Homilia – VII Domingo do Tempo Comum – ano A

Levítico 19.1-2, 9-18

Antífona: Ensina-me, Senhor, o caminho dos teus decretos, e os seguirei até ao fim. (Sl 119.33)

Salmo 119.33-40

I Epístola de São Paulo aos Coríntios 3.10-11, 16-23

Aclamação do Evangelho: Jesus pede a Deus em oração: Santifica meus discípulos
na verdade; a tua palavra é a verdade. (Jo 17.17)

Evangelho s. São Mateus 5.38-48

 

A Palavra de Deus é a manifestação do Senhor no meio do seu povo. É por ouvir a voz de Deus que aprendemos a discernir o certo do errado. Também é ouvindo a voz de Deus que aprendemos a agir como Deus requer de nós.

Nosso cristianismo atual, que goza de paz em relação ao estado e pessoas de outras crenças, do conforto de nossos templos e locais de culto, da alegria das programações e cultos semanais precisa ser mais do que isso. Todas essas maravilhosas condições precisam nos levar a agir de forma diferente em nosso viver. Precisamos obedecer e compartilhar o que temos ouvido e aprendido. Devemos ser diferentes daqueles que desconhecem a Deus.

Oferecer a outra face, não recorrer à vingança, amar ao próximo, sendo ele o nosso inimigo, não é uma tarefa das mais fáceis. É por essa razão que não é uma missão para nós simples homens que nos julgamos ser ou saber algo, mas um ofício para pessoas redimidas e habitadas pelo Espírito de Deus, cujo poder transforma suas vidas e a dos outros que estão a sua volta. Por essa razão precisamos dar ouvidos e deixar com que a Palavra de Deus seja nossa guia, pois, para cumprir esse chamado precisamos estar cheios do Espírito de Deus e é por ouvir a Voz de Deus, meio de sua graça, que estaremos cheios do Espírito e capacitados para agir como perfeitos filhos de Deus e embaixadores dos Céus.

William de Almeida Santos

Homilia vem do grego e significa “conversa de pai para filho”, na igreja primitiva constituía-se em um pequeno sermão de caráter explicativo, exortativo e exegético, explicando as escrituras de forma curta e objetiva. Era o momento em que o ministro se aproximava da congregação e os instruía, como um pai faz ao filho.

Homilia – VI Domingo do Tempo Comum – ano A

Deuteronômio 30.15-20

Antífona: Bem-aventurados os irrepreensíveis no seu caminho, que andam na lei
do Senhor. (Sl 119.1)

Salmo 119.1-8

I Epístola de São Paulo aos Coríntios 3.1-9

Aclamação do Evangelho: Simão Pedro respondeu a Jesus: Senhor, para quem iremos?
Tu tens as palavras da vida eterna. (Jo 6.68)

Evangelho de s. São Mateus 5.21-37

 

Uma proposta de vida ou morte:

A liturgia da Palavra deste Domingo é clara e objetiva. Deus fez ao homem uma proposta de vida ou morte. Para viver o homem precisa obedecer a Deus e isto somente. Não é tarefa das mais fáceis, mas Jesus Cristo já cumpriu a tarefa mais difícil de toda a nossa caminhada em direção ao Pai, ele morreu na cruz por nós, e morreu pois nós optamos pela proposta de morte. Esta consistem em desobedecer a Deus e viver segundo o nosso próprio entendimento, seguindo os caprichos do coração e enganando-nos a nós mesmos, mentindo para nós que obedecemos a Deus, quando na verdade queremos obedecê-lo a nossa maneira.

Jesus já pagou o preço pela nossa escolha de morte, ele já morreu em nosso lugar e comprou nossa liberdade, cabe a nós viver a proposta de vida que Deus colocou diante de nós. Obedecer requer atitude. Jesus demonstra isso quando exemplifica a atitude obediente à mutilação do corpo. Não é uma ordenança literal, mas serve para mostrar-nos o quão importante é posicionar-se contra o pecado e o mal que nos assola. Para viver a promessa de vida é preciso lutar contra o que nos impede de caminhar, lançar fora o que nos atrapalha de correr a corrida da vida cristã e chegar ao final, mesmo sem um braço ou uma perna, mas estar diante do Senhor. Padecer no caminho não é uma escolha é negar que alguém já padeceu por nós.

 

William de Almeida Santos

Homilia vem do grego e significa “conversa de pai para filho”, na igreja primitiva constituía-se em um pequeno sermão de caráter explicativo, exortativo e exegético, explicando as escrituras de forma curta e objetiva. Era o momento em que o ministro se aproximava da congregação e os instruía, como um pai faz ao filho.

Homilia – V Domingo do Tempo Comum – ano A

Livro do profeta Isaías 58.1-9a (9b-12)

Antífona: Ao justo, nasce luz nas trevas; ele é benigno, misericordioso e justo. (Sl112.4)

Salmo 112.1-9 (10)

I Epístola de S. Paulo aos Coríntios 2.1-12 (13-16)

Aclamação do Evangelho: Jesus Cristo diz: Eu sou a luz do mundo; quem me segue
nunca andará na escuridão, mas terá a luz da vida. (Jo 8.12)

Evangelho s. S. Mateus 5.13-20

“Vós sois a luz do mundo” – A luz precisa brilhar, precisa levar claridade a quem está cego. O brilho do cristão é a sua fé, que o leva a praticar boas obras que iluminam a vida dos perdidos e desamparados.

Os textos anteriores ao Evangelho mostram a necessidade de sermos verdadeiros para com nosso Deus. Ele requer de nós obediência e ação. Tudo o que sabemos, o que pelo Espírito passamos a compreender e crer, precisa se tornar visível em nossa forma de viver. Brilhar e salgar é agir, é dar comida ao faminto, do pão material ao Pão da Vida; é dar água mineral ao que tem sede e também Água da Fonte de Vida; é cobrir o nú, consolar o aflito fazer o que Cristo fez como embaixadores do Céu neste mundo, como o próprio Corpo de Cristo operante na Terra.

Temos brilhado? Temos salgado? Ou temos sido pisados e colocados em baixo da cama? Deus quer que brilhemos, Ele dará toda a força para brilharmos, tendo fé as obras virão, tendo confiança a boca se abrirá e estando no Espírito ele nos transformará! É tempo! Não desista de brilhar, não pense que é impossível salgar. Cristo nos ajudará a viver consoante a sua vontade.

Se você tem brilhado e salgado a vida dos homens, encorajo-te a continuar assim! Que Deus o abençoe e que você possa ser exemplo a ser seguido.

Deus, capacita-nos a brilhar, dá-nos a cada dia do teu Santo Espírito e que nossa fé produza brilhantes obras que mostrem o Senhor a quem servimos. Amém.

William de Almeida Santos

Homilia vem do grego e significa “conversa de pai para filho”, na igreja primitiva constituía-se em um pequeno sermão de caráter explicativo, exortativo e exegético, explicando as escrituras de forma curta e objetiva. Era o momento em que o ministro se aproximava da congregação e os instruía, como um pai faz ao filho.

Homilia – III Domingo do Tempo Comum – ano A

Livro do Profeta Isaías 9.1-4

AntífonaO Senhor é a minha luz e a minha salvação; de quem terei medo? O Senhor é a fortaleza da minha vida; a quem temerei? (Sl 27.1)

Salmo 27.1, 4-9.

I Epístola de São Paulo aos Coríntios 1.10-18.

Aclamação do EvangelhoPercorria Jesus toda a Galiléia, ensinando nas sinagogas, pregando o evangelho do reino e curando toda sorte de doenças e enfermidades entre o povo. (Mt 4.23)

Evangelho s. São Mateus 4.12-23.

Na lição do evangelho de hoje, vemos Jesus manifestando-se a um povo a um povo que estava em trevas. A esperança prometida a esse território excluído e desprezado pelo homens havia chegado. Os últimos dias do qual falou o profeta Isaías haviam chegado, como o Cristo proclamava ao povo, estava próximo o Reino de Deus.

Jesus inicia o chamado de seus discípulos nessa terra, indo de encontro e manifestando-se a homens simples, pescadores. A proposta de Jesus para esses homens simples era de certa forma estranha. Tornar-se pescadores de homens. O que seria isso? Os irmãos não discutiram a proposta de Cristo, mas obedecendo ao chamado, foram e confiaram no Senhor. De semelhante modo passou por João e Tiago, que também o seguiram sem pestanejar.

A laboriosa atividade da pesca nos tempos de Jesus, como ainda é em muitos lugares pelo mundo, exigia força e causava desgaste. Se lançar redes ao mar é difícil, quanto mais lançá-las aos homens? A diferença das duas tarefas, é que a força necessária para pescar os homens vem do Espírito Santo de Deus. Tiago e João não precisariam mais se preocupar em consertar as redes, mas em confiar no Espírito de Deus, que daria a eles toda a força necessária e autoridade para que a pesca de homens fosse como a Pesca Maravilhosa.

Somos chamados a ser pescadores de homens. Uns por meio do ministério da Palavra, outros por meio de suas funções profissionais, chamados para ser professores de homens, médicos de homens, auxiliares de homens e em tudo o que fizerem brilhar a luz como o Cristo brilhou em Zebulom e Naftali, a Galileia dos Gentios.

Servir a Cristo é um ministério integral, um chamado perpétuo para o verdadeiro Cristão, ou seja aquele que como Cristo se manifesta aos homens capacitando-os a servir o Reino de Deus.

William de Almeida Santos

Homilia vem do grego e significa “conversa de pai para filho”, na igreja primitiva constituía-se em um pequeno sermão de caráter explicativo, exortativo e exegético, explicando as escrituras de forma curta e objetiva. Era o momento em que o ministro se aproximava da congregação e os instruía, como um pai faz ao filho.

Homilia – II Domingo do Tempo Comum – ano A

Livro do Profeta Isaías 49.1-7

AntífonaProclamarei as boas-novas de justiça na grande congregação; jamais
cerrei os lábios, tu o sabes, Senhor. (Sl 40.9)

Salmo 40.1-11

Epístola de São Paulo aos Coríntios 1.1-9

Aclamação do Evangelho: O Senhor me disse: Israel, você é o meu servo, e por meio de você serei glorificado. (Is 49.3)

Evangelho s. São João 1.29-42

O primeiro ciclo do Tempo Comum é uma época de manifestações, por isso também é dado a esses Domingos o nome de “Domingos após a Epifania”, são Domingos em que nos aproximamos de Cristo pelos relatos de suas várias epifanias aos homens.

Na homilia de hoje voltamos ao texto do batismo do Senhor, porém agora no Evangelho de São João, que nos será mais útil para reconhecermos nossa parte na manifestação de Jesus Cristo. O tema de hoje é testemunho. João, na passagem do Evangelho, dá varias vezes o testemunho de que Jesus é verdadeiramente o Filho de Deus, ele diz isso aos que estavam ali recebendo o batismo, diz também ao próprio Cristo e a Deus nos céus. Mais tarde, no dia seguinte ao batismo do Senhor, João testemunha de Cristo aos seus discípulos que se encontravam em sua companhia, entre eles estava André, irmão de Simão. André, de modo semelhante a João, ao ter Cristo sido manifesto em sua vida pelo testemunho que João dera dele, foi também testemunhar de Jesus a seu irmão Simão. Pelo testemunho de André, foi Simão ao encontro de Jesus, e ele manifestou-se a ele mudando-lhe o nome, agora não já era apenas Simão, mas Pedro, a pedra que Cristo escolheu para si.

Mais adiante, além do texto proposto para hoje, podemos ver Filipe indo testemunhar a Natanael/Bartolomeu, que também foi ao Senhor, e dessa forma iam os discípulos fazendo a todos os que encontravam. Dar testemunho é parte integral do ministério cristão.

As Boas-Novas  de Cristo devem ser constantes na boca dos que professam Jesus como Salvador. Não é possível ser cristão e não compartilhar do amor de Deus, mesmo aqueles que não podem abrir a boca e pronunciar uma só palavra, testemunham do Mestre pela sua forma de viver. Tão importante quanto o falar é o viver de modo a demonstrar os ensinamentos de Cristo como reais em nosso viver.

Que o nosso Deus, que se manifesta a nós por meio de Sua Palavra e pela graça de Cristo Jesus, nos ajude a testemunhar as Boas-Novas, e que o Espírito Santo confirme nosso testemunho, trazendo muitos ao encontro desse Messias que se manifesta aos homens ainda hoje. Amém

William de Almeida Santos

Homilia vem do grego e significa “conversa de pai para filho”, na igreja primitiva constituía-se em um pequeno sermão de caráter explicativo, exortativo e exegético, explicando as escrituras de forma curta e objetiva. Era o momento em que o ministro se aproximava da congregação e os instruía, como um pai faz ao filho.

Homilia – Epifania de Nosso Senhor Jesus Cristo – ano A

Livro do Profeta Isaías 60.1-6

Antífona A: E todos os reis se prostrem perante ele; todas as nações o sirvam. (Sl 72.11)

Salmo 72.1-7, 10-14

Epístola de S. Paulo aos Efésios 3.1-12

Aclamação do Evangelho: Em Jerusalém, os magos perguntavam: Onde está o rec
ém-nascido Rei dos judeus? Porque vimos a sua estrela no Oriente e viemos
para adorá-lo. (Mt 2.2)

Evangelho s. São Mateus 2.1-12

 

Hoje celebramos a manifestação de Cristo a todos os povos da Terra. A Epifania, uma das festas mais antigas celebradas pelos cristãos, precedente do próprio Natal, é a comemoração da encarnação de Deus e sua salvação universal, isto é, não mais restrita a um só povo ou a alguns de outros povos, mas aberta a todos os gentios, inimigos de Deus, impuros, mas em Cristo Jesus feitos seus filhos e co-herdeiros com o Messias. Como afirma o apóstolo dos gentios no texto de Efésios, este é o mistério de Cristo, a luz para todas as nações.

Já em 361 de nossa presente era, foi relatado a festa da Epifania, que em sua origem celebrava a encarnação, o nascimento, a visita dos magos, a infância de Cristo e seu batismo, ao longos dos séculos essas comemorações foram sendo divididas, para que seus significados fossem mais aprofundados, dessa forma a Epifania, especialmente da tradição ocidental, celebra a encarnação e manifestação de Jesus Cristo a todos os povos, relembrando uma marca importante da Igreja de Cristo, sua universalidade ou catolicidade. Cristo Jesus rompeu o véu do Templo e conferiu aos seus escolhidos livre acesso ao Pai, dentre esses escolhidos, ele incluiu também os impuros, os gentios, que antes limitados ao átrio exterior do Templo, o pátio dos gentios, agora tornar-se-iam o próprio Templo do Espírito Santo de Deus. Na Epifania, celebramos o cumprimento das promessas de Deus feitas aos patriarcas e as profecias dos profetas, de que Deus abençoaria todos os povos da Terra por meio de Israel.

Agora em Jesus já não há judeu, nem grego; homem ou mulher; escravo ou livre, mas todos são um em Cristo Jesus. A mensagem da Epifania é a mensagem do apóstolo S. Paulo, é a mensagem de Deus a humanidade. Em Cristo a salvação é dada pela graça a todos os povos da Terra, para que estes constituam um povo, que assim como os magos do distante Oriente, de várias nações diferentes, possamos ser guiados por Cristo, nossa Estrela, nosso Guia e Luz.

Que a Luz de Cristo brilhe em nossas vidas e que as boas-novas de salvação sejam proclamadas a todos os povos pelo poder do Espírito Santo. Amém.

William de Almeida Santos

Homilia vem do grego e significa “conversa de pai para filho”, na igreja primitiva constituía-se em um pequeno sermão de caráter explicativo, exortativo e exegético, explicando as escrituras de forma curta e objetiva. Era o momento em que o ministro se aproximava da congregação e os instruía, como um pai faz ao filho.

Homilia – Véspera de Ano Novo

Livro do Eclesiastes 3.1-3

Salmo 8

Apocalipse de São João 21.1-6a

Aclamação do Evangelho: Tu, Senhor, me cercas por trás e por diante e sobre mim
pões a mão. (Sl 139.5)

Evangelho s. São Mateus 25.31-46

Antífona: Ó Senhor, Senhor nosso, quão magnífico em toda a terra é o teu nome!

O Tempo é algo que delimita a nossa vida, nossas fases, nosso desenvolvimento, estipula os nossos planos e é um empecilho para compreendermos uma parte essencial do nosso Deus, sua eternidade e total independência do tempo que nos rege, ele, pelo contrário, é o Senhor do tempo. O tempo nos ajuda a ter esperança ou desacreditar dela, a curar feridas ou aprofundá-las, nossa relação com o tempo dependerá da nossa relação com o Senhor dele.

Talvez nunca matou-se o tempo como em nossos dias. A ansiedade, considerada o “mal do século” por muitos, é cada vez mais presente em nossa vida. A internet, que cada vez mais se aperfeiçoa e encurta distâncias e tempo, de certa forma, tem nos acostumado a uma agilidade  que não encontraremos em outros setores de nossa vida, como os transportes das grandes metrópoles ou os serviços públicos e privados. Essa agilidade não faz parte do aprendizado e é por isso que matamos tanto o tempo, matamos os dias que se encontram entre nós e nossos objetivos, matamos os dias esperando outros e, quando estes chegam, passamos por eles esperando ainda outros, e assim fazemos sempre, queremos nos tornar Senhores do tempo, mas esquecemos que dele somos servos, e o tempo delimita a nossa vida.

A nossa boa relação com o tempo dependerá exclusivamente da nossa relação com Deus, que além de Senhor do tempo, é Salvador e Mestre, ensinando-nos a contar nossos dias com sabedoria e a viver em cada um deles seu mal e seu bem.

Neste ano que se inicia, busque conhecer o Senhor do tempo e agradecer as graças que ele derrama sobre nós a cada dia, peça moderação para viver os dias que nos são dados, sem apenas passar por eles esperando outros, mas que a cada dia vivamos retirando o melhor que Deus nos dá, sua palavra, seu sustento, seu ar, suas provações, suas alegrias e consolo. Que o nosso Deus de misericórdia e eternidade, nos ensine a viver esperando somente a sua gloriosa vinda e nossa vida na eternidade, nos Novos Céus e Terra, e que todos os outros eventos de nossa vida venham com o nascer e pôr do Sol, e não pela ansiedade de nossos corações. Deus nos ajude. Amém.

William de Almeida Santos

Homilia vem do grego e significa “conversa de pai para filho”, na igreja primitiva constituía-se em um pequeno sermão de caráter explicativo, exortativo e exegético, explicando as escrituras de forma curta e objetiva. Era o momento em que o ministro se aproximava da congregação e os instruía, como um pai faz ao filho.

João, Apóstolo e Evangelista

Gênesis 1.1-5, 26-31

Salmo 116.12-19

1° Epístola de São João 1.1-2.2

Aclamação do Evangelho: O evangelista João disse: Ainda há muitas outras coisas
que Jesus fez. Se todas elas fossem escritas, uma por uma, acho que nem no
mundo inteiro caberiam os livros que seriam escritos. (Jo 21.25)

Evangelho s. São João 21.20-25

Antífona: Preciosa é aos olhos do SENHOR a morte dos seus santos. (Sl 116.15)

O Discípulo a quem Jesus amava
João, filho de Zebedeu, apóstolo e evangelista, é designado na Bíblia como o discípulo a quem Jesus amava. Tinha por irmão Tiago, conhecido como Tiago, o Maior, uma forma de diferencia-lo do outro Apóstolo do mesmo nome e do irmão do Senhor. Era pescador de profissão, consertava as redes de pesca ao lado de seu irmão. Provavelmente os dois eram sócios de André e Pedro, que também eram pescadores. Ao lado de Tiago, eram conhecidos como “filhos do Trovão”.
Os escritos de João nos mostram que tipo extraordinário de pessoa ele era. Ao longo dos anos vemos a evolução e aperfeiçoamento de sua linguagem e raciocínio exposto em seus escritos. Além do Evangelho, ele também escreveu três cartas e o Apocalipse, ou seja, uma revelação que lhe foi dada por Deus. O Evangelho de João é diferente dos outros, pois não se inicia com a narrativa do nascimento de Jesus, mas nos introduz às boas-novas falando do mistério que agora fora revelado em Cristo, a encarnação do Verbo, que estava com Deus e era Deus. O Evangelho segundo João tem várias histórias exclusivas as quais João relatou para que crêssemos que Jesus Cristo de Nazaré é o Messias, o Emanuel esperado, aquele que veio nos religar com o Pai. João deixa claro que há muitos outros feitos de Jesus que ficaram de fora de sua narrativa, e que nem todo o mundo poderia conter as maravilhas que Cristo realizou na Terra. (Jo 21.25).

Havia uma crença entre os discípulos e entre os cristãos primitivos de que João não passaria pela morte, por causa da resposta de Jesus à pergunta de Pedro (21.21-23). Sabendo disso, João ainda dá testemunho, desmistificando essa crença a seu respeito no capítulo 21. A tradição nos diz que pregou na região da Ásia Menor, especialmente em na cidade de Éfeso. Terminou seus dias na Ilha de Pátmos, onde “dormiu” no ano 103 d. C. Acretita-se que foi o único discípulo que não foi martirizado, tendo uma morte natural. Que a vida deste amado Apóstolo de Jesus, nos inspire a viver uma vida aceitável aos olhos de Deus, para que sejamos amados por Ele!

William de Almeida Santos

Homilia – III Domingo do Advento – ano A

Livro do Profeta Isaías 35.1-10
Evangelho s. São Lucas 1.46-55
Epístola de São Tiago 5.7-10
Evangelho s. São Mateus 11.2-11

Antífona:

Exulta e jubila, ó habitante de Sião, porque grande é o Santo de Israel no
meio de ti. (Is 12.6)

Domingo da Alegria

A vinda de nosso Senhor Jesus Cristo é para nós motivo de grande alegria e exultação! Ele agora se encontra no meio de nós, por obra do Espírito, mas em breve o veremos face a face. Como é bom ter esse esperança, como é gratificante e motivo de grande júbilo para o cristão ter a certeza de que ceará junto de seu Senhor.

Todas as promessas de Deus se cumprem em Jesus, quando os discípulos de João vão interrogá-lo, perguntando se ele era o Messias, Jesus responde não falando de si, mas mostrando suas obras aos discípulos de João. Contemplem o que foi predito por boca dos profetas! Jesus é o cumprimento de todas as promessas, vivemos debaixo de seu governo, e nos alegramos em olhar para o Céu e perceber que Cristo governa todo o universo e está ao nosso lado, no meio da Igreja, cuidando e apascentando suas ovelhas para em breve buscá-las. Quando formos questionados a respeito de nossa fé, que respondamos como o nosso Senhor, apontando as nossas obras, provindas da verdadeira e viva fé.

A Bem-aventurada virgem Maria, ao receber o anúncio da vinda de Cristo, exulta diante de Deus com um belo cântico de louvor e gratidão, alegria provinda do mais íntimo da alma, de um coração humilde, esperançoso na vinda do Messias, que não apenas seria contemplada com a salvação do Cristo, mas o carregaria no próprio ventre, sendo eleita para protegê-lo e educá-lo ao lado do esposo José, sempre guardados pelos anjos de Deus. Maria engrandece ao Senhor! Assim como foi um exemplo para o Filho, pois podemos notar sua influência na vida de Jesus, que em sua última oração repete as palavras da mãe “faça-se em mim a sua vontade”, é também exemplo para nós de um coração alegre pela vinda do Messias.

Alegrai-vos Cristãos, a cada ano, a cada dia está mais próxima a vinda de Cristo, seu Reino sem choro, sem lágrima, quando o Pai será tudo em todos, está cada vez mais próximo, sejamos pacientes e vivamos em alegria, pois Cristo vem!

 

William de Almeida Santos

Ouça o Cântico de Maria (Magnificat)

https://www.youtube.com/watch?v=V5-PfMljKTo

 

Homilia vem do grego e significa “conversa de pai para filho”, na igreja primitiva constituía em um pequeno sermão de caráter explicativo, exortativo e exegético, explicando as escrituras de forma curta e objetiva. Era o momento em que o ministro se aproximava da congregação e os instruía, como um pai faz ao filho.

Homilia – II Domingo do Advento – ano A

Isaías 11.1-10
Salmo 72.1-7, 18-19
Epístola de S. Paulo aos Romanos 15.4-13
Evangelho s. S. Mateus 3.1-12

Advento, tempo de espera, quando a primeira vinda de Jesus nos ensina a olhar e esperar a segunda.

O povo de Israel se encontrava em grande angústia nos dias que antecediam o nascimento de Cristo, a voz do Senhor não era ouvida a muito tempo, pois ele estava em silêncio, não havia profetas dentre o povo. O reino de Israel também não mais existia, agora eram vassalos de Roma, pois o breve período de liberdade conquistado no tempo dos Macabeus havia terminado com a intervenção de Pompeu, general romano que instalou Herodes na Judeia. Herodes fez grandes feitos, politicamente falando, foi um grande governador para Israel, mas era cruel e vaidoso. Herodes, o Grande, é oposto de Jesus, que se fez pequenino para nos salvar.

Toda essa situação de desesperança e falta de direção, quando as promessas do reino do Messias pareciam tardar, eis que surge uma “voz que clama no deserto”. Os últimos dias de angústia e dor dos filhos de Israel haviam chegado. Mas era necessário arrepender-se e dar ouvidos a pregação do Messias, pois seu reino não era deste mundo.

João Batista, último dos profetas, maior entre os nascidos de mulher, preparou o caminho para a vinda do Senhor, para a instauração do reino e cumprimento de todas as promessas feitas aos patriarcas e filhos de Israel, deixando bem claro agora a inclusão de todo povo, tribo, língua e nação.

As promessas desse reino, cuja preparação foi feita por João, deve ser o motivo da nossa pregação, pois este reino chegou a nós, estamos debaixo do governo de Cristo, que nos permitiu a nós, os gentios, desfrutar das promessas de paz e salvação por meio dele. Mas ainda há promessas feitas a nós que estão prestes a se cumprir, assim como o povo de Israel, vivemos os últimos dias desse período, embora estejamos em melhores condições do que eles, pois o Espírito habita em nossos corações e temos a direção dada pela Bíblia, nesse mundo ainda há choro, perda, pecado e morte, mas ao soar a trombeta do Arcanjo, nos encontraremos com Cristo nos ares, para desfrutar da plenitude deste reino tão ímpar, singular em toda a história do universo, onde estaremos com o Pai e ele será tudo em todos. (I Co 15.28).

Há muitos motivos para, à semelhança de João Batista, preparar o caminho para o Senhor! Este é o ministério da Igreja, fazer discípulos, batizando-os em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo, anunciando a Palavra e pregando o Reino, para que muitos conheçam a verdadeira luz que é Cristo Jesus. Maranata! Vem, Senhor Jesus!

William de Almeida Santos