Culto Dominical – Domingo do Batismo do Senhor (I Dom. após Epifania) – ano A

(A liturgia foi elaborada da forma mais completa possível podendo ser adaptada a realidade de cada comunidade local.)

Modelo de culto para a celebração do Batismo de Nosso Senhor Jesus Cristo.

(O = Oficiante C = Congregação = Todos L = Leitor M = Ministro)

 

Ritos Iniciais ou Liturgia da Acolhida

SINOS e/ou PRELÚDIO MUSICAL – hino n° 331 HNC

INTRÓITO CANTADO – Jesus se Dirigiu para as Águas do Jordão – slides (Jesus se Dirigiu para as Águas do Jordão) – Partitura e Cifra – Jesus se dirigiu

SAUDAÇÃO INICIAL E AVISOS COMUNITÁRIOS

CANTO DE ENTRADA (PROCESSIONAL) – hino n° 46 HNC – slides (46-ALTOS LOUVORES)

SAUDAÇÃO TRINITÁRIA E VOTO

O = Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo

C = Amém.

O = Elevo meus olhos para os montes; de onde me virá o socorro?

C = O nosso socorro está em o nome do Senhor, criador dos céus e da terra.

SENTENÇA BÍBLICA

O = Rendei graças ao Senhor, invocai o seu nome, fazei conhecidos, entre os povos, os seus feitos.

C = Cantai-lhe, cantai-lhe salmos; narrai todas as suas maravilhas!

DOXOLOGIA – hino n° 36 HNC – slides (36-EXALTAÇÃO)

COLETA INTRODUTÓRIA (oração em favor do culto)

O = Oremos. Deus Todo-Poderoso, para quem todos os corações estão abertos, todos os desejos conhecidos e para quem nada está em segredo; purifica os pensamentos de nossos corações pela inspiração do teu Santo Espírito, para que possamos amar-te perfeitamente, e dignamente engrandecer teu nome. Por Cristo Jesus, Nosso Senhor.

C = Amém.

CHAMADA À CONTRIÇÃO

SUMÁRIO DA LEI

O = Escutai o que diz o nosso Senhor Jesus Cristo: Amarás o Senhor teu Deus de todo o coração, de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento. Este é o primeiro e grande mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos depende toda a Lei e os Profetas.

O = Senhor, tem misericórdia de nós.

C = Cristo, tem misericórdia de nós.

T = Senhor, tem misericórdia de nós.

CANTO DE CONTRIÇÃO – hino n° 74 HNC – slides (74-SINCERIDADE)

CONFISSÃO PÚBLICA DE PECADOS

Confessamos a ti, ó Deus Todo-Poderoso, perante vós, nossos irmãos, e toda a companhia dos céus, que temos pecado excessivamente, contra ti, contra nosso próximo e contra nós mesmos, por nossas ações, por nossa omissão, em nossas palavras ou em nossos pensamentos; por nossa culpa, nossa própria culpa, nossa tão grande culpa. Rogamos-te, ó Deus, que nos conceda verdadeiro arrependimento e, por amor do teu Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, perdoa-nos os pecados e dá-nos a graça de te servirmos com alegria, para a honra e glória do teu santo nome, amém.

CONFISSÃO INDIVIDUAL SILENCIOSA

ABSOLVIÇÃO

O = Nosso Deus de bondade e de misericórdia, que entregou o teu Filho para perdão de nossos pecados, promete-o aos que os confessarem com arrependimento e fé. Assim sendo, que o Senhor tenha misericórdia de vós, perdoe os vossos pecados e vos conduza para a vida eterna.

C = Amém.

CANTO DE REDENÇÃO – hino n° 42 HNC – Slides (42-O GRANDE AMOR DE DEUS)

 

Liturgia da Palavra

 COLETA DO DIA

O = O Senhor esteja convosco.

C= Seja também contigo.

O = Oremos […]

C = Amém.

PRIMEIRA LEITURA

O ou L =  A Palavra do Senhor conforme o Livro do profeta Isaías, capítulo 42, versos 1 ao 9.

(leitura)

O ou L = Palavra do Senhor.

C = Graças a Deus.

SALMO

Antífona: Ouve-se a voz do Senhor sobre as águas; troveja o Deus da glória; o Senhor
está sobre as muitas águas. (Sl 29.3)

29 ou cantado Salmo 29 S.R. – slides (Salmo 29), ou anida esta versão Salmo (28) 29.

GLÓRIA PATRI (hino n° 005) – slides (05-TRINDADE ADORADA)

SEGUNDA LEITURA

O ou L = A Palavra do Senhor conforme os Atos dos Apóstolos, capítulo 10, versos 34 ao 43.

(leitura)

O ou L =  Palavra do Senhor.

C = Graças a Deus

ACLAMAÇÃO DO EVANGELHO – Buscai Primeiro – slides (Buscai Primeiro)

O ou L: Depois que Jesus foi batizado, ouviu-se uma voz dos céus: Tu és o meu Filho amado, em ti me comprazo. (Mc 1.11)

O ou L = O Santo Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo, segundo relato de São Mateus, evangelista, capítulo 3, versos 13 ao 17.

C = Glória ao Senhor agora e para sempre!

(Leitura do Evangelho)

O ou L = O Evangelho é o poder de Deus para Salvação.

C = Glória a Ti Senhor!

ORAÇÃO POR ILUMINAÇÃO (ao final desta oração segue-se a Oração Dominical caso não haja celebração da Ceia ou Batismo)

O = [..] Em nome de Jesus Cristo que nos ensinou a orar dizendo:

T = Pai nosso que estás nos céus, santificado seja o teu nome. Venha o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu. O pão nosso de cada dia, dá-nos hoje. Perdoa as nossas dívidas, assim como nós perdoamos os nossos devedores. E não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal. Pois teu é o reino, o poder e a glória para sempre, amém.

SERMÃO

RENOVAÇÃO COMUNITÁRIA DOS VOTOS BATISMAIS

MONIÇÃO INTRODUTÓRIA

M = Caríssimos irmãos; nesta ocasião solene, temos a oportunidade de apresentarmo-nos diante de Deus, nosso Senhor, e renovarmos nossos compromissos para com ele, os quais foram outrora firmados em nosso Batismo. É oportunidade para meditarmos sobre a forma com a qual cada um de nós tem conduzido sua vida, se de conformidade com os princípios que esposamos em nossos votos, ou se de forma displicente, atraindo sobre nós o juízo da ira de Deus contra nossos pecados. Aproveitemos esta ocasião para buscar, de agora em diante e por toda a duração de nossas vidas, pautar-nos por esses princípios e votos, os quais agora reafirmaremos.

INVOCAÇÃO E SENTENÇAS BÍBLICAS Ef. 4.4-6; At. 2.39, I Pe. 2.9

M = Bendito seja Deus, † Pai, Filho e Espírito Santo.

C = Bendito seja o seu Reino, agora e para sempre.

M Há somente um corpo e um Espírito, como também fostes chamados numa só esperança da vossa vocação; há um só Senhor, uma só fé, um só batismo;

C = Um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, age por meio de todos e está em todos.

M = Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus,

C = A fim de proclamarmos as virtudes daquele que nos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz.

COLETA

M = Oremos. Pai Celestial, que pelo poder de teu Santo Espírito concedes aos teus santos a vida por meio da água do Batismo; guia-nos e fortalece-nos por este mesmo Espírito, para que nós, nascidos de novo, possamos servir-te em fé e amor, e crescer até a plena estatura de teu Filho, Jesus Cristo, Nosso Senhor, o qual vive e reina contigo e o Espírito Santo, um só Deus, hoje e pelos séculos dos séculos.

T = Amém.

PROFISSÃO DE FÉ

M = É o vosso desejo reafirmar neste dia os votos outrora feitos em vosso Batismo, renovando vosso compromisso de vida para com Deus e para com a sua Santa Igreja?

C = Sim.

M = Renunciais ao mal e a todas as suas obras, que se rebelam contra Deus, corrompem e destroem sua criação e nos afastam do amor do Senhor?

C = Renuncio.

Ministro: Confessais à Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, como o único Deus; a Jesus Cristo como único e suficiente Senhor e Salvador de vossas vidas, depositando nele, e nele somente, a vossa fé, esperança e adoração, mediante seu Espírito Santo, para a glória de Deus Pai?

C = Assim o faço, pela graça de Deus.

CREDO

M = Na unidade da Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo, confessemos juntos a fé cristã, na qual fomos um dia batizados renovando também a nossa aliança batismal nas palavras do Credo Niceno. Credes em Deus Pai?

C = Creio em um só Deus, o Pai Todo-Poderoso, Criador do céu e da terra, de todas as coisas visíveis e invisíveis.

M = Credes em Jesus Cristo?

C = Creio em um só Senhor, Jesus Cristo, o Filho unigênito de Deus, gerado do Pai antes de todas as eras: Deus de Deus, Luz da Luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro; gerado, não criado; consubstancial ao Pai. Por ele, todas as coisas foram feitas. E por nós, os homens, e para a nossa salvação, desceu dos Céus e se encarnou, pelo Espírito Santo, no seio da virgem Maria, e se fez homem. Também por nós foi crucificado sob Pôncio Pilatos, padeceu e foi sepultado. Ressuscitou ao terceiro dia, conforme as Escrituras, e subiu aos Céus, onde está sentado à direita do Pai. De novo há de vir em sua glória para julgar os vivos e os mortos, e o seu Reino não terá fim.

M = Credes no Espírito Santo?

C =  Creio no Espírito Santo, o Senhor e doador da vida, que procede do Pai e do Filho, e com o Pai e o Filho é adorado e glorificado: Ele, que falou pelos Profetas.

M = Credes na Igreja?

C = Creio na Igreja una, santa, católica e apostólica. Professo um só batismo para a remissão dos pecados. E espero a ressurreição dos mortos e a vida do mundo que há de vir. Amém.

VOTOS BATISMAIS

M = Vós vos comprometeis a permanecer firmes na fé que acabastes de professar, a buscar ampliar dela o vosso conhecimento, em particular e com esta comunidade de fé, no estudo das Sagradas Escrituras e nas obras de piedade, e a proclamar esta fé, anunciando-a com vossas palavras e com vosso testemunho de vida, com a ajuda de Deus?

C = Sim, com a ajuda de Deus.

M = Vós vos comprometeis a participar ativamente desta comunidade de fé, promovendo a sua união e comunhão e em tudo buscando a paz, a unidade e a edificação do Corpo de Cristo, suportando-a com as vossas orações e com o vosso trabalho, com a ajuda de Deus?

C = Sim, com a ajuda de Deus.

M = Vós vos comprometeis a vos submeterdes ao governo e disciplina desta Igreja, acatando-os enquanto fiéis ao espírito das Sagradas Escrituras, dos Símbolos de Fé e de sua Constituição?

C = Sim, com a ajuda de Deus.

M = É de livre e espontânea vontade que fazeis estes votos?

C = Sim, esta é a minha vontade.

PREPARAÇÃO DA PIA BATISMAL – Durante um canto de temática batismal, ou mesmo em silêncio, a Pia Batismal será descober-ta, se for o caso, e então um presbítero, diácono ou acólito, trará uma jarra ou outro recipiente com água. O Ministro, tomando dela, a despejará sobre a Pia Batismal. 

AÇÃO DE GRAÇAS E CONSAGRAÇÃO

M = O Senhor esteja convosco.

C = Seja também contigo.

M = Elevemos os corações.

C = Ao Senhor os elevamos.

M = Demos graças ao Senhor, nosso Deus.

C = Pois fazê-lo é justo e digno.

M = É verdadeiramente justo e digno rendermos-te graças sempre e em todo lugar a ti, ó Senhor, nosso Deus, porquanto, em teu santo Filho, Jesus Cristo, Nosso Senhor, nos adotaste como teus filhos, fizeste-nos cidadãos do teu Reino; e nos concedeste o Espírito Santo, para nos guiar e dirigir a toda a verdade.

Graças te damos, ainda, pela dádiva da água. Pois no princípio, quando criaste os céus e a terra, teu Santo Espírito se movia por sobre ela; pois com ela, salvaste a terra do mal no Dilúvio; pois nela, deste vitória ao teu povo escolhido, conduzindo-o através do mar e nele derrotando aqueles que a ti se opunham; com ela, no Rio Jordão, teu santo Filho foi batizado, e assim foi revelado pelo Espírito Santo ao mundo, e ungido teu Cristo.

Por sua morte e ressurreição, Nosso Senhor Jesus Cristo, a Água da Vida, nos libertou do pecado e da morte e nos abriu as portas da vida eterna. Graças te damos, ó Deus, pela água do Batismo, pela qual somos sepultados com Cristo na sua morte, participamos da sua ressurreição e renascemos no Espírito Santo, lavados e purificados do pecado.

PALAVRAS DA INSTITUIÇÃO – Mt. 28.18-20

M = Pois estando Nosso Senhor Jesus Cristo, já ressurreto, reunido com seus discípulos, assim lhes ordenou: “Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra. Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as cousas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século.”

EPÍCLESE E DOXOLOGIA – O Ministro prossegue, impondo as mãos sobre a água, dizendo ou cantando:

M = Envia sobre nós, portanto, o teu Santo Espírito, ó Senhor, e † santifica esta água, de modo que, ao ser aspergida sobre estes teus servos, tu faças arder e refulgir nos corações de cada um o primeiro amor outrora suscitado por ti, e assim perseverem na vida abundante que é dada por Jesus Cristo, Nosso Senhor, a quem, contigo e o Espírito Santo, sejam toda a honra e toda a glória, agora e para sempre.

C = Amém.

ASPERSÃO – O Ministro poderá tomar da água da Pia Batismal e aspergi-la sobre a congregação. Enquanto isso, um canto de temática batismal ou referente à comunhão cristã poderá ser entoado. – cantoCorpo e Família

SUFRÁGIO

M = Oremos. Senhor Deus, nosso Pai, Criador do céu e da terra, rendemos-te graças porque, por obra do teu Espírito Santo, estes teus filhos renasceram, foram adotados por ti para uma nova vida e recebidos na comunidade da tua Santa Igreja. Concede que eles cresçam na fé em que foram outrora batizados, e se desenvolvam em tudo quanto pertence ao Espírito. Por Jesus Cristo, Nosso Senhor.

C = Amém.

BÊNÇÃO – Is. 11.2 (Impondo suas mãos sobre a congregação, o Ministro impetrará a seguinte bênção:)

M = Sustenta, ó Senhor, estes teus filhos por teu Santo Espírito. Concede-lhes o Espírito de sabedoria e de entendimento; o Espírito de conselho e de fortaleza; o Espírito de conhecimento e de temor do Senhor. Faz-lhes crescer, cada dia mais, no teu Santo Espírito, até que venha o teu Reino Eterno.

C = Amém.

ORAÇÃO DOS FIÉIS – (caso não haja celebração da Ceia do Senhor ou do Santo Batismo, segue-se para os ritos finais).

 

Liturgia Eucarística

SAUDAÇÃO DA PAZ

O = A paz do Senhor seja sempre convosco!

C = Seja também contigo.

O = Saudemo-nos com a paz do Senhor.

CONVITE A AÇÃO DE GRAÇAS E OFERTÓRIO – hino n°62 HNC – slides (62-HINO DE GRATIDÃO)

DIÁLOGO E SURSUM CORDA

M = O Senhor esteja convosco.

C = E também contigo.

M = Elevemos os corações.

C = Ao Senhor os elevamos.

M = Damos graças ao Senhor nosso Deus.

C = Pois fazê-lo é justo e bom.

PREFÁCIO EUCARÍSTICO

M = Pois, ao ser batizado por João nas águas do Rio Jordão, Nosso Senhor Jesus Cristo tomou lugar entre os pecadores, e a tua voz o proclamou como teu Filho. Como pomba, teu Santo Espírito desceu sobre ele, ungindo-o teu Cristo, para trazer boas novas aos pobres, proclamar libertação aos cativos, restaurar a vista dos cegos e restaurar os oprimidos. Portanto, com os Anjos e os Arcanjos, com os Patriarcas e os Profetas, com os Santos Apóstolos, os Mártires e os Doutores da Igreja, e com teus eleitos de todas as eras e lugares, unimos nossas vozes ao coro celestial, que não cessa de louvar teu nome, cantando:

T = Santo, santo, santo é o Senhor, Deus dos exércitos; toda a terra está cheia da tua glória. Ou pode ser cantado o hino n° 012 – slides (12-GLÓRIA À DEUS) 

M = Hosana nas alturas!

C = Bendito o que vem em nome do Senhor!

T = Hosana nas maiores alturas!

ANAMNESE

M = Toda a glória e ação de graças sejam dadas a ti, ó Senhor, Deus Todo-Poderoso, pois tu, em tua terna misericórdia, enviaste teu único Filho, Jesus Cristo, Nosso Senhor, para sofrer a morte sobre a Cruz para a nossa redenção, oferecendo, de uma vez por todas, sacrifício perfeito e suficiente para o perdão de pecados de toda a humanidade. Graças de damos ainda  pois, estando à véspera de se entregar para a nossa salvação, o Senhor instituiu o Sacramento do Pão e do Vinho, para que celebrássemos a comunhão de seu Corpo e Sangue, em memória de seu sacrifício, o qual agora nos achegamos à tua Santa Mesa para celebrar.

A INSTITUIÇÃO, A FRAÇÃO DO PÃO E A CONSAGRAÇÃO DO CÁLICE.

M = Porque eu recebi do Senhor o que também vos entreguei: que o Senhor Jesus, na noite em que foi traído, tomou o pão e, tendo dado graças, o partiu e disse: isto é o meu corpo, que é partido por vós; fazei isto em memória de mim.

M= Por semelhante modo, depois de haver dado ceado, tomou também o cálice, dizendo: Este cálice é a nova aliança em meu sangue; fazei isto, todas as vezes que o beberdes, em memória de mim.

A EPÍCLISE

M = Envia sobre nós, Senhor, o teu Santo Espírito, e santifica estas ofertas de pão e vinho, de modo que ao participarmos da tua Santa Ceia, cumpra-se a tua bendita Palavra, e partilhemos verdadeiramente da comunhão do Corpo e do Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo.

O MISTÉRIO DA FÉ

M = Pois nisto consiste o mistério da nossa fé, o motivo da nossa esperança:

T = Todas as vezes que comemos deste pão e bebemos deste cálice, anunciamos a morte e a ressurreição do Senhor, até que ele venha.

ORAÇÃO DO SENHOR

M = E confiados nesta fé, nós oramos como nosso Senhor nos ensinou, dizendo:

T = Pai nosso que estás nos céus, santificado seja o teu nome. Venha o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu. O pão nosso de cada dia, dá-nos hoje. Perdoa as nossas dívidas, assim como nós perdoamos os nossos devedores. E não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal. Pois teu é o reino, o poder e a glória para sempre, amém.

DOXOLOGIA FINAL E AMÉM

M = Por Cristo, com Cristo e em Cristo, a ti, Deus Pai Todo-Poderoso, na unidade do Espírito Santo, sejam dadas toda a honra e toda a glória, agora e para sempre.

C = Tríplice Amém

COMUNHÃO DO PÃO E DO CÁLICE

M = O pão que partimos é a comunhão do Corpo de Cristo.

C = Amém.

M = O cálice que abençoamos é a comunhão do Sangue de Cristo.

CANTOS DA COMUNHÃO E PÓS-COMUNHÃO – Eu sou o Pão da Vida – slides (Eu Sou o Pão da Vida) / Jesus Virá – slides (Jesus virá)

ORAÇÃO DE AÇÃO DE GRAÇAS PELA COMUNHÃO

M ou Presbítero = Graças te rendemos de todo o coração, ó Senhor, nosso Deus, pela comunhão do Corpo e do Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo, que tu comunicas a nós pelo Sacramento da Eucaristia, que é a Santa Ceia do Senhor. Por tua grande misericórdia, preserva-nos na comunhão dos teus santos eleitos, de modo que possamos perseverar nas boas obras as quais tu preparastes para que andássemos nelas e, ao final de nossos dias terrenos, alcancemos com eles a glória que tu tens preparada para seus para os teus. Por Cristo Jesus, Nosso Senhor.

C = Amém.

 

Ritos Finais ou Liturgia de Despedida e Envio

ORAÇÃO PASTORAL DE ENVIO E BÊNÇÃO

M = A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo sejam com todos vós. E assim abençoe-vos o Deus Todo-Poderoso, Pai, Filho e Espírito Santo, hoje e por todo o sempre.

C = Quádruplo Amém

CANTO DE ENVIO – hino n° 398 HNC – slides (398-OUTRA VEZ CANTAMOS)

POSLÚDIO E RECESSIONAL – Deus dos Antigos 

O = Ide em paz, para serdes testemunhas de Jesus Cristo, e que o Senhor vos abençoe e vos acompanhe.

C= Graças a Deus! 

 

Liturgia extraída do Manual do Culto – Ordem para o Culto Público, Rito 1 e do Rito para Iniciação Cristã (Sociedade Pela Liturgia Reformada).

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Liturgia Batismal

FORMAS PARA A ADMINISTRAÇÃO DO SAGRADO BATISMO AOS INFANTES E ADULTOS E CONFIRMAÇÃO DOS VOTOS BATISMAIS PARA ÀQUELES QUE RECEBERAM O BATISMO NA INFÂNCIA, SEGUNDO O MANUAL DE INICIAÇÃO CRISTÃ DA SOCIEDADE PELA LITURGIA REFORMADA, DE ACORDO COM O COSTUME DAS IGREJAS REFORMADAS.

A Liturgia foi elaborada da maneira mais completa possível, podendo ser adequada à realidade da comunidade local.

(M = ministro, C = Congregação, T = Todos)

I – FORMA PARA A MINISTRAÇÃO DO SAGRADO BATISMO A CRIANÇAS

*Deve-se ter sempre em mente que pode ser necessário adequar a concordância verbal dos textos desta Forma ao número e sexo dos batizandos.

*Se o uso de um Círio Pascal for de costume da Igreja local, ele será aceso, junto à Pia Batismal, antes do início do Culto.
*Os primeiros bancos do Templo serão reservados aos pais e aos batizandos, de modo que possam dirigir-se de maneira mais pronta e ordeira à Pia Batismal.
*Tendo sido proferido o Sermão, passar-se-á diretamente à ministração do Sagrado Batismo, segundo esta Forma.
*O Ministro dirige-se à frente da Mesa e profere a seguinte Monição, ou uma de sua lavra:
MONIÇÃO INTRODUTÓRIA
M = Caríssimos irmãos; hoje, em obediência à Grande Comissão que nos foi legada pelo Senhor Jesus antes de sua Ascensão aos céus, nós receberemos um novo membro em nossa comunidade e junto ao Corpo de Cristo, que é a sua Santa Igreja, por meio do Sacramento do Batismo. O Batismo é a porta de entrada para a vida cristã; por meio dele a eterna Aliança de Deus para conosco e para com nossa descendência é afirmada e reafirmada. Batizamos porque cremos que Deus é fiel para guardar essa Aliança que ele mesmo instituiu e firmou, sendo o Batismo o sinal e o selo, a garantia visível, dessa Aliança.
É da tradição e da doutrina da Igreja Cristã, que os filhos daqueles que são batizados e professam a fé em Nosso Senhor Jesus Cristo, sejam também recebidos como membros do Corpo de Cristo, como co-herdeiros desta Aliança, na confiança de que venham a crescer em es-tatura e graça diante de Deus e dos homens, sendo instruídos na viva fé de seus pais e vindo, na idade própria, a confirmar por si mesmos os votos batismais, professando publicamente a sua fé. Recebamos, por-tanto, com todo o amor, este nosso novo irmão na fé.
INVOCAÇÃO E SENTENÇAS BÍBLICAS – Ef. 4.4-6; At. 2.39; Lc. 18.16-17.

M = Bendito seja Deus, Pai, Filho e Espírito Santo.

C = Bendito seja o seu Reino, agora e para sempre.

M = Há somente um corpo e um Espírito, como também fostes chamados numa só esperança da vossa vocação; há um só Senhor, uma só fé, um só batismo;

C = Um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, age por meio de todos e está em todos.

M = Pois para vós outros é a promessa, para vossos filhos e para todos os que ainda estão longe;

C = Isto é, para quantos o Senhor, nosso Deus, chamar.

M = Deixai vir a mim os pequeninos e não os embaraceis, porque dos tais é o reino dos céus.

C = Em verdade vos digo: quem não receber o reino de Deus como uma criança, de maneira alguma entrará nele.

COLETA (oração pelo sacramento do batismo).

M = Oremos. Pai Celestial, que pelo poder de teu Santo Espírito concedes aos teus santos a vida por meio da água do Batismo; guia-nos e fortalece-nos por este mesmo Espírito, para que nós, nascidos de novo, possamos servir-te em fé e amor, e crescer até a plena estatura de teu Filho, Jesus Cristo, Nosso Senhor, o qual vive e reina contigo e o Espírito Santo, um só Deus, hoje e pelos séculos dos séculos.
T = Amém.

APRESENTAÇÃO – (Durante um canto de temática batismal, ou relativo às crianças, o Ministro retoma seu lugar atrás da Mesa, enquanto o Conselho da Igreja dirige-se para ela em processional, tomando cada um o seu lugar. O Secretário trará consigo o Livro de Atas do Conselho. Em seguida, um diácono ou acólito depositará sobre a Mesa uma jarra com água. O Secretário do Conselho lerá a ementa da resolução em que foi aprovada a ministração do Sagrado Batismo aos candidatos presentes, estando a congregação sentada.) – hino n° 332 HNC – slides (332-BATISMO INFANTIL)

Secretário: O Conselho da Igreja N., tendo examinado o pedido de NN. e NN. (nomes dos pais, ou responsáveis, por extenso), membros desta Igreja, pela ministração do Sagrado Batismo a seu filho NN. (nome da criança, por extenso); após a instrução e o exame dos candidatos, resolve:

Aprovar o pedido em seus termos, determinando a ministração deste Sacramento no Culto Público do dia (data por extenso, nos calendários civil e litúrgico). Portanto, em nome do Conselho da Igreja N., apresento NN. (nome da criança, por extenso), filho(a) de NN. e NN. (nomes dos pais, por extenso), para a recepção do Sacramento do Batismo.

PROFISSÃO DE FÉ – (O Ministro dirige-se à Pia Batismal, de onde convida os candidatos a se aproximar. Passa, então, a inquiri-los quanto à sua fé.)

Ministro: É o vosso desejo que vosso(a) filho(a) seja batizado(a) na fé cristã?

Resposta: Sim.

Ministro: Renunciais ao mal e a todas as suas obras, que se rebelam contra Deus, corrompem e destroem sua criação e nos afastam do amor do Senhor?

Resposta: Renuncio.

Ministro: Confessais à Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, como o único Deus; a Jesus Cristo como único e suficiente Senhor e Salvador de vossas vidas, depositando nele, e nele somente, a vossa fé, esperança e adoração, mediante seu Espírito Santo, para a glória de Deus Pai?

Pais: Assim o faço, pela graça de Deus.

CREDO – (Estando todos de pé. O Ministro dirá à congregação:)

M = Na unidade da Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo, confessemos juntos a fé cristã, na qual fomos um dia batizados e na qual receberemos, agora, este nosso novo irmão, renovando também a nossa aliança batismal nas palavras do Credo Apostólico. Credes em Deus Pai?

C = Creio em Deus Pai, Todo-Poderoso Criador do céu e da terra.

M = Credes em Jesus Cristo?

C = Creio em Jesus Cristo, seu único Filho, Nosso Senhor, o qual foi concebido pelo poder do Espírito Santo; nasceu da Virgem Maria; padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos; foi crucificado, morto e sepultado; desceu ao Hades; ressuscitou ao terceiro dia; subiu aos céus e está sentado à direita de Deus Pai Todo-Poderoso, de onde há de vir a julgar os vivos e os mortos.

M = Credes no Espírito Santo?

C = Creio no Espírito Santo; na Santa Igreja universal; na comunhão dos santos; na remissão dos pecados; na ressurreição do corpo; na vida eterna. Amém.

VOTOS BATISMAIS – (Dirigindo-se aos pais, o Ministro dirá:)

M = Vós vos comprometeis, perante o Senhor, nosso Deus, e sua Santa Igreja aqui reunida, a instruir esta criança na verdade da Palavra do Senhor, nos princípios eternos do Evangelho e nos caminhos da salvação em Cristo Jesus, com a ajuda de Deus?

Resposta = Sim, com a ajuda de Deus.

M = Vós vos comprometeis a orar por ela e com ela, de modo que pelo exemplo das vossas vidas, ela cresça na comunhão e na intimidade da devoção do Senhor, com a ajuda de Deus?

Resposta = Sim, com a ajuda de Deus.

M = Vós vos comprometeis a ler a Bíblia para ela e com ela, e a ensiná-la a ler, de modo que cresça tendo prazer na meditação da Palavra do Se-nhor, com a ajuda de Deus?

Resposta: Sim, com a ajuda de Deus.

Ministro: Vós vos comprometeis, ainda, a dar a esta criança testemunho do Se-nhor com vossas próprias vidas, de modo que observando a vossa conduta dia após dia, ela possa se espelhar na fé e no testemunho cris-tão de seus pais?

Resposta: Sim, com a ajuda de Deus.

Dirigindo-se à congregação, o Ministro perguntará:

M = E vós, Igreja do Senhor, vos comprometeis a amar, encorajar e auxiliar esta criança, instruindo-a nos caminhos do Senhor, servindo-lhe de exemplo de vida, fé e caráter cristãos, dando-lhe o firme apoio que se espera da família de Deus, em comunhão, intercessão e serviço, com a ajuda de Deus?

C = Sim, com a ajuda de Deus.

PREPARAÇÃO PARA O BATISMO – (Um presbítero, diácono ou acólito trará consigo a jarra com água.)

M = O Sacramento do Batismo é o sinal e o selo da promessa de Deus aos filhos da sua aliança. Ser batizado é ser sacramentalmente unido com Cristo – o Batismo é essa união, sendo a água o sinal e o selo dessa união.

No Batismo, Deus nos promete, por sua graça, derramar sobre nós o Espírito Santo, que nos conduz da morte para a vida, ressuscitando-nos de uma vez por todas para a vida eterna, e ainda, dia após dia, nos renovar o vigor e nos purificar de nosso pecado.

Pelo Sagrado Batismo, nós abandonamos o mundo e as suas obras, passando a fazer parte de uma nova e santa comunidade, o Corpo de Cristo, a sua Santa Igreja.

(O presbítero, diácono, ou acólito despejará, então, de forma que seja visível e audível, a água sobre a Pia Batismal. O Ministro dirá, enquanto isso:)

M = A água lava, purifica, refresca e sustenta a vida. Jesus Cristo é a Água da Vida. Pelo Sagrado Batismo, Cristo nos chama à obediência, a amar e confiar inteiramente em Deus; a rejeitar o mal do mundo e a viver uma nova vida. Todavia, se cairmos em pecado, não devemos perder a esperança na graça de Deus, nem permanecer no pecado. Antes, e sempre, devemos lembrar que o Batismo é a eterna aliança de Deus para conosco.

AÇÃO DE GRAÇAS E CONSAGRAÇÃO

M = O Senhor esteja convosco.

C = Seja também contigo.

M = Elevemos os corações.

C = Ao Senhor os elevamos.

M = Demos graças ao Senhor, nosso Deus.

C = Pois fazê-lo é justo e digno.

M = É verdadeiramente justo e digno rendermos-te graças sempre e em todo lugar a ti, ó Senhor, nosso Deus, porquanto, em teu santo Filho, Jesus Cristo, Nosso Senhor, nos adotaste como teus filhos, fizeste-nos cidadãos do teu Reino; e nos concedeste o Espírito Santo, para nos guiar e dirigir a toda a verdade.

Graças te damos, ainda, pela dádiva da água. Pois no princípio, quando criaste os céus e a terra, teu Santo Espírito se movia por sobre ela; pois com ela, salvaste a terra do mal no Dilúvio; pois nela, deste vitória ao teu povo escolhido, conduzindo-o através do mar e nele derrotando aqueles que a ti se opunham; com ela, no Rio Jordão, teu santo Filho foi batizado, e assim foi revelado pelo Espírito Santo ao mundo, e ungido teu Cristo.

Por sua morte e ressurreição, Nosso Senhor Jesus Cristo, a Água da Vida, nos libertou do pecado e da morte e nos abriu as portas da vida eterna. Graças te damos, ó Deus, pela água do Batismo, pela qual somos sepultados com Cristo na sua morte, participamos da sua ressurreição e renascemos no Espírito Santo, lavados e purificados do pecado.

Agora, ó Senhor, obedecemos à Grande Comissão de teu santo Filho e Nosso Senhor, Jesus Cristo, trazendo à tua Igreja os teus discípulos, que a ele vêm com fé, para os batizar em nome da tua Divina e Santíssima Trindade.

PALAVRAS DA INSTITUIÇÃO

M = Pois estando Nosso Senhor Jesus Cristo, já ressurreto, reunido com seus discípulos, assim lhes ordenou: “Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra. Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as cousas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século.” – Mt 28.18-20

EPÍCLESE E DOXOLOGIA – (O Ministro prossegue, impondo as mãos sobre a água, dizendo:)

M = Envia sobre nós, portanto, o teu Santo Espírito, ó Senhor, e † santifica esta água, de modo que, ao ser derramada sobre esta criança, tu mesmo a seles com o derramar do teu Santo Espírito, a fim de que, purificada do pecado e renascida em Cristo Jesus, persevere na vida abundante que é dada por Nosso Senhor Jesus Cristo, a quem, contigo e o Espírito Santo, sejam toda a honra e toda a glória, agora e para sempre.

C = Amém.

A MINISTRAÇÃO DO SACRAMENTO – (O Ministro toma a criança em seus braços. Perguntará aos pais:)

M = Qual o nome desta criança? (Ao que os pais lhe responderão. O Ministro, então, chamando a criança apenas pelo(s) preno-me(s), a(s) batizará, derramando água em abundância sobre a sua cabeça, por três vezes, à menção de cada Nome da Santíssima Trindade:)

M = N., eu te batizo em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.

C = Amém.

(O Ministro, então, traçará uma cruz na testa da criança, podendo usar para isso um óleo apropriado. Dir-lhe-á:)

M = N., pelo Sagrado Batismo, foste selado pelo Espírito Santo com o sinal da Cruz. Tu pertences a Cristo, para sempre.

C = Amém.

(Esta fórmula de ministração será repetida para cada uma das crianças a serem batizadas.)

SUFRÁGIO

M = Oremos. Senhor Deus, nosso Pai, Criador do céu e da terra, rendemos-te graças porque, por obra do teu Espírito Santo, esta criança renas-ceu, foi adotada por ti para uma nova vida e recebida na comunidade da tua Santa Igreja. Concede que ela cresça na fé em que foi batizada, e se desenvolva em tudo quanto pertence ao Espírito. Por Jesus Cristo, Nosso Senhor.

C = Amém.

(Caso não haja ministração da Sagrada Eucaristia no mesmo culto, ou caso o Batismo se dê durante o Ofício Diário, a Intercessão será concluída com a Oração do Senhor, da seguinte forma:)

M = […] Por Jesus Cristo, Nosso Senhor, que nos ensinou a orar, dizendo:

T = Pai nosso que estás no céu, santificado seja o teu nome. Venha o teu reino; seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu. O pão nosso de cada dia, dá-nos hoje. Perdoa as nossas dívidas, as-sim como nós perdoamos os nossos devedores. E não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal. Pois teu é o reino, o poder e a glória para sempre. Amém.

BÊNÇÃO – (E, impondo suas mãos sobre a(s) criança(s) batizada(s), o Ministro impetrará a seguinte Bênção:)

M = Sustenta, ó Senhor, este teu filho por teu Santo Espírito. Concede-lhe o Espírito de sabedoria e de entendimento; o Espírito de conselho e de fortaleza; o Espírito de conhecimento e de temor do Senhor. Faz-lhe crescer, cada dia mais, no teu Santo Espírito, até que venha o teu Rei-no Eterno.

C = Amém.

ACOLHIDA DOS BATIZADOS – (Em havendo apenas uma criança batizada, o Ministro a tomará em seus braços e a conduzirá até o centro da nave, enquanto os pais se mantêm junto à Pia Batismal. O Ministro dirá🙂

M = Igreja, eis aí o vosso irmão. Irmão, eis aí a tua família.

T = És bem-vindo, em nome de Jesus.

(Em havendo mais de uma criança batizada, após o Batismo de todas, voltar-se-ão os pais, com elas nos braços, para a congregação. O Ministro, da Pia Batismal, dirá🙂

M = Igreja, eis aí vossos irmãos. Irmãos, eis aí vossa família.

T = Sois bem-vindos, em nome de Jesus.

(Em resposta, poderá ser entoado um canto, concluindo o rito batismal e dando as boas vindas ao novo irmão em Cristo. Ainda, caso não haja a celebração da Sagrada Eucaristia, segue-se a Saudação da Paz, que é assim introduzida:)

M = Que a Paz do Senhor seja sempre convosco!

C = Seja também contigo!

Todos os presentes saúdam-se com a destra de companhia, desejando-se uns aos outros “A paz do Senhor”. Pode ser entoado, enquanto isso, um hino ou cântico cuja letra verse sobre a comunhão cristã. Neste momento, ou após, as famílias retornam aos seus lugares, podendo to-dos, em seguida, se sentar.
O Culto ou Ofício Diário prossegue, então, com as Orações do Povo, ou Intercessões.

II – FORMA PARA A PROFISSÃO DE FÉ E BATISMO DE ADULTOS E A CONFIRMAÇÃO DOS VOTOS BATISMAIS DE ADULTOS BATIZADOS NA INFÂNCIA

*Esta Forma contempla a presença de catecúmenos a serem batizados, confirmados e recebidos à Comunhão Reformada. Pode ser necessário omitir ou adaptar a concordância dos textos a cada situação concreta, bem como ao número e ao sexo dos candidatos.

*Se o uso de um Círio Pascal for de costume da Igreja local, ele será aceso, junto à Pia Batismal, antes do início do Culto.

*No Culto Público em que esta Forma for executada, o Conselho da Igreja integrará a proces-sional durante o Canto de Entrada, tomando seu lugar à Mesa desde o início até o final da celebração. O Secretário trará consigo o Livro de Atas do concílio.

*Deverão ser reservados os primeiros bancos do templo para os catecúmenos se assentarem juntos. Eles integram a processional no início do Culto, entrando em ordem alfabética pelo prenome, após os músicos e antes dos leitores e oficiantes leigos, e tomam seus lugares, de onde participam normalmente da Liturgia com a congregação.

*Tendo sido proferido o Sermão, passar-se-á diretamente à Profissão de Fé, Batismo e Confir-mação, segundo esta Forma.

O Ministro dirige-se à frente da Mesa.

MONIÇÃO INTRODUTÓRIA

M = Caríssimos irmãos; hoje, nós temos a alegria de receber à plena comunhão da Santa Igreja de Cristo estes irmãos, que desejam professar sua fé em Jesus Cristo como Senhor e Salvador de suas vidas e receber, assim, o Sagrado Batismo; que desejam confirmar sua fé, reafirmando por si mesmos os votos batismais feitos em seu favor no passado; e serem oficialmente recebidos como membros da Comunhão Reformada da Igreja Cristã.

Quando somos batizados, Deus reivindica-nos para si, e somos recebidos como membros do Corpo de Cristo, que é a sua Santa Igreja. Hoje, estes irmãos passarão a participar de forma plena da vida desta congregação e da comunhão da Santa Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Damos graças a Deus por este desejo que ele mesmo incutiu nos corações destes irmãos e rogamos que ele nos abençoe por meio de seu Santo Espírito, para que tenhamos, também, nossa própria fé renova-da e fortalecida, enquanto ouvimos deles a Profissão de Fé.

INVOCAÇÃO E SENTENÇAS BÍBLICAS

M = Bendito seja Deus, † Pai, Filho e Espírito Santo.

C = Bendito seja o seu Reino, agora e para sempre.

M = Há somente um corpo e um Espírito, como também fostes chamados numa só esperança da vossa vocação; há um só Senhor, uma só fé, um só batismo;

C = Um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, age por meio de todos e está em todos.

M = Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus,

C = A fim de proclamarmos as virtudes daquele que nos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz.

COLETA

M = Oremos. Pai Celestial, que pelo poder de teu Santo Espírito concedes aos teus santos a vida por meio da água do Batismo; guia-nos e fortalece-nos por este mesmo Espírito, para que nós, nascidos de novo, possamos servir-te em fé e amor, e crescer até a plena estatura de teu Filho, Jesus Cristo, Nosso Senhor, o qual vive e reina contigo e o Espírito Santo, um só Deus, hoje e pelos séculos dos séculos.

C = Amém.

APRESENTAÇÃO – (Durante um canto de temática batismal, ou relativo ao Espírito Santo, o Ministro retoma seu lugar atrás da Mesa, enquanto um diácono ou acólito deposita sobre ela uma jarra com água. O Secretário do Conselho lerá a ementa da resolução em que foi aprovada a ministração do Sagrado Batismo aos candidatos presentes:) – hinos n° 330, 331 e 333 do HNC. – Slides (330-A BÊNÇÃO DO BATISMO), (331-ORAÇÃO), (333-O BATISMO).

Secretário: O Conselho da Igreja N., reunido em Sessão Extraordinária no dia (data por extenso, nos calendários civil e litúrgico), tendo examinado os candidatos da (numeração ordinal, em algarismos romanos) Classe de Catecúmenos, resolve:

Determinar a ministração do Sacramento do Batismo e a realização dos ritos pastorais da Profissão de Fé, de Confirmação dos Votos Batismais e da Recepção à Comunhão Reformada no Culto Público do dia (data por extenso, nos calendários civil e litúrgico).

Portanto, em nome do Conselho da Igreja N., apresento a (numeração ordinal, em algarismos romanos) Classe de Catecúmenos, Turma de (ano), para a recepção à plena Comunhão desta comunidade e de toda a Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo.

PROFISSÃO DE FÉ – (O Ministro, então, perguntará aos batizandos:)

M = É o vosso desejo serdes batizados na fé cristã?

Resposta: Sim.

(Aos confirmandos e recepcionandos, perguntará:)

M = Fostes batizados em Nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo?

Resposta: Sim.

(Então, dirigindo-se a todos os catecúmenos, perguntará:)

M = Renunciais ao mal e a todas as suas obras, que se rebelam contra Deus, corrompem e destroem sua criação e nos afastam do amor do Senhor?

Resposta: Renuncio.

M = Confessais à Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, como o único Deus; a Jesus Cristo como único e suficiente Senhor e Salvador de vossas vidas, depositando nele, e nele somente, a vossa fé, esperan-ça e adoração, mediante seu Espírito Santo, para a glória de Deus Pai?

Resposta: Assim o faço, pela graça de Deus.

CREDO – (Estando todos de pé. Dirigindo-se ao Povo, o Ministro dirá:)

M = Na unidade da Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo, confessemos jun-tos a fé cristã, na qual fomos um dia batizados e na qual receberemos, agora, estes nossos irmãos, renovando também a nossa aliança batis-mal nas palavras do Credo Niceno. Credes em Deus Pai?

C = Creio em um só Deus, o Pai Todo-Poderoso, Criador do céu e da terra, de todas as coisas visíveis e invisíveis.

M = Credes em Jesus Cristo?

C = Creio em um só Senhor, Jesus Cristo, o Filho unigênito de Deus, gerado do Pai antes de todas as eras: Deus de Deus, Luz da Luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro; gerado, não criado; consubstancial ao Pai. Por ele, todas as coisas foram feitas. E por nós, os homens, e para a nossa salvação, desceu dos Céus e se encarnou, pelo Espírito Santo, no seio da virgem Maria, e se fez homem. Também por nós foi crucificado sob Pôncio Pilatos, padeceu e foi sepultado. Ressuscitou ao terceiro dia, conforme as Escrituras, e subiu aos Céus, onde está sentado à direita do Pai. De novo há de vir em sua glória para julgar os vivos e os mortos, e o seu Reino não terá fim.

M = Credes no Espírito Santo?

C = Creio no Espírito Santo, o Senhor e doador da vida, que procede do Pai e do Filho, e com o Pai e o Filho é adorado e glorificado: Ele, que falou pelos Profetas.

M = Credes na Igreja?

C = Creio na Igreja una, santa, católica e apostólica. Professo um só batismo para a remissão dos pecados. E espero a ressurreição dos mortos e a vida do mundo que há de vir. Amém.

VOTOS BATISMAIS – (Dirigindo-se novamente aos Catecúmenos, o Ministro dirá🙂

M = Vós vos comprometeis a permanecer firmes na fé que acabastes de professar, a buscar ampliar dela o vosso conhecimento, em particular e com esta comunidade de fé, no estudo das Sagradas Escrituras e nas obras de piedade, e a proclamar esta fé, anunciando-a com vossas pa-lavras e com vosso testemunho de vida, com a ajuda de Deus?

Resposta = Sim, com a ajuda de Deus.

M = Vós vos comprometeis a participar ativamente desta comunidade de fé, promovendo a sua união e comunhão e em tudo buscando a paz, a unidade e a edificação do Corpo de Cristo, suportando-a com as vossas orações e com o vosso trabalho, com a ajuda de Deus?

Resposta = Sim, com a ajuda de Deus.

M = Vós vos comprometeis a vos submeterdes ao governo e disciplina des-ta Igreja, acatando-os enquanto fiéis ao espírito das Sagradas Escrituras, dos Símbolos de Fé e de sua Constituição?

Resposta = Sim, com a ajuda de Deus.

M = É de livre e espontânea vontade que fazeis estes votos?

Resposta = Sim, esta é a minha vontade.

Dirigindo-se à congregação, o Ministro perguntará:

M = E vós, Igreja do Senhor, vos comprometeis a amar, encorajar e auxiliar estes irmãos, instruindo-os nos caminhos do Senhor, servindo-lhes de exemplo de vida, fé e caráter cristãos, dando-lhes o firme apoio que se espera da família de Deus, em comunhão, intercessão e serviço, com a ajuda de Deus?

C = Sim, com a ajuda de Deus.

PREPARAÇÃO PARA O BATISMO – (Um presbítero, diácono ou acólito trará consigo a jarra com água.)

M = O Sacramento do Batismo é o sinal e o selo da promessa de Deus aos filhos da sua aliança. Ser batizado é ser sacramentalmente unido com Cristo – o Batismo é essa união, sendo a água o sinal e o selo dessa união.

No Batismo, Deus nos promete, por sua graça, derramar sobre nós o Espírito Santo, que nos conduz da morte para a vida, ressuscitando-nos de uma vez por todas para a vida eterna, e ainda, dia após dia nos renovar o vigor e nos purificar de nosso pecado.

Pelo Sagrado Batismo, nós abandonamos o mundo e as suas obras, passando a fazer parte de uma nova e santa comunidade, o Corpo de Cristo, a sua Santa Igreja.

(O presbítero, diácono ou acólito despejará, então, de forma que seja visível e audível, a água sobre a Pia Batismal. O Ministro dirá, enquanto isto:)

M = A água lava, purifica, refresca e sustenta a vida. Jesus Cristo é a Água da Vida. Pelo Sagrado Batismo, Cristo nos chama à obediência, a amar e confiar inteiramente em Deus; a rejeitar o mal do mundo e a viver uma nova vida. Todavia, se cairmos em pecado, não precisamos perder a esperança na graça de Deus, nem permanecer no pecado. Antes, e sempre, devemos lembrar que o Batismo é a eterna aliança de Deus para conosco.

AÇÃO DE GRAÇAS E CONSAGRAÇÃO

M = O Senhor esteja convosco.

C = Seja também contigo.

M = Elevemos os corações.

C = Ao Senhor os elevamos.

M = Demos graças ao Senhor, nosso Deus.

C = Pois fazê-lo é justo e digno.

M = É verdadeiramente justo e digno rendermos-te graças sempre e em todo lugar a ti, ó Senhor, nosso Deus, porquanto, em teu santo Filho, Jesus Cristo, Nosso Senhor, nos adotaste como teus filhos, fizeste-nos cidadãos do teu Reino; e nos concedeste o Espírito Santo, para nos guiar e dirigir a toda a verdade

Graças te damos, ainda, pela dádiva da água. Pois no princípio, quando criaste os céus e a terra, teu Santo Espírito se movia por sobre ela; pois com ela, salvaste a terra do mal no Dilúvio; pois nela, deste vitória ao teu povo escolhido, conduzindo-o através do mar e nele derrotando aqueles que a ti se opunham; com ela, no Rio Jordão, teu santo Filho foi batizado, e assim foi revelado pelo Espírito Santo ao mundo, e ungido teu Cristo.

Por sua morte e ressurreição, Nosso Senhor Jesus Cristo, a Água da Vida, nos libertou do pecado e da morte e nos abriu as portas da vida eterna. Graças te damos, ó Deus, pela água do Batismo, pela qual somos sepultados com Cristo na sua morte, participamos da sua ressurreição e renascemos no Espírito Santo, lavados e purificados do pecado.

Agora, ó Senhor, obedecemos à Grande Comissão de teu santo Filho e Nosso Senhor, Jesus Cristo, trazendo à tua Igreja os teus discípulos, que a ele vêm com fé, para os batizar em nome da tua Divina e Santíssima Trindade.

PALAVRAS DA INSTITUIÇÃO

M = Pois estando Nosso Senhor Jesus Cristo, já ressurreto, reunido com seus discípulos, assim lhes ordenou: “Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra. Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as cousas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século.” –  Mt 28.18-20

EPÍCLESE E DOXOLOGIA

O Ministro prossegue, impondo as mãos sobre a água, dizendo ou cantando:

M = Envia sobre nós, portanto, o teu Santo Espírito, ó Senhor, e † santifica esta água, de modo que, ao ser derramada sobre estes teus servos, tu mesmo os seles com o derramar do teu Divino Espírito Santo, a fim de que, purificados do pecado e renascidos em Cristo Jesus, perseverem na vida abundante que é dada por este mesmo Jesus Cristo, Nosso Se-nhor, a quem, contigo e o Espírito Santo, sejam toda a honra e toda a glória, agora e para sempre.

C = Amém.

A MINISTRAÇÃO DO SACRAMENTO – (O Ministro perguntará:)

M = Qual é teu nome?

Ao que o batizando lhe responderá. O Ministro, então, chamando-o apenas pelo(s) prenome(s), o batizará, derramando água em abundância sobre a sua cabeça, por três vezes, à menção de cada Nome da Santíssima Trindade: Esta fórmula de ministração será repetida para cada um dos batizandos. Após receber o Sacramento, cada batizado tornará ao seu lugar junto dos demais catecúmenos.

Após ser batizado o último catecúmeno, a congregação pode se assentar.

CONFIRMAÇÃO (Também chamada Pública Profissão de Fé) – O Ministro põe-se diante da Mesa.

M = Procederemos agora à Confirmação dos Catecúmenos, ato pelo qual cada um destes irmãos será oficialmente recebido à plena comunhão da Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo, mediante oração, e imposição de mãos [, e unção com óleo].
O Secretário do Conselho, então, passará a chamar os catecúmenos, um a um, em ordem alfabética, por seus nomes completos. Cada catecúmeno comparecerá diante da Mesa e se ajoelha-rá diante do Ministro. Os membros do Conselho estenderão a mão direita sobre o catecúmeno; o Ministro imporá ambas as suas sobre a cabeça deste e traçará uma cruz sobre sua fronte, com o polegar direito, podendo usar para isto um óleo apropriado. Chamará, então, o catecúmeno por seu(s) prenome(s).

Dirá, caso o catecúmeno tenha sido batizado nesta ocasião:

M = N., pelo Sagrado Batismo, foste selado pelo Espírito Santo com o sinal da Cruz. Tu pertences a Cristo, para sempre. Confirma, ó Senhor, teu servo por teu Santo Espírito. Capacita-o para a tua obra e sustenta-o por todos os dias de sua vida.

Resposta: Amém.

Caso se trate de confirmando, o Ministro dirá:

M = N., Deus te chamou pelo teu nome e te fez seu. Confirma, ó Senhor, teu servo por teu Santo Espírito. Capacita-o para a tua obra e sustenta-o por todos os dias de sua vida.

Resposta: Amém.

Caso o catecúmeno esteja sendo recebido de outra comunhão cristã:

M = N., nós te reconhecemos como nosso irmão, membro da una, Santa, católica e apostólica Igreja de Cristo. Na autoridade de Ministro desta Igreja, eu te recebo e dou as boas vindas à Comunhão Reformada. Confirma, ó Senhor, teu servo por teu Santo Espírito. Capacita-o para a tua obra e sustenta-o por todos os dias de sua vida.

Resposta: Amém.

Após receber a Confirmação, cada catecúmeno torna a seu lugar.

SUFRÁGIO

M = O Senhor esteja convosco

C = Seja também contigo.

M = Oremos. Senhor Deus, nosso Pai, Criador do céu e da terra, rendemos-te graças porque, por obra do teu Espírito Santo, estes teus filhos renasceram, foram adotados por ti para uma nova vida e recebidos na comunidade da tua Santa Igreja. Concede que eles cresçam na fé em que foram batizados e confirmados, e se desenvolvam em tudo quanto pertence ao Espírito. Por Jesus Cristo, Nosso Senhor.

C = Amém.

BÊNÇÃO

Impondo suas mãos sobre os catecúmenos, o Ministro impetrará a seguinte bênção:

M = Sustenta, ó Senhor, estes teus filhos por teu Santo Espírito. Concede-lhes o Espírito de sabedoria e de entendimento; o Espírito de conselho e de fortaleza; o Espírito de conhecimento e de temor do Senhor. Faz-lhes crescer, cada dia mais, no teu Santo Espírito, até que venha o teu Reino Eterno.

Todos: Amém.

M = Igreja, eis aí vossos irmãos. Irmãos, eis aí a vossa família.

T = Sois bem-vindos, em nome de Jesus.

Um canto apropriado pode ser entoado. O Culto, então, prossegue normalmente com as Orações do Povo.

Liturgia extraída do Rito para Iniciação Cristã, do blog Sociedade Pela Liturgia Reformada.

Homilia – Epifania de Nosso Senhor Jesus Cristo – ano A

Livro do Profeta Isaías 60.1-6

Antífona A: E todos os reis se prostrem perante ele; todas as nações o sirvam. (Sl 72.11)

Salmo 72.1-7, 10-14

Epístola de S. Paulo aos Efésios 3.1-12

Aclamação do Evangelho: Em Jerusalém, os magos perguntavam: Onde está o rec
ém-nascido Rei dos judeus? Porque vimos a sua estrela no Oriente e viemos
para adorá-lo. (Mt 2.2)

Evangelho s. São Mateus 2.1-12

 

Hoje celebramos a manifestação de Cristo a todos os povos da Terra. A Epifania, uma das festas mais antigas celebradas pelos cristãos, precedente do próprio Natal, é a comemoração da encarnação de Deus e sua salvação universal, isto é, não mais restrita a um só povo ou a alguns de outros povos, mas aberta a todos os gentios, inimigos de Deus, impuros, mas em Cristo Jesus feitos seus filhos e co-herdeiros com o Messias. Como afirma o apóstolo dos gentios no texto de Efésios, este é o mistério de Cristo, a luz para todas as nações.

Já em 361 de nossa presente era, foi relatado a festa da Epifania, que em sua origem celebrava a encarnação, o nascimento, a visita dos magos, a infância de Cristo e seu batismo, ao longos dos séculos essas comemorações foram sendo divididas, para que seus significados fossem mais aprofundados, dessa forma a Epifania, especialmente da tradição ocidental, celebra a encarnação e manifestação de Jesus Cristo a todos os povos, relembrando uma marca importante da Igreja de Cristo, sua universalidade ou catolicidade. Cristo Jesus rompeu o véu do Templo e conferiu aos seus escolhidos livre acesso ao Pai, dentre esses escolhidos, ele incluiu também os impuros, os gentios, que antes limitados ao átrio exterior do Templo, o pátio dos gentios, agora tornar-se-iam o próprio Templo do Espírito Santo de Deus. Na Epifania, celebramos o cumprimento das promessas de Deus feitas aos patriarcas e as profecias dos profetas, de que Deus abençoaria todos os povos da Terra por meio de Israel.

Agora em Jesus já não há judeu, nem grego; homem ou mulher; escravo ou livre, mas todos são um em Cristo Jesus. A mensagem da Epifania é a mensagem do apóstolo S. Paulo, é a mensagem de Deus a humanidade. Em Cristo a salvação é dada pela graça a todos os povos da Terra, para que estes constituam um povo, que assim como os magos do distante Oriente, de várias nações diferentes, possamos ser guiados por Cristo, nossa Estrela, nosso Guia e Luz.

Que a Luz de Cristo brilhe em nossas vidas e que as boas-novas de salvação sejam proclamadas a todos os povos pelo poder do Espírito Santo. Amém.

William de Almeida Santos

Homilia vem do grego e significa “conversa de pai para filho”, na igreja primitiva constituía-se em um pequeno sermão de caráter explicativo, exortativo e exegético, explicando as escrituras de forma curta e objetiva. Era o momento em que o ministro se aproximava da congregação e os instruía, como um pai faz ao filho.

Culto Dominical – Domingo da Epifania – ano A

(A liturgia foi elaborada da forma mais completa possível podendo ser adaptada a realidade de cada comunidade local.)

Modelo de culto para a celebração da Epifania de Nosso Senhor Jesus Cristo.

(O = Oficiante C = Congregação = Todos L = Leitor M = Ministro)

 

Ritos Iniciais ou Liturgia da Acolhida

SINOS e/ou PRELÚDIO MUSICAL – Três Reis Magos (We Three Kings)

INTRÓITO CANTADO – hino n° 247 – slides (247-ESTRELA CINTILANTE)

SAUDAÇÃO INICIAL E AVISOS COMUNITÁRIOS

CANTO DE ENTRADA (PROCESSIONAL) – Três Reis Magos (We Three Kings) – slides (Três Reis Magos do Oriente)

SAUDAÇÃO TRINITÁRIA E VOTO

O = Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo

C = Amém.

O = Elevo meus olhos para os montes; de onde me virá o socorro?

C = O nosso socorro está em o nome do Senhor, criador dos céus e da terra.

SENTENÇA BÍBLICA PARA A EPIFANIA

O = As nações se encaminham para a sua luz, e os reis, para o resplendor que te nasceu.

C = Também te dei como luz para os gentios, para serdes a minha salvação até a extremidade da terra.

DOXOLOGIA – hino n° 34 – slides (34-CONVITE AO LOUVOR)

COLETA INTRODUTÓRIA (oração em favor do culto)

O = Oremos. Deus Todo-Poderoso, para quem todos os corações estão abertos, todos os desejos conhecidos e para quem nada está em segredo; purifica os pensamentos de nossos corações pela inspiração do teu Santo Espírito, para que possamos amar-te perfeitamente, e dignamente engrandecer teu nome. Por Cristo Jesus, Nosso Senhor.

C = Amém.

CHAMADA À CONTRIÇÃO

SUMÁRIO DA LEI

O = Escutai o que diz o nosso Senhor Jesus Cristo: Amarás o Senhor teu Deus de todo o coração, de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento. Este é o primeiro e grande mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos depende toda a Lei e os Profetas.

O = Senhor, tem misericórdia de nós.

C = Cristo, tem misericórdia de nós.

T = Senhor, tem misericórdia de nós.

CANTO DE CONTRIÇÃO – hino n° 75 – slides (75-ARREPENDIMENTO E SÚPLICA)

CONFISSÃO PÚBLICA DE PECADOS

Santo Deus de toda misericórdia, nós reconhecemos perante ti nossa natureza pecaminosa, sempre pronta para fazer o mal, e tardia em fazer o bem. Nós confessamos as nossas faltas e as nossas ofensas. Só tu sabes o quanto nós temos pecado; nos desviando dos teus caminhos, escondendo ou esbanjando os teus talentos, esquecemo-nos de teu amor. Tem, no entanto, misericórdia, ó Senhor, pois deploramos e nos arrependemos de tudo aquilo em que temos te desagradado. Ensina-nos a abominar nossos erros, purifica-nos da faltas que nos são ocultas e perdoa os nossos pecados, por amor de teu Filho, e ajuda-nos, nós te imploramos, ó Deus de toda a santidade, a vivermos em tua luz e caminhar trilhando os teus caminhos, de acordo com os mandamentos de Cristo Jesus, Nosso Senhor, amém. [João Calvino] 

CONFISSÃO INDIVIDUAL SILENCIOSA

ABSOLVIÇÃO

O = Nosso Deus de bondade e de misericórdia, que entregou o teu Filho para perdão de nossos pecados, promete-o aos que os confessarem com arrependimento e fé. Assim sendo, que o Senhor tenha misericórdia de vós, perdoe os vossos pecados e vos conduza para a vida eterna.

C = Amém.

CANTO DE REDENÇÃO – hino n° 41 – slides (41-LOUVOR PELA GRAÇA DIVINA)

 

Liturgia da Palavra

 COLETA DO DIA

O = O Senhor esteja convosco.

C= Seja também contigo.

O = Oremos […]

C = Amém.

PRIMEIRA LEITURA

O ou L =  A Palavra do Senhor conforme o Livro do profeta Isaías, capítulo 60, versos 1 ao 6.

(leitura)

O ou L = Palavra do Senhor.

C = Graças a Deus.

SALMO

O = Antífona: E todos os reis se prostrem perante ele; todas as nações o sirvam. (Sl 72.11)

72.1-7, 10-14 (leitura em uníssono) ou cantado Saltério Reformado 72 – slides (Salmo 72) ou ainda esta versão Salmo (71) 72.

GLÓRIA PATRI (hino n° 005) – (05-TRINDADE ADORADA) – slides

SEGUNDA LEITURA

O ou L = A Palavra do Senhor conforme a Epístola de São Paulo aos Efésios, capítulo 3, versos 1 ao 12.

(leitura)

O ou L =  Palavra do Senhor.

C = Graças a Deus

ACLAMAÇÃO DO EVANGELHO – hino n° 10 (3° estrofe) – (10-A CRIAÇÃO E SEU CRIADOR) – slides

O = Em Jerusalém, os magos perguntavam: Onde está o recém-nascido Rei dos judeus? Porque vimos a sua estrela no Oriente e viemos para adorá-lo. (Mt 2.2)

O ou L = O Santo Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo, segundo relato de São Mateus, evangelista, capítulo 2, versos 1 ao 12.

C = Glória ao Senhor agora e para sempre!

(Leitura do Evangelho)

O ou L = O Evangelho é o poder de Deus para Salvação.

C = Glória a Ti Senhor!

ORAÇÃO POR ILUMINAÇÃO (ao final desta oração segue-se a Oração Dominical caso não haja celebração da Ceia ou Batismo)

O = Oremos. Ó inefável Criador, verdadeira fonte de toda a luz e sabedoria; derrama o brilho da tua luz sobre as trevas de nosso entendimento; concede-nos a compreensão da tua Palavra que lemos, a capacidade para lembrá-la,  a prontidão para aprendê-la, a sutileza para interpretá-la e a clareza para expressá-la. Põe ordem ao início desta obra, dirige o teu progresso e conduz-na à sua completude. [S. Tomás de Aquino] Em nome de Jesus Cristo que nos ensinou a orar dizendo:

T = Pai nosso que estás nos céus, santificado seja o teu nome. Venha o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu. O pão nosso de cada dia, dá-nos hoje. Perdoa as nossas dívidas, assim como nós perdoamos os nossos devedores. E não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal. Pois teu é o reino, o poder e a glória para sempre, amém.

SERMÃO

CANTO PRÓPRIO – hino n° 316 – slides (316-OS INTENTOS DE DEUS)

CONFISSÃO DE FÉ

Credo Niceno-Constantinopolitano

T= Creio em um só Deus, o Pai Todo-Poderoso, Criador do céu e da terra, de todas as coisas visíveis e invisíveis.

Creio em um só Senhor, Jesus Cristo, o Filho unigênito de Deus, gerado do Pai antes de todas as eras: Deus de Deus, Luz da Luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro; gerado, não criado; da mesma substância do Pai. Por ele, todas as coisas foram feitas. E por nós, os homens, e para a nossa salvação, desceu dos Céus e se encarnou, pelo Espírito Santo, no seio da virgem Maria, e se fez homem. Também por nós foi crucificado sob Pôncio Pilatos, padeceu e foi sepultado. Ressuscitou ao terceiro dia, conforme as Escrituras, e subiu aos Céus, onde está sentado à Direita do Pai. De novo há de vir em sua glória para julgar os vivos e os mortos, e o seu Reino não terá fim.

Creio no Espírito Santo, o Senhor e doador da vida, que procede do Pai e do Filho, e com o Pai e o Filho é adorado: Ele, que falou pelos profetas.

Creio na Igreja una, santa, católica e apostólica. Professo um só batismo para a remissão dos pecados. E espero a ressurreição dos mortos e a vida do mundo que há de vir. Amém.

ORAÇÃO DOS FIÉIS – (caso não haja celebração da Ceia do Senhor ou do Santo Batismo, segue-se para os ritos finais após a coleta do ofertório).

 

Liturgia dos Sacramentos

SAUDAÇÃO DA PAZ

O = A paz do Senhor seja sempre convosco!

C = Seja também contigo.

O = Saudemo-nos com a paz do Senhor.

CONVITE A AÇÃO DE GRAÇAS E OFERTÓRIO – hino n° 65 – (65-LOUVOR) – slides

DIÁLOGO E SURSUM CORDA

M = O Senhor esteja convosco.

C = E também contigo.

M = Elevemos os corações.

C = Ao Senhor os elevamos.

M = Damos graças ao Senhor nosso Deus.

C = Pois fazê-lo é justo e bom.

PREFÁCIO EUCARÍSTICO

M = Por meio de Jesus Cristo, Nosso Senhor, o qual, na substância de nossa carne mortal, manifestou sua glória divinal, de modo que nos trouxe das trevas para sua maravilhosa luz. Portanto, com os Anjos e os Arcanjos, com os Patriarcas e os Profetas, com os Santos Apóstolos, os Mártires e os Doutores da Igreja, e com teus eleitos de todas as eras e lugares, unimos nossas vozes ao coro celestial, que não cessa de louvar teu nome, cantando:

T = Santo, santo, santo é o Senhor, Deus dos exércitos; toda a terra está cheia da tua glória. Ou pode ser cantado o hino n° 012 – (12-GLÓRIA À DEUS) – slides

M = Hosana nas alturas!

C = Bendito o que vem em nome do Senhor!

T = Hosana nas maiores alturas!

ANAMNESE

M = Toda a glória e ação de graças sejam dadas a ti, ó Senhor, Deus Todo-Poderoso, pois tu, em tua terna misericórdia, enviaste teu único Filho, Jesus Cristo, Nosso Senhor, para sofrer a morte sobre a Cruz para a nossa redenção, oferecendo, de uma vez por todas, sacrifício perfeito e suficiente para o perdão de pecados de toda a humanidade. Graças de damos ainda  pois, estando à véspera de se entregar para a nossa salvação, o Senhor instituiu o Sacramento do Pão e do Vinho, para que celebrássemos a comunhão de seu Corpo e Sangue, em memória de seu sacrifício, o qual agora nos achegamos à tua Santa Mesa para celebrar.

A INSTITUIÇÃO, A FRAÇÃO DO PÃO E A CONSAGRAÇÃO DO CÁLICE.

M = Porque eu recebi do Senhor o que também vos entreguei: que o Senhor Jesus, na noite em que foi traído, tomou o pão e, tendo dado graças, o partiu e disse: isto é o meu corpo, que é partido por vós; fazei isto em memória de mim.

M= Por semelhante modo, depois de haver dado ceado, tomou também o cálice, dizendo: Este cálice é a nova aliança em meu sangue; fazei isto, todas as vezes que o beberdes, em memória de mim.

A EPÍCLISE

M = Envia sobre nós, Senhor, o teu Santo Espírito, e santifica estas ofertas de pão e vinho, de modo que ao participarmos da tua Santa Ceia, cumpra-se a tua bendita Palavra, e partilhemos verdadeiramente da comunhão do Corpo e do Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo.

O MISTÉRIO DA FÉ

M = Pois nisto consiste o mistério da nossa fé, o motivo da nossa esperança:

T = Todas as vezes que comemos deste pão e bebemos deste cálice, anunciamos a morte e a ressurreição do Senhor, até que ele venha.

ORAÇÃO DO SENHOR

M = E confiados nesta fé, nós oramos como nosso Senhor nos ensinou, dizendo:

T = Pai nosso que estás nos céus, santificado seja o teu nome. Venha o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu. O pão nosso de cada dia, dá-nos hoje. Perdoa as nossas dívidas, assim como nós perdoamos os nossos devedores. E não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal. Pois teu é o reino, o poder e a glória para sempre, amém.

DOXOLOGIA FINAL E AMÉM

M = Por Cristo, com Cristo e em Cristo, a ti, Deus Pai Todo-Poderoso, na unidade do Espírito Santo, sejam dadas toda a honra e toda a glória, agora e para sempre.

C = Tríplice Amém

COMUNHÃO DO PÃO E DO CÁLICE

M = O pão que partimos é a comunhão do Corpo de Cristo.

C = Amém.

M = O cálice que abençoamos é a comunhão do Sangue de Cristo.

CANTOS DA COMUNHÃO E PÓS-COMUNHÃO – hino n° 346 – slides (346-A CEIA DO SENHOR) / hino n° 294  – slides (294-O SENHOR VOLTARÁ)

ORAÇÃO DE AÇÃO DE GRAÇAS PELA COMUNHÃO

M ou Presbítero = Graças te rendemos de todo o coração, ó Senhor, nosso Deus, pela comunhão do Corpo e do Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo, que tu comunicas a nós pelo Sacramento da Eucaristia, que é a Santa Ceia do Senhor. Por tua grande misericórdia, preserva-nos na comunhão dos teus santos eleitos, de modo que possamos perseverar nas boas obras as quais tu preparastes para que andássemos nelas e, ao final de nossos dias terrenos, alcancemos com eles a glória que tu tens preparada para seus para os teus. Por Cristo Jesus, Nosso Senhor.

C = Amém.

 

Ritos Finais ou Liturgia de Despedida e Envio

ORAÇÃO PASTORAL DE ENVIO E BÊNÇÃO

M = A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo sejam com todos vós. E assim abençoe-vos o Deus Todo-Poderoso, Pai, Filho e Espírito Santo, hoje e por todo o sempre.

C = Quádruplo Amém

CANTO DE ENVIO – hino n° 400 – slides (400-ORAÇÃO POR PROTEÇÃO)

POSLÚDIO E RECESSIONAL – De todas as Tribos (Guilherme Kerr) – slides (De todas as tribos)

O = Ide em paz, para serdes testemunhas de Jesus Cristo, e que o Senhor vos abençoe e vos acompanhe.

C= Graças a Deus! 

 

 

Liturgia extraída do Manual do Culto – Ordem para o Culto Público, Rito 1 (Sociedade Pela Liturgia Reformada).

Maria… A Mãe de Deus?

Hoje os católicos celebram a “solenidade de Maria, Mãe de Deus”, nós protestantes não celebrarmos esta festa, ela não está registrada em nossos Lecionários, sendo a data reservada para falar de Maria, 15 de Setembro. Costumamos ser avessos a esse título que é atribuído a Maria, “Mãe de Deus”, pois como bem colocou João Calvino, ele pode gerar certa confusão nas mentes dos que o ouvem, mas não o compreendem de forma adequada. Maria, mulher justa e piedosa, serva do Senhor, pode e deve ser chamada de “Mãe de Deus”, sim isso mesmo! Agora darei os porquês que corroboram a minha afirmação anterior.

A primeira nota que precisamos tomar conhecimento acerca deste título é a sua origem, na verdade a sua “consagração” no Concílio de Éfeso (431), quando a forma “Theotokos” prevaleceu sobre a “Christotokos”. Hoje é comum notarmos muitos evangélicos dizendo “Maria é mãe de Cristo, e não mãe de Deus”, isso meus irmãos se configura num problema, não sobre Maria, mas sobre Cristo e suas naturezas. Assim a primeira nota que devemos tomar para entender essa nomenclatura, é que o título surge não por conta de Maria, mas por conta de Jesus Cristo e suas naturezas, humana e divina. Um pouco de história agora:

Diversos Pais da Igreja, como Orígenes, Dionísio e Atanásio, defendiam que Maria era a “Theotokos”, que em grego significa literalmente “portadora de Deus”, a ideia de “toca” mesmo. No ocidente este título foi traduzido não tão precisamente como “Mãe de Deus” (Mater Dei), no entanto, embora não seja a tradução literal do termo grego, ele expressa que Maria portou e foi mãe do próprio Deus encarnado e não apenas do Cristo humano. Por volta das primeiras décadas do século III, um patriarca de Constantinopla, Nestório, começou a repudiar o título de Theotokos, em favor do título cunhado por ele de “Christotokos”. Nestório tinha um problema não com Maria, mas com Cristo e suas naturezas. Nestório foi considerado um herege pelo Concílio de Éfeso, proclamando como um dogma o título de Theotokos. Quando um evangélico afirma ser Maria a mãe de Cristo apenas, ele demonstra ter um problema não com Maria, mas com as naturezas de Cristo, afinal, se cremos e confessamos ser Cristo totalmente homem e totalmente Deus, como podemos afirmar ser Maria apenas mãe do Jesus Homem? Se assim afirmamos estamos dissociando uma natureza da outra, podendo cair em heresias a séculos combatidas e vencidas nos Concílios Ecumênicos. Nenhuma outra questão, nem mesmo a Trindade, causou tantas polêmicas e as primeiras divisões na igreja visível, como as naturezas de Cristo. Não foi o Grande Cisma do Oriente-Ocidente, a primeira divisão da igreja visível como podemos imaginar, ele foi apenas o “grande”, mas os nestorianos, justamente por conta das naturezas de Cristo e também os não-calcedonianos posteriormente, já haviam se separado da igreja cristã antes disso. Portanto, Theotokos e Mãe de Deus são títulos que falam de Cristo Jesus primeiramente e depois de Maria.

A segunda nota a se tomar conhecimento é a biblicidade do título. Em Lucas 1.43, Isabel, mãe de João Batista e da parentela de Maria pergunta:

1.43   E de onde me provém que me venha visitar a mãe do meu Senhor? (ARA)

Por Senhor chamamos apenas a Deus, que em Cristo Jesus aprendemos ser Pai, Filho e Espírito Santo. Aqui Isabel não nos fala exatamente que Maria era a Mãe de Deus? Portanto, simples e objetivamente, podemos afirmar que o título que é dado a Maria, por conta de Jesus, e que diz muito sobre ele é bíblico.

O terceiro fato que precisamos tomar nota é que os reformadores, os pais da igreja protestantes, Lutero, Zwinglio e Calvino, este último mesmo dando preferência a forma Mãe do Senhor, concordaram que Maria era a Mãe de Deus, no caso de Calvino indicando apenas que se omitisse o título por conta da confusão que pode ser feita a seu respeito. Se formos ler os reformadores, muitos ficarão de olhos arregalados ao ver o que eles falaram de Maria. Calvino, por exemplo, defendia sua “virgindade perpétua” e considerava uma tolice atentar contra isso. Já Heinrich Bullinger, sucessor de Zwinglio em Zurique, expressou até sua crença sobre a assunção de Maria. Em Lutero também encontraremos muitas referências a Maria, não simplesmente como “uma mulher qualquer”, como podemos ouvir de muitos evangélicos hoje, mas como nos ensina o evangelista Lucas, como uma mulher que guardava a Palavra de Deus no coração e meditava sobre ela, como uma serva, que tendo guardado a Palavra no coração, estava atenta as necessidades do povo, como aconteceu nas bodas de Caná e, mesmo Cristo tendo dito que não havia chegado sua hora, Maria diz aos homens que “fizessem tudo o que Cristo lhes ordenasse”. Precisamos resgatar muito das primeiras visões acerca de Maria pelos reformadores, que a tiraram do longínquo posto divino em que se encontra e a colocaram como um exemplo cristão para toda a igreja, dizendo-se Calvino um verdadeiro seguidor de Maria.

O quarto ponto que precisamos tomar nota é que sim, este é um assunto polêmico, do qual muitos podem tomar atitudes supersticiosas ou entrar em conflitos sobre a natureza de Cristo por conta da ignorância, mas precisamos saber que Maria, por Jesus Cristo, Homem-Deus, foi feita a Mãe de Deus, sua portadora e que este título nos diz mais de Cristo do que de sua Bem-Aventurada e piedosa Mãe.

Que possamos vencer os erros e preconceitos a respeito de Maria e possamos aprender com ela o que ela tem a nos ensinar, assim como aprendemos com os homens e mulheres santos registrados na Palavra de Deus e na história da Igreja. Deus nos abençoe!

William de Almeida Santos

Homilia – Nome de Jesus

Livro de Números 6.22-27

Salmo 8

Epístola de São Paulo aos Filipenses 2.5-1

Aclamação do EvangelhoQue todo joelho se dobre ao nome de Jesus, nos céus, na
terra e debaixo da terra. (Fp 2.10)

Evangelho s. São Lucas 2.15-21

AntífonaÓ Senhor, Senhor nosso, quão magnífico em toda a terra é o teu nome! Sl 8.1

No dia primeiro de Janeiro, celebramos o Nome que está acima de todo o nome. Nome pelo qual todo o joelho se dobrará, Nome precioso, o qual não há, não houve e nem haverá sobre a Terra. Este é o Nome  de Jesus, que nos é dado quando somos remidos por seu sacrifício. Os escolhidos de Deus, pecadores arrependidos, levam o nome de Jesus consigo. Somos chamados Cristãos, que vem de Cristo, (sendo nós os “pequenos cristos”), que quer dizer Ungido, somos então ungidos de Deus.
O Nome de Jesus, foi dado pelo Pai, o qual o anjo indicou a Maria e José que lhe dessem antes mesmo dele nascer. JESUS que quer dizer ”Jeová Salva”, era o prenúncio da missão daquele Menino de Belém. Através desse Nome invocariam a Deus e seriam atendidos. Foi por este Nome que fomos salvos, pois este Nome é maravilhoso, através do qual somos curados, remidos, salvos, perdoados, reconciliados e feitos co-herdeiros, irmãos e filhos de Deus.
No entanto, nós Cristãos, portadores do Nome de Jesus muitas vezes procedemos de forma a envergonhar o Nome que está acima de todo o nome. Pelo mau testemunho, há muitos que já não querem ser reconhecidos como Cristãos, não querem ser associados a Jesus, pois embora este seja o Nome mais magnífico que exista, os seguidores do Nome, muitas vezes, repelem a todos que se aproximam de Deus. Não podemos agir assim! Que consequência haverá para os que levam o Nome sobre todo o nome para a lama? Tomaremos nós o Nome de nosso Deus em vão? De maneira nenhuma! Frase célebre do Apóstolo Paulo.  Não somos dignos do Nome, mas assim fomos feitos por Ele. Se recebemos tamanha honra e graça de nosso Deus, vivamos como requer nosso Senhor, para que de fato, possamos ser chamados Cristãos, seguidores do Nome que está acima de todas as coisas, JESUS. Não se envergonhe de ser chamado de Cristão! Nem envergonhe a Cristo usando seu Nome em vão! Viva como um servo remido, que nas atitudes e palavras, proclama o Nome que está acima de todo o nome, JESUS CRISTO, Nosso Senhor.
Bendito seja o Nome de Jesus, agora e para sempre, amém!
William de Almeida Santos
Santo nome, incomparável,
Tem Jesus, o amado teu!
Rei dos reis, Senhor eterno,
Deus na terra, Deus nos céus.
Nome bom, doce a fé,
A esperança do porvir.
Nome Bom, doce a fé,
A esperança do porvir.
Leva tu contigo o Nome
De Jesus, o Salvador!
Este Nome dá conforto
Hoje, sempre e onde for.
Este Nome leva sempre
Para bem te defender!
Ele é a arma ao teu alcance,
Quando o mal te aparecer.
Homilia vem do grego e significa “conversa de pai para filho”, na igreja primitiva constituía-se em um pequeno sermão de caráter explicativo, exortativo e exegético, explicando as escrituras de forma curta e objetiva. Era o momento em que o ministro se aproximava da congregação e os instruía, como um pai faz ao filho.

Homilia – Véspera de Ano Novo

Livro do Eclesiastes 3.1-3

Salmo 8

Apocalipse de São João 21.1-6a

Aclamação do Evangelho: Tu, Senhor, me cercas por trás e por diante e sobre mim
pões a mão. (Sl 139.5)

Evangelho s. São Mateus 25.31-46

Antífona: Ó Senhor, Senhor nosso, quão magnífico em toda a terra é o teu nome!

O Tempo é algo que delimita a nossa vida, nossas fases, nosso desenvolvimento, estipula os nossos planos e é um empecilho para compreendermos uma parte essencial do nosso Deus, sua eternidade e total independência do tempo que nos rege, ele, pelo contrário, é o Senhor do tempo. O tempo nos ajuda a ter esperança ou desacreditar dela, a curar feridas ou aprofundá-las, nossa relação com o tempo dependerá da nossa relação com o Senhor dele.

Talvez nunca matou-se o tempo como em nossos dias. A ansiedade, considerada o “mal do século” por muitos, é cada vez mais presente em nossa vida. A internet, que cada vez mais se aperfeiçoa e encurta distâncias e tempo, de certa forma, tem nos acostumado a uma agilidade  que não encontraremos em outros setores de nossa vida, como os transportes das grandes metrópoles ou os serviços públicos e privados. Essa agilidade não faz parte do aprendizado e é por isso que matamos tanto o tempo, matamos os dias que se encontram entre nós e nossos objetivos, matamos os dias esperando outros e, quando estes chegam, passamos por eles esperando ainda outros, e assim fazemos sempre, queremos nos tornar Senhores do tempo, mas esquecemos que dele somos servos, e o tempo delimita a nossa vida.

A nossa boa relação com o tempo dependerá exclusivamente da nossa relação com Deus, que além de Senhor do tempo, é Salvador e Mestre, ensinando-nos a contar nossos dias com sabedoria e a viver em cada um deles seu mal e seu bem.

Neste ano que se inicia, busque conhecer o Senhor do tempo e agradecer as graças que ele derrama sobre nós a cada dia, peça moderação para viver os dias que nos são dados, sem apenas passar por eles esperando outros, mas que a cada dia vivamos retirando o melhor que Deus nos dá, sua palavra, seu sustento, seu ar, suas provações, suas alegrias e consolo. Que o nosso Deus de misericórdia e eternidade, nos ensine a viver esperando somente a sua gloriosa vinda e nossa vida na eternidade, nos Novos Céus e Terra, e que todos os outros eventos de nossa vida venham com o nascer e pôr do Sol, e não pela ansiedade de nossos corações. Deus nos ajude. Amém.

William de Almeida Santos

Homilia vem do grego e significa “conversa de pai para filho”, na igreja primitiva constituía-se em um pequeno sermão de caráter explicativo, exortativo e exegético, explicando as escrituras de forma curta e objetiva. Era o momento em que o ministro se aproximava da congregação e os instruía, como um pai faz ao filho.

Liturgia – Véspera de Ano Novo – ano A

Sugestão de Celebração para o Ano Novo
Liturgia originalmente elaborada pelo Rev. Edson Cortásio Sardinha, Igreja Metodista de Vila Isabel, e revisada pelo autor do blog para o uso do HNC e das igrejas presbiterianas, a liturgia completa e original proposta pelo Rev. Edson, encontra-se em um link ao final da postagem.

Essa é uma sugestão para que você celebre o Ano Novo na igreja ou em sua casa. Leia a sugestão e planeje a melhor maneira de celebrar. Analise a realidade da sua igreja local e faça as adaptações necessárias. Boa celebração e Feliz Ano Novo! – Rev. Edson

(O = Oficiante C = Congregação = Todos L = Leitor M = Ministro)

Ritos Iniciais ou Liturgia da Acolhida

Processional – Uma pessoa entrará com um buquê de flores – ou flores em um cesto (se possível, fazer um buquê com vários tipos e cores de flores – representando a variedade de bênçãos do ano que passou). Fazer o processional ao som instrumental de um hino de ação de graças: hino n° 56.

O = Este buquê representa as bênçãos de Deus, recebidas por todos nós, durante o ano que termina. Mesmo em meio às lutas contemplamos a graça de Deus nos acolhendo e sustentando. Cada flor significa as bênçãos que o Senhor Jesus nos deu. Somos gratos/as. Louvamos o nome do Senhor, agora e para sempre. Terminamos este ano com hino de louvor e Ações de graças.

hino n° 61 – (61-AÇÕES DE GRAÇAS) slides. – (sugerimos o cântico abaixo, mas se desejar opte por outro, mas preserve a temática da gratidão). Enquanto canta-se a música, cada pessoa poderá receber uma flor, se isso ficar dispendioso para igreja, sugerimos que cada pessoa receba um marcador de Bíblia.

GRATIDÃO PELOS PROJETOS REALIZADOS EM 2013

ORAÇÃO
T = Teus, ó Senhor, são a grandeza, o poder, a glória, a majestade e o esplendor, pois tudo o que há nos céus e na terra é teu. Teu, ó Senhor, é o reino; tu estás acima de tudo. A riqueza e a honra vêm de ti; tu dominas sobre todas as coisas. Nas tuas mãos estão a força e o poder para exaltar e dar força a todos. Agora, nosso Deus, damos-te graças, e louvamos o teu glorioso nome. (1 Crônicas 29:11-13).

CONFISSÃO

CHAMADA A CONFISSÃO

O = Jesus disse: “Arrependei-vos, pois é chegado o Reino de Deus”. Convertamo-nos de nossos pecados a Cristo, confessando-os com fé e certeza de perdão.

CANTO DE CONTRIÇÃO – hino n° 71 – (71-PERDÃO) – slides

REFLEXÃO E ORAÇÃO SILENCIOSA

ORAÇÃO COMUNITÁRIA

T = Senhor Deus, termina este ano e confessamos com sinceridade de coração. Recebemos muitas bênçãos, mas temos pecado contra Ti; temos feito muito mal na tua presença. Nós nos arrependemos. Tem misericórdia de nós por teu amor. Lava-nos de nossa culpa e purifica-nos de nossos pecados. Renova em nós um espírito reto neste novo ano e restaura a alegria de tua salvação em cada área de nossa vida. Pedimos por Jesus Cristo, nosso Senhor. Amém.

PALAVRA DA ESPERANÇA (ABSOLVIÇÃO)

O = Que o Pai das misericórdias nos purifique de nossos pecados, e restaure em nós a sua imagem para o louvor e glória de seu nome neste novo ano, por Cristo nosso Senhor.

C = Amém

CANTO DE REDENÇÃO – hino n° 49 – (49-SEMPRE VENCENDO) – slides

DECLARAÇÃO DE LOUVOR

O = Bendirei o Senhor o tempo todo!
C= Os meus lábios sempre o louvarão. (Salmos 34:1)

ORAÇÕES DE GRATIDÃO

Sugerimos que nesse momento cante-se o hino n° 63 – (63-AS MUITAS BÊNÇÃOS) – slides. Ao final de cada estrofe e refrão uma pessoa orará agradecendo a Deus por uma benção recebida.

ORAÇÃO DE AGRADECIMENTO

O = Deem graças ao Senhor porque ele é bom;
C = o seu amor dura para sempre. Salmos 107.1.
T = Comemorarão a tua imensa bondade e celebrarão a tua justiça. Salmos 145.7.
O = Cantem ao Senhor com ações de graças; ao som da harpa façam música para o nosso Deus. Salmos 147.7.

OPORTUNIDADES: Coral / grupos/ duetos/ solo/ testemunhos.

Liturgia da Palavra

 COLETA DO DIA

O = O Senhor esteja convosco.

C= Seja também contigo.

O = Oremos […]

C = Amém.

PRIMEIRA LEITURA

O ou L =  A Palavra do Senhor conforme o Livro do Eclesiástes, capítulo 3, versos 1 ao 3.

(leitura)

O ou L = Palavra do Senhor.

C = Graças a Deus.

SALMO – 8 ou cantado – (Salmo 8 – Saltério Reformado) slides ou ainda o cântico “O Jeová/Javé Senhor Nosso” – (Salmo 8 Ó Jeová Senhor nosso) – slides

GLÓRIA PATRI (hino n° 005) – (05-TRINDADE ADORADA) – slides

SEGUNDA LEITURA

O ou L = A Palavra do Senhor conforme o Livro Apocalipse de São João, capítulo 21, versos 1 ao 6a.

(leitura)

O ou L =  Palavra do Senhor.

C = Graças a Deus

ACLAMAÇÃO DO EVANGELHO – hino n° 25 – (25-O CRIADOR DE TUDO) – slides

O =  Tu, Senhor, me cercas por trás e por diante e sobre mim pões a mão. (Sl 139.5)

O ou L = O Santo Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo, segundo relato de São Mateus, apóstolo e evangelista, capítulo 25, versos 31 ao 46.

C = Glória ao Senhor agora e para sempre!

(Leitura do Evangelho)

O ou L = O Evangelho é o poder de Deus para Salvação.

C = Glória a Ti Senhor!

ORAÇÃO POR ILUMINAÇÃO (ao final desta oração segue-se a Oração Dominical caso não haja celebração da Ceia ou Batismo)

O = […] em nome de Jesus Cristo que nos ensinou a orar dizendo:

T = Pai nosso que estás nos céus, santificado seja o teu nome. Venha o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu. O pão nosso de cada dia, dá-nos hoje. Perdoa as nossas dívidas, assim como nós perdoamos os nossos devedores. E não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal. Pois teu é o reino, o poder e a glória para sempre, amém.

Palavra especial às crianças:
Antes do sermão, reúna as crianças no altar e converse com elas sobre o tema do culto, pergunte-as sobre o que gostariam de agradecer a Deus. Tenha um tempo de interação com elas, se possível apresente-as o tema do sermão. Ao final peça para que uma criança ore e em seguida ore por todas as crianças da Igreja.

SERMÃO

CANTO PRÓPRIO – hino n° 373 – (373-ANO NOVO) – slides

CONFISSÃO DE FÉ

Credo Apostólico

T = Creio em Deus Pai, Todo-Poderoso Criador do Céu e da Terra.

Creio em Jesus Cristo, seu único Filho, Nosso Senhor, o qual foi concebido por obra do Espírito Santo; nasceu da virgem Maria; padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado; desceu ao Hades; ressurgiu dos mortos ao terceiro dia; subiu ao Céu e está sentado à direita de Deus Pai Todo-Poderoso, de onde há de vir para julgar os vivos e os mortos.

Creio no Espírito Santo; na Santa Igreja universal; na comunhão dos santos; na remissão dos pecados; na remissão dos pecados; na ressurreição do corpo; na vida eterna. Amém.

ORAÇÃO DOS FIÉIS – (caso não haja celebração da Ceia do Senhor ou do Santo Batismo, segue-se para os ritos finais).

MOMENTO DA PASSAGEM DO ANO: 23h50

INTERCESSÃO PELO NOVO ANO: Oração de joelhos/ assentados intercedendo pela passagem do ano: Oração individual / em pequenos grupos / em grupos familiares.

CONFRATERNIZAÇÃO ENTRE OS IRMÃOS: Feliz ano novo!

Liturgia dos Sacramentos

SAUDAÇÃO DA PAZ

O = A paz do Senhor seja sempre convosco!

C = Seja também contigo.

O = Saudemo-nos com a paz do Senhor.

CONVITE A AÇÃO DE GRAÇAS E OFERTÓRIO

O = Cumprirei os votos que te fiz, ó Deus;

C = A ti apresentarei minhas ofertas de gratidão. Salmos 56:12

M = O momento do ofertório representa nossa gratidão e louvor a Deus por tudo que Ele é e tem realizado em nossa vida. Simboliza também nossa oração e consagração. Com nossos dízimos e ofertas consagramos nosso trabalho, nossa família e nossa vida ao Senhor. A oferta do final do ano tem um forte simbolismo de Ação de Graças. Quantas bênçãos recebemos de Deus? Quão pouco agradecemos! Que nossa oferta e dízimos expressem esta gratidão pelo sustento e fidelidade do Senhor.

C = Louvarei o nome de Deus com cânticos e proclamarei sua grandeza com ações de graças.

CANTO DO OFERTÓRIO – hino n° 179 – (179-SAUDAÇÃO) – slides

CEIA DO SENHOR

O = Amados irmãos e irmãs, o Senhor Deus onipotente, nosso Pai Celestial, entregou Jesus Cristo, seu unigênito Filho, à morte de Cruz para a nossa redenção. E o Senhor, pela oferta de si mesmo, feita uma só vez, fez um sacrifício pleno, perfeito e suficiente pelos pecados de toda humanidade; e instituiu perpétua recordação de sua morte, ordenando-nos, em seu Evangelho, que a continuemos até a sua segunda vinda. Portanto, agradecidos, consagremo-nos a Deus em resposta ao seu amor.

LITANIA DE AÇÃO DE GRAÇAS:

M = Elevai os vossos corações.
C = Ao Senhor os elevamos.
M = Demos graças ao Senhor Nosso Deus.
C = Assim fazê-lo é digno e justo.
M = É verdadeiramente digno, justo e de nosso estrito dever que, em todos os tempos e lugares, te rendamos graças, ó Senhor, santo Pai, Onipotente e eterno Deus. Portanto, louvamos e engrandecemos o teu glorioso nome, exaltando-te sempre e
dizendo:
T = Santo, Santo, Santo, Senhor Deus onipotente. Os céus e a terra estão cheios da tua glória. Glória te seja dada, ó Senhor Altíssimo. Amém

ORAÇÃO DE CONSAGRAÇÃO

M = Toda a glória seja a ti, ó Pai onipotente, Pai nosso Celestial! Obedientes à instituição de teu amado Filho, nosso Salvador Jesus Cristo, nós realizamos aqui, diante de tua divina majestade, o memorial que teu Filho nos mandou celebrar, tendo na lembrança sua bendita paixão e morte, sua poderosa ressurreição e ascensão, rendendo-te graças de todo coração pelos inumeráveis benefícios com que elas nos agraciam. E humildemente nós te suplicamos, ò Pai, que nos ouças com teu Filho Jesus Cristo, conceda-nos o Espírito Santo e, por tua infinita bondade, consagres os dons de pão e vinho para que, recebendo-os segundo a instituição de teu Filho, nós sejamos participantes do seu abençoado corpo e sangue, para todo o sempre. Amém.

ORAÇÃO DE HUMILDE ACESSO

T = Ó misericordioso Pai, nós humildemente te imploramos que nos santifiques com teu Espírito e abençoes as dádivas do Pão e Vinho, a fim de que o pão que vamos comer seja a comunhão do Corpo de Cristo e o Vinho que vamos beber seja a Comunhão do Sangue de Cristo. Concede-nos a graça de alcançar a unidade da fé e crescer em todas as coisas naquele que é o cabeça, Cristo, Nosso Senhor, a quem pertencem a honra, a glória e o domínio pelos séculos dos séculos. Amém.
MEMORIAL

M = Porque eu recebi do Senhor o que também vos entreguei: que o Senhor Jesus, na noite em que foi traído, tomou o pão; e, tendo dado graças, o partiu e disse: Isto é o meu corpo, que é dado por vós; fazei isto em memória de mim. Por semelhante modo, depois de haver ceado, tomou também o cálice, dizendo: Este cálice é a nova aliança no meu sangue; fazei isto, todas as vezes que o beberdes, em memória de mim.

CONVITE

M = A Mesa está preparada e o Senhor ressurreto e presente convosco nos convida para celebrarmos a sua ceia. Acheguemo-nos, pois, com fé.

CANTO DA COMUNHÃO E PÓS-COMUNHÃO – hino n° 345 – slides (345-O PÃO DO MUNDO) / hino n° 293 – slides (293-O DIA GLORIOSO)

Ritos Finais ou Liturgia de Despedida e Envio

 CANTO DE ENVIO – hino n° 375slides (375-O ANO VELHO)

ORAÇÃO FINAL

T = Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome. Venha o teu Reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu. O pão nosso de cada dia nos dá hoje. E perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores. E não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal; pois teu é o Reino, e o poder, e a glória para sempre. Amém.

A BÊNÇÃO

M = Louvemos ao Senhor.
T = Agradeçamos sempre a Deus.
M = Ide na paz de Cristo! Sede corajosos/as e fortes no testemunho do Evangelho entre todas as pessoas. Servi ao Senhor com a alegria.
T = No poder do Espírito Santo. Aleluia!

C = Quádruplo Amém

POSLÚDIO E RECESSIONAL – hino n° 374 – slides (374-SAUDANDO O ANO NOVO)

Liturgia extraída em parte da sugestão Sugestão de Celebração do Ano Novo do Rev. Edson Cortásio Sardinha e  do Manual do Culto – Ordem para o Culto Público, Rito 1 (Sociedade Pela Liturgia Reformada).

Homilia – I Domingo após o Natal

Livro do Profeta Isaías 63.7-9

Salmo 148

Epístola aos Hebreus 2.10-18

Aclamação do Evangelho: Que a paz que Cristo dá dirija vocês nas suas decisões,
pois foi para essa paz que Deus os chamou a fim de formarem um só corpo. E
sejam agradecidos. (Cl 3.15)

Evangelho s. São Mateus 2.13-23

Antífona: Louvem o nome do Senhor, porque só o seu nome é excelso; a sua majestade
é acima da terra e do céu. (Sl 148. 13)

Jesus fez-se carne e habitou entre nós e, como homem que tornou-se, participou dos sofrimentos comuns a humanidade ainda menino. Logo que nasceu despertou a fúria de Herodes, que de tamanha inveja e medo do Menino-Rei, ordenou que matassem todas as crianças de Belém e região. Seus pais, que recentemente haviam peregrinado para Belém por conta do recenseamento, agora deveriam rumar para uma terra estranha, que na cultura judaica representava opressão e um tempo amargo. No entanto, ali onde iniciou-se o êxodo dos filhos de Israel, Deus enviou seu Filho, para de lá chamá-lo e iniciar o último êxodo da humanidade rumo ao Reino de Deus, Jesus nos tirou das trevas e trouxe para a maravilhosa luz.

Na condução da história de Cristo, não o privando de sofrimento, Deus mostra o quanto nos ama e quer que reconheçamos que ele conduz a história com perfeição. Os sofrimentos fazem parte da caminhada cristã, o próprio Salvador não foi poupado dela [Hb 2.10], e isso fazia parte do mistério da encarnação, para que Deus fosse plenamente igual a nós [Hb.11-15], somente diferente quanto ao pecado. Bem como faz parte da vida da igreja, para que sejamos aperfeiçoados e contemos somente com a graça de Deus e sua esplendorosa forma de dirigir a nossa história.

Nesta passagem também destaca-se, mais uma vez, a figura de José, cuja nenhuma palavra foi registrada na Bíblia, mas sua atitude de estar sempre pronto a ouvir e escutar o Senhor é relatada de forma maravilhosa. Sendo bom servo de Deus, cuidando bem de sua família, a qual Deus tinha confiado em suas mãos, José se mostra totalmente confiante no senhor, zelando pela segurança de sua esposa Maria e de seu filho, Jesus Cristo, Filho do Deus altíssimo. No seio dessa família vemos união, amor e confiança em Deus. Uma família que se encontra na companhia de Deus, tudo vai bem, mesmo em meio às tribulações que não serão omitidas da vida terrena, com Deus tudo vai bem, pois sabemos que após a tristeza, o Egito, inicia-se o êxodo rumo a liberdade e alegria. Jesus é o nosso êxodo, ele é o exemplo maior de humanidade que temos, pois tornou-se igual a nós e comprou-nos como irmãos para Deus.

William de Almeida Santos

Homilia vem do grego e significa “conversa de pai para filho”, na igreja primitiva constituía em um pequeno sermão de caráter explicativo, exortativo e exegético, explicando as escrituras de forma curta e objetiva. Era o momento em que o ministro se aproximava da congregação e os instruía, como um pai faz ao filho.

Os Pequenos Mártires

Livro do Profeta Jeremias 31.15-17
Salmo 124
Apocalipse de São João 12.3-6

Aclamação do Evangelho: O Senhor Deus sente pesar quando vê morrerem os que
são fiéis a ele. (Sl 116.15)

Evangelho s. São Mateus 2.13-18

Antífona: Da boca de pequeninos e crianças de peito suscitaste louvor. (Sl 8.2)

Deus enviou a Luz ao mundo, mas as trevas se incomodaram com a Luz e a rejeitaram, não apenas rejeitaram como também tentaram apagar a Luz de Deus e tentam até hoje quando perseguem a Santa Igreja de Cristo. Jesus ainda menino suscitou a ira do vaidoso Herodes, que iludido pelo magos, mandou matar a todos os meninos com idade abaixo de dois anos. Esses pequenos mártires, chamados também de santos inocentes ou pequenos inocentes, foram o prenúncio da luta das forças do bem contra o mal, luta incessante que ocorre a todo momento nas regiões celestes e também nos corações. Mas essa luta já possuí um vencedor, pois Herodes, embora tenha causado enorme dor e tenha cometido tamanho ato de crueldade, não obteve vitória contra a Luz. Assim a Igreja, embora perseguida e martirizada, é vencedora, pois o Vitorioso Menino-Deus conquistou essa vitória sobre a cruz, vencendo a morte. O consolo para os mártires e todos os que perdem a vida nessa batalha é saber que o Cristo vitorioso Reina sobre nós, e recebe de braços abertos os que sofrem na grande tribulação.

Esses inocentes tiveram suas vidas tiradas por um homem perverso, que de tamanha perversidade sabia que quando morresse ninguém prantearia por ele. Herodes, estando próximo de sua morte, mandou recolher todos os idosos e deu ordem para matá-los quando ele morresse, pois somente assim haveria pranto em cada lar da Judeia por ocasião de sua morte. Herodes foi um rei perverso, politicamente alcançou grandes feitos, no entanto era uma pessoa tremendamente infeliz e vaidosa, representação perfeita do mundo envolto de trevas.

Jesus porém é o oposto de Herodes. Jesus veio dar vida, veio trazer Luz. Seu Reino é um reino de justiça e igualdade, paz e prosperidade, os que são consolados por ele tem suas vidas transformadas, seguras no único e verdadeiro Rei.

O pranto derramado pelas mães israelitas naqueles dias só podia ser enxugado por Deus, somente ele pode nos livrar de tamanha crueldade do mundo de trevas, cujo ódio é tamanho à Luz que nem os inocentes de colo, donde Deus suscita força (Sl 8.2), são poupados dessa ira. Mas pior que a crueldade do homem é o juízo de Deus! E como filhos de sua justiça, devemos ter a certeza que os flagelos de Deus contra o mundo de trevas é muito pior do que as dores que o mundo causa a Igreja de Cristo. Esse mesmo Deus zeloso não cansa de enviar a Luz aos homens, pois por meio do Espírito Santo que habita no seio da Igreja, a Luz é difundida no mundo e aqueles que antes estavam em trevas, e até perseguiam a Luz, são lavados por Cristo e passam a fazer parte do Reino de Deus.

Que a vitória de Cristo contra as trevas já vencidas nos dê força para enfrentar a perseguição do mundo e a dor que ela nos causa, e que a certeza do Céu no faça permanecer firmes até ao fim. Pois Ele vem!