Hinário Novo Cântico

A História do Hinário Presbiteriano

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Por Atenilde Cunha -publicado em 1991
Até a chegada do NOVO CÂNTICO (sem música), o hinário usado pela Igreja Presbiteriana do Brasil era o “Salmos e Hinos”. Mas, por julgarem-no passível de correções, sob o aspecto linguístico e doutrinário, há mais de cinco décadas o Supremo Concílio determinou a criação de um hinário que melhor servisse à IPB e outras igrejas de denominações irmãs.

A comissão designada pelo Supremo Concílio para a elaboração do hinário tinha como relator o Rev. Jerônimo Gueiros que, depois de alguns anos, declarando insatisfatório o trabalho da comissão, resolveu publicar um hinário provisório, com hinos de sua autoria, do Rev. Antônio Almeida e de outros autores, para uso das igrejas do Norte e Nordeste. No prefácio da 3a edição desse hinário, em setembro de 1942, ele diz o seguinte:

Está esgotada a 2a edição do Novo Hinário, preparado pela comissão da Igreja Presbiteriana da qual fomos relator. Esse hinário, em preparação, ainda está muito longe de ser concluído. Dos 220 hinos do Novo Hinário (2a edição), preparado pela comissão do Supremo Concílio, só 15 foram aproveitados.

A preocupação do Supremo Concílio, o empenho do Rev. Jerônimo Gueiros, do Rev. Antônio Almeida e de outros em levar a igreja, no passado, a cantar com mais convicção e fidelidade às doutrinas bíblicas, fizeram cristalizar no coração da IPB, uma de suas maiores necessidades, com vistas a novas e desafiadoras realizações.

Conhecedor dessa realidade, o Rev. Boanerges Ribeiro, após falar-nos de sua intenção com relação a esse projeto, confia-nos, com o apoio do Concílio que o reelegeu presidente em 1974, a árdua e difícil tarefa de estruturar o hinário, tão almejado pela IPB.

Em 1977, com a ajuda de Deus, entregávamos o projeto do hinário, contendo 80 hinos revisados, à Comissão Executiva do Supremo Concílio reunida em Brasília. No fim do mesmo ano ele era publicado e apresentado pelo Rev. Boanerges Ribeiro, para apreciação das igrejas, nos seguintes termos:

A professora Atenilde Cunha foi quem elaborou o plano estrutural do Hinário. A letra dos hinos sofreu uma revisão, destinada principalmente a compatibilizá-la com a bíblica doutrina a que nós, os presbiterianos, nos apegamos. O plano do hinário é simples e poderá ser apreendido a um simples manuseio.

Em 1978 os pastores Sebastião Guimarães Filho e Volmer Portugal foram designados pelo Supremo Concílio para prestar assistência ao nosso trabalho, função que eles desempenharam com dedicação e eficiência, especialmente nas mudanças ocorridas nas letras.

A atuação desses talentosos pastores foi por demais valiosa no decorrer do trabalho, devendo-se atribuir a eles grande parte de sua realização, concretizada em 1982 quando, em comissão, fazíamos a entrega dos 400 hinos, solicitados pelo Supremo Concílio, ao então presidente, Dr. Paulo Breda Filho, por ocasião da reunião da Comissão Executiva em Brasília.

O hinário ficou sob a responsabilidade da Casa Editora Presbiteriana, na pessoa de seu então superintendente, Rev. Atael Fernando Costa que, no mesmo ano, o fez publicar, juntamente com um guia complementar relativo às músicas, para manuseio experimental por parte das igrejas, até sua edição definitiva com música.

Coube-nos a tarefa do preparo do hinário com música, enquanto os citados pastores fariam uma nova revisão das letras. A transposição da maior parte das músicas dos hinos para tonalidades mais baixas, harmonização de alguns, critérios característicos da forma, escolha de músicas adequadas ao espírito das letras e uma série de implicações no processo de impressão tornaram o trabalho lento e difícil.

Em 1984 o presbítero Antônio Ribeiro Soares, na superintendência da Casa Editora Presbiteriana, juntamente com o seu diretor editor, Rev. Sabatini Lalli, tomaram a iniciativa de dar apoio financeiro ao nosso trabalho, além de estímulo para concluí-lo, responsabilizando a Editora por sua publicação.

Em 1986 entregávamos o NOVO CÂNTICO com música, em forma de manuscrito, ao presidente do Supremo Concílio da IPB, reunido em Vitória do Espírito Santo, Rev. Edésio Chequer, que o passa à Casa Editora.

Por algum tempo, o hinário ainda sob a nossa supervisão, continuou sujeito a mudanças e alterações, inclusive a uma nova revisão das letras, com a participação valiosa do Rev. Sabatini Lalli, como substituto do Rev. Volmer Portugal, ausente do país.

Para detalhamento e acompanhamento do processo de impressão, em sua primeira fase, pessoas como o Rev. Joaquim Silvério Costa, Rev. Valter Graciano Martins, Ceci Botelho e Eva Lins de Oliveira deram a sua parcela de colaboração, junto ao trabalho do musicógrafo Almir Navogin, responsável pelas cópias originais das músicas, ressaltando-se ainda o profissionalismo da equipe técnica de publicação da Casa Editora Presbiteriana.

Em 1988, com o apoio financeiro da Casa Editora Presbiteriana, os trabalhos de revisão e impressão do hinário, em sua segunda fase, ficaram sob a supervisão do musicólogo presbiteriano Ruy Carlos Bizarro Wanderley, pela competência e experiência que ele possui como hinólogo, pesquisador, regente, compositor e instrumentista de renome.

Nesses dois últimos anos, coube-lhe o árduo e minucioso trabalho de revisão das músicas e seus cabeçalhos, da organização de todos os índices e notas hinológicas, como evidências do valor do hinário e do propósito de seus objetivos.


ESTRUTURA PARA USO E MANUSEIO DO H.N.C.

O Novo Hinário foi a aspiração do passado e o NOVO CÂNTICO é a realidade do presente.
O hinário, com nome de NOVO CÂNTICO, foi estruturado, visando a aplicação dos hinos como meio de louvor, ensino e edificação da igreja, conforme a orientação do apóstolo Paulo aos efésios (Ef 5.19) e colossenses (Cl 3.16).


Identificação de Deus com o homem:
Hinos na sequência da forma de culto, registrada em Isaías 6.1-8, através da:

» Visão de Deus na Adoração — Is 6.1-4

» Visão do homem na Confissão — Is 6.5,6
» Visão da graça no Perdão — Is 6.6,7
» Visão da mensagem no Apelo e na Edificação — Is 6.6,8a
» Visão da submissão na Consagração — Is 6.6,8b
» Ações de Graça — SI 103.2


Revelação maior de Deus ao homem:
» Jesus Cristo — Jo 3.16
» Sua vida —Jo 14.6
» Sua igreja-Mt 16.18
» Seu ministério — At 2 0.2 8
» Hinos sobre a vida de Jesus — Advento, Natal, Ministério, Paixão, Morte, Ressurreição, Grande Comissão e Segunda Vinda.
» Hinos para todas as atividades da igreja — comunhão, batismo, profissão de fé, Escola Dominical, crianças e os hinos oficiais das sociedades eclesiásticas.


Expressão do homem através de assuntos diversos, para ocasiões e datas especiais (Hb 13.15)
» Hinos sobre a Bíblia, casamento, Pátria e uma coletânea para os jovens.


O hinário como meio de louvor (Ef 5.19) visa a estimular um programa de culto com lógica e unidade, a fim de que cada ato do culto possa ser experimentado através das mensagens expressas pelos hinos.


O hinário como meio de instrução (Cl 3.16a) procura mostrar como os hinos expressam a história da igreja ao longo dos séculos, as suas origens, a vida de seus autores e circunstâncias em que foram escritos. Visa estimular estudos sobre a música na Bíblia, a música e suas influências na personalidade, no meio ambiental e especialmente sobre a sua aplicação no ministério da igreja.

O hinário como meio de edificação (Cl 3.16b) busca enfatizar os ensinamentos bíblicos e as doutrinas da igreja. Conforme afirmativa de Lutero, o hinário é o maior tratado de teologia depois da Bíblia. Objetiva mostrar também como os hinos são testemunho da fé e auxiliares da obra do Espírito Santo, sendo laços que unem os crentes em todo o mundo, no amor fraterno de Cristo.

A linguagem inadequada de alguns hinos e falha doutrinária de outros foram os motivos que levaram a igreja do passado a desejar o seu próprio hinário e a do presente a criá-lo.

Assim sendo, várias alterações tiveram de ser feitas visando:

1 – Fidelidade às doutrinas bíblicas.

2 – Melhoria da linguagem.
3 – Coerência da letra com a música.

Nos seus 131 anos de existência a Igreja Presbiteriana do Brasil recebe agora seu hinário para uma melhor preservação de suas origens, reafirmação dos seus princípios e proclamação do ensino da Palavra de Deus.

Eis pois o NOVO CÂNTICO como expressão de nossas vidas em hinos de louvor e gratidão ao nosso Deus e para instrução e edificação do seu povo.

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