Homilia – Domingo da Transfiguração – ano A

Êxodo 24.12-18

Antífona: Proclamarei o decreto do Senhor: Ele me disse: Tu és meu Filho, eu, hoje,
te gerei. (Sl 2.7) Exaltai ao Senhor, nosso Deus, e prostrai-vos ante o seu santo
monte, porque santo é o Senhor, nosso Deus. (Sl 99.9)

Salmo 2

II Epístola de São Pedro 1.16-21

Aclamação do Evangelho: O salmista canta ao Ungido de Deus: Tu és o mais formoso
dos humanos; nos teus lábios se extravasou a graça; por isso, Deus te abençoou
para sempre. (Sl 45.2)

Evangelho s. São Mateus 17.1-9

 

No último Domingo do primeiro ciclo do Tempo Comum, chamados também de domingos após a Epifania, celebramos a Transfiguração de Jesus no monte. Esse episódio enigmático da vida de Cristo é para a Igreja grande e santo testemunho do porvir. A transfiguração é a maior manifestação (epifania), da glória dos Céus e do corpo glorificado que os eleitos receberão de Deus quando tudo estiver consumado.

Os montes, desde a época de Moisés, foram lugares de encontro com Deus. Foi no monte que Abraão levou Isaque para o sacrifício, e ali foi agraciado com a Aliança de Deus; no monte o povo recebeu a Lei do Senhor; e ainda nos montes muitos profetizaram e batalharam pela força de Javé. Quando Jesus decidiu subir ao monte levou seus mais próximos discípulos para um encontro inesquecível com Deus.

Chegando ali o rosto de Jesus se transformou, encheu-se de glória, glória vinda do Céu e todo o seu corpo transfigurou-se diante dos discípulos. Logo em seguida à transformação, também aparecem Moisés e Elias. Aquele lugar já não era apenas o monte, mas era também o Reino dos Céus. A Transfiguração é a grande Epifania da vida eterna, neste episódio da caminhada de Cristo, ele testemunhou aos discípulos a glória da vida que eles deveriam esperar para a eternidade. Diante deles estava Deus, Filho amado do Pai; o corpo deste Deus encarnado estava perfeito e glorioso, como um dia seriam também os seus; ao lado de Jesus estavam seus servos vivos, honrando-o com glória e louvor. Naquele dia os discípulos receberam um fiel testemunho da ressurreição e glorificação que todo o crente em Cristo Jesus deve esperar, da vida que um dia todos reunidos iremos desfrutar nos novos Céus e  nova Terra.

Mas a Transfiguração não é apenas uma mensagem de transformação vindoura, ela também propõe uma transformação de vida hoje, enquanto aguardamos a vinda de Cristo. Os discípulos foram profundamente impactados por essa visão. Tiveram temor, ficaram assustados, mas como declarou o apóstolo Pedro anos depois, ter sido parte desse acontecimento tornou-os aptos a testemunhar como fiéis testemunhas oculares da glória e divindade de Cristo, que a nós veio salvar. Somos convidados também a ter uma vida transformada pela certeza do retorno de Cristo, da ressurreição dos mortos, da glorificação dos corpos e da vida eterna. Precisamos ser fiéis testemunhas dessas verdades e crer que a vida de transformação começa hoje e aqui, e continuará nos Céus por toda a eternidade, precisamos compartilhar as Boas-Novas da salvação e levar aos perdidos essa mensagem de regeneração e glória.

 

William de Almeida Santos

Homilia vem do grego e significa “conversa de pai para filho”, na igreja primitiva constituía-se em um pequeno sermão de caráter explicativo, exortativo e exegético, explicando as escrituras de forma curta e objetiva. Era o momento em que o ministro se aproximava da congregação e os instruía, como um pai faz ao filho.

Homilia – VII Domingo do Tempo Comum – ano A

Levítico 19.1-2, 9-18

Antífona: Ensina-me, Senhor, o caminho dos teus decretos, e os seguirei até ao fim. (Sl 119.33)

Salmo 119.33-40

I Epístola de São Paulo aos Coríntios 3.10-11, 16-23

Aclamação do Evangelho: Jesus pede a Deus em oração: Santifica meus discípulos
na verdade; a tua palavra é a verdade. (Jo 17.17)

Evangelho s. São Mateus 5.38-48

 

A Palavra de Deus é a manifestação do Senhor no meio do seu povo. É por ouvir a voz de Deus que aprendemos a discernir o certo do errado. Também é ouvindo a voz de Deus que aprendemos a agir como Deus requer de nós.

Nosso cristianismo atual, que goza de paz em relação ao estado e pessoas de outras crenças, do conforto de nossos templos e locais de culto, da alegria das programações e cultos semanais precisa ser mais do que isso. Todas essas maravilhosas condições precisam nos levar a agir de forma diferente em nosso viver. Precisamos obedecer e compartilhar o que temos ouvido e aprendido. Devemos ser diferentes daqueles que desconhecem a Deus.

Oferecer a outra face, não recorrer à vingança, amar ao próximo, sendo ele o nosso inimigo, não é uma tarefa das mais fáceis. É por essa razão que não é uma missão para nós simples homens que nos julgamos ser ou saber algo, mas um ofício para pessoas redimidas e habitadas pelo Espírito de Deus, cujo poder transforma suas vidas e a dos outros que estão a sua volta. Por essa razão precisamos dar ouvidos e deixar com que a Palavra de Deus seja nossa guia, pois, para cumprir esse chamado precisamos estar cheios do Espírito de Deus e é por ouvir a Voz de Deus, meio de sua graça, que estaremos cheios do Espírito e capacitados para agir como perfeitos filhos de Deus e embaixadores dos Céus.

William de Almeida Santos

Homilia vem do grego e significa “conversa de pai para filho”, na igreja primitiva constituía-se em um pequeno sermão de caráter explicativo, exortativo e exegético, explicando as escrituras de forma curta e objetiva. Era o momento em que o ministro se aproximava da congregação e os instruía, como um pai faz ao filho.

Homilia – VI Domingo do Tempo Comum – ano A

Deuteronômio 30.15-20

Antífona: Bem-aventurados os irrepreensíveis no seu caminho, que andam na lei
do Senhor. (Sl 119.1)

Salmo 119.1-8

I Epístola de São Paulo aos Coríntios 3.1-9

Aclamação do Evangelho: Simão Pedro respondeu a Jesus: Senhor, para quem iremos?
Tu tens as palavras da vida eterna. (Jo 6.68)

Evangelho de s. São Mateus 5.21-37

 

Uma proposta de vida ou morte:

A liturgia da Palavra deste Domingo é clara e objetiva. Deus fez ao homem uma proposta de vida ou morte. Para viver o homem precisa obedecer a Deus e isto somente. Não é tarefa das mais fáceis, mas Jesus Cristo já cumpriu a tarefa mais difícil de toda a nossa caminhada em direção ao Pai, ele morreu na cruz por nós, e morreu pois nós optamos pela proposta de morte. Esta consistem em desobedecer a Deus e viver segundo o nosso próprio entendimento, seguindo os caprichos do coração e enganando-nos a nós mesmos, mentindo para nós que obedecemos a Deus, quando na verdade queremos obedecê-lo a nossa maneira.

Jesus já pagou o preço pela nossa escolha de morte, ele já morreu em nosso lugar e comprou nossa liberdade, cabe a nós viver a proposta de vida que Deus colocou diante de nós. Obedecer requer atitude. Jesus demonstra isso quando exemplifica a atitude obediente à mutilação do corpo. Não é uma ordenança literal, mas serve para mostrar-nos o quão importante é posicionar-se contra o pecado e o mal que nos assola. Para viver a promessa de vida é preciso lutar contra o que nos impede de caminhar, lançar fora o que nos atrapalha de correr a corrida da vida cristã e chegar ao final, mesmo sem um braço ou uma perna, mas estar diante do Senhor. Padecer no caminho não é uma escolha é negar que alguém já padeceu por nós.

 

William de Almeida Santos

Homilia vem do grego e significa “conversa de pai para filho”, na igreja primitiva constituía-se em um pequeno sermão de caráter explicativo, exortativo e exegético, explicando as escrituras de forma curta e objetiva. Era o momento em que o ministro se aproximava da congregação e os instruía, como um pai faz ao filho.

Homilia – V Domingo do Tempo Comum – ano A

Livro do profeta Isaías 58.1-9a (9b-12)

Antífona: Ao justo, nasce luz nas trevas; ele é benigno, misericordioso e justo. (Sl112.4)

Salmo 112.1-9 (10)

I Epístola de S. Paulo aos Coríntios 2.1-12 (13-16)

Aclamação do Evangelho: Jesus Cristo diz: Eu sou a luz do mundo; quem me segue
nunca andará na escuridão, mas terá a luz da vida. (Jo 8.12)

Evangelho s. S. Mateus 5.13-20

“Vós sois a luz do mundo” – A luz precisa brilhar, precisa levar claridade a quem está cego. O brilho do cristão é a sua fé, que o leva a praticar boas obras que iluminam a vida dos perdidos e desamparados.

Os textos anteriores ao Evangelho mostram a necessidade de sermos verdadeiros para com nosso Deus. Ele requer de nós obediência e ação. Tudo o que sabemos, o que pelo Espírito passamos a compreender e crer, precisa se tornar visível em nossa forma de viver. Brilhar e salgar é agir, é dar comida ao faminto, do pão material ao Pão da Vida; é dar água mineral ao que tem sede e também Água da Fonte de Vida; é cobrir o nú, consolar o aflito fazer o que Cristo fez como embaixadores do Céu neste mundo, como o próprio Corpo de Cristo operante na Terra.

Temos brilhado? Temos salgado? Ou temos sido pisados e colocados em baixo da cama? Deus quer que brilhemos, Ele dará toda a força para brilharmos, tendo fé as obras virão, tendo confiança a boca se abrirá e estando no Espírito ele nos transformará! É tempo! Não desista de brilhar, não pense que é impossível salgar. Cristo nos ajudará a viver consoante a sua vontade.

Se você tem brilhado e salgado a vida dos homens, encorajo-te a continuar assim! Que Deus o abençoe e que você possa ser exemplo a ser seguido.

Deus, capacita-nos a brilhar, dá-nos a cada dia do teu Santo Espírito e que nossa fé produza brilhantes obras que mostrem o Senhor a quem servimos. Amém.

William de Almeida Santos

Homilia vem do grego e significa “conversa de pai para filho”, na igreja primitiva constituía-se em um pequeno sermão de caráter explicativo, exortativo e exegético, explicando as escrituras de forma curta e objetiva. Era o momento em que o ministro se aproximava da congregação e os instruía, como um pai faz ao filho.