vós. E assim abençoe-vos o Deus Todo-Poderoso, Pai, Filho e Espírito Santo, hoje e por todo o sempre.

C = Quádruplo Amém

CANTO DE ENVIO –  hino n° 399 HNC – slides (399-TÉRMINO DO CULTO)

POSLÚDIO E RECESSIONAL – Poslúdio

O = Ide em paz, para serdes testemunhas de Jesus Cristo, e que o Senhor vos abençoe e vos acompanhe.

C= Graças a Deus! 

 

Liturgia extraída do Manual do Culto – Ordem para o Culto Público, Rito 1 e do Rito para Iniciação Cristã (Sociedade Pela Liturgia Reformada).

Homilia – O Batismo do Senhor – ano A

Livro do Profeta Isaías 42.1-9

Antífona: Ouve-se a voz do Senhor sobre as águas; troveja o Deus da glória; o Senhor
está sobre as muitas águas. (Sl 29.3)

Salmo 29

Livro dos Atos dos Apóstolos 10.34-43

Aclamação do Evangelho: Depois que Jesus foi batizado, ouviu-se uma voz dos céus:
Tu és o meu Filho amado, em ti me comprazo. (Mc 1.11)

Evangelho s. São Mateus 3.13-17

 

O Domingo do Batismo do Senhor encerra o Tempo de Natal e abre o Tempo Comum, quando neste primeiro ciclo celebramos as várias manifestações de Jesus, suas epifanias. A primeira delas foi aos magos do oriente, e a segunda em seu batismo, quando Cristo toma lugar entre os homens e manifesta a sua divindade. É uma mensagem das duas doutrinas mais importantes da Igreja, que muito causaram discussão nos primórdios do Cristianismo, a das naturezas de Cristo e a da Santíssima Trindade.

Em seu batismo Jesus Cristo toma lugar entre a humanidade, afirmando sua encarnação e natureza humana. O Batismo de João é para arrependimento e remissão dos pecados; nosso Senhor não teve pecados e não precisava ser batizado, o próprio João deu testemunho disso, mas Jesus, cumprindo a vontade do Pai, toma seu lugar e proclama a justiça de Deus no meio de seu povo.

Deus então, na unidade da Trindade, se revela a humanidade, na pessoa de Cristo, recebendo o batismo, na pessoa do Espírito Santo, descendo ao encontro do Filho em forma de pombo e  na pessoa do Pai, bradando sua voz dando testemunho de Jesus. O Batismo do Senhor, cujos profetas deram testemunho, era o início de um novo tempo, o Reino havia chegado aos homens, a justiça assim se cumpria!

Nesse domingo relembramos que as águas que foram derramadas sobre nós, ou nas quais fomos submergidos, são o símbolo do que o Espírito de Deus, que desde a eternidade paira sobre as águas, faz em nossos corações, nos purificando de todo o pecado, nos remindo daquilo que não poderíamos fazer por nós mesmos. Quando recebemos esse selo, passamos a integrar o Corpo de Cristo, sua Igreja, na qual estamos para servir e honrar o Senhor que tomou o nosso lugar e cumpriu a justiça de Deus!

William de Almeida Santos

Homilia vem do grego e significa “conversa de pai para filho”, na igreja primitiva constituía-se em um pequeno sermão de caráter explicativo, exortativo e exegético, explicando as escrituras de forma curta e objetiva. Era o momento em que o ministro se aproximava da congregação e os instruía, como um pai faz ao filho.

Homilia – Epifania de Nosso Senhor Jesus Cristo – ano A

Livro do Profeta Isaías 60.1-6

Antífona A: E todos os reis se prostrem perante ele; todas as nações o sirvam. (Sl 72.11)

Salmo 72.1-7, 10-14

Epístola de S. Paulo aos Efésios 3.1-12

Aclamação do Evangelho: Em Jerusalém, os magos perguntavam: Onde está o rec
ém-nascido Rei dos judeus? Porque vimos a sua estrela no Oriente e viemos
para adorá-lo. (Mt 2.2)

Evangelho s. São Mateus 2.1-12

 

Hoje celebramos a manifestação de Cristo a todos os povos da Terra. A Epifania, uma das festas mais antigas celebradas pelos cristãos, precedente do próprio Natal, é a comemoração da encarnação de Deus e sua salvação universal, isto é, não mais restrita a um só povo ou a alguns de outros povos, mas aberta a todos os gentios, inimigos de Deus, impuros, mas em Cristo Jesus feitos seus filhos e co-herdeiros com o Messias. Como afirma o apóstolo dos gentios no texto de Efésios, este é o mistério de Cristo, a luz para todas as nações.

Já em 361 de nossa presente era, foi relatado a festa da Epifania, que em sua origem celebrava a encarnação, o nascimento, a visita dos magos, a infância de Cristo e seu batismo, ao longos dos séculos essas comemorações foram sendo divididas, para que seus significados fossem mais aprofundados, dessa forma a Epifania, especialmente da tradição ocidental, celebra a encarnação e manifestação de Jesus Cristo a todos os povos, relembrando uma marca importante da Igreja de Cristo, sua universalidade ou catolicidade. Cristo Jesus rompeu o véu do Templo e conferiu aos seus escolhidos livre acesso ao Pai, dentre esses escolhidos, ele incluiu também os impuros, os gentios, que antes limitados ao átrio exterior do Templo, o pátio dos gentios, agora tornar-se-iam o próprio Templo do Espírito Santo de Deus. Na Epifania, celebramos o cumprimento das promessas de Deus feitas aos patriarcas e as profecias dos profetas, de que Deus abençoaria todos os povos da Terra por meio de Israel.

Agora em Jesus já não há judeu, nem grego; homem ou mulher; escravo ou livre, mas todos são um em Cristo Jesus. A mensagem da Epifania é a mensagem do apóstolo S. Paulo, é a mensagem de Deus a humanidade. Em Cristo a salvação é dada pela graça a todos os povos da Terra, para que estes constituam um povo, que assim como os magos do distante Oriente, de várias nações diferentes, possamos ser guiados por Cristo, nossa Estrela, nosso Guia e Luz.

Que a Luz de Cristo brilhe em nossas vidas e que as boas-novas de salvação sejam proclamadas a todos os povos pelo poder do Espírito Santo. Amém.

William de Almeida Santos

Homilia vem do grego e significa “conversa de pai para filho”, na igreja primitiva constituía-se em um pequeno sermão de caráter explicativo, exortativo e exegético, explicando as escrituras de forma curta e objetiva. Era o momento em que o ministro se aproximava da congregação e os instruía, como um pai faz ao filho.

Culto Dominical – Domingo da Epifania – ano A

(A liturgia foi elaborada da forma mais completa possível podendo ser adaptada a realidade de cada comunidade local.)

Modelo de culto para a celebração da Epifania de Nosso Senhor Jesus Cristo.

(O = Oficiante C = Congregação = Todos L = Leitor M = Ministro)

 

Ritos Iniciais ou Liturgia da Acolhida

SINOS e/ou PRELÚDIO MUSICAL – Três Reis Magos (We Three Kings)

INTRÓITO CANTADO – hino n° 247 – slides (247-ESTRELA CINTILANTE)

SAUDAÇÃO INICIAL E AVISOS COMUNITÁRIOS

CANTO DE ENTRADA (PROCESSIONAL) – Três Reis Magos (We Three Kings) – slides (Três Reis Magos do Oriente)

SAUDAÇÃO TRINITÁRIA E VOTO

O = Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo

C = Amém.

O = Elevo meus olhos para os montes; de onde me virá o socorro?

C = O nosso socorro está em o nome do Senhor, criador dos céus e da terra.

SENTENÇA BÍBLICA PARA A EPIFANIA

O = As nações se encaminham para a sua luz, e os reis, para o resplendor que te nasceu.

C = Também te dei como luz para os gentios, para serdes a minha salvação até a extremidade da terra.

DOXOLOGIA – hino n° 34 – slides (34-CONVITE AO LOUVOR)

COLETA INTRODUTÓRIA (oração em favor do culto)

O = Oremos. Deus Todo-Poderoso, para quem todos os corações estão abertos, todos os desejos conhecidos e para quem nada está em segredo; purifica os pensamentos de nossos corações pela inspiração do teu Santo Espírito, para que possamos amar-te perfeitamente, e dignamente engrandecer teu nome. Por Cristo Jesus, Nosso Senhor.

C = Amém.

CHAMADA À CONTRIÇÃO

SUMÁRIO DA LEI

O = Escutai o que diz o nosso Senhor Jesus Cristo: Amarás o Senhor teu Deus de todo o coração, de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento. Este é o primeiro e grande mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos depende toda a Lei e os Profetas.

O = Senhor, tem misericórdia de nós.

C = Cristo, tem misericórdia de nós.

T = Senhor, tem misericórdia de nós.

CANTO DE CONTRIÇÃO – hino n° 75 – slides (75-ARREPENDIMENTO E SÚPLICA)

CONFISSÃO PÚBLICA DE PECADOS

Santo Deus de toda misericórdia, nós reconhecemos perante ti nossa natureza pecaminosa, sempre pronta para fazer o mal, e tardia em fazer o bem. Nós confessamos as nossas faltas e as nossas ofensas. Só tu sabes o quanto nós temos pecado; nos desviando dos teus caminhos, escondendo ou esbanjando os teus talentos, esquecemo-nos de teu amor. Tem, no entanto, misericórdia, ó Senhor, pois deploramos e nos arrependemos de tudo aquilo em que temos te desagradado. Ensina-nos a abominar nossos erros, purifica-nos da faltas que nos são ocultas e perdoa os nossos pecados, por amor de teu Filho, e ajuda-nos, nós te imploramos, ó Deus de toda a santidade, a vivermos em tua luz e caminhar trilhando os teus caminhos, de acordo com os mandamentos de Cristo Jesus, Nosso Senhor, amém. [João Calvino] 

CONFISSÃO INDIVIDUAL SILENCIOSA

ABSOLVIÇÃO

O = Nosso Deus de bondade e de misericórdia, que entregou o teu Filho para perdão de nossos pecados, promete-o aos que os confessarem com arrependimento e fé. Assim sendo, que o Senhor tenha misericórdia de vós, perdoe os vossos pecados e vos conduza para a vida eterna.

C = Amém.

CANTO DE REDENÇÃO – hino n° 41 – slides (41-LOUVOR PELA GRAÇA DIVINA)

 

Liturgia da Palavra

 COLETA DO DIA

O = O Senhor esteja convosco.

C= Seja também contigo.

O = Oremos […]

C = Amém.

PRIMEIRA LEITURA

O ou L =  A Palavra do Senhor conforme o Livro do profeta Isaías, capítulo 60, versos 1 ao 6.

(leitura)

O ou L = Palavra do Senhor.

C = Graças a Deus.

SALMO

O = Antífona: E todos os reis se prostrem perante ele; todas as nações o sirvam. (Sl 72.11)

72.1-7, 10-14 (leitura em uníssono) ou cantado Saltério Reformado 72 – slides (Salmo 72) ou ainda esta versão Salmo (71) 72.

GLÓRIA PATRI (hino n° 005) – (05-TRINDADE ADORADA) – slides

SEGUNDA LEITURA

O ou L = A Palavra do Senhor conforme a Epístola de São Paulo aos Efésios, capítulo 3, versos 1 ao 12.

(leitura)

O ou L =  Palavra do Senhor.

C = Graças a Deus

ACLAMAÇÃO DO EVANGELHO – hino n° 10 (3° estrofe) – (10-A CRIAÇÃO E SEU CRIADOR) – slides

O = Em Jerusalém, os magos perguntavam: Onde está o recém-nascido Rei dos judeus? Porque vimos a sua estrela no Oriente e viemos para adorá-lo. (Mt 2.2)

O ou L = O Santo Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo, segundo relato de São Mateus, evangelista, capítulo 2, versos 1 ao 12.

C = Glória ao Senhor agora e para sempre!

(Leitura do Evangelho)

O ou L = O Evangelho é o poder de Deus para Salvação.

C = Glória a Ti Senhor!

ORAÇÃO POR ILUMINAÇÃO (ao final desta oração segue-se a Oração Dominical caso não haja celebração da Ceia ou Batismo)

O = Oremos. Ó inefável Criador, verdadeira fonte de toda a luz e sabedoria; derrama o brilho da tua luz sobre as trevas de nosso entendimento; concede-nos a compreensão da tua Palavra que lemos, a capacidade para lembrá-la,  a prontidão para aprendê-la, a sutileza para interpretá-la e a clareza para expressá-la. Põe ordem ao início desta obra, dirige o teu progresso e conduz-na à sua completude. [S. Tomás de Aquino] Em nome de Jesus Cristo que nos ensinou a orar dizendo:

T = Pai nosso que estás nos céus, santificado seja o teu nome. Venha o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu. O pão nosso de cada dia, dá-nos hoje. Perdoa as nossas dívidas, assim como nós perdoamos os nossos devedores. E não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal. Pois teu é o reino, o poder e a glória para sempre, amém.

SERMÃO

CANTO PRÓPRIO – hino n° 316 – slides (316-OS INTENTOS DE DEUS)

CONFISSÃO DE FÉ

Credo Niceno-Constantinopolitano

T= Creio em um só Deus, o Pai Todo-Poderoso, Criador do céu e da terra, de todas as coisas visíveis e invisíveis.

Creio em um só Senhor, Jesus Cristo, o Filho unigênito de Deus, gerado do Pai antes de todas as eras: Deus de Deus, Luz da Luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro; gerado, não criado; da mesma substância do Pai. Por ele, todas as coisas foram feitas. E por nós, os homens, e para a nossa salvação, desceu dos Céus e se encarnou, pelo Espírito Santo, no seio da virgem Maria, e se fez homem. Também por nós foi crucificado sob Pôncio Pilatos, padeceu e foi sepultado. Ressuscitou ao terceiro dia, conforme as Escrituras, e subiu aos Céus, onde está sentado à Direita do Pai. De novo há de vir em sua glória para julgar os vivos e os mortos, e o seu Reino não terá fim.

Creio no Espírito Santo, o Senhor e doador da vida, que procede do Pai e do Filho, e com o Pai e o Filho é adorado: Ele, que falou pelos profetas.

Creio na Igreja una, santa, católica e apostólica. Professo um só batismo para a remissão dos pecados. E espero a ressurreição dos mortos e a vida do mundo que há de vir. Amém.

ORAÇÃO DOS FIÉIS – (caso não haja celebração da Ceia do Senhor ou do Santo Batismo, segue-se para os ritos finais após a coleta do ofertório).

 

Liturgia dos Sacramentos

SAUDAÇÃO DA PAZ

O = A paz do Senhor seja sempre convosco!

C = Seja também contigo.

O = Saudemo-nos com a paz do Senhor.

CONVITE A AÇÃO DE GRAÇAS E OFERTÓRIO – hino n° 65 – (65-LOUVOR) – slides

DIÁLOGO E SURSUM CORDA

M = O Senhor esteja convosco.

C = E também contigo.

M = Elevemos os corações.

C = Ao Senhor os elevamos.

M = Damos graças ao Senhor nosso Deus.

C = Pois fazê-lo é justo e bom.

PREFÁCIO EUCARÍSTICO

M = Por meio de Jesus Cristo, Nosso Senhor, o qual, na substância de nossa carne mortal, manifestou sua glória divinal, de modo que nos trouxe das trevas para sua maravilhosa luz. Portanto, com os Anjos e os Arcanjos, com os Patriarcas e os Profetas, com os Santos Apóstolos, os Mártires e os Doutores da Igreja, e com teus eleitos de todas as eras e lugares, unimos nossas vozes ao coro celestial, que não cessa de louvar teu nome, cantando:

T = Santo, santo, santo é o Senhor, Deus dos exércitos; toda a terra está cheia da tua glória. Ou pode ser cantado o hino n° 012 – (12-GLÓRIA À DEUS) – slides

M = Hosana nas alturas!

C = Bendito o que vem em nome do Senhor!

T = Hosana nas maiores alturas!

ANAMNESE

M = Toda a glória e ação de graças sejam dadas a ti, ó Senhor, Deus Todo-Poderoso, pois tu, em tua terna misericórdia, enviaste teu único Filho, Jesus Cristo, Nosso Senhor, para sofrer a morte sobre a Cruz para a nossa redenção, oferecendo, de uma vez por todas, sacrifício perfeito e suficiente para o perdão de pecados de toda a humanidade. Graças de damos ainda  pois, estando à véspera de se entregar para a nossa salvação, o Senhor instituiu o Sacramento do Pão e do Vinho, para que celebrássemos a comunhão de seu Corpo e Sangue, em memória de seu sacrifício, o qual agora nos achegamos à tua Santa Mesa para celebrar.

A INSTITUIÇÃO, A FRAÇÃO DO PÃO E A CONSAGRAÇÃO DO CÁLICE.

M = Porque eu recebi do Senhor o que também vos entreguei: que o Senhor Jesus, na noite em que foi traído, tomou o pão e, tendo dado graças, o partiu e disse: isto é o meu corpo, que é partido por vós; fazei isto em memória de mim.

M= Por semelhante modo, depois de haver dado ceado, tomou também o cálice, dizendo: Este cálice é a nova aliança em meu sangue; fazei isto, todas as vezes que o beberdes, em memória de mim.

A EPÍCLISE

M = Envia sobre nós, Senhor, o teu Santo Espírito, e santifica estas ofertas de pão e vinho, de modo que ao participarmos da tua Santa Ceia, cumpra-se a tua bendita Palavra, e partilhemos verdadeiramente da comunhão do Corpo e do Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo.

O MISTÉRIO DA FÉ

M = Pois nisto consiste o mistério da nossa fé, o motivo da nossa esperança:

T = Todas as vezes que comemos deste pão e bebemos deste cálice, anunciamos a morte e a ressurreição do Senhor, até que ele venha.

ORAÇÃO DO SENHOR

M = E confiados nesta fé, nós oramos como nosso Senhor nos ensinou, dizendo:

T = Pai nosso que estás nos céus, santificado seja o teu nome. Venha o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu. O pão nosso de cada dia, dá-nos hoje. Perdoa as nossas dívidas, assim como nós perdoamos os nossos devedores. E não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal. Pois teu é o reino, o poder e a glória para sempre, amém.

DOXOLOGIA FINAL E AMÉM

M = Por Cristo, com Cristo e em Cristo, a ti, Deus Pai Todo-Poderoso, na unidade do Espírito Santo, sejam dadas toda a honra e toda a glória, agora e para sempre.

C = Tríplice Amém

COMUNHÃO DO PÃO E DO CÁLICE

M = O pão que partimos é a comunhão do Corpo de Cristo.

C = Amém.

M = O cálice que abençoamos é a comunhão do Sangue de Cristo.

CANTOS DA COMUNHÃO E PÓS-COMUNHÃO – hino n° 346 – slides (346-A CEIA DO SENHOR) / hino n° 294  – slides (294-O SENHOR VOLTARÁ)

ORAÇÃO DE AÇÃO DE GRAÇAS PELA COMUNHÃO

M ou Presbítero = Graças te rendemos de todo o coração, ó Senhor, nosso Deus, pela comunhão do Corpo e do Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo, que tu comunicas a nós pelo Sacramento da Eucaristia, que é a Santa Ceia do Senhor. Por tua grande misericórdia, preserva-nos na comunhão dos teus santos eleitos, de modo que possamos perseverar nas boas obras as quais tu preparastes para que andássemos nelas e, ao final de nossos dias terrenos, alcancemos com eles a glória que tu tens preparada para seus para os teus. Por Cristo Jesus, Nosso Senhor.

C = Amém.

 

Ritos Finais ou Liturgia de Despedida e Envio

ORAÇÃO PASTORAL DE ENVIO E BÊNÇÃO

M = A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo sejam com todos vós. E assim abençoe-vos o Deus Todo-Poderoso, Pai, Filho e Espírito Santo, hoje e por todo o sempre.

C = Quádruplo Amém

CANTO DE ENVIO – hino n° 400 – slides (400-ORAÇÃO POR PROTEÇÃO)

POSLÚDIO E RECESSIONAL – De todas as Tribos (Guilherme Kerr) – slides (De todas as tribos)

O = Ide em paz, para serdes testemunhas de Jesus Cristo, e que o Senhor vos abençoe e vos acompanhe.

C= Graças a Deus! 

 

 

Liturgia extraída do Manual do Culto – Ordem para o Culto Público, Rito 1 (Sociedade Pela Liturgia Reformada).

João, Apóstolo e Evangelista

Gênesis 1.1-5, 26-31

Salmo 116.12-19

1° Epístola de São João 1.1-2.2

Aclamação do Evangelho: O evangelista João disse: Ainda há muitas outras coisas
que Jesus fez. Se todas elas fossem escritas, uma por uma, acho que nem no
mundo inteiro caberiam os livros que seriam escritos. (Jo 21.25)

Evangelho s. São João 21.20-25

Antífona: Preciosa é aos olhos do SENHOR a morte dos seus santos. (Sl 116.15)

O Discípulo a quem Jesus amava
João, filho de Zebedeu, apóstolo e evangelista, é designado na Bíblia como o discípulo a quem Jesus amava. Tinha por irmão Tiago, conhecido como Tiago, o Maior, uma forma de diferencia-lo do outro Apóstolo do mesmo nome e do irmão do Senhor. Era pescador de profissão, consertava as redes de pesca ao lado de seu irmão. Provavelmente os dois eram sócios de André e Pedro, que também eram pescadores. Ao lado de Tiago, eram conhecidos como “filhos do Trovão”.
Os escritos de João nos mostram que tipo extraordinário de pessoa ele era. Ao longo dos anos vemos a evolução e aperfeiçoamento de sua linguagem e raciocínio exposto em seus escritos. Além do Evangelho, ele também escreveu três cartas e o Apocalipse, ou seja, uma revelação que lhe foi dada por Deus. O Evangelho de João é diferente dos outros, pois não se inicia com a narrativa do nascimento de Jesus, mas nos introduz às boas-novas falando do mistério que agora fora revelado em Cristo, a encarnação do Verbo, que estava com Deus e era Deus. O Evangelho segundo João tem várias histórias exclusivas as quais João relatou para que crêssemos que Jesus Cristo de Nazaré é o Messias, o Emanuel esperado, aquele que veio nos religar com o Pai. João deixa claro que há muitos outros feitos de Jesus que ficaram de fora de sua narrativa, e que nem todo o mundo poderia conter as maravilhas que Cristo realizou na Terra. (Jo 21.25).

Havia uma crença entre os discípulos e entre os cristãos primitivos de que João não passaria pela morte, por causa da resposta de Jesus à pergunta de Pedro (21.21-23). Sabendo disso, João ainda dá testemunho, desmistificando essa crença a seu respeito no capítulo 21. A tradição nos diz que pregou na região da Ásia Menor, especialmente em na cidade de Éfeso. Terminou seus dias na Ilha de Pátmos, onde “dormiu” no ano 103 d. C. Acretita-se que foi o único discípulo que não foi martirizado, tendo uma morte natural. Que a vida deste amado Apóstolo de Jesus, nos inspire a viver uma vida aceitável aos olhos de Deus, para que sejamos amados por Ele!

William de Almeida Santos

Homilia – Natal

Livro do Profeta Isaías 9.2-7

Salmo 96

Epístola de São Paulo a S. Tito 2.11-14

Aclamação do Evangelho: O profeta Isaías diz: Um menino nos nasceu, um filho se
nos deu; o governo está sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso
Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz. (Is 9.6)

Evangelho s. São Lucas 2.1-14(15-20)

 

Antífona:

Cantai ao Senhor um cântico novo, cantai ao Senhor todas as terras. (Sl 96.1)

 

Um menino nos nasceu, um filho se nos deu… Jesus nos foi dado, a preciosidade do universo, Filho Unigênito de Deus, foi-nos dado para conquistar tudo para nós, inimigos de Deus, homens maus, que estavam cegos em meio as trevas. Jesus Cristo é maravilhoso, a mensagem do Natal sempre deixa os homens boquiabertos! Como é intrigante para nós o próprio Deus ter-se feito homem, carne como a nossa carne, que sente dor, que morre e ter habitado entre nós, humanidade caída, carente de socorro, cheia de dureza de coração. Ele que é tão grande, cuja grandeza não pode ser expressa por esta palavra, fez-se pequenino e frágil, para tornar-se Rei e cumprir a perfeita Lei de Deus, pois somente Ele poderia nos reconciliar com o Pai, ele que é o próprio Deus.

A mensagem do Natal é universal, dever de cada cristão e direito de cada homem que anda nas trevas. Assim fizeram os anjos anunciando aos pastores e o Senhor, guiando os sábios magos. A humanidade precisa de Luz, chama para por fim a cegueira que a faz topar em tudo quanto é obstáculo, vida para se dedicar as boas obras de Deus, graça para receber a salvação, Jesus, para alimentar-se de toda água viva e pão do céu. Somente no Menino-Deus dado para nós encontramos todas essas dádivas de Deus, somente através dele que é a Luz do mundo, encontramos vida e vida em abundância.

Nós, comprados por ele, somos luz também, pois ele habita em nós e está no meio da Igreja, portadora da Luz no mundo em trevas. Precisamos ser como o Pequeno na manjedoura e levar sua Luz a todos os que estiverem ao nosso alcance!

Viva o Senhor e seu Reino, viva a Jesus e sua salvação, viva o Verbo Divino de Deus, Emanuel, Deus Conosco, pois agora temos vida e podemos nos achegar a Deus e contemplá-lo na beleza de sua santidade!

Feliz Natal.

William de Almeida Santos

Homilia vem do grego e significa “conversa de pai para filho”, na igreja primitiva constituía em um pequeno sermão de caráter explicativo, exortativo e exegético, explicando as escrituras de forma curta e objetiva. Era o momento em que o ministro se aproximava da congregação e os instruía, como um pai faz ao filho.