Liturgia Batismal

FORMAS PARA A ADMINISTRAÇÃO DO SAGRADO BATISMO AOS INFANTES E ADULTOS E CONFIRMAÇÃO DOS VOTOS BATISMAIS PARA ÀQUELES QUE RECEBERAM O BATISMO NA INFÂNCIA, SEGUNDO O MANUAL DE INICIAÇÃO CRISTÃ DA SOCIEDADE PELA LITURGIA REFORMADA, DE ACORDO COM O COSTUME DAS IGREJAS REFORMADAS.

A Liturgia foi elaborada da maneira mais completa possível, podendo ser adequada à realidade da comunidade local.

(M = ministro, C = Congregação, T = Todos)

I – FORMA PARA A MINISTRAÇÃO DO SAGRADO BATISMO A CRIANÇAS

*Deve-se ter sempre em mente que pode ser necessário adequar a concordância verbal dos textos desta Forma ao número e sexo dos batizandos.

*Se o uso de um Círio Pascal for de costume da Igreja local, ele será aceso, junto à Pia Batismal, antes do início do Culto.
*Os primeiros bancos do Templo serão reservados aos pais e aos batizandos, de modo que possam dirigir-se de maneira mais pronta e ordeira à Pia Batismal.
*Tendo sido proferido o Sermão, passar-se-á diretamente à ministração do Sagrado Batismo, segundo esta Forma.
*O Ministro dirige-se à frente da Mesa e profere a seguinte Monição, ou uma de sua lavra:
MONIÇÃO INTRODUTÓRIA
M = Caríssimos irmãos; hoje, em obediência à Grande Comissão que nos foi legada pelo Senhor Jesus antes de sua Ascensão aos céus, nós receberemos um novo membro em nossa comunidade e junto ao Corpo de Cristo, que é a sua Santa Igreja, por meio do Sacramento do Batismo. O Batismo é a porta de entrada para a vida cristã; por meio dele a eterna Aliança de Deus para conosco e para com nossa descendência é afirmada e reafirmada. Batizamos porque cremos que Deus é fiel para guardar essa Aliança que ele mesmo instituiu e firmou, sendo o Batismo o sinal e o selo, a garantia visível, dessa Aliança.
É da tradição e da doutrina da Igreja Cristã, que os filhos daqueles que são batizados e professam a fé em Nosso Senhor Jesus Cristo, sejam também recebidos como membros do Corpo de Cristo, como co-herdeiros desta Aliança, na confiança de que venham a crescer em es-tatura e graça diante de Deus e dos homens, sendo instruídos na viva fé de seus pais e vindo, na idade própria, a confirmar por si mesmos os votos batismais, professando publicamente a sua fé. Recebamos, por-tanto, com todo o amor, este nosso novo irmão na fé.
INVOCAÇÃO E SENTENÇAS BÍBLICAS – Ef. 4.4-6; At. 2.39; Lc. 18.16-17.

M = Bendito seja Deus, Pai, Filho e Espírito Santo.

C = Bendito seja o seu Reino, agora e para sempre.

M = Há somente um corpo e um Espírito, como também fostes chamados numa só esperança da vossa vocação; há um só Senhor, uma só fé, um só batismo;

C = Um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, age por meio de todos e está em todos.

M = Pois para vós outros é a promessa, para vossos filhos e para todos os que ainda estão longe;

C = Isto é, para quantos o Senhor, nosso Deus, chamar.

M = Deixai vir a mim os pequeninos e não os embaraceis, porque dos tais é o reino dos céus.

C = Em verdade vos digo: quem não receber o reino de Deus como uma criança, de maneira alguma entrará nele.

COLETA (oração pelo sacramento do batismo).

M = Oremos. Pai Celestial, que pelo poder de teu Santo Espírito concedes aos teus santos a vida por meio da água do Batismo; guia-nos e fortalece-nos por este mesmo Espírito, para que nós, nascidos de novo, possamos servir-te em fé e amor, e crescer até a plena estatura de teu Filho, Jesus Cristo, Nosso Senhor, o qual vive e reina contigo e o Espírito Santo, um só Deus, hoje e pelos séculos dos séculos.
T = Amém.

APRESENTAÇÃO – (Durante um canto de temática batismal, ou relativo às crianças, o Ministro retoma seu lugar atrás da Mesa, enquanto o Conselho da Igreja dirige-se para ela em processional, tomando cada um o seu lugar. O Secretário trará consigo o Livro de Atas do Conselho. Em seguida, um diácono ou acólito depositará sobre a Mesa uma jarra com água. O Secretário do Conselho lerá a ementa da resolução em que foi aprovada a ministração do Sagrado Batismo aos candidatos presentes, estando a congregação sentada.) – hino n° 332 HNC – slides (332-BATISMO INFANTIL)

Secretário: O Conselho da Igreja N., tendo examinado o pedido de NN. e NN. (nomes dos pais, ou responsáveis, por extenso), membros desta Igreja, pela ministração do Sagrado Batismo a seu filho NN. (nome da criança, por extenso); após a instrução e o exame dos candidatos, resolve:

Aprovar o pedido em seus termos, determinando a ministração deste Sacramento no Culto Público do dia (data por extenso, nos calendários civil e litúrgico). Portanto, em nome do Conselho da Igreja N., apresento NN. (nome da criança, por extenso), filho(a) de NN. e NN. (nomes dos pais, por extenso), para a recepção do Sacramento do Batismo.

PROFISSÃO DE FÉ – (O Ministro dirige-se à Pia Batismal, de onde convida os candidatos a se aproximar. Passa, então, a inquiri-los quanto à sua fé.)

Ministro: É o vosso desejo que vosso(a) filho(a) seja batizado(a) na fé cristã?

Resposta: Sim.

Ministro: Renunciais ao mal e a todas as suas obras, que se rebelam contra Deus, corrompem e destroem sua criação e nos afastam do amor do Senhor?

Resposta: Renuncio.

Ministro: Confessais à Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, como o único Deus; a Jesus Cristo como único e suficiente Senhor e Salvador de vossas vidas, depositando nele, e nele somente, a vossa fé, esperança e adoração, mediante seu Espírito Santo, para a glória de Deus Pai?

Pais: Assim o faço, pela graça de Deus.

CREDO – (Estando todos de pé. O Ministro dirá à congregação:)

M = Na unidade da Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo, confessemos juntos a fé cristã, na qual fomos um dia batizados e na qual receberemos, agora, este nosso novo irmão, renovando também a nossa aliança batismal nas palavras do Credo Apostólico. Credes em Deus Pai?

C = Creio em Deus Pai, Todo-Poderoso Criador do céu e da terra.

M = Credes em Jesus Cristo?

C = Creio em Jesus Cristo, seu único Filho, Nosso Senhor, o qual foi concebido pelo poder do Espírito Santo; nasceu da Virgem Maria; padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos; foi crucificado, morto e sepultado; desceu ao Hades; ressuscitou ao terceiro dia; subiu aos céus e está sentado à direita de Deus Pai Todo-Poderoso, de onde há de vir a julgar os vivos e os mortos.

M = Credes no Espírito Santo?

C = Creio no Espírito Santo; na Santa Igreja universal; na comunhão dos santos; na remissão dos pecados; na ressurreição do corpo; na vida eterna. Amém.

VOTOS BATISMAIS – (Dirigindo-se aos pais, o Ministro dirá:)

M = Vós vos comprometeis, perante o Senhor, nosso Deus, e sua Santa Igreja aqui reunida, a instruir esta criança na verdade da Palavra do Senhor, nos princípios eternos do Evangelho e nos caminhos da salvação em Cristo Jesus, com a ajuda de Deus?

Resposta = Sim, com a ajuda de Deus.

M = Vós vos comprometeis a orar por ela e com ela, de modo que pelo exemplo das vossas vidas, ela cresça na comunhão e na intimidade da devoção do Senhor, com a ajuda de Deus?

Resposta = Sim, com a ajuda de Deus.

M = Vós vos comprometeis a ler a Bíblia para ela e com ela, e a ensiná-la a ler, de modo que cresça tendo prazer na meditação da Palavra do Se-nhor, com a ajuda de Deus?

Resposta: Sim, com a ajuda de Deus.

Ministro: Vós vos comprometeis, ainda, a dar a esta criança testemunho do Se-nhor com vossas próprias vidas, de modo que observando a vossa conduta dia após dia, ela possa se espelhar na fé e no testemunho cris-tão de seus pais?

Resposta: Sim, com a ajuda de Deus.

Dirigindo-se à congregação, o Ministro perguntará:

M = E vós, Igreja do Senhor, vos comprometeis a amar, encorajar e auxiliar esta criança, instruindo-a nos caminhos do Senhor, servindo-lhe de exemplo de vida, fé e caráter cristãos, dando-lhe o firme apoio que se espera da família de Deus, em comunhão, intercessão e serviço, com a ajuda de Deus?

C = Sim, com a ajuda de Deus.

PREPARAÇÃO PARA O BATISMO – (Um presbítero, diácono ou acólito trará consigo a jarra com água.)

M = O Sacramento do Batismo é o sinal e o selo da promessa de Deus aos filhos da sua aliança. Ser batizado é ser sacramentalmente unido com Cristo – o Batismo é essa união, sendo a água o sinal e o selo dessa união.

No Batismo, Deus nos promete, por sua graça, derramar sobre nós o Espírito Santo, que nos conduz da morte para a vida, ressuscitando-nos de uma vez por todas para a vida eterna, e ainda, dia após dia, nos renovar o vigor e nos purificar de nosso pecado.

Pelo Sagrado Batismo, nós abandonamos o mundo e as suas obras, passando a fazer parte de uma nova e santa comunidade, o Corpo de Cristo, a sua Santa Igreja.

(O presbítero, diácono, ou acólito despejará, então, de forma que seja visível e audível, a água sobre a Pia Batismal. O Ministro dirá, enquanto isso:)

M = A água lava, purifica, refresca e sustenta a vida. Jesus Cristo é a Água da Vida. Pelo Sagrado Batismo, Cristo nos chama à obediência, a amar e confiar inteiramente em Deus; a rejeitar o mal do mundo e a viver uma nova vida. Todavia, se cairmos em pecado, não devemos perder a esperança na graça de Deus, nem permanecer no pecado. Antes, e sempre, devemos lembrar que o Batismo é a eterna aliança de Deus para conosco.

AÇÃO DE GRAÇAS E CONSAGRAÇÃO

M = O Senhor esteja convosco.

C = Seja também contigo.

M = Elevemos os corações.

C = Ao Senhor os elevamos.

M = Demos graças ao Senhor, nosso Deus.

C = Pois fazê-lo é justo e digno.

M = É verdadeiramente justo e digno rendermos-te graças sempre e em todo lugar a ti, ó Senhor, nosso Deus, porquanto, em teu santo Filho, Jesus Cristo, Nosso Senhor, nos adotaste como teus filhos, fizeste-nos cidadãos do teu Reino; e nos concedeste o Espírito Santo, para nos guiar e dirigir a toda a verdade.

Graças te damos, ainda, pela dádiva da água. Pois no princípio, quando criaste os céus e a terra, teu Santo Espírito se movia por sobre ela; pois com ela, salvaste a terra do mal no Dilúvio; pois nela, deste vitória ao teu povo escolhido, conduzindo-o através do mar e nele derrotando aqueles que a ti se opunham; com ela, no Rio Jordão, teu santo Filho foi batizado, e assim foi revelado pelo Espírito Santo ao mundo, e ungido teu Cristo.

Por sua morte e ressurreição, Nosso Senhor Jesus Cristo, a Água da Vida, nos libertou do pecado e da morte e nos abriu as portas da vida eterna. Graças te damos, ó Deus, pela água do Batismo, pela qual somos sepultados com Cristo na sua morte, participamos da sua ressurreição e renascemos no Espírito Santo, lavados e purificados do pecado.

Agora, ó Senhor, obedecemos à Grande Comissão de teu santo Filho e Nosso Senhor, Jesus Cristo, trazendo à tua Igreja os teus discípulos, que a ele vêm com fé, para os batizar em nome da tua Divina e Santíssima Trindade.

PALAVRAS DA INSTITUIÇÃO

M = Pois estando Nosso Senhor Jesus Cristo, já ressurreto, reunido com seus discípulos, assim lhes ordenou: “Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra. Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as cousas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século.” – Mt 28.18-20

EPÍCLESE E DOXOLOGIA – (O Ministro prossegue, impondo as mãos sobre a água, dizendo:)

M = Envia sobre nós, portanto, o teu Santo Espírito, ó Senhor, e † santifica esta água, de modo que, ao ser derramada sobre esta criança, tu mesmo a seles com o derramar do teu Santo Espírito, a fim de que, purificada do pecado e renascida em Cristo Jesus, persevere na vida abundante que é dada por Nosso Senhor Jesus Cristo, a quem, contigo e o Espírito Santo, sejam toda a honra e toda a glória, agora e para sempre.

C = Amém.

A MINISTRAÇÃO DO SACRAMENTO – (O Ministro toma a criança em seus braços. Perguntará aos pais:)

M = Qual o nome desta criança? (Ao que os pais lhe responderão. O Ministro, então, chamando a criança apenas pelo(s) preno-me(s), a(s) batizará, derramando água em abundância sobre a sua cabeça, por três vezes, à menção de cada Nome da Santíssima Trindade:)

M = N., eu te batizo em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.

C = Amém.

(O Ministro, então, traçará uma cruz na testa da criança, podendo usar para isso um óleo apropriado. Dir-lhe-á:)

M = N., pelo Sagrado Batismo, foste selado pelo Espírito Santo com o sinal da Cruz. Tu pertences a Cristo, para sempre.

C = Amém.

(Esta fórmula de ministração será repetida para cada uma das crianças a serem batizadas.)

SUFRÁGIO

M = Oremos. Senhor Deus, nosso Pai, Criador do céu e da terra, rendemos-te graças porque, por obra do teu Espírito Santo, esta criança renas-ceu, foi adotada por ti para uma nova vida e recebida na comunidade da tua Santa Igreja. Concede que ela cresça na fé em que foi batizada, e se desenvolva em tudo quanto pertence ao Espírito. Por Jesus Cristo, Nosso Senhor.

C = Amém.

(Caso não haja ministração da Sagrada Eucaristia no mesmo culto, ou caso o Batismo se dê durante o Ofício Diário, a Intercessão será concluída com a Oração do Senhor, da seguinte forma:)

M = […] Por Jesus Cristo, Nosso Senhor, que nos ensinou a orar, dizendo:

T = Pai nosso que estás no céu, santificado seja o teu nome. Venha o teu reino; seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu. O pão nosso de cada dia, dá-nos hoje. Perdoa as nossas dívidas, as-sim como nós perdoamos os nossos devedores. E não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal. Pois teu é o reino, o poder e a glória para sempre. Amém.

BÊNÇÃO – (E, impondo suas mãos sobre a(s) criança(s) batizada(s), o Ministro impetrará a seguinte Bênção:)

M = Sustenta, ó Senhor, este teu filho por teu Santo Espírito. Concede-lhe o Espírito de sabedoria e de entendimento; o Espírito de conselho e de fortaleza; o Espírito de conhecimento e de temor do Senhor. Faz-lhe crescer, cada dia mais, no teu Santo Espírito, até que venha o teu Rei-no Eterno.

C = Amém.

ACOLHIDA DOS BATIZADOS – (Em havendo apenas uma criança batizada, o Ministro a tomará em seus braços e a conduzirá até o centro da nave, enquanto os pais se mantêm junto à Pia Batismal. O Ministro dirá🙂

M = Igreja, eis aí o vosso irmão. Irmão, eis aí a tua família.

T = És bem-vindo, em nome de Jesus.

(Em havendo mais de uma criança batizada, após o Batismo de todas, voltar-se-ão os pais, com elas nos braços, para a congregação. O Ministro, da Pia Batismal, dirá🙂

M = Igreja, eis aí vossos irmãos. Irmãos, eis aí vossa família.

T = Sois bem-vindos, em nome de Jesus.

(Em resposta, poderá ser entoado um canto, concluindo o rito batismal e dando as boas vindas ao novo irmão em Cristo. Ainda, caso não haja a celebração da Sagrada Eucaristia, segue-se a Saudação da Paz, que é assim introduzida:)

M = Que a Paz do Senhor seja sempre convosco!

C = Seja também contigo!

Todos os presentes saúdam-se com a destra de companhia, desejando-se uns aos outros “A paz do Senhor”. Pode ser entoado, enquanto isso, um hino ou cântico cuja letra verse sobre a comunhão cristã. Neste momento, ou após, as famílias retornam aos seus lugares, podendo to-dos, em seguida, se sentar.
O Culto ou Ofício Diário prossegue, então, com as Orações do Povo, ou Intercessões.

II – FORMA PARA A PROFISSÃO DE FÉ E BATISMO DE ADULTOS E A CONFIRMAÇÃO DOS VOTOS BATISMAIS DE ADULTOS BATIZADOS NA INFÂNCIA

*Esta Forma contempla a presença de catecúmenos a serem batizados, confirmados e recebidos à Comunhão Reformada. Pode ser necessário omitir ou adaptar a concordância dos textos a cada situação concreta, bem como ao número e ao sexo dos candidatos.

*Se o uso de um Círio Pascal for de costume da Igreja local, ele será aceso, junto à Pia Batismal, antes do início do Culto.

*No Culto Público em que esta Forma for executada, o Conselho da Igreja integrará a proces-sional durante o Canto de Entrada, tomando seu lugar à Mesa desde o início até o final da celebração. O Secretário trará consigo o Livro de Atas do concílio.

*Deverão ser reservados os primeiros bancos do templo para os catecúmenos se assentarem juntos. Eles integram a processional no início do Culto, entrando em ordem alfabética pelo prenome, após os músicos e antes dos leitores e oficiantes leigos, e tomam seus lugares, de onde participam normalmente da Liturgia com a congregação.

*Tendo sido proferido o Sermão, passar-se-á diretamente à Profissão de Fé, Batismo e Confir-mação, segundo esta Forma.

O Ministro dirige-se à frente da Mesa.

MONIÇÃO INTRODUTÓRIA

M = Caríssimos irmãos; hoje, nós temos a alegria de receber à plena comunhão da Santa Igreja de Cristo estes irmãos, que desejam professar sua fé em Jesus Cristo como Senhor e Salvador de suas vidas e receber, assim, o Sagrado Batismo; que desejam confirmar sua fé, reafirmando por si mesmos os votos batismais feitos em seu favor no passado; e serem oficialmente recebidos como membros da Comunhão Reformada da Igreja Cristã.

Quando somos batizados, Deus reivindica-nos para si, e somos recebidos como membros do Corpo de Cristo, que é a sua Santa Igreja. Hoje, estes irmãos passarão a participar de forma plena da vida desta congregação e da comunhão da Santa Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Damos graças a Deus por este desejo que ele mesmo incutiu nos corações destes irmãos e rogamos que ele nos abençoe por meio de seu Santo Espírito, para que tenhamos, também, nossa própria fé renova-da e fortalecida, enquanto ouvimos deles a Profissão de Fé.

INVOCAÇÃO E SENTENÇAS BÍBLICAS

M = Bendito seja Deus, † Pai, Filho e Espírito Santo.

C = Bendito seja o seu Reino, agora e para sempre.

M = Há somente um corpo e um Espírito, como também fostes chamados numa só esperança da vossa vocação; há um só Senhor, uma só fé, um só batismo;

C = Um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, age por meio de todos e está em todos.

M = Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus,

C = A fim de proclamarmos as virtudes daquele que nos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz.

COLETA

M = Oremos. Pai Celestial, que pelo poder de teu Santo Espírito concedes aos teus santos a vida por meio da água do Batismo; guia-nos e fortalece-nos por este mesmo Espírito, para que nós, nascidos de novo, possamos servir-te em fé e amor, e crescer até a plena estatura de teu Filho, Jesus Cristo, Nosso Senhor, o qual vive e reina contigo e o Espírito Santo, um só Deus, hoje e pelos séculos dos séculos.

C = Amém.

APRESENTAÇÃO – (Durante um canto de temática batismal, ou relativo ao Espírito Santo, o Ministro retoma seu lugar atrás da Mesa, enquanto um diácono ou acólito deposita sobre ela uma jarra com água. O Secretário do Conselho lerá a ementa da resolução em que foi aprovada a ministração do Sagrado Batismo aos candidatos presentes:) – hinos n° 330, 331 e 333 do HNC. – Slides (330-A BÊNÇÃO DO BATISMO), (331-ORAÇÃO), (333-O BATISMO).

Secretário: O Conselho da Igreja N., reunido em Sessão Extraordinária no dia (data por extenso, nos calendários civil e litúrgico), tendo examinado os candidatos da (numeração ordinal, em algarismos romanos) Classe de Catecúmenos, resolve:

Determinar a ministração do Sacramento do Batismo e a realização dos ritos pastorais da Profissão de Fé, de Confirmação dos Votos Batismais e da Recepção à Comunhão Reformada no Culto Público do dia (data por extenso, nos calendários civil e litúrgico).

Portanto, em nome do Conselho da Igreja N., apresento a (numeração ordinal, em algarismos romanos) Classe de Catecúmenos, Turma de (ano), para a recepção à plena Comunhão desta comunidade e de toda a Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo.

PROFISSÃO DE FÉ – (O Ministro, então, perguntará aos batizandos:)

M = É o vosso desejo serdes batizados na fé cristã?

Resposta: Sim.

(Aos confirmandos e recepcionandos, perguntará:)

M = Fostes batizados em Nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo?

Resposta: Sim.

(Então, dirigindo-se a todos os catecúmenos, perguntará:)

M = Renunciais ao mal e a todas as suas obras, que se rebelam contra Deus, corrompem e destroem sua criação e nos afastam do amor do Senhor?

Resposta: Renuncio.

M = Confessais à Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, como o único Deus; a Jesus Cristo como único e suficiente Senhor e Salvador de vossas vidas, depositando nele, e nele somente, a vossa fé, esperan-ça e adoração, mediante seu Espírito Santo, para a glória de Deus Pai?

Resposta: Assim o faço, pela graça de Deus.

CREDO – (Estando todos de pé. Dirigindo-se ao Povo, o Ministro dirá:)

M = Na unidade da Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo, confessemos jun-tos a fé cristã, na qual fomos um dia batizados e na qual receberemos, agora, estes nossos irmãos, renovando também a nossa aliança batis-mal nas palavras do Credo Niceno. Credes em Deus Pai?

C = Creio em um só Deus, o Pai Todo-Poderoso, Criador do céu e da terra, de todas as coisas visíveis e invisíveis.

M = Credes em Jesus Cristo?

C = Creio em um só Senhor, Jesus Cristo, o Filho unigênito de Deus, gerado do Pai antes de todas as eras: Deus de Deus, Luz da Luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro; gerado, não criado; consubstancial ao Pai. Por ele, todas as coisas foram feitas. E por nós, os homens, e para a nossa salvação, desceu dos Céus e se encarnou, pelo Espírito Santo, no seio da virgem Maria, e se fez homem. Também por nós foi crucificado sob Pôncio Pilatos, padeceu e foi sepultado. Ressuscitou ao terceiro dia, conforme as Escrituras, e subiu aos Céus, onde está sentado à direita do Pai. De novo há de vir em sua glória para julgar os vivos e os mortos, e o seu Reino não terá fim.

M = Credes no Espírito Santo?

C = Creio no Espírito Santo, o Senhor e doador da vida, que procede do Pai e do Filho, e com o Pai e o Filho é adorado e glorificado: Ele, que falou pelos Profetas.

M = Credes na Igreja?

C = Creio na Igreja una, santa, católica e apostólica. Professo um só batismo para a remissão dos pecados. E espero a ressurreição dos mortos e a vida do mundo que há de vir. Amém.

VOTOS BATISMAIS – (Dirigindo-se novamente aos Catecúmenos, o Ministro dirá🙂

M = Vós vos comprometeis a permanecer firmes na fé que acabastes de professar, a buscar ampliar dela o vosso conhecimento, em particular e com esta comunidade de fé, no estudo das Sagradas Escrituras e nas obras de piedade, e a proclamar esta fé, anunciando-a com vossas pa-lavras e com vosso testemunho de vida, com a ajuda de Deus?

Resposta = Sim, com a ajuda de Deus.

M = Vós vos comprometeis a participar ativamente desta comunidade de fé, promovendo a sua união e comunhão e em tudo buscando a paz, a unidade e a edificação do Corpo de Cristo, suportando-a com as vossas orações e com o vosso trabalho, com a ajuda de Deus?

Resposta = Sim, com a ajuda de Deus.

M = Vós vos comprometeis a vos submeterdes ao governo e disciplina des-ta Igreja, acatando-os enquanto fiéis ao espírito das Sagradas Escrituras, dos Símbolos de Fé e de sua Constituição?

Resposta = Sim, com a ajuda de Deus.

M = É de livre e espontânea vontade que fazeis estes votos?

Resposta = Sim, esta é a minha vontade.

Dirigindo-se à congregação, o Ministro perguntará:

M = E vós, Igreja do Senhor, vos comprometeis a amar, encorajar e auxiliar estes irmãos, instruindo-os nos caminhos do Senhor, servindo-lhes de exemplo de vida, fé e caráter cristãos, dando-lhes o firme apoio que se espera da família de Deus, em comunhão, intercessão e serviço, com a ajuda de Deus?

C = Sim, com a ajuda de Deus.

PREPARAÇÃO PARA O BATISMO – (Um presbítero, diácono ou acólito trará consigo a jarra com água.)

M = O Sacramento do Batismo é o sinal e o selo da promessa de Deus aos filhos da sua aliança. Ser batizado é ser sacramentalmente unido com Cristo – o Batismo é essa união, sendo a água o sinal e o selo dessa união.

No Batismo, Deus nos promete, por sua graça, derramar sobre nós o Espírito Santo, que nos conduz da morte para a vida, ressuscitando-nos de uma vez por todas para a vida eterna, e ainda, dia após dia nos renovar o vigor e nos purificar de nosso pecado.

Pelo Sagrado Batismo, nós abandonamos o mundo e as suas obras, passando a fazer parte de uma nova e santa comunidade, o Corpo de Cristo, a sua Santa Igreja.

(O presbítero, diácono ou acólito despejará, então, de forma que seja visível e audível, a água sobre a Pia Batismal. O Ministro dirá, enquanto isto:)

M = A água lava, purifica, refresca e sustenta a vida. Jesus Cristo é a Água da Vida. Pelo Sagrado Batismo, Cristo nos chama à obediência, a amar e confiar inteiramente em Deus; a rejeitar o mal do mundo e a viver uma nova vida. Todavia, se cairmos em pecado, não precisamos perder a esperança na graça de Deus, nem permanecer no pecado. Antes, e sempre, devemos lembrar que o Batismo é a eterna aliança de Deus para conosco.

AÇÃO DE GRAÇAS E CONSAGRAÇÃO

M = O Senhor esteja convosco.

C = Seja também contigo.

M = Elevemos os corações.

C = Ao Senhor os elevamos.

M = Demos graças ao Senhor, nosso Deus.

C = Pois fazê-lo é justo e digno.

M = É verdadeiramente justo e digno rendermos-te graças sempre e em todo lugar a ti, ó Senhor, nosso Deus, porquanto, em teu santo Filho, Jesus Cristo, Nosso Senhor, nos adotaste como teus filhos, fizeste-nos cidadãos do teu Reino; e nos concedeste o Espírito Santo, para nos guiar e dirigir a toda a verdade

Graças te damos, ainda, pela dádiva da água. Pois no princípio, quando criaste os céus e a terra, teu Santo Espírito se movia por sobre ela; pois com ela, salvaste a terra do mal no Dilúvio; pois nela, deste vitória ao teu povo escolhido, conduzindo-o através do mar e nele derrotando aqueles que a ti se opunham; com ela, no Rio Jordão, teu santo Filho foi batizado, e assim foi revelado pelo Espírito Santo ao mundo, e ungido teu Cristo.

Por sua morte e ressurreição, Nosso Senhor Jesus Cristo, a Água da Vida, nos libertou do pecado e da morte e nos abriu as portas da vida eterna. Graças te damos, ó Deus, pela água do Batismo, pela qual somos sepultados com Cristo na sua morte, participamos da sua ressurreição e renascemos no Espírito Santo, lavados e purificados do pecado.

Agora, ó Senhor, obedecemos à Grande Comissão de teu santo Filho e Nosso Senhor, Jesus Cristo, trazendo à tua Igreja os teus discípulos, que a ele vêm com fé, para os batizar em nome da tua Divina e Santíssima Trindade.

PALAVRAS DA INSTITUIÇÃO

M = Pois estando Nosso Senhor Jesus Cristo, já ressurreto, reunido com seus discípulos, assim lhes ordenou: “Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra. Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as cousas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século.” –  Mt 28.18-20

EPÍCLESE E DOXOLOGIA

O Ministro prossegue, impondo as mãos sobre a água, dizendo ou cantando:

M = Envia sobre nós, portanto, o teu Santo Espírito, ó Senhor, e † santifica esta água, de modo que, ao ser derramada sobre estes teus servos, tu mesmo os seles com o derramar do teu Divino Espírito Santo, a fim de que, purificados do pecado e renascidos em Cristo Jesus, perseverem na vida abundante que é dada por este mesmo Jesus Cristo, Nosso Se-nhor, a quem, contigo e o Espírito Santo, sejam toda a honra e toda a glória, agora e para sempre.

C = Amém.

A MINISTRAÇÃO DO SACRAMENTO – (O Ministro perguntará:)

M = Qual é teu nome?

Ao que o batizando lhe responderá. O Ministro, então, chamando-o apenas pelo(s) prenome(s), o batizará, derramando água em abundância sobre a sua cabeça, por três vezes, à menção de cada Nome da Santíssima Trindade: Esta fórmula de ministração será repetida para cada um dos batizandos. Após receber o Sacramento, cada batizado tornará ao seu lugar junto dos demais catecúmenos.

Após ser batizado o último catecúmeno, a congregação pode se assentar.

CONFIRMAÇÃO (Também chamada Pública Profissão de Fé) – O Ministro põe-se diante da Mesa.

M = Procederemos agora à Confirmação dos Catecúmenos, ato pelo qual cada um destes irmãos será oficialmente recebido à plena comunhão da Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo, mediante oração, e imposição de mãos [, e unção com óleo].
O Secretário do Conselho, então, passará a chamar os catecúmenos, um a um, em ordem alfabética, por seus nomes completos. Cada catecúmeno comparecerá diante da Mesa e se ajoelha-rá diante do Ministro. Os membros do Conselho estenderão a mão direita sobre o catecúmeno; o Ministro imporá ambas as suas sobre a cabeça deste e traçará uma cruz sobre sua fronte, com o polegar direito, podendo usar para isto um óleo apropriado. Chamará, então, o catecúmeno por seu(s) prenome(s).

Dirá, caso o catecúmeno tenha sido batizado nesta ocasião:

M = N., pelo Sagrado Batismo, foste selado pelo Espírito Santo com o sinal da Cruz. Tu pertences a Cristo, para sempre. Confirma, ó Senhor, teu servo por teu Santo Espírito. Capacita-o para a tua obra e sustenta-o por todos os dias de sua vida.

Resposta: Amém.

Caso se trate de confirmando, o Ministro dirá:

M = N., Deus te chamou pelo teu nome e te fez seu. Confirma, ó Senhor, teu servo por teu Santo Espírito. Capacita-o para a tua obra e sustenta-o por todos os dias de sua vida.

Resposta: Amém.

Caso o catecúmeno esteja sendo recebido de outra comunhão cristã:

M = N., nós te reconhecemos como nosso irmão, membro da una, Santa, católica e apostólica Igreja de Cristo. Na autoridade de Ministro desta Igreja, eu te recebo e dou as boas vindas à Comunhão Reformada. Confirma, ó Senhor, teu servo por teu Santo Espírito. Capacita-o para a tua obra e sustenta-o por todos os dias de sua vida.

Resposta: Amém.

Após receber a Confirmação, cada catecúmeno torna a seu lugar.

SUFRÁGIO

M = O Senhor esteja convosco

C = Seja também contigo.

M = Oremos. Senhor Deus, nosso Pai, Criador do céu e da terra, rendemos-te graças porque, por obra do teu Espírito Santo, estes teus filhos renasceram, foram adotados por ti para uma nova vida e recebidos na comunidade da tua Santa Igreja. Concede que eles cresçam na fé em que foram batizados e confirmados, e se desenvolvam em tudo quanto pertence ao Espírito. Por Jesus Cristo, Nosso Senhor.

C = Amém.

BÊNÇÃO

Impondo suas mãos sobre os catecúmenos, o Ministro impetrará a seguinte bênção:

M = Sustenta, ó Senhor, estes teus filhos por teu Santo Espírito. Concede-lhes o Espírito de sabedoria e de entendimento; o Espírito de conselho e de fortaleza; o Espírito de conhecimento e de temor do Senhor. Faz-lhes crescer, cada dia mais, no teu Santo Espírito, até que venha o teu Reino Eterno.

Todos: Amém.

M = Igreja, eis aí vossos irmãos. Irmãos, eis aí a vossa família.

T = Sois bem-vindos, em nome de Jesus.

Um canto apropriado pode ser entoado. O Culto, então, prossegue normalmente com as Orações do Povo.

Liturgia extraída do Rito para Iniciação Cristã, do blog Sociedade Pela Liturgia Reformada.

Adoração na Igreja Presbiteriana do Brasil

Por não possuir um Livro de Adoração oficial que regule o culto na IPB como acontece com suas congêneres norte-americanas, europeias ou mesmo brasileiras (IPIB), é possível encontrar algumas correntes divergentes de adoração dentro Igreja. Nos Princípios de Liturgia (PL), que regulamentam de forma simplificada e objetiva o culto na Igreja, pode-se ler o seguinte quanto ao propósito e os elementos do culto a Deus:

CAPÍTULO III – CULTO PÚBLICOArt.7º – O culto público é um ato religioso, através do qual o povo de Deus adora o Senhor, entrando em comunhão com Ele, fazendo-lhe confissão de pecados e buscando, pela mediação de Jesus Cristo, o perdão, a santificação da vida e o crescimento espiritual. É ocasião oportuna para proclamação da mensagem redentora do Evangelho de Cristo e para doutrinação e congraçamento dos crentes. Art.8º – O culto público consta ordinariamente de leitura da Palavra de Deus, pregação, cânticos sagrados, orações e ofertas. A ministração dos sacramentos, quando realizada no culto público, faz parte dele.

Num breve ensaio realizado pelo Rev. Christian S. Bittencourt [1], ex-professor do Seminário Teológico do Rio de Janeiro, foram identificados ao menos quatro grupos distintos que configuram as formas de adoração que podem ser encontradas na IPB. A seguir encontra-se um breve resumo de cada grupo e, em seguida, uma tabela comparativa com as práticas de cada um.

TRADICIONAIS CONSERVADORES (Old-school Conservatives)

Este grupo representa a maioria dos presbiterianos do Brasil. Sua liturgia se baseia livremente no capítulo 6 do Livro do Profeta Isaías:

Cahamada a Adoração

Confissão de Pecados

Louvor

Ofertório

Sermão

Ministração dos Sacramentos

Bênção

Empregam hinos tradicionais e músicas contemporâneas em sua liturgia. Geralmente o louvor é dirigido por um grupo musical contemporâneo ou coral. Quanto a observância de datas litúrgicas, costumam celebrar apenas Natal e Páscoa em sua maioria. Evitam o uso do Lecionário, orações escritas, credos, responsos litúrgicos e raramente os ministros usam Toga ou camisa clerical, quando o fazem não costumam usar estola.

EVANGELICAIS CARISMÁTICOS (Evangelical Charismatics)

São o segundo maior grupo e o que mais cresce dentro da IPB, seu culto assemelha-se ao das demais igrejas evangélicas contemporâneas, geralmente constituído por:

Louvor

Sermão

Ministração dos Sacramentos

Bênção

Sua liturgia é bem livre, a maioria dos outros atos são inseridos mais ou menos no chamado “momento de louvor”. Empregam músicas contemporâneas na liturgia, especialmente as que se encontram em alta no meio “gospel”. Durante os cultos há o costume de bater “palmas pra Jesus” e responder “Aleluia” e “Glória a Deus”. Há ainda comunidades que possuem grupos de dança e teatro para serem encenados durante o culto.

Algumas das práticas adotadas por esse grupo estão em desacordo com as deliberações recentes do Supremo Concílio a respeito de liturgia.

TRADICIONAIS HISTÓRICOS (Neo-orthodox Conservatives)

Constituem o terceiro grupo dentro da IPB. Defendem uma liturgia alinhada a tradicional liturgia cristã:

Ritos Iniciais

Confissão de Pecados

Absolvição

Liturgia da Palavra

Liturgia dos Sacramentos

Ritos de Envio

Empregam o uso do Lecionário, observam o calendário Litúrgico Cristão e datas da IPB, fazem amplo uso do hinário, conciliando-o com músicas contemporâneas cabíveis a liturgia. Recitam os Credos, fazem a Oração Dominical, utilizam orações escritas, antífonas, e responsos litúrgicos. Os ministros usam a Toga de Genebra com ou sem estola e/ou camisa e colarinho clerical. Esse grupo, encabeçado por jovens ministros com uma ampla formação acadêmica, defende uma liturgia mais próxima a das igrejas congêneres da IPB que possuem um Livro de Adoração, bem como da liturgia cristã histórica.

Algumas práticas desse grupo, como o uso das cores litúrgicas e paramentos como a Coroa do Advento estão em desacordo com as deliberações do Supremo Concílio, que considerou essas práticas “romanistas”.

(NEO)PURITANOS (Ultra-puritans)

Este grupo configura-se o quarto e menor grupo dentro da Igreja, porém não menos ativo. Defendem uma liturgia baseada no Diretório de Culto de Westminster:

Chamada à Adoração

Cântico dos Salmos

Leituras do Antigo Testamento e Novo Testamento

Orações de Confissão de Pecados, Intercessão e por Iluminação

Sermão

Ministração dos Sacramentos

Exortação para Viver Vidas Dignas

Oração de Ação de Graças e para uma Vida Digna

Coleta de Ofertas para os Pobres

Cântico de um Salmo

Bênção

Na liturgia puritana as mulheres não estão autorizadas a falar durante os cultos, não fazem uso de instrumentos musicais ou utilizam apenas o saltério. O canto é à capela e restrito aos salmos metrificados. Nenhuma data do calendário litúrgico é observada, nem mesmo o Natal e a Páscoa. Os ministros costumam se trajar de maneira simples e austera.

A restrição dos instrumentos e da participação das mulheres no culto também estão em desacordo com as normas do Supremo Concílio.

TABELA COMPARATIVA

Adoração na IPB

RECURSOS LITÚRGICOS

A IPB não tem liturgia oficial semelhante ao Book of Worship Comum da PC(USA). Em ocasiões mais solenes, como casamentos e funerais, quando os ministros de todos os quatro grupos litúrgicos achar que é necessário usar uma liturgia mais estruturada, eles costumam empregar um dos três recursos:

  • Manual de Culto, uma compilação não-oficial de ordens de serviço feito pelo Rev. Modesto Carvalhosa de Perestrello para servir como um guia para líderes leigos no início do século 20, publicado pela Editora Cultura Cristã.
  • Manual Litúrgico, uma expansão do Manual de Culto com formas alternativas e leituras bíblicas.
  • O Manual de Culto da Igreja Presbiteriana Independente, que é uma tradução abreviada do Livro de Culto Comum da PC(USA) 1993.

Quando o Tradicional Encontra o “Contemporâneo” e Vice-Versa

Antes de iniciar meus pensamentos gostaria de esclarecer o porquê das aspas. Utilizei aspas porque o termo correto seria “carismático”, mas talvez causasse conflito no título e o tornasse menos interessante. Isto posto, vamos ao encontro.
Hoje participei de um culto numa IPB (Igreja Presbiteriana do Brasil, para quem não está familiarizado com a sigla) de viés carismático. Louvorzão, vários cantores, músicas contemporâneas bem espiritualizadas, de tom bem alto, “palmas pra Jesus” e outros costumes que caracterizam esses irmãos, alguns dos quais estão em desacordo com as normas do Supremo Concílio da igreja (calma! Não deixe de ler aqui, não estou criticando). Confesso que foi difícil para mim que sou tradicional, haja visto a empreitada que iniciei com esse blog, participar do “momento de louvor”, o famoso bloco de cânticos do culto antes do sermão. A todo momento minha mente buscava uma ordem litúrgica que não estava presente, especialmente durante o “momento de louvor”. Isso acabou tirando minha concentração do culto; a todo tempo pedia a Deus que me ajudasse a me concentrar, já que a minha procura esbarrava em muitas críticas mentais ao que estava acontecendo, pois o culto é para Ele e eu devia me concentrar nisso, mas foi deveras difícil (o mesmo que deve sentir um irmão carismático ao participar de um culto tradicional).O sermão também pendeu para o lado carismático, embora trouxesse uma mensagem concisa. No culto ainda celebrou-se a Ceia, momento que alternava tradição presbiteriana com características carismáticas, isto é, o louvor, excessivamente repetitivo.Durante o culto me senti de certa forma bem frio, me perguntando o porquê não conseguia adorar como o irmão do lado, que levanta as mãos, aplaudia com força e dava até uns pulinhos. Me senti mal em alguns momentos. Após o culto voltei para casa caminhando e pensando em tudo isso… Deus falou comigo esta noite!

Quando o tradicional encontra o carismático sai farpas! Mas Deus me mostrou que é preciso ter muita sabedoria. Neste diálogo que costuma suscitar acusações de “frios” e “quentes”, “fúnebres” e “pentecas” e por aí vai, precisamos entender que há a intenção de adorar a Deus. Continuo defendendo que uma liturgia bem estruturada, que nos chame ao arrependimento, confissão, adoração, edificação, comunhão e nos prepare para o mundo, é mais saudável para o cristão, pois emoções são momentâneas, mas o que se aprende permanece em nós, e uma liturgia tradicional cumpre esse objetivo quando prestada de coração. Mas percebi que devemos ter paciência e estar prontos para ouvir o outro lado, pois há coisas que podemos aprender. A alegria desse tipo de culto pode ser trazida para os responsos litúrgicos e hinos tradicionais. Assim como um direcionamento litúrgico cuidadoso, torna um culto carismático objetivo em seu propósito de adorar a Deus de forma racional em Espírito e em verdade. Nesse diálogo, quando o tradicional encontra o carismático e vice-versa, é possível aprender mutuamente e ensinar mutuamente, sem julgamentos, pois Deus é quem nos julgará, precisamos ter paciência e pedir a Deus que nos ilumine para que Ele seja adorado.

Continuo a defender que um culto tradicional, mais coerente com aquilo que confessamos, é mais saudável a uma IPB, pois assim há compatibilidade entre o cremos e o confessamos, entre o que se aprende na EBD e se fala/louva no culto, mas aprendi que durante o culto a Deus, seja ele de qualquer viés, é preciso pedir a Ele que nos ajude a adorá-lo em verdade, porque o mais emocionalista dos cultos e o mais altamente litúrgico deles, se não for prestado de coração, é feito em vão!

Deus é adorado pelos que o louvam com amor, em Espírito e em verdade; o que defendo é, que pela liturgia tradicional, além de louvarmos a Deus, saímos muito bem doutrinados e preparados do culto. Deus nos ajude, Soli Deo Gloria!

William de Almeida Santos

Oração Pelas Autoridades no Culto Público

Hoje, feriado da Proclamação da República, é uma boa data para lembrar nosso dever de interceder pelas autoridades, não apenas em nossas orações particulares, mas também no culto público, momento apropriado para a intercessão.

A nada saudável mania de pedir muito e interceder pouco, acabou se tornando algo visível na igreja durante o culto público também, muitas vezes esquecemo-nos de orar por motivos externos aos da igreja local no culto público. Reservar um momento para interceder por esses motivos um pouco mais distantes de nossa realidade, mas tão importantes quanto para os cristãos, é um dever de cada comunidade que se reúne para adorar a Deus.

A Oração dos Fiéis, momento em que a Igreja intercede pelas autoridades eclesiásticas e civis, enfermos e cristãos perseguidos e causas da igreja cristã ou denominação, é uma parte preciosa do culto público, pois mostramos como comunidade, que reconhecemos não estarmos sozinhos na caminhada, mas que há muitos que fazem parte do Corpo e precisam de nossa intercessão, bem como nossas autoridades civis, pois toda autoridade vem de Deus. Este momento do culto é também um privilégio para nós, pois podemos interceder uns pelos outros sabendo que Deus nos ouvirá. É um ato que nos conecta, por meio da oração, a toda a Igreja visível e militante pela face da Terra.

Oração:

Que Deus ilumine nossas autoridades civis, a Presidente Dilma Russeff, os Governadores das unidades da Federação e Prefeitos das cidades brasileiras; que ele ilumine os legisladores deste país em cada instância em que atuam, bem como nossos juízes e ministros do poder judiciário.

Que nosso Deus e Pai, abençoe seus ministros do evangelho e autoridades da Igreja cristã, dando a eles sabedoria e cuidado pastoral. E a todos os que são perseguidos, que a força do nosso Deus esteja com eles, protegendo-os e consolando-os. Amém.

H.N.C n° 378 – ORAÇÃO PELA PÁTRIA. Ouça!

 Por nossa Pátria oramos

A ti, supremo Deus!

Por nosso lar clamamos

A ti, ó Rei dos Céus!

Bendize a vida pastoril,

Governa o brio senhoril,

Modera a lida mercantil,

Deus salve a Pátria!

Pátria que nos deste,

Desvie tua mão

Desgraças , fome e peste,

Perfídia e sedição!

Sustenta a ordem nacional,

O bom governo imparcial,

E dá-nos graça divinal:

Deus salve a Pátria!

Dá-nos real civismo,

Fiel, constante, audaz!

Promove o cristianismo

Do Príncipe da Paz!

Da Pátria afasta as crenças vãs,

Derrama bênçãos temporãs,

Dominem só doutrinas sãs:

Deus salve a Pátria!

A tua Igreja inflama

Com zelo e terno amor.

E seja o teu programa

Cumprido com vigor.

Então os salvos de Jesus,

Lutando firmes pela cruz,

Difundirão de Cristo a luz

Por toda a Pátria! Amém

Cosnsciência Litúrgica

O sermão do último domingo em minha Congregação tratou de uma questão importantíssima para os adoradores de Deus: O que vamos fazer na Igreja? O Texto base utilizado encontra-se no livro do profeta Isaías, capítulo 6 versículos de 1 a 13. O rev. Valter Lopes Terrão abordou o tema em cinco pontos, partindo da questão “O que faz um homem de Deus ao entrar no templo?”. Os pontos foram:
* Adorar – Reconhecer quem Deus É.
* Contristar – Reconhecer quem somos nós diante de quem Deus É.
* Louvar – Louvarmos a Deus pelo que ele faz.
* Ser edificado – Ouvirmos a voz de Deus.
* Consagrar – Separarmo-nos para servir a Deus.
Ao final do sermão o rev. ressaltou  que essa deve ser a nossa liturgia quando vamos à Casa de Oração.
A mensagem, que foi uma verdadeira aula de liturgia bíblica, me fez pensar o quanto o culto cristão precisa transparecer esses quatro pontos que demonstram a reverência e real significado do culto ao nosso Deus. Infelizmente muitos tendem a negligenciar certas partes do culto, especialmente os atos de contrição e edificação, dando grande ênfase no louvor. Mas para que nossos lábios engrandeçam a Deus verdadeiramente, é preciso estarmos quebrantados, para que de nossas bocas saiam louvores puros, de corações verdadeiramente contritos.

Na tradicional liturgia cristã há espaço para cada um desses atos, tornando claro o objetivo do culto. Somos convidados a adorar de coração contrito o Deus que nos salvou, nos dá vida e tudo quanto temos e, esse mesmo Deus nos edifica com sua Palavra e seus dons, dando-nos alimento espiritual, por meio do qual temos comunhão com Ele e somos enviados a ser luz do mundo. Hoje em dia, infelizmente, nem todos os cultos chamados “cristãos” tem esse objetivo, mas acabam por se tornar grandes espetáculos.

Uma liturgia bem objetiva, guiada pelo Espírito Santo de Deus, onde há espaço para adoração, confissão de pecados, louvor, edificação, intercessão, profissão de fé e comunhão, trará luz a mente daqueles que se perguntam o que vão fazer na Igreja. É importantíssimo que nossas igrejas reformadas mantenham esse padrão de culto em meio ao emocionalismo que invade as igrejas evangélicas na atualidade. Quando vamos à Igreja, precisamos ter bem claro em nossas mentes que estamos ali em resposta às bençãos de Deus e sua infindável misericórdia para com nossas vidas. Por esse motivo é que defendo que o culto deve ser bem estruturado e simples, o que não significa ser pobre, mas rico em sua simplicidade, com cânticos e leituras bíblicas que evidenciem nosso dever para com nosso Deus, criando uma atmosfera piedosa e reverente. A cada dia que passa precisamos de mais consciência litúrgica, que evidenciem que nossas Igrejas estão comprometidas a adorar a Deus e gozá-lo para sempre, como ensina o Breve Catecismo de Westminster.

Que o Deus que nos amou e nos predestinou a adorá-lo possa criar em nossas igrejas e em nossos corações consciência litúrgica, para quando formos questionados por qual motivos vamos à Igreja, saibamos responder sem pestanejar.

William de Almeida Santos

O Que é Liturgia?

É cada vez mais necessário que tenhamos pleno conhecimento intelectual e eficaz, que nos leve a agir, sobre o que significa liturgia. Você sabe? Se sabe, como tem sido a sua liturgia?
Significado
O vocábulo “Liturgia“,  (do grego λειτουργία, “serviço” ou “trabalho público”), no idioma original formado pelas raízes leit- (de “laós”, povo) e -urgía (trabalho, ofício) significa serviço ou trabalho público. Por extensão de sentido, passou a significar também, no mundo grego, o ofício religioso, na medida em que a religião no mundo antigo tinha um carácter eminentemente público. 
Na chamada Bíblia dos Setenta (LXX), a Septuaginta, tradução grega da Bíblia, o vocábulo “liturgia” é utilizado para designar somente os ofícios religiosos realizados pelos sacerdotes levíticos no Templo de Jerusalém. No princípio, a palavra não era utilizada para designar as celebrações dos cristãos, que entendiam que Cristo inaugurara um tempo inteiramente distinto do culto do templo. Mais tarde, o vocábulo foi adaptado, com um sentido cristão.
Como visto acima, liturgia é o serviço de culto que prestamos ao nosso Deus Uno e Trino. Então não confunda “liturgia” com “programa litúrgico”, que podem variar desde os modelos tradicionais aos extemporâneos, que argumentam não serem modelos litúrgicos, no entanto querem dizer que não possuem “programas litúrgicos”, pois toda assembleia que se reúna para adorar a Deus presta a Ele uma liturgia, um serviço de adoração em resposta as suas infinitas bênçãos, da qual a maior é a Salvação. Assim a liturgia não se restringe ao programa litúrgico da comunidade local ou de determinada denominação, mas é o culto em si, o culto ofertado a Deus pela congregação dos separados para Ele, por Ele, pois toda a glória deve ser dada ao nosso Deus, como era no princípio, hoje e para sempre. Amém.
Agora, se você não sabia, já sabe! Liturgia é o culto que você presta a Deus, não se restringe ao programa liturgico, nem a leitura inicial da palavra, como muitos confundiam em nossa congregação, ela é todo o culto. Então, já que definimos o conceito de liturgia, vamos aos programas litúrgicos.
Programas (Modelos, Ritos, etc) Litúrgicos.
Não há modelo estrito de culto cristão na Bíblia, principalmente se comparado ao culto do Antigo Testamento, onde as celebrações são muito bem prescritas no Pentateuco, mas encontramos elementos comuns ao culto cristão na Palavra do Senhor, como a oração, leitura bíblica, canto e o partir do pão. Assim um culto cristão se caracteriza por esses elementos, que devem ser preservados e valorizados. Não há como chamar de culto cristão uma reunião onde não é feita leitura da palavra, pois é o momento em que Deus fala conosco. Também devemos valorizar o partir do pão, pois é o anúncio da volta de Cristo e nosso alimento espiritual de seu corpo e sangue. No culto cristão também deve haver orações e das mais variadas, em favor do culto, de intercessão, de contrição, de iluminação, de gratidão. Aqui há um ponto de muita dificuldade para os irmãos em geral, pois muitos não se atém ao momento e propósito da oração e acabam por fazer uma reza de sempre ou a orar por tudo, menos a intenção colocada pelo ministro ou programa litúrgico, o culto precisa ser racional, e essa é minha preocupação em escrever sobre liturgia, que todos entendam o que se passa em cada momento do culto.
Por mais que se diga que determinada comunidade não possui um modelo litúrgico a ser seguido, o culto cristão, mesmo os mais livres no que diz respeito aos atos do culto, possuem uma ordem natural a ser seguida. Muitos iniciam com uma oração passam por um texto, cântico, sermão etc. Essa ordem mesmo não predefinida, por hábito, acaba se tornando um programa litúrgico. Particularmente prefiro os modelos litúrgicos predefinidos, porque neles há espaço para a confissão, gratidão, proclamação da palavra do Senhor, ofertório, declaração de fé, intercessão, sermão, louvor, etc. No entanto, mais importante que os atos litúrgicos, é a consciência que se deve ter deles. É preciso que todos entendam o porquê de estarmos fazendo tal oração ou cantando tal música. É claro que é para adorar ao Senhor, mas é oração de gratidão? É pelos enfermos? Essa música está no contexto do momento e do ato ou simplesmente está ali porque tem um ritmo legal ou uma letra conhecida? Como diz a palavra do Senhor, nosso culto deve ser racional, prestado em Espírito e em Verdade. (Rm 12.1 e Jo 4.24).
Seja o modelo litúrgico predefinido (o qual considero mais catequético, isto é, doutrinador) ou mais livre, o importante é a racionalidade, espiritualidade e verdade com que cada ato do culto é prestado a Deus. O povo, que presta o serviço a Ele, deve ter plena consciência do que canta, pede, confessa e faz durante a celebração. Se você não compreende algum ato litúrgico procure imediatamente o pastor ou responsável pela liturgia e peça esclarecimento, pois você faz parte desse serviço.
Ação
Compreender é essencial, colocar em prática é vida. Portanto estar consciente da liturgia de sua igreja e verdadeiramente em espírito durante o culto é imprescindível para que esse serviço seja prestado a Deus. Não podemos deixar que a ignorância tome conta de nossas igrejas, e que as pessoas continuem cantando sem compreender e participando do culto como expectadoras de um grande show, o culto público é responsabilidade de todos e requer que todos entendam o que se passa a cada momento litúrgico.
Nosso modelo atual para o Culto Dominical:
Descreverei agora cada momento da liturgia atual da nossa congregação com o objetivo de que todos entendam os porquês de cada momento.
LITURGIA DE ABERTURA – atos iniciais do culto a ser prestado ao Senhor.
Prelúdio (canto de introdução ou introito)
É uma chamada a adoração, a letra geralmente é uma doxologia (louvor) ou está ligada ao tema do culto.
Saudação e Avisos
Momento de o oficiante cumprimentar a congregação, os visitantes e dar os avisos, para informação das atividades semanais e de interesse da vida da igreja.
Liturgia da Palavra
É composta por uma leitura, geralmente breve. Tem por objetivo introduzir a igreja ao louvor ou a ensinar uma breve lição, que pode ou não estar ligada ao tema do sermão ou do calendário cristão.
LITURGIA DE ADORAÇÃO – momento de adoração e louvor.
Ato de Contrição
Um momento dedicado a uma oração confissão de pecados e arrependimento para prestarmos culto sincero a Deus, também inclui um cântico com temática de contrição, perdão e absolvição.
Ofertório
Embora na liturgia cristã clássica não se restrinja ao dízimo, é o momento que dedicamos a entrega das ofertas e dízimos, também inclui uma canção com temática de gratidão e entrega e é complementado por uma oração diaconal de agradecimento pelas providências de Deus. Cremos que tudo vem do Senhor e do que é dele nós damos (1Cr 29.14).
Ato de Intercessão
Reservado às orações da igreja em favor de outros.
LITURGIA DA PALAVRA
Saída das crianças
Após um cântico de temática infantil, as crianças são convidadas a ir à frente da igreja e após uma oração pedindo para que a palavra ilumine seus corações, são enviadas para o Culto Infantil, momento de aprendizagem numa linguagem especificamente infantil.
Prédica
O famoso sermão ou pregação, sendo um sinônimo para ambos. É a voz de Deus falando com a congregação. É exposta a palavra do Senhor com leitura e explicação do texto lido.
LITURGIA DOS SACRAMENTOS (quando são ministrados)Compreende o Batismo e a Ceia do Senhor. Também há Profissões de Fé, embora não seja um sacramento esta ligada ao batismo e a vida como igreja.
Batismo – é celebrado para todas as idades, na fórmula bíblica trinitária, por meio da aspersão de água feito por um ministro ordenado.
Ceia do Senhor – (Também intitulada como “liturgia da Comunhão”) é celebrada todo 2° domingo de cada mês, por um ministro ordenado, onde recebemos espiritualmente o corpo e o sangue de Cristo por obra do Espírito Santo, sem transformação material ou memorialismo, mas como alimento espiritual e comunhão com Cristo e com os irmãos.
Profissão de Fé – (também intitulada como “liturgia da Confirmação) não se constitui num sacramento, mas é aplicável aos batizados na infância e membros já batizados oriundos de outras denominações. Geralmente é recitado o Credo e respondidas algumas perguntas feitas diante da congregação por um ministro ordenado.
LITURGIA DE DESPEDIDA
Abraço da Paz
Momento de confraternização e alegria, separado para que os irmãos se cumprimentem com a Paz do Senhor. Entoa-se um cântico.
Oração Final
Encerra o culto pedindo a proteção de Deus na volta para casa e pela semana que se inicia.Bênção Apostólica
É dada quando um ministro encontra-se presente, visto que na Congregação não possuímos um ministro ordenado regularmente, mas somos instruídos por um seminarista.Amém Tríplice ou Quádruplo
É cantado o amém, que assim seja, para a confirmação e encerramento de todos os atos do culto prestado em comunidade ao nosso Deus.

Também possuímos outros programas litúrgicos, no entanto serão abordados em outra oportunidade. Minha intenção ao escrever este artigo é chamar os irmãos a consciência que devemos ter desse maravilhoso serviço que prestamos ao único e verdadeiro Deus. Que seja racional, em Espírito e em verdade! Amém.

William de Almeida Santos