Homilia – VI Domingo do Tempo Comum – ano A

Deuteronômio 30.15-20

Antífona: Bem-aventurados os irrepreensíveis no seu caminho, que andam na lei
do Senhor. (Sl 119.1)

Salmo 119.1-8

I Epístola de São Paulo aos Coríntios 3.1-9

Aclamação do Evangelho: Simão Pedro respondeu a Jesus: Senhor, para quem iremos?
Tu tens as palavras da vida eterna. (Jo 6.68)

Evangelho de s. São Mateus 5.21-37

 

Uma proposta de vida ou morte:

A liturgia da Palavra deste Domingo é clara e objetiva. Deus fez ao homem uma proposta de vida ou morte. Para viver o homem precisa obedecer a Deus e isto somente. Não é tarefa das mais fáceis, mas Jesus Cristo já cumpriu a tarefa mais difícil de toda a nossa caminhada em direção ao Pai, ele morreu na cruz por nós, e morreu pois nós optamos pela proposta de morte. Esta consistem em desobedecer a Deus e viver segundo o nosso próprio entendimento, seguindo os caprichos do coração e enganando-nos a nós mesmos, mentindo para nós que obedecemos a Deus, quando na verdade queremos obedecê-lo a nossa maneira.

Jesus já pagou o preço pela nossa escolha de morte, ele já morreu em nosso lugar e comprou nossa liberdade, cabe a nós viver a proposta de vida que Deus colocou diante de nós. Obedecer requer atitude. Jesus demonstra isso quando exemplifica a atitude obediente à mutilação do corpo. Não é uma ordenança literal, mas serve para mostrar-nos o quão importante é posicionar-se contra o pecado e o mal que nos assola. Para viver a promessa de vida é preciso lutar contra o que nos impede de caminhar, lançar fora o que nos atrapalha de correr a corrida da vida cristã e chegar ao final, mesmo sem um braço ou uma perna, mas estar diante do Senhor. Padecer no caminho não é uma escolha é negar que alguém já padeceu por nós.

 

William de Almeida Santos

Homilia vem do grego e significa “conversa de pai para filho”, na igreja primitiva constituía-se em um pequeno sermão de caráter explicativo, exortativo e exegético, explicando as escrituras de forma curta e objetiva. Era o momento em que o ministro se aproximava da congregação e os instruía, como um pai faz ao filho.

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Homilia – V Domingo do Tempo Comum – ano A

Livro do profeta Isaías 58.1-9a (9b-12)

Antífona: Ao justo, nasce luz nas trevas; ele é benigno, misericordioso e justo. (Sl112.4)

Salmo 112.1-9 (10)

I Epístola de S. Paulo aos Coríntios 2.1-12 (13-16)

Aclamação do Evangelho: Jesus Cristo diz: Eu sou a luz do mundo; quem me segue
nunca andará na escuridão, mas terá a luz da vida. (Jo 8.12)

Evangelho s. S. Mateus 5.13-20

“Vós sois a luz do mundo” – A luz precisa brilhar, precisa levar claridade a quem está cego. O brilho do cristão é a sua fé, que o leva a praticar boas obras que iluminam a vida dos perdidos e desamparados.

Os textos anteriores ao Evangelho mostram a necessidade de sermos verdadeiros para com nosso Deus. Ele requer de nós obediência e ação. Tudo o que sabemos, o que pelo Espírito passamos a compreender e crer, precisa se tornar visível em nossa forma de viver. Brilhar e salgar é agir, é dar comida ao faminto, do pão material ao Pão da Vida; é dar água mineral ao que tem sede e também Água da Fonte de Vida; é cobrir o nú, consolar o aflito fazer o que Cristo fez como embaixadores do Céu neste mundo, como o próprio Corpo de Cristo operante na Terra.

Temos brilhado? Temos salgado? Ou temos sido pisados e colocados em baixo da cama? Deus quer que brilhemos, Ele dará toda a força para brilharmos, tendo fé as obras virão, tendo confiança a boca se abrirá e estando no Espírito ele nos transformará! É tempo! Não desista de brilhar, não pense que é impossível salgar. Cristo nos ajudará a viver consoante a sua vontade.

Se você tem brilhado e salgado a vida dos homens, encorajo-te a continuar assim! Que Deus o abençoe e que você possa ser exemplo a ser seguido.

Deus, capacita-nos a brilhar, dá-nos a cada dia do teu Santo Espírito e que nossa fé produza brilhantes obras que mostrem o Senhor a quem servimos. Amém.

William de Almeida Santos

Homilia vem do grego e significa “conversa de pai para filho”, na igreja primitiva constituía-se em um pequeno sermão de caráter explicativo, exortativo e exegético, explicando as escrituras de forma curta e objetiva. Era o momento em que o ministro se aproximava da congregação e os instruía, como um pai faz ao filho.