Homilia – VII Domingo do Tempo Comum – ano A

Levítico 19.1-2, 9-18

Antífona: Ensina-me, Senhor, o caminho dos teus decretos, e os seguirei até ao fim. (Sl 119.33)

Salmo 119.33-40

I Epístola de São Paulo aos Coríntios 3.10-11, 16-23

Aclamação do Evangelho: Jesus pede a Deus em oração: Santifica meus discípulos
na verdade; a tua palavra é a verdade. (Jo 17.17)

Evangelho s. São Mateus 5.38-48

 

A Palavra de Deus é a manifestação do Senhor no meio do seu povo. É por ouvir a voz de Deus que aprendemos a discernir o certo do errado. Também é ouvindo a voz de Deus que aprendemos a agir como Deus requer de nós.

Nosso cristianismo atual, que goza de paz em relação ao estado e pessoas de outras crenças, do conforto de nossos templos e locais de culto, da alegria das programações e cultos semanais precisa ser mais do que isso. Todas essas maravilhosas condições precisam nos levar a agir de forma diferente em nosso viver. Precisamos obedecer e compartilhar o que temos ouvido e aprendido. Devemos ser diferentes daqueles que desconhecem a Deus.

Oferecer a outra face, não recorrer à vingança, amar ao próximo, sendo ele o nosso inimigo, não é uma tarefa das mais fáceis. É por essa razão que não é uma missão para nós simples homens que nos julgamos ser ou saber algo, mas um ofício para pessoas redimidas e habitadas pelo Espírito de Deus, cujo poder transforma suas vidas e a dos outros que estão a sua volta. Por essa razão precisamos dar ouvidos e deixar com que a Palavra de Deus seja nossa guia, pois, para cumprir esse chamado precisamos estar cheios do Espírito de Deus e é por ouvir a Voz de Deus, meio de sua graça, que estaremos cheios do Espírito e capacitados para agir como perfeitos filhos de Deus e embaixadores dos Céus.

William de Almeida Santos

Homilia vem do grego e significa “conversa de pai para filho”, na igreja primitiva constituía-se em um pequeno sermão de caráter explicativo, exortativo e exegético, explicando as escrituras de forma curta e objetiva. Era o momento em que o ministro se aproximava da congregação e os instruía, como um pai faz ao filho.

Homilia – Véspera de Ano Novo

Livro do Eclesiastes 3.1-3

Salmo 8

Apocalipse de São João 21.1-6a

Aclamação do Evangelho: Tu, Senhor, me cercas por trás e por diante e sobre mim
pões a mão. (Sl 139.5)

Evangelho s. São Mateus 25.31-46

Antífona: Ó Senhor, Senhor nosso, quão magnífico em toda a terra é o teu nome!

O Tempo é algo que delimita a nossa vida, nossas fases, nosso desenvolvimento, estipula os nossos planos e é um empecilho para compreendermos uma parte essencial do nosso Deus, sua eternidade e total independência do tempo que nos rege, ele, pelo contrário, é o Senhor do tempo. O tempo nos ajuda a ter esperança ou desacreditar dela, a curar feridas ou aprofundá-las, nossa relação com o tempo dependerá da nossa relação com o Senhor dele.

Talvez nunca matou-se o tempo como em nossos dias. A ansiedade, considerada o “mal do século” por muitos, é cada vez mais presente em nossa vida. A internet, que cada vez mais se aperfeiçoa e encurta distâncias e tempo, de certa forma, tem nos acostumado a uma agilidade  que não encontraremos em outros setores de nossa vida, como os transportes das grandes metrópoles ou os serviços públicos e privados. Essa agilidade não faz parte do aprendizado e é por isso que matamos tanto o tempo, matamos os dias que se encontram entre nós e nossos objetivos, matamos os dias esperando outros e, quando estes chegam, passamos por eles esperando ainda outros, e assim fazemos sempre, queremos nos tornar Senhores do tempo, mas esquecemos que dele somos servos, e o tempo delimita a nossa vida.

A nossa boa relação com o tempo dependerá exclusivamente da nossa relação com Deus, que além de Senhor do tempo, é Salvador e Mestre, ensinando-nos a contar nossos dias com sabedoria e a viver em cada um deles seu mal e seu bem.

Neste ano que se inicia, busque conhecer o Senhor do tempo e agradecer as graças que ele derrama sobre nós a cada dia, peça moderação para viver os dias que nos são dados, sem apenas passar por eles esperando outros, mas que a cada dia vivamos retirando o melhor que Deus nos dá, sua palavra, seu sustento, seu ar, suas provações, suas alegrias e consolo. Que o nosso Deus de misericórdia e eternidade, nos ensine a viver esperando somente a sua gloriosa vinda e nossa vida na eternidade, nos Novos Céus e Terra, e que todos os outros eventos de nossa vida venham com o nascer e pôr do Sol, e não pela ansiedade de nossos corações. Deus nos ajude. Amém.

William de Almeida Santos

Homilia vem do grego e significa “conversa de pai para filho”, na igreja primitiva constituía-se em um pequeno sermão de caráter explicativo, exortativo e exegético, explicando as escrituras de forma curta e objetiva. Era o momento em que o ministro se aproximava da congregação e os instruía, como um pai faz ao filho.

Quando o Tradicional Encontra o “Contemporâneo” e Vice-Versa

Antes de iniciar meus pensamentos gostaria de esclarecer o porquê das aspas. Utilizei aspas porque o termo correto seria “carismático”, mas talvez causasse conflito no título e o tornasse menos interessante. Isto posto, vamos ao encontro.
Hoje participei de um culto numa IPB (Igreja Presbiteriana do Brasil, para quem não está familiarizado com a sigla) de viés carismático. Louvorzão, vários cantores, músicas contemporâneas bem espiritualizadas, de tom bem alto, “palmas pra Jesus” e outros costumes que caracterizam esses irmãos, alguns dos quais estão em desacordo com as normas do Supremo Concílio da igreja (calma! Não deixe de ler aqui, não estou criticando). Confesso que foi difícil para mim que sou tradicional, haja visto a empreitada que iniciei com esse blog, participar do “momento de louvor”, o famoso bloco de cânticos do culto antes do sermão. A todo momento minha mente buscava uma ordem litúrgica que não estava presente, especialmente durante o “momento de louvor”. Isso acabou tirando minha concentração do culto; a todo tempo pedia a Deus que me ajudasse a me concentrar, já que a minha procura esbarrava em muitas críticas mentais ao que estava acontecendo, pois o culto é para Ele e eu devia me concentrar nisso, mas foi deveras difícil (o mesmo que deve sentir um irmão carismático ao participar de um culto tradicional).O sermão também pendeu para o lado carismático, embora trouxesse uma mensagem concisa. No culto ainda celebrou-se a Ceia, momento que alternava tradição presbiteriana com características carismáticas, isto é, o louvor, excessivamente repetitivo.Durante o culto me senti de certa forma bem frio, me perguntando o porquê não conseguia adorar como o irmão do lado, que levanta as mãos, aplaudia com força e dava até uns pulinhos. Me senti mal em alguns momentos. Após o culto voltei para casa caminhando e pensando em tudo isso… Deus falou comigo esta noite!

Quando o tradicional encontra o carismático sai farpas! Mas Deus me mostrou que é preciso ter muita sabedoria. Neste diálogo que costuma suscitar acusações de “frios” e “quentes”, “fúnebres” e “pentecas” e por aí vai, precisamos entender que há a intenção de adorar a Deus. Continuo defendendo que uma liturgia bem estruturada, que nos chame ao arrependimento, confissão, adoração, edificação, comunhão e nos prepare para o mundo, é mais saudável para o cristão, pois emoções são momentâneas, mas o que se aprende permanece em nós, e uma liturgia tradicional cumpre esse objetivo quando prestada de coração. Mas percebi que devemos ter paciência e estar prontos para ouvir o outro lado, pois há coisas que podemos aprender. A alegria desse tipo de culto pode ser trazida para os responsos litúrgicos e hinos tradicionais. Assim como um direcionamento litúrgico cuidadoso, torna um culto carismático objetivo em seu propósito de adorar a Deus de forma racional em Espírito e em verdade. Nesse diálogo, quando o tradicional encontra o carismático e vice-versa, é possível aprender mutuamente e ensinar mutuamente, sem julgamentos, pois Deus é quem nos julgará, precisamos ter paciência e pedir a Deus que nos ilumine para que Ele seja adorado.

Continuo a defender que um culto tradicional, mais coerente com aquilo que confessamos, é mais saudável a uma IPB, pois assim há compatibilidade entre o cremos e o confessamos, entre o que se aprende na EBD e se fala/louva no culto, mas aprendi que durante o culto a Deus, seja ele de qualquer viés, é preciso pedir a Ele que nos ajude a adorá-lo em verdade, porque o mais emocionalista dos cultos e o mais altamente litúrgico deles, se não for prestado de coração, é feito em vão!

Deus é adorado pelos que o louvam com amor, em Espírito e em verdade; o que defendo é, que pela liturgia tradicional, além de louvarmos a Deus, saímos muito bem doutrinados e preparados do culto. Deus nos ajude, Soli Deo Gloria!

William de Almeida Santos

Culto Dominical – I Domingo do Advento – ano A.

(O = Oficiante   C = Congregação   T= Todos   L = Leitor   M = Ministro)

Modelo para o Culto do primeiro domingo do Advento – ano A.

Ritos Iniciais ou Liturgia da Acolhida

SINOS ou PRELÚDIO MUSICAL ou INTRÓITO CANTADO

hino n° 056

SAUDAÇÃO INICIAL

CANTO DE ENTRADA (PROCESSIONAL)

– hino n° 003

SAUDAÇÃO TRINITÁRIA E VOTO

O = Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo

C = Amém.

O = Elevo meus olhos para os montes; de onde me virá o socorro?

C = O nosso socorro está em o nome do Senhor, criador dos céus e da terra.

SENTENÇA BÍBLICA PARA O TEMPO DO ADVENTO

O = Alegrai-vos sempre no Senhor; outra vez digo: alegrai-vos. Perto está o Senhor.

C = Amém. Vem, Senhor Jesus!

COLETA INTRODUTÓRIA

CHAMADA À CONTRIÇÃO

O Decálogo (Dez Mandamentos)

O = Deus falou estas palavras e disse: Eu sou o Senhor, teu Deus; não terás outros deuses diante de mim.

T = Senhor, tem misericórdia de nós, e inclina os nossos corações a guardar a tua lei.

O = Não farás para ti imagem de escultura, nem semelhança alguma do que há em cima nos céus, nem embaixo na terra, nem nas águas debaixo da terra; não as adorarás, nem lhes darás culto; pois, eu sou o Senhor, teu Deus, Deus zeloso, que visito a iniquidade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração daqueles que me aborrecem; e faço misericórdia até mil gerações daqueles que me amam e guardam os meus mandamentos.

T = Senhor, tem misericórdia de nós, e inclina os nossos corações a guardar a tua lei.

O = Não tomarás o Nome do Senhor, teu Deus, em vão; porque o Senhor não terá por inocente o que tomar seu nome em vão.

T = Senhor, tem misericórdia de nós, e inclina os nossos corações a guardar a tua lei.

O = Lembra-te do dia do descanso, para o santificar. Seis dias trabalharás e farás a tua obra; mas o sétimo dia é o descanso do Senhor, teu Deus. Não farás nenhum trabalho, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem teu servo, nem tua serva, nem teu animal, nem o forasteiro das tuas portas para dentro. Porque em seis dias fez o Senhor o céu e a terra, o mar, e tudo o que neles há, e, ao sétimo dia, descansou; por isso o Senhor abençoou o dia do descanso, e o santificou.

T = Senhor, tem misericórdia de nós, e inclina os nossos corações a guardar a tua lei.

O = Honrarás ao teu pai e a tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o Senhor, o teu Deus, te dá.

T = Senhor, tem misericórdia de nós, e inclina os nossos corações a guardar a tua lei.

O = Não matarás.

T= Senhor, tem misericórdia de nós, e inclina os nossos corações a guardar a tua lei.

O = Não adulterarás.

T = Senhor, tem misericórdia de nós, e inclina os nossos corações a guardar a tua lei.

O = Não furtarás.

T = Senhor, tem misericórdia de nós, e inclina os nossos corações a guardar a tua lei.

O = Não dirás falso testemunho contra o teu próximo.

T = Senhor, tem misericórdia de nós, e inclina os nossos corações a guardar a tua lei.

O = Não cobiçarás a casa do teu próximo, não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma que pertença ao teu próximo.

T = Senhor, tem misericórdia de nós, e inclina os nossos corações a guardar a tua lei.

SUMÁRIO DA LEI

O = Escutai o que diz o nosso Senhor Jesus Cristo: Amarás o Senhor teu Deus de todo o coração, de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento. Este é o primeiro e grande mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos depende toda a Lei e os Profetas.

O = Senhor, tem misericórdia de nós.

C = Cristo, tem misericórdia de nós.

O = Senhor, tem misericórdia de nós.

CANTO DE CONTRIÇÃO

– hino n° 066

CONFISSÃO PÚBLICA DE PECADOS

Santo Deus de toda misericórdia, nós reconhecemos perante ti nossa natureza pecaminosa, sempre pronta para fazer o mal, e tardia em fazer o bem. Nós confessamos as nossas faltas e as nossas ofensas. Só tu sabes o quanto nós temos pecado; nos desviando dos teus caminhos, escondendo ou esbanjando os teus talentos, esquecemo-nos de teu amor. Tem, no entanto, misericórdia, ó Senhor, pois deploramos e nos arrependemos de tudo aquilo em que temos te desagradado. Ensina-nos a abominar nossos erros, purifica-nos da faltas que nos são ocultas e perdoa os nossos pecados, por amor de teu Filho, e ajuda-nos, nós te imploramos, ó Deus de toda a santidade, a vivermos em tua luz e caminhar trilhando os teus caminhos, de acordo com os mandamentos de Cristo Jesus, Nosso Senhor, amém. [João Calvino] 

CONFISSÃO INDIVIDUAL SILENCIOSA

O = Nosso Deus de bondade e de misericórdia, que entregou o teu Filho para perdão de nossos pecados, promete-o aos que os confessarem com arrependimento e fé. Assim sendo, que o Senhor tenha misericórdia de vós, perdoe os vossos pecados e vos conduza para a vida eterna.

C = Amém.

CANTO DE REDENÇÃO

– hino n° 050

Liturgia da Palavra

COLETA DO DIA

O = O Senhor esteja convosco.

C= Seja também contigo.

O = Oremos […]

C = Amém.

PRIMEIRA LEITURA

O ou L =  A Palavra do Senhor conforme o Livro do profeta Isaías, capítulo 2, versos 1 ao 5.

O ou L = Palavra do Senhor.

C = Graças a Deus.

SALMO

Salmo 122

GLÓRIA PATRI (hino n° 005)

SEGUNDA LEITURA

O ou L = A Palavra do Senhor conforme a Epístola de São Paulo aos Romanos, capítulo 13, versos 11 ao 14.

O ou L =  Palavra do Senhor.

C = Graças a Deus

ACLAMAÇÃO DO EVANGELHO

– hino n° 369

O ou L = O Santo Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo, segundo relato de São Mateus, apóstolo e evangelista, capítulo 24, versos 36 ao 44.

C = Glória ao Senhor agora e para sempre!

(Leitura do Evangelho)

O ou L = O Evangelho é o poder de Deus para Salvação.

C = Glória a Ti Senhor!

ORAÇÃO POR ILUMINAÇÃO (ao final desta oração segue-se a Oração Dominical caso não haja celebração da Ceia ou Batismo)

O = […] Em nome de Jesus Cristo que nos ensinou a orar dizendo:

T = Pai nosso que estás nos céus, santificado seja o teu nome. Venha o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu. O pão nosso de cada dia, dá-nos hoje. Perdoa as nossas dívidas, assim como nós perdoamos os nossos devedores. E não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal. Pois teu é o reino, o poder e a glória para sempre, amém.

SERMÃO

CANTO PRÓPRIO

– hino n° 226

CONFISSÃO DE FÉ

Credo Apostólico

T = Creio em Deus Pai, Todo-Poderoso Criador do Céu e da Terra.

Creio em Jesus Cristo, seu único Filho, Nosso Senhor, o qual foi concebido por obra do Espírito Santo; nasceu da virgem Maria; padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado; desceu ao Hades; ressurgiu dos mortos ao terceiro dia; subiu ao Céu e está sentado à direita de Deus Pai Todo-Poderoso, de onde há de vir para julgar os vivos e os mortos.

Creio no Espírito Santo; na Santa Igreja universal; na comunhão dos santos; na remissão dos pecados; na remissão dos pecados; na ressurreição do corpo; na vida eterna. Amém.

ORAÇÃO DOS FIÉIS – (caso não haja celebração da Ceia do Senhor ou do Santo Batismo, segue-se para os ritos finais).

Liturgia dos Sacramentos

SAUDAÇÃO DA PAZ

O = A paz do Senhor seja sempre convosco!

C = Seja também contigo.

O = Saudemo-nos com a paz do Senhor.

CONVITE A AÇÃO DE GRAÇAS E OFERTÓRIO

– hino n° 400-A

PREPARAÇÃO DA MESA E CONSAGRAÇÃO DAS OFERTAS

A GRANDE ORAÇÃO DE AÇÃO DE GRAÇAS

Diálogo e Sursum Corda

M = O Senhor esteja convosco.

C = E também contigo.

M = Elevemos os corações.

C = Ao Senhor os elevamos.

M = Damos graças ao Senhor nosso Deus.

C = Pois fazê-lo é justo e bom.

PREFÁCIO EUCARÍSTICO

M =  Pois, pelas palavras dos Profetas, tu prometeste ao teu povo o Redentor, e desta esperança pelo dia em que a justiça virá como as águas, e a retidão como um rio perene. Nós nos regozijamos pois, em Jesus Cristo, teu Filho, Nosso Senhor, veio a nós o Salvador, e novamente virá em seu poder e glória para tornar novas todas as coisas. Portanto, com os Anjos e os Arcanjos, com os Patriarcas e os Profetas, com os Santos Apóstolos, os Mártires e os Doutores da Igreja, e com teus eleitos de todas as eras e lugares, unimos nossas vozes ao coro celestial, que não cessa de louvar teu nome, cantando:

T = Santo, santo, santo é o Senhor, Deus dos exércitos; toda a terra está cheia da tua glória.

M = Hosana nas alturas!

C = Bendito o que vem em nome do Senhor!

T = Hosana nas maiores alturas!

Ou pode ser cantado o hino n° 012.

ANAMNESE

M = Toda a glória e ação de graças sejam dadas a ti, ó Senhor, Deus Todo-Poderoso, pois tu, em tua terna misericórdia, enviaste teu único Filho, Jesus Cristo, Nosso Senhor, para sofrer a morte sobre a Cruz para a nossa redenção, oferecendo, de uma vez por todas, sacrifício perfeito e suficiente para o perdão de pecados de toda a humanidade. Graças de damos ainda  pois, estando à véspera de se entregar para a nossa salvação, o Senhor instituiu o Sacramento do Pão e do Vinho, para que celebrássemos a comunhão de seu Corpo e Sangue, em memória de seu sacrifício, o qual agora nos achegamos à tua Santa Mesa para celebrar.

A INSTITUIÇÃO, A FRAÇÃO DO PÃO E A CONSAGRAÇÃO DO CÁLICE.

M = Porque eu recebi do Senhor o que também vos entreguei: que o Senhor Jesus, na noite em que foi traído, tomou o pão e, tendo dado graças, o partiu e disse: isto é o meu corpo, que é partido por vós; fazei isto em memória de mim.

M= Por semelhante modo, depois de haver dado ceado, tomou também o cálice, dizendo: Este cálice é a nova aliança em meu sangue; fazei isto, todas as vezes que o beberdes, em memória de mim.

A EPÍCLISE

M = Envia sobre nós, Senhor, o teu Santo Espírito, e santifica estas ofertas de pão e vinho, de modo que ao participarmos da tua Santa Ceia, cumpra-se a tua bendita Palavra, e partilhemos verdadeiramente da comunhão do Corpo e do Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo.

O MISTÉRIO DA FÉ

M = Pois nisto consiste o mistério da nossa fé, o motivo da nossa esperança:

T = Todas as vezes que comemos deste pão e bebemos deste cálice, anunciamos a morte e a ressurreição do Senhor, até que ele venha.

ORAÇÃO DO SENHOR

M = E confiados nesta fé, nós oramos como nosso Senhor nos ensinou, dizendo:

T = Pai nosso que estás nos céus, santificado seja o teu nome. Venha o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu. O pão nosso de cada dia, dá-nos hoje. Perdoa as nossas dívidas, assim como nós perdoamos os nossos devedores. E não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal. Pois teu é o reino, o poder e a glória para sempre, amém.

DOXOLOGIA FINAL E AMÉM

M = Por Cristo, com Cristo e em Cristo, a ti, Deus Pai Todo-Poderoso, na unidade do Espírito Santo, sejam dadas toda a honra e toda a glória, agora e para sempre.

C = Tríplice Amém.

COMUNHÃO DO PÃO E DO CÁLICE

M = O pão que partimos é a comunhão do Corpo de Cristo.

C = Amém.

M = O cálice que abençoamos é a comunhão do Sangue de Cristo.

CANTO DA COMUNHÃO

hino n° 340.

ORAÇÃO DE AÇÃO DE GRAÇAS PELA COMUNHÃO

Ritos Finais ou Liturgia de Despedida e Envio

CANTO DE ENVIO

hino n° 398.

A BÊNÇÃO

POSLÚDIO E RECESSIONAL

O = Ide em paz, para serdes testemunhas de Jesus Cristo, e que o Senhor vos abençoe e vos acompanhe.

C= Graças a Deus! 

Liturgia extraída do Manual do Culto – Ordem para o Culto Público, Rito 1 (Sociedade Pela Liturgia Reformada).