Homilia – III Domingo do Tempo Comum – ano A

Livro do Profeta Isaías 9.1-4

AntífonaO Senhor é a minha luz e a minha salvação; de quem terei medo? O Senhor é a fortaleza da minha vida; a quem temerei? (Sl 27.1)

Salmo 27.1, 4-9.

I Epístola de São Paulo aos Coríntios 1.10-18.

Aclamação do EvangelhoPercorria Jesus toda a Galiléia, ensinando nas sinagogas, pregando o evangelho do reino e curando toda sorte de doenças e enfermidades entre o povo. (Mt 4.23)

Evangelho s. São Mateus 4.12-23.

Na lição do evangelho de hoje, vemos Jesus manifestando-se a um povo a um povo que estava em trevas. A esperança prometida a esse território excluído e desprezado pelo homens havia chegado. Os últimos dias do qual falou o profeta Isaías haviam chegado, como o Cristo proclamava ao povo, estava próximo o Reino de Deus.

Jesus inicia o chamado de seus discípulos nessa terra, indo de encontro e manifestando-se a homens simples, pescadores. A proposta de Jesus para esses homens simples era de certa forma estranha. Tornar-se pescadores de homens. O que seria isso? Os irmãos não discutiram a proposta de Cristo, mas obedecendo ao chamado, foram e confiaram no Senhor. De semelhante modo passou por João e Tiago, que também o seguiram sem pestanejar.

A laboriosa atividade da pesca nos tempos de Jesus, como ainda é em muitos lugares pelo mundo, exigia força e causava desgaste. Se lançar redes ao mar é difícil, quanto mais lançá-las aos homens? A diferença das duas tarefas, é que a força necessária para pescar os homens vem do Espírito Santo de Deus. Tiago e João não precisariam mais se preocupar em consertar as redes, mas em confiar no Espírito de Deus, que daria a eles toda a força necessária e autoridade para que a pesca de homens fosse como a Pesca Maravilhosa.

Somos chamados a ser pescadores de homens. Uns por meio do ministério da Palavra, outros por meio de suas funções profissionais, chamados para ser professores de homens, médicos de homens, auxiliares de homens e em tudo o que fizerem brilhar a luz como o Cristo brilhou em Zebulom e Naftali, a Galileia dos Gentios.

Servir a Cristo é um ministério integral, um chamado perpétuo para o verdadeiro Cristão, ou seja aquele que como Cristo se manifesta aos homens capacitando-os a servir o Reino de Deus.

William de Almeida Santos

Homilia vem do grego e significa “conversa de pai para filho”, na igreja primitiva constituía-se em um pequeno sermão de caráter explicativo, exortativo e exegético, explicando as escrituras de forma curta e objetiva. Era o momento em que o ministro se aproximava da congregação e os instruía, como um pai faz ao filho.

Culto Dominical – III Domingo do Tempo Comum – ano A

(A liturgia foi elaborada da forma mais completa possível podendo ser adaptada a realidade de cada comunidade local.)

Modelo de culto para a celebração do III Domingo do Tempo Comum ou III Domingo após Epifania.

(O = Oficiante C = Congregação = Todos L = Leitor M = Ministro)

Liturgia da Acolhida

SINOS e/ou PRELÚDIO MUSICAL – hino n° 305 HNC

INTRÓITO CANTADO – hino n° 101 HNC – slides (101-A VOZ DA SALVAÇÃO)

SAUDAÇÃO INICIAL E AVISOS COMUNITÁRIOS

CANTO DE ENTRADA (PROCESSIONAL) – hino n° 307 HNC – slides (307-A SANTA IGREJA)

O = Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo

C = Amém.

O = Elevo meus olhos para os montes; de onde me virá o socorro?

C = O nosso socorro está em o nome do Senhor, criador dos céus e da terra.

SENTENÇA BÍBLICA

O = Rendei graças ao Senhor, invocai o seu nome, fazei conhecidos, entre os povos, os seus feitos.

C = Cantai-lhe, cantai-lhe salmos; narrai todas as suas maravilhas!

DOXOLOGIA – hino n° 1 HNC – slides (01 – DOXOLOGIA)

COLETA INTRODUTÓRIA (oração em favor do culto)

O = Oremos. Deus Todo-Poderoso, para quem todos os corações estão abertos, todos os desejos conhecidos e para quem nada está em segredo; purifica os pensamentos de nossos corações pela inspiração do teu Santo Espírito, para que possamos amar-te perfeitamente, e dignamente engrandecer teu nome. Por Cristo Jesus, Nosso Senhor.

C = Amém.

CHAMADA À CONTRIÇÃO

SUMÁRIO DA LEI

O = Escutai o que diz o nosso Senhor Jesus Cristo: Amarás o Senhor teu Deus de todo o coração, de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento. Este é o primeiro e grande mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos depende toda a Lei e os Profetas.

O = Senhor, tem misericórdia de nós.

C = Cristo, tem misericórdia de nós.

T = Senhor, tem misericórdia de nós.

CANTO DE CONTRIÇÃO – hino n° 73 HNC – slides (73-COMPAIXÃO)

CONFISSÃO PÚBLICA DE PECADOS

Santo Deus de toda misericórdia, nós reconhecemos perante ti nossa natureza pecaminosa, sempre pronta para fazer o mal, e tardia em fazer o bem. Nós confessamos as nossas faltas e as nossas ofensas. Só tu sabes o quanto nós temos pecado; nos desviando dos teus caminhos, escondendo ou esbanjando os teus talentos, esquecemo-nos de teu amor. Tem, no entanto, misericórdia, ó Senhor, pois deploramos e nos arrependemos de tudo aquilo em que temos te desagradado. Ensina-nos a abominar nossos erros, purifica-nos da faltas que nos são ocultas e perdoa os nossos pecados, por amor de teu Filho, e ajuda-nos, nós te imploramos, ó Deus de toda a santidade, a vivermos em tua luz e caminhar trilhando os teus caminhos, de acordo com os mandamentos de Cristo Jesus, Nosso Senhor, amém. [João Calvino]

CONFISSÃO INDIVIDUAL SILENCIOSA

ABSOLVIÇÃO

O = Nosso Deus de bondade e de misericórdia, que entregou o teu Filho para perdão de nossos pecados, promete-o aos que os confessarem com arrependimento e fé. Assim sendo, que o Senhor tenha misericórdia de vós, perdoe os vossos pecados e vos conduza para a vida eterna.

C = Amém.

CANTO DE REDENÇÃO – hino n° 78 HNC – slides (78-PERFEITA EXPIAÇÃO)

 

Liturgia da Palavra

COLETA DO DIA

O = O Senhor esteja convosco.

C= Seja também contigo.

O = Oremos […]

C = Amém.

PRIMEIRA LEITURA

O ou L =  A Palavra do Senhor conforme o Livro do profeta Isaías, capítulo 9, versos 1 ao 4.

(leitura)

O ou L = Palavra do Senhor.

C = Graças a Deus.

SALMO – Antífona: O Senhor é a minha luz e a minha salvação; de quem terei medo? O Senhor é a fortaleza da minha vida; a quem temerei? (Sl 27.1)

27.1, 4-9 ou cantado Salmo 27 (26).

GLÓRIA PATRI (hino n° 005) – slides (05-TRINDADE ADORADA)

SEGUNDA LEITURA

O ou L = A Palavra do Senhor conforme a Epístola de São Paulo aos Coríntios, capítulo 1, versos 10 ao 18.

(leitura)

O ou L =  Palavra do Senhor.

C = Graças a Deus

ACLAMAÇÃO DO EVANGELHO – 4° estrofe do hino n° 9 HNC – slides (09-ALELUIA AO DEUS TRINO)

O ou LPercorria Jesus toda a Galiléia, ensinando nas sinagogas, pregando o evangelho do reino e curando toda sorte de doenças e enfermidades entre o povo. (Mt 4.23)

O ou L = O Santo Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo, segundo relato de São Mateus, apóstolo e evangelista, capítulo 4, versos 12 ao 23.

C = Glória ao Senhor agora e para sempre!

(Leitura do Evangelho)

O ou L = O Evangelho é o poder de Deus para Salvação.

C = Glória a Ti Senhor!

ORAÇÃO POR ILUMINAÇÃO (ao final desta oração segue-se a Oração Dominical caso não haja celebração da Ceia ou Batismo)

O = [..] Em nome de Jesus Cristo que nos ensinou a orar dizendo:

T = Pai nosso que estás nos céus, santificado seja o teu nome. Venha o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu. O pão nosso de cada dia, dá-nos hoje. Perdoa as nossas dívidas, assim como nós perdoamos os nossos devedores. E não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal. Pois teu é o reino, o poder e a glória para sempre, amém.

SERMÃO

CANTO PRÓPRIO – hino n° 317 HNC – (317-CHAMADA)

CONFISSÃO DE FÉ

Credo Apostólico

T = Creio em Deus Pai, Todo-Poderoso Criador do Céu e da Terra.

Creio em Jesus Cristo, seu único Filho, Nosso Senhor, o qual foi concebido por obra do Espírito Santo; nasceu da virgem Maria; padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado; desceu ao Hades; ressurgiu dos mortos ao terceiro dia; subiu ao Céu e está sentado à direita de Deus Pai Todo-Poderoso, de onde há de vir para julgar os vivos e os mortos.

Creio no Espírito Santo; na Santa Igreja universal; na comunhão dos santos; na remissão dos pecados; na remissão dos pecados; na ressurreição do corpo; na vida eterna. Amém.

ORAÇÃO DOS FIÉIS – (caso não haja celebração da Ceia do Senhor ou do Santo Batismo, segue-se para os ritos finais).

 

Liturgia da Comunhão

SAUDAÇÃO DA PAZ

O = A paz do Senhor seja sempre convosco!

C = Seja também contigo.

O = Saudemo-nos com a paz do Senhor.

CONVITE A AÇÃO DE GRAÇAS E OFERTÓRIO – hino n° 55 HNC – slides (55-ALEGRIA E GRATIDÃO)

DIÁLOGO E SURSUM CORDA

M = O Senhor esteja convosco.

C = E também contigo.

M = Elevemos os corações.

C = Ao Senhor os elevamos.

M = Damos graças ao Senhor nosso Deus.

C = Pois fazê-lo é justo e bom.

PREFÁCIO EUCARÍSTICO

M = É verdadeiramente justo e digno e nossa maior alegria, que rendamos, sempre e em todo o lugar, glórias, honras e louvores a ti, ó Senhor, Pai Santo, Deus Eterno e Todo-Poderoso.  Portanto, com os Anjos e os Arcanjos, com os Patriarcas e os Profetas, com os Santos Apóstolos, os Mártires e os Doutores da Igreja, e com teus eleitos de todas as eras e lugares, unimos nossas vozes ao coro celestial, que não cessa de louvar teu nome, cantando:

T = Santo, santo, santo é o Senhor, Deus dos exércitos; toda a terra está cheia da tua glória. Ou pode ser cantado o hino n° 012 – slides (12-GLÓRIA À DEUS) 

M = Hosana nas alturas!

C = Bendito o que vem em nome do Senhor!

T = Hosana nas maiores alturas!

ANAMNESE

M = Toda a glória e ação de graças sejam dadas a ti, ó Senhor, Deus Todo-Poderoso, pois tu, em tua terna misericórdia, enviaste teu único Filho, Jesus Cristo, Nosso Senhor, para sofrer a morte sobre a Cruz para a nossa redenção, oferecendo, de uma vez por todas, sacrifício perfeito e suficiente para o perdão de pecados de toda a humanidade. Graças de damos ainda  pois, estando à véspera de se entregar para a nossa salvação, o Senhor instituiu o Sacramento do Pão e do Vinho, para que celebrássemos a comunhão de seu Corpo e Sangue, em memória de seu sacrifício, o qual agora nos achegamos à tua Santa Mesa para celebrar.

A INSTITUIÇÃO, A FRAÇÃO DO PÃO E A CONSAGRAÇÃO DO CÁLICE.

M = Porque eu recebi do Senhor o que também vos entreguei: que o Senhor Jesus, na noite em que foi traído, tomou o pão e, tendo dado graças, o partiu e disse: isto é o meu corpo, que é partido por vós; fazei isto em memória de mim.

M= Por semelhante modo, depois de haver dado ceado, tomou também o cálice, dizendo: Este cálice é a nova aliança em meu sangue; fazei isto, todas as vezes que o beberdes, em memória de mim.

A EPÍCLISE

M = Envia sobre nós, Senhor, o teu Santo Espírito, e santifica estas ofertas de pão e vinho, de modo que ao participarmos da tua Santa Ceia, cumpra-se a tua bendita Palavra, e partilhemos verdadeiramente da comunhão do Corpo e do Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo.

O MISTÉRIO DA FÉ

M = Pois nisto consiste o mistério da nossa fé, o motivo da nossa esperança:

T = Todas as vezes que comemos deste pão e bebemos deste cálice, anunciamos a morte e a ressurreição do Senhor, até que ele venha.

ORAÇÃO DO SENHOR

M = E confiados nesta fé, nós oramos como nosso Senhor nos ensinou, dizendo:

T = Pai nosso que estás nos céus, santificado seja o teu nome. Venha o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu. O pão nosso de cada dia, dá-nos hoje. Perdoa as nossas dívidas, assim como nós perdoamos os nossos devedores. E não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal. Pois teu é o reino, o poder e a glória para sempre, amém.

DOXOLOGIA FINAL E AMÉM

M = Por Cristo, com Cristo e em Cristo, a ti, Deus Pai Todo-Poderoso, na unidade do Espírito Santo, sejam dadas toda a honra e toda a glória, agora e para sempre.

C = Tríplice Amém

COMUNHÃO DO PÃO E DO CÁLICE

M = O pão que partimos é a comunhão do Corpo de Cristo.

C = Amém.

M = O cálice que abençoamos é a comunhão do Sangue de Cristo.

CANTOS DA COMUNHÃO E PÓS-COMUNHÃO – hino n° 340 HNC – slides (340-SANTA COMUNHÃO) / hino n° 296 HNC – slides (296-CRISTO NÃO TARDA)

ORAÇÃO DE AÇÃO DE GRAÇAS PELA COMUNHÃO

M ou Presbítero = Graças te rendemos de todo o coração, ó Senhor, nosso Deus, pela comunhão do Corpo e do Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo, que tu comunicas a nós pelo Sacramento da Eucaristia, que é a Santa Ceia do Senhor. Por tua grande misericórdia, preserva-nos na comunhão dos teus santos eleitos, de modo que possamos perseverar nas boas obras as quais tu preparastes para que andássemos nelas e, ao final de nossos dias terrenos, alcancemos com eles a glória que tu tens preparada para seus para os teus. Por Cristo Jesus, Nosso Senhor.

C = Amém.

 

Ritos Finais ou Liturgia de Despedida e Envio

ORAÇÃO PASTORAL DE ENVIO E BÊNÇÃO

M = A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo sejam com todos vós. E assim abençoe-vos o Deus Todo-Poderoso, Pai, Filho e Espírito Santo, hoje e por todo o sempre.

C = Quádruplo Amém

CANTO DE ENVIO – hino n° 400 HNC – slides (400-ORAÇÃO POR PROTEÇÃO)

POSLÚDIO E RECESSIONAL – Amazing Grace

O = Ide em paz, para serdes testemunhas de Jesus Cristo, e que o Senhor vos abençoe e vos acompanhe.

C= Graças a Deus! 

 

Liturgia extraída do Manual do Culto – Ordem para o Culto Público, Rito 1 e do Rito para Iniciação Cristã (Sociedade Pela Liturgia Reformada).

 

Homilia – II Domingo do Tempo Comum – ano A

Livro do Profeta Isaías 49.1-7

AntífonaProclamarei as boas-novas de justiça na grande congregação; jamais
cerrei os lábios, tu o sabes, Senhor. (Sl 40.9)

Salmo 40.1-11

Epístola de São Paulo aos Coríntios 1.1-9

Aclamação do Evangelho: O Senhor me disse: Israel, você é o meu servo, e por meio de você serei glorificado. (Is 49.3)

Evangelho s. São João 1.29-42

O primeiro ciclo do Tempo Comum é uma época de manifestações, por isso também é dado a esses Domingos o nome de “Domingos após a Epifania”, são Domingos em que nos aproximamos de Cristo pelos relatos de suas várias epifanias aos homens.

Na homilia de hoje voltamos ao texto do batismo do Senhor, porém agora no Evangelho de São João, que nos será mais útil para reconhecermos nossa parte na manifestação de Jesus Cristo. O tema de hoje é testemunho. João, na passagem do Evangelho, dá varias vezes o testemunho de que Jesus é verdadeiramente o Filho de Deus, ele diz isso aos que estavam ali recebendo o batismo, diz também ao próprio Cristo e a Deus nos céus. Mais tarde, no dia seguinte ao batismo do Senhor, João testemunha de Cristo aos seus discípulos que se encontravam em sua companhia, entre eles estava André, irmão de Simão. André, de modo semelhante a João, ao ter Cristo sido manifesto em sua vida pelo testemunho que João dera dele, foi também testemunhar de Jesus a seu irmão Simão. Pelo testemunho de André, foi Simão ao encontro de Jesus, e ele manifestou-se a ele mudando-lhe o nome, agora não já era apenas Simão, mas Pedro, a pedra que Cristo escolheu para si.

Mais adiante, além do texto proposto para hoje, podemos ver Filipe indo testemunhar a Natanael/Bartolomeu, que também foi ao Senhor, e dessa forma iam os discípulos fazendo a todos os que encontravam. Dar testemunho é parte integral do ministério cristão.

As Boas-Novas  de Cristo devem ser constantes na boca dos que professam Jesus como Salvador. Não é possível ser cristão e não compartilhar do amor de Deus, mesmo aqueles que não podem abrir a boca e pronunciar uma só palavra, testemunham do Mestre pela sua forma de viver. Tão importante quanto o falar é o viver de modo a demonstrar os ensinamentos de Cristo como reais em nosso viver.

Que o nosso Deus, que se manifesta a nós por meio de Sua Palavra e pela graça de Cristo Jesus, nos ajude a testemunhar as Boas-Novas, e que o Espírito Santo confirme nosso testemunho, trazendo muitos ao encontro desse Messias que se manifesta aos homens ainda hoje. Amém

William de Almeida Santos

Homilia vem do grego e significa “conversa de pai para filho”, na igreja primitiva constituía-se em um pequeno sermão de caráter explicativo, exortativo e exegético, explicando as escrituras de forma curta e objetiva. Era o momento em que o ministro se aproximava da congregação e os instruía, como um pai faz ao filho.

Culto Dominical – II Domingo do Tempo Comum – ano A

(A liturgia foi elaborada da forma mais completa possível podendo ser adaptada a realidade de cada comunidade local.)

Modelo de culto para a celebração do II Domingo do Tempo Comum ou II Domingo após Epifania.

(O = Oficiante C = Congregação = Todos L = Leitor M = Ministro)

Ritos Iniciais ou Liturgia da Acolhida

SINOS e/ou PRELÚDIO MUSICAL – Glórias (Wellerson Cassimiro)

INTRÓITO CANTADO – hino n° 100 HNC – slides (100-LOUVORES A CRISTO)

SAUDAÇÃO INICIAL E AVISOS COMUNITÁRIOS

CANTO DE ENTRADA (PROCESSIONAL) – hino n° 28 HNC – slides (28-COROAÇÃO)

O = Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo

C = Amém.

O = Elevo meus olhos para os montes; de onde me virá o socorro?

C = O nosso socorro está em o nome do Senhor, criador dos céus e da terra.

SENTENÇA BÍBLICA

O = Rendei graças ao Senhor, invocai o seu nome, fazei conhecidos, entre os povos, os seus feitos.

C = Cantai-lhe, cantai-lhe salmos; narrai todas as suas maravilhas!

DOXOLOGIA – hino n° 6 HNC – slides (06-DOXOLOGIA)

COLETA INTRODUTÓRIA (oração em favor do culto)

O = Oremos. Deus Todo-Poderoso, para quem todos os corações estão abertos, todos os desejos conhecidos e para quem nada está em segredo; purifica os pensamentos de nossos corações pela inspiração do teu Santo Espírito, para que possamos amar-te perfeitamente, e dignamente engrandecer teu nome. Por Cristo Jesus, Nosso Senhor.

C = Amém.

CHAMADA À CONTRIÇÃO

SUMÁRIO DA LEI

O = Escutai o que diz o nosso Senhor Jesus Cristo: Amarás o Senhor teu Deus de todo o coração, de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento. Este é o primeiro e grande mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos depende toda a Lei e os Profetas.

O = Senhor, tem misericórdia de nós.

C = Cristo, tem misericórdia de nós.

T = Senhor, tem misericórdia de nós.

CANTO DE CONTRIÇÃO – hino n° 76 HNC – slides (76-COMPAIXÃO)

CONFISSÃO PÚBLICA DE PECADOS

Confessamos a ti, ó Deus Todo-Poderoso, perante vós, nossos irmãos, e toda a companhia dos céus, que temos pecado excessivamente, contra ti, contra nosso próximo e contra nós mesmos, por nossas ações, por nossa omissão, em nossas palavras ou em nossos pensamentos; por nossa culpa, nossa própria culpa, nossa tão grande culpa. Rogamos-te, ó Deus, que nos conceda verdadeiro arrependimento e, por amor do teu Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, perdoa-nos os pecados e dá-nos a graça de te servirmos com alegria, para a honra e glória do teu santo nome, amém.

CONFISSÃO INDIVIDUAL SILENCIOSA

ABSOLVIÇÃO

O = Nosso Deus de bondade e de misericórdia, que entregou o teu Filho para perdão de nossos pecados, promete-o aos que os confessarem com arrependimento e fé. Assim sendo, que o Senhor tenha misericórdia de vós, perdoe os vossos pecados e vos conduza para a vida eterna.

C = Amém.

CANTO DE REDENÇÃO – hino n° 77 HNC – slides (77-DIVINO PERDÃO)

Liturgia da Palavra

 COLETA DO DIA

O = O Senhor esteja convosco.

C= Seja também contigo.

O = Oremos […]

C = Amém.

PRIMEIRA LEITURA

O ou L =  A Palavra do Senhor conforme o Livro do profeta Isaías, capítulo 49, versos 1 ao 7.

(leitura)

O ou L = Palavra do Senhor.

C = Graças a Deus.

SALMO

Antífona: Proclamarei as boas-novas de justiça na grande congregação; jamais
cerrei os lábios, tu o sabes, Senhor. (Sl 40.9)

40.1-11 ou cantado  – slides (Salmo 40), ou anida esta versão Salmo 39 (40).

GLÓRIA PATRI (hino n° 005) – slides (05-TRINDADE ADORADA)

SEGUNDA LEITURA

O ou L = A Palavra do Senhor conforme a Epístola de São Paulo aos Coríntios, capítulo 1, versos 1 ao 9.

(leitura)

O ou L =  Palavra do Senhor.

C = Graças a Deus

ACLAMAÇÃO DO EVANGELHO – Aleluia

O ou L: O Senhor me disse: Israel, você é o meu servo, e por meio de você serei glorificado. (Is 49.3)

O ou L = O Santo Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo, segundo relato de São João, apóstolo e evangelista, capítulo 1, versos 29 ao 42.

C = Glória ao Senhor agora e para sempre!

(Leitura do Evangelho)

O ou L = O Evangelho é o poder de Deus para Salvação.

C = Glória a Ti Senhor!

ORAÇÃO POR ILUMINAÇÃO (ao final desta oração segue-se a Oração Dominical caso não haja celebração da Ceia ou Batismo)

O = [..] Em nome de Jesus Cristo que nos ensinou a orar dizendo:

T = Pai nosso que estás nos céus, santificado seja o teu nome. Venha o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu. O pão nosso de cada dia, dá-nos hoje. Perdoa as nossas dívidas, assim como nós perdoamos os nossos devedores. E não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal. Pois teu é o reino, o poder e a glória para sempre, amém.

SERMÃO

CANTO PRÓPRIO – hino n° 386 HNC – slides (386-TESTEMUNHO)

CONFISSÃO DE FÉ

Credo Apostólico

T = Creio em Deus Pai, Todo-Poderoso Criador do Céu e da Terra.

Creio em Jesus Cristo, seu único Filho, Nosso Senhor, o qual foi concebido por obra do Espírito Santo; nasceu da virgem Maria; padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado; desceu ao Hades; ressurgiu dos mortos ao terceiro dia; subiu ao Céu e está sentado à direita de Deus Pai Todo-Poderoso, de onde há de vir para julgar os vivos e os mortos.

Creio no Espírito Santo; na Santa Igreja universal; na comunhão dos santos; na remissão dos pecados; na remissão dos pecados; na ressurreição do corpo; na vida eterna. Amém.

ORAÇÃO DOS FIÉIS – (caso não haja celebração da Ceia do Senhor ou do Santo Batismo, segue-se para os ritos finais).

 

Liturgia Eucarística

SAUDAÇÃO DA PAZ

O = A paz do Senhor seja sempre convosco!

C = Seja também contigo.

O = Saudemo-nos com a paz do Senhor.

CONVITE A AÇÃO DE GRAÇAS E OFERTÓRIO – hino n° 57 HNC  – slides (57-FONTE DE TODO BEM)

DIÁLOGO E SURSUM CORDA

M = O Senhor esteja convosco.

C = E também contigo.

M = Elevemos os corações.

C = Ao Senhor os elevamos.

M = Damos graças ao Senhor nosso Deus.

C = Pois fazê-lo é justo e bom.

PREFÁCIO EUCARÍSTICO

M = É verdadeiramente justo e digno e nossa maior alegria, que rendamos, sempre e em todo o lugar, glórias, honras e louvores a ti, ó Senhor, Pai Santo, Deus Eterno e Todo-Poderoso.  Portanto, com os Anjos e os Arcanjos, com os Patriarcas e os Profetas, com os Santos Apóstolos, os Mártires e os Doutores da Igreja, e com teus eleitos de todas as eras e lugares, unimos nossas vozes ao coro celestial, que não cessa de louvar teu nome, cantando:

T = Santo, santo, santo é o Senhor, Deus dos exércitos; toda a terra está cheia da tua glória. Ou pode ser cantado o hino n° 012 – slides (12-GLÓRIA À DEUS) 

M = Hosana nas alturas!

C = Bendito o que vem em nome do Senhor!

T = Hosana nas maiores alturas!

ANAMNESE

M = Toda a glória e ação de graças sejam dadas a ti, ó Senhor, Deus Todo-Poderoso, pois tu, em tua terna misericórdia, enviaste teu único Filho, Jesus Cristo, Nosso Senhor, para sofrer a morte sobre a Cruz para a nossa redenção, oferecendo, de uma vez por todas, sacrifício perfeito e suficiente para o perdão de pecados de toda a humanidade. Graças de damos ainda  pois, estando à véspera de se entregar para a nossa salvação, o Senhor instituiu o Sacramento do Pão e do Vinho, para que celebrássemos a comunhão de seu Corpo e Sangue, em memória de seu sacrifício, o qual agora nos achegamos à tua Santa Mesa para celebrar.

A INSTITUIÇÃO, A FRAÇÃO DO PÃO E A CONSAGRAÇÃO DO CÁLICE.

M = Porque eu recebi do Senhor o que também vos entreguei: que o Senhor Jesus, na noite em que foi traído, tomou o pão e, tendo dado graças, o partiu e disse: isto é o meu corpo, que é partido por vós; fazei isto em memória de mim.

M= Por semelhante modo, depois de haver dado ceado, tomou também o cálice, dizendo: Este cálice é a nova aliança em meu sangue; fazei isto, todas as vezes que o beberdes, em memória de mim.

A EPÍCLISE

M = Envia sobre nós, Senhor, o teu Santo Espírito, e santifica estas ofertas de pão e vinho, de modo que ao participarmos da tua Santa Ceia, cumpra-se a tua bendita Palavra, e partilhemos verdadeiramente da comunhão do Corpo e do Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo.

O MISTÉRIO DA FÉ

M = Pois nisto consiste o mistério da nossa fé, o motivo da nossa esperança:

T = Todas as vezes que comemos deste pão e bebemos deste cálice, anunciamos a morte e a ressurreição do Senhor, até que ele venha.

ORAÇÃO DO SENHOR

M = E confiados nesta fé, nós oramos como nosso Senhor nos ensinou, dizendo:

T = Pai nosso que estás nos céus, santificado seja o teu nome. Venha o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu. O pão nosso de cada dia, dá-nos hoje. Perdoa as nossas dívidas, assim como nós perdoamos os nossos devedores. E não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal. Pois teu é o reino, o poder e a glória para sempre, amém.

DOXOLOGIA FINAL E AMÉM

M = Por Cristo, com Cristo e em Cristo, a ti, Deus Pai Todo-Poderoso, na unidade do Espírito Santo, sejam dadas toda a honra e toda a glória, agora e para sempre.

C = Tríplice Amém

COMUNHÃO DO PÃO E DO CÁLICE

M = O pão que partimos é a comunhão do Corpo de Cristo.

C = Amém.

M = O cálice que abençoamos é a comunhão do Sangue de Cristo.

CANTOS DA COMUNHÃO E PÓS-COMUNHÃO – Vinho e Pão – slides (Vinho e Pão) / hino n° 295 – slides (295-A VOLTA DE JESUS)

ORAÇÃO DE AÇÃO DE GRAÇAS PELA COMUNHÃO

M ou Presbítero = Graças te rendemos de todo o coração, ó Senhor, nosso Deus, pela comunhão do Corpo e do Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo, que tu comunicas a nós pelo Sacramento da Eucaristia, que é a Santa Ceia do Senhor. Por tua grande misericórdia, preserva-nos na comunhão dos teus santos eleitos, de modo que possamos perseverar nas boas obras as quais tu preparastes para que andássemos nelas e, ao final de nossos dias terrenos, alcancemos com eles a glória que tu tens preparada para seus para os teus. Por Cristo Jesus, Nosso Senhor.

C = Amém.

 

Ritos Finais ou Liturgia de Despedida e Envio

ORAÇÃO PASTORAL DE ENVIO E BÊNÇÃO

M = A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo sejam com todos vós. E assim abençoe-vos o Deus Todo-Poderoso, Pai, Filho e Espírito Santo, hoje e por todo o sempre.

C = Quádruplo Amém

CANTO DE ENVIO –  hino n° 399 HNC – slides (399-TÉRMINO DO CULTO)

POSLÚDIO E RECESSIONAL – Poslúdio

O = Ide em paz, para serdes testemunhas de Jesus Cristo, e que o Senhor vos abençoe e vos acompanhe.

C= Graças a Deus! 

 

Liturgia extraída do Manual do Culto – Ordem para o Culto Público, Rito 1 e do Rito para Iniciação Cristã (Sociedade Pela Liturgia Reformada).

Homilia – O Batismo do Senhor – ano A

Livro do Profeta Isaías 42.1-9

Antífona: Ouve-se a voz do Senhor sobre as águas; troveja o Deus da glória; o Senhor
está sobre as muitas águas. (Sl 29.3)

Salmo 29

Livro dos Atos dos Apóstolos 10.34-43

Aclamação do Evangelho: Depois que Jesus foi batizado, ouviu-se uma voz dos céus:
Tu és o meu Filho amado, em ti me comprazo. (Mc 1.11)

Evangelho s. São Mateus 3.13-17

 

O Domingo do Batismo do Senhor encerra o Tempo de Natal e abre o Tempo Comum, quando neste primeiro ciclo celebramos as várias manifestações de Jesus, suas epifanias. A primeira delas foi aos magos do oriente, e a segunda em seu batismo, quando Cristo toma lugar entre os homens e manifesta a sua divindade. É uma mensagem das duas doutrinas mais importantes da Igreja, que muito causaram discussão nos primórdios do Cristianismo, a das naturezas de Cristo e a da Santíssima Trindade.

Em seu batismo Jesus Cristo toma lugar entre a humanidade, afirmando sua encarnação e natureza humana. O Batismo de João é para arrependimento e remissão dos pecados; nosso Senhor não teve pecados e não precisava ser batizado, o próprio João deu testemunho disso, mas Jesus, cumprindo a vontade do Pai, toma seu lugar e proclama a justiça de Deus no meio de seu povo.

Deus então, na unidade da Trindade, se revela a humanidade, na pessoa de Cristo, recebendo o batismo, na pessoa do Espírito Santo, descendo ao encontro do Filho em forma de pombo e  na pessoa do Pai, bradando sua voz dando testemunho de Jesus. O Batismo do Senhor, cujos profetas deram testemunho, era o início de um novo tempo, o Reino havia chegado aos homens, a justiça assim se cumpria!

Nesse domingo relembramos que as águas que foram derramadas sobre nós, ou nas quais fomos submergidos, são o símbolo do que o Espírito de Deus, que desde a eternidade paira sobre as águas, faz em nossos corações, nos purificando de todo o pecado, nos remindo daquilo que não poderíamos fazer por nós mesmos. Quando recebemos esse selo, passamos a integrar o Corpo de Cristo, sua Igreja, na qual estamos para servir e honrar o Senhor que tomou o nosso lugar e cumpriu a justiça de Deus!

William de Almeida Santos

Homilia vem do grego e significa “conversa de pai para filho”, na igreja primitiva constituía-se em um pequeno sermão de caráter explicativo, exortativo e exegético, explicando as escrituras de forma curta e objetiva. Era o momento em que o ministro se aproximava da congregação e os instruía, como um pai faz ao filho.

Culto Dominical – Domingo do Batismo do Senhor (I Dom. após Epifania) – ano A

(A liturgia foi elaborada da forma mais completa possível podendo ser adaptada a realidade de cada comunidade local.)

Modelo de culto para a celebração do Batismo de Nosso Senhor Jesus Cristo.

(O = Oficiante C = Congregação = Todos L = Leitor M = Ministro)

 

Ritos Iniciais ou Liturgia da Acolhida

SINOS e/ou PRELÚDIO MUSICAL – hino n° 331 HNC

INTRÓITO CANTADO – Jesus se Dirigiu para as Águas do Jordão – slides (Jesus se Dirigiu para as Águas do Jordão) – Partitura e Cifra – Jesus se dirigiu

SAUDAÇÃO INICIAL E AVISOS COMUNITÁRIOS

CANTO DE ENTRADA (PROCESSIONAL) – hino n° 46 HNC – slides (46-ALTOS LOUVORES)

SAUDAÇÃO TRINITÁRIA E VOTO

O = Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo

C = Amém.

O = Elevo meus olhos para os montes; de onde me virá o socorro?

C = O nosso socorro está em o nome do Senhor, criador dos céus e da terra.

SENTENÇA BÍBLICA

O = Rendei graças ao Senhor, invocai o seu nome, fazei conhecidos, entre os povos, os seus feitos.

C = Cantai-lhe, cantai-lhe salmos; narrai todas as suas maravilhas!

DOXOLOGIA – hino n° 36 HNC – slides (36-EXALTAÇÃO)

COLETA INTRODUTÓRIA (oração em favor do culto)

O = Oremos. Deus Todo-Poderoso, para quem todos os corações estão abertos, todos os desejos conhecidos e para quem nada está em segredo; purifica os pensamentos de nossos corações pela inspiração do teu Santo Espírito, para que possamos amar-te perfeitamente, e dignamente engrandecer teu nome. Por Cristo Jesus, Nosso Senhor.

C = Amém.

CHAMADA À CONTRIÇÃO

SUMÁRIO DA LEI

O = Escutai o que diz o nosso Senhor Jesus Cristo: Amarás o Senhor teu Deus de todo o coração, de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento. Este é o primeiro e grande mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos depende toda a Lei e os Profetas.

O = Senhor, tem misericórdia de nós.

C = Cristo, tem misericórdia de nós.

T = Senhor, tem misericórdia de nós.

CANTO DE CONTRIÇÃO – hino n° 74 HNC – slides (74-SINCERIDADE)

CONFISSÃO PÚBLICA DE PECADOS

Confessamos a ti, ó Deus Todo-Poderoso, perante vós, nossos irmãos, e toda a companhia dos céus, que temos pecado excessivamente, contra ti, contra nosso próximo e contra nós mesmos, por nossas ações, por nossa omissão, em nossas palavras ou em nossos pensamentos; por nossa culpa, nossa própria culpa, nossa tão grande culpa. Rogamos-te, ó Deus, que nos conceda verdadeiro arrependimento e, por amor do teu Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, perdoa-nos os pecados e dá-nos a graça de te servirmos com alegria, para a honra e glória do teu santo nome, amém.

CONFISSÃO INDIVIDUAL SILENCIOSA

ABSOLVIÇÃO

O = Nosso Deus de bondade e de misericórdia, que entregou o teu Filho para perdão de nossos pecados, promete-o aos que os confessarem com arrependimento e fé. Assim sendo, que o Senhor tenha misericórdia de vós, perdoe os vossos pecados e vos conduza para a vida eterna.

C = Amém.

CANTO DE REDENÇÃO – hino n° 42 HNC – Slides (42-O GRANDE AMOR DE DEUS)

 

Liturgia da Palavra

 COLETA DO DIA

O = O Senhor esteja convosco.

C= Seja também contigo.

O = Oremos […]

C = Amém.

PRIMEIRA LEITURA

O ou L =  A Palavra do Senhor conforme o Livro do profeta Isaías, capítulo 42, versos 1 ao 9.

(leitura)

O ou L = Palavra do Senhor.

C = Graças a Deus.

SALMO

Antífona: Ouve-se a voz do Senhor sobre as águas; troveja o Deus da glória; o Senhor
está sobre as muitas águas. (Sl 29.3)

29 ou cantado Salmo 29 S.R. – slides (Salmo 29), ou anida esta versão Salmo (28) 29.

GLÓRIA PATRI (hino n° 005) – slides (05-TRINDADE ADORADA)

SEGUNDA LEITURA

O ou L = A Palavra do Senhor conforme os Atos dos Apóstolos, capítulo 10, versos 34 ao 43.

(leitura)

O ou L =  Palavra do Senhor.

C = Graças a Deus

ACLAMAÇÃO DO EVANGELHO – Buscai Primeiro – slides (Buscai Primeiro)

O ou L: Depois que Jesus foi batizado, ouviu-se uma voz dos céus: Tu és o meu Filho amado, em ti me comprazo. (Mc 1.11)

O ou L = O Santo Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo, segundo relato de São Mateus, evangelista, capítulo 3, versos 13 ao 17.

C = Glória ao Senhor agora e para sempre!

(Leitura do Evangelho)

O ou L = O Evangelho é o poder de Deus para Salvação.

C = Glória a Ti Senhor!

ORAÇÃO POR ILUMINAÇÃO (ao final desta oração segue-se a Oração Dominical caso não haja celebração da Ceia ou Batismo)

O = [..] Em nome de Jesus Cristo que nos ensinou a orar dizendo:

T = Pai nosso que estás nos céus, santificado seja o teu nome. Venha o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu. O pão nosso de cada dia, dá-nos hoje. Perdoa as nossas dívidas, assim como nós perdoamos os nossos devedores. E não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal. Pois teu é o reino, o poder e a glória para sempre, amém.

SERMÃO

RENOVAÇÃO COMUNITÁRIA DOS VOTOS BATISMAIS

MONIÇÃO INTRODUTÓRIA

M = Caríssimos irmãos; nesta ocasião solene, temos a oportunidade de apresentarmo-nos diante de Deus, nosso Senhor, e renovarmos nossos compromissos para com ele, os quais foram outrora firmados em nosso Batismo. É oportunidade para meditarmos sobre a forma com a qual cada um de nós tem conduzido sua vida, se de conformidade com os princípios que esposamos em nossos votos, ou se de forma displicente, atraindo sobre nós o juízo da ira de Deus contra nossos pecados. Aproveitemos esta ocasião para buscar, de agora em diante e por toda a duração de nossas vidas, pautar-nos por esses princípios e votos, os quais agora reafirmaremos.

INVOCAÇÃO E SENTENÇAS BÍBLICAS Ef. 4.4-6; At. 2.39, I Pe. 2.9

M = Bendito seja Deus, † Pai, Filho e Espírito Santo.

C = Bendito seja o seu Reino, agora e para sempre.

M Há somente um corpo e um Espírito, como também fostes chamados numa só esperança da vossa vocação; há um só Senhor, uma só fé, um só batismo;

C = Um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, age por meio de todos e está em todos.

M = Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus,

C = A fim de proclamarmos as virtudes daquele que nos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz.

COLETA

M = Oremos. Pai Celestial, que pelo poder de teu Santo Espírito concedes aos teus santos a vida por meio da água do Batismo; guia-nos e fortalece-nos por este mesmo Espírito, para que nós, nascidos de novo, possamos servir-te em fé e amor, e crescer até a plena estatura de teu Filho, Jesus Cristo, Nosso Senhor, o qual vive e reina contigo e o Espírito Santo, um só Deus, hoje e pelos séculos dos séculos.

T = Amém.

PROFISSÃO DE FÉ

M = É o vosso desejo reafirmar neste dia os votos outrora feitos em vosso Batismo, renovando vosso compromisso de vida para com Deus e para com a sua Santa Igreja?

C = Sim.

M = Renunciais ao mal e a todas as suas obras, que se rebelam contra Deus, corrompem e destroem sua criação e nos afastam do amor do Senhor?

C = Renuncio.

Ministro: Confessais à Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, como o único Deus; a Jesus Cristo como único e suficiente Senhor e Salvador de vossas vidas, depositando nele, e nele somente, a vossa fé, esperança e adoração, mediante seu Espírito Santo, para a glória de Deus Pai?

C = Assim o faço, pela graça de Deus.

CREDO

M = Na unidade da Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo, confessemos juntos a fé cristã, na qual fomos um dia batizados renovando também a nossa aliança batismal nas palavras do Credo Niceno. Credes em Deus Pai?

C = Creio em um só Deus, o Pai Todo-Poderoso, Criador do céu e da terra, de todas as coisas visíveis e invisíveis.

M = Credes em Jesus Cristo?

C = Creio em um só Senhor, Jesus Cristo, o Filho unigênito de Deus, gerado do Pai antes de todas as eras: Deus de Deus, Luz da Luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro; gerado, não criado; consubstancial ao Pai. Por ele, todas as coisas foram feitas. E por nós, os homens, e para a nossa salvação, desceu dos Céus e se encarnou, pelo Espírito Santo, no seio da virgem Maria, e se fez homem. Também por nós foi crucificado sob Pôncio Pilatos, padeceu e foi sepultado. Ressuscitou ao terceiro dia, conforme as Escrituras, e subiu aos Céus, onde está sentado à direita do Pai. De novo há de vir em sua glória para julgar os vivos e os mortos, e o seu Reino não terá fim.

M = Credes no Espírito Santo?

C =  Creio no Espírito Santo, o Senhor e doador da vida, que procede do Pai e do Filho, e com o Pai e o Filho é adorado e glorificado: Ele, que falou pelos Profetas.

M = Credes na Igreja?

C = Creio na Igreja una, santa, católica e apostólica. Professo um só batismo para a remissão dos pecados. E espero a ressurreição dos mortos e a vida do mundo que há de vir. Amém.

VOTOS BATISMAIS

M = Vós vos comprometeis a permanecer firmes na fé que acabastes de professar, a buscar ampliar dela o vosso conhecimento, em particular e com esta comunidade de fé, no estudo das Sagradas Escrituras e nas obras de piedade, e a proclamar esta fé, anunciando-a com vossas palavras e com vosso testemunho de vida, com a ajuda de Deus?

C = Sim, com a ajuda de Deus.

M = Vós vos comprometeis a participar ativamente desta comunidade de fé, promovendo a sua união e comunhão e em tudo buscando a paz, a unidade e a edificação do Corpo de Cristo, suportando-a com as vossas orações e com o vosso trabalho, com a ajuda de Deus?

C = Sim, com a ajuda de Deus.

M = Vós vos comprometeis a vos submeterdes ao governo e disciplina desta Igreja, acatando-os enquanto fiéis ao espírito das Sagradas Escrituras, dos Símbolos de Fé e de sua Constituição?

C = Sim, com a ajuda de Deus.

M = É de livre e espontânea vontade que fazeis estes votos?

C = Sim, esta é a minha vontade.

PREPARAÇÃO DA PIA BATISMAL – Durante um canto de temática batismal, ou mesmo em silêncio, a Pia Batismal será descober-ta, se for o caso, e então um presbítero, diácono ou acólito, trará uma jarra ou outro recipiente com água. O Ministro, tomando dela, a despejará sobre a Pia Batismal. 

AÇÃO DE GRAÇAS E CONSAGRAÇÃO

M = O Senhor esteja convosco.

C = Seja também contigo.

M = Elevemos os corações.

C = Ao Senhor os elevamos.

M = Demos graças ao Senhor, nosso Deus.

C = Pois fazê-lo é justo e digno.

M = É verdadeiramente justo e digno rendermos-te graças sempre e em todo lugar a ti, ó Senhor, nosso Deus, porquanto, em teu santo Filho, Jesus Cristo, Nosso Senhor, nos adotaste como teus filhos, fizeste-nos cidadãos do teu Reino; e nos concedeste o Espírito Santo, para nos guiar e dirigir a toda a verdade.

Graças te damos, ainda, pela dádiva da água. Pois no princípio, quando criaste os céus e a terra, teu Santo Espírito se movia por sobre ela; pois com ela, salvaste a terra do mal no Dilúvio; pois nela, deste vitória ao teu povo escolhido, conduzindo-o através do mar e nele derrotando aqueles que a ti se opunham; com ela, no Rio Jordão, teu santo Filho foi batizado, e assim foi revelado pelo Espírito Santo ao mundo, e ungido teu Cristo.

Por sua morte e ressurreição, Nosso Senhor Jesus Cristo, a Água da Vida, nos libertou do pecado e da morte e nos abriu as portas da vida eterna. Graças te damos, ó Deus, pela água do Batismo, pela qual somos sepultados com Cristo na sua morte, participamos da sua ressurreição e renascemos no Espírito Santo, lavados e purificados do pecado.

PALAVRAS DA INSTITUIÇÃO – Mt. 28.18-20

M = Pois estando Nosso Senhor Jesus Cristo, já ressurreto, reunido com seus discípulos, assim lhes ordenou: “Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra. Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as cousas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século.”

EPÍCLESE E DOXOLOGIA – O Ministro prossegue, impondo as mãos sobre a água, dizendo ou cantando:

M = Envia sobre nós, portanto, o teu Santo Espírito, ó Senhor, e † santifica esta água, de modo que, ao ser aspergida sobre estes teus servos, tu faças arder e refulgir nos corações de cada um o primeiro amor outrora suscitado por ti, e assim perseverem na vida abundante que é dada por Jesus Cristo, Nosso Senhor, a quem, contigo e o Espírito Santo, sejam toda a honra e toda a glória, agora e para sempre.

C = Amém.

ASPERSÃO – O Ministro poderá tomar da água da Pia Batismal e aspergi-la sobre a congregação. Enquanto isso, um canto de temática batismal ou referente à comunhão cristã poderá ser entoado. – cantoCorpo e Família

SUFRÁGIO

M = Oremos. Senhor Deus, nosso Pai, Criador do céu e da terra, rendemos-te graças porque, por obra do teu Espírito Santo, estes teus filhos renasceram, foram adotados por ti para uma nova vida e recebidos na comunidade da tua Santa Igreja. Concede que eles cresçam na fé em que foram outrora batizados, e se desenvolvam em tudo quanto pertence ao Espírito. Por Jesus Cristo, Nosso Senhor.

C = Amém.

BÊNÇÃO – Is. 11.2 (Impondo suas mãos sobre a congregação, o Ministro impetrará a seguinte bênção:)

M = Sustenta, ó Senhor, estes teus filhos por teu Santo Espírito. Concede-lhes o Espírito de sabedoria e de entendimento; o Espírito de conselho e de fortaleza; o Espírito de conhecimento e de temor do Senhor. Faz-lhes crescer, cada dia mais, no teu Santo Espírito, até que venha o teu Reino Eterno.

C = Amém.

ORAÇÃO DOS FIÉIS – (caso não haja celebração da Ceia do Senhor ou do Santo Batismo, segue-se para os ritos finais).

 

Liturgia Eucarística

SAUDAÇÃO DA PAZ

O = A paz do Senhor seja sempre convosco!

C = Seja também contigo.

O = Saudemo-nos com a paz do Senhor.

CONVITE A AÇÃO DE GRAÇAS E OFERTÓRIO – hino n°62 HNC – slides (62-HINO DE GRATIDÃO)

DIÁLOGO E SURSUM CORDA

M = O Senhor esteja convosco.

C = E também contigo.

M = Elevemos os corações.

C = Ao Senhor os elevamos.

M = Damos graças ao Senhor nosso Deus.

C = Pois fazê-lo é justo e bom.

PREFÁCIO EUCARÍSTICO

M = Pois, ao ser batizado por João nas águas do Rio Jordão, Nosso Senhor Jesus Cristo tomou lugar entre os pecadores, e a tua voz o proclamou como teu Filho. Como pomba, teu Santo Espírito desceu sobre ele, ungindo-o teu Cristo, para trazer boas novas aos pobres, proclamar libertação aos cativos, restaurar a vista dos cegos e restaurar os oprimidos. Portanto, com os Anjos e os Arcanjos, com os Patriarcas e os Profetas, com os Santos Apóstolos, os Mártires e os Doutores da Igreja, e com teus eleitos de todas as eras e lugares, unimos nossas vozes ao coro celestial, que não cessa de louvar teu nome, cantando:

T = Santo, santo, santo é o Senhor, Deus dos exércitos; toda a terra está cheia da tua glória. Ou pode ser cantado o hino n° 012 – slides (12-GLÓRIA À DEUS) 

M = Hosana nas alturas!

C = Bendito o que vem em nome do Senhor!

T = Hosana nas maiores alturas!

ANAMNESE

M = Toda a glória e ação de graças sejam dadas a ti, ó Senhor, Deus Todo-Poderoso, pois tu, em tua terna misericórdia, enviaste teu único Filho, Jesus Cristo, Nosso Senhor, para sofrer a morte sobre a Cruz para a nossa redenção, oferecendo, de uma vez por todas, sacrifício perfeito e suficiente para o perdão de pecados de toda a humanidade. Graças de damos ainda  pois, estando à véspera de se entregar para a nossa salvação, o Senhor instituiu o Sacramento do Pão e do Vinho, para que celebrássemos a comunhão de seu Corpo e Sangue, em memória de seu sacrifício, o qual agora nos achegamos à tua Santa Mesa para celebrar.

A INSTITUIÇÃO, A FRAÇÃO DO PÃO E A CONSAGRAÇÃO DO CÁLICE.

M = Porque eu recebi do Senhor o que também vos entreguei: que o Senhor Jesus, na noite em que foi traído, tomou o pão e, tendo dado graças, o partiu e disse: isto é o meu corpo, que é partido por vós; fazei isto em memória de mim.

M= Por semelhante modo, depois de haver dado ceado, tomou também o cálice, dizendo: Este cálice é a nova aliança em meu sangue; fazei isto, todas as vezes que o beberdes, em memória de mim.

A EPÍCLISE

M = Envia sobre nós, Senhor, o teu Santo Espírito, e santifica estas ofertas de pão e vinho, de modo que ao participarmos da tua Santa Ceia, cumpra-se a tua bendita Palavra, e partilhemos verdadeiramente da comunhão do Corpo e do Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo.

O MISTÉRIO DA FÉ

M = Pois nisto consiste o mistério da nossa fé, o motivo da nossa esperança:

T = Todas as vezes que comemos deste pão e bebemos deste cálice, anunciamos a morte e a ressurreição do Senhor, até que ele venha.

ORAÇÃO DO SENHOR

M = E confiados nesta fé, nós oramos como nosso Senhor nos ensinou, dizendo:

T = Pai nosso que estás nos céus, santificado seja o teu nome. Venha o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu. O pão nosso de cada dia, dá-nos hoje. Perdoa as nossas dívidas, assim como nós perdoamos os nossos devedores. E não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal. Pois teu é o reino, o poder e a glória para sempre, amém.

DOXOLOGIA FINAL E AMÉM

M = Por Cristo, com Cristo e em Cristo, a ti, Deus Pai Todo-Poderoso, na unidade do Espírito Santo, sejam dadas toda a honra e toda a glória, agora e para sempre.

C = Tríplice Amém

COMUNHÃO DO PÃO E DO CÁLICE

M = O pão que partimos é a comunhão do Corpo de Cristo.

C = Amém.

M = O cálice que abençoamos é a comunhão do Sangue de Cristo.

CANTOS DA COMUNHÃO E PÓS-COMUNHÃO – Eu sou o Pão da Vida – slides (Eu Sou o Pão da Vida) / Jesus Virá – slides (Jesus virá)

ORAÇÃO DE AÇÃO DE GRAÇAS PELA COMUNHÃO

M ou Presbítero = Graças te rendemos de todo o coração, ó Senhor, nosso Deus, pela comunhão do Corpo e do Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo, que tu comunicas a nós pelo Sacramento da Eucaristia, que é a Santa Ceia do Senhor. Por tua grande misericórdia, preserva-nos na comunhão dos teus santos eleitos, de modo que possamos perseverar nas boas obras as quais tu preparastes para que andássemos nelas e, ao final de nossos dias terrenos, alcancemos com eles a glória que tu tens preparada para seus para os teus. Por Cristo Jesus, Nosso Senhor.

C = Amém.

 

Ritos Finais ou Liturgia de Despedida e Envio

ORAÇÃO PASTORAL DE ENVIO E BÊNÇÃO

M = A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo sejam com todos vós. E assim abençoe-vos o Deus Todo-Poderoso, Pai, Filho e Espírito Santo, hoje e por todo o sempre.

C = Quádruplo Amém

CANTO DE ENVIO – hino n° 398 HNC – slides (398-OUTRA VEZ CANTAMOS)

POSLÚDIO E RECESSIONAL – Deus dos Antigos 

O = Ide em paz, para serdes testemunhas de Jesus Cristo, e que o Senhor vos abençoe e vos acompanhe.

C= Graças a Deus! 

 

Liturgia extraída do Manual do Culto – Ordem para o Culto Público, Rito 1 e do Rito para Iniciação Cristã (Sociedade Pela Liturgia Reformada).

Liturgia Batismal

FORMAS PARA A ADMINISTRAÇÃO DO SAGRADO BATISMO AOS INFANTES E ADULTOS E CONFIRMAÇÃO DOS VOTOS BATISMAIS PARA ÀQUELES QUE RECEBERAM O BATISMO NA INFÂNCIA, SEGUNDO O MANUAL DE INICIAÇÃO CRISTÃ DA SOCIEDADE PELA LITURGIA REFORMADA, DE ACORDO COM O COSTUME DAS IGREJAS REFORMADAS.

A Liturgia foi elaborada da maneira mais completa possível, podendo ser adequada à realidade da comunidade local.

(M = ministro, C = Congregação, T = Todos)

I – FORMA PARA A MINISTRAÇÃO DO SAGRADO BATISMO A CRIANÇAS

*Deve-se ter sempre em mente que pode ser necessário adequar a concordância verbal dos textos desta Forma ao número e sexo dos batizandos.

*Se o uso de um Círio Pascal for de costume da Igreja local, ele será aceso, junto à Pia Batismal, antes do início do Culto.
*Os primeiros bancos do Templo serão reservados aos pais e aos batizandos, de modo que possam dirigir-se de maneira mais pronta e ordeira à Pia Batismal.
*Tendo sido proferido o Sermão, passar-se-á diretamente à ministração do Sagrado Batismo, segundo esta Forma.
*O Ministro dirige-se à frente da Mesa e profere a seguinte Monição, ou uma de sua lavra:
MONIÇÃO INTRODUTÓRIA
M = Caríssimos irmãos; hoje, em obediência à Grande Comissão que nos foi legada pelo Senhor Jesus antes de sua Ascensão aos céus, nós receberemos um novo membro em nossa comunidade e junto ao Corpo de Cristo, que é a sua Santa Igreja, por meio do Sacramento do Batismo. O Batismo é a porta de entrada para a vida cristã; por meio dele a eterna Aliança de Deus para conosco e para com nossa descendência é afirmada e reafirmada. Batizamos porque cremos que Deus é fiel para guardar essa Aliança que ele mesmo instituiu e firmou, sendo o Batismo o sinal e o selo, a garantia visível, dessa Aliança.
É da tradição e da doutrina da Igreja Cristã, que os filhos daqueles que são batizados e professam a fé em Nosso Senhor Jesus Cristo, sejam também recebidos como membros do Corpo de Cristo, como co-herdeiros desta Aliança, na confiança de que venham a crescer em es-tatura e graça diante de Deus e dos homens, sendo instruídos na viva fé de seus pais e vindo, na idade própria, a confirmar por si mesmos os votos batismais, professando publicamente a sua fé. Recebamos, por-tanto, com todo o amor, este nosso novo irmão na fé.
INVOCAÇÃO E SENTENÇAS BÍBLICAS – Ef. 4.4-6; At. 2.39; Lc. 18.16-17.

M = Bendito seja Deus, Pai, Filho e Espírito Santo.

C = Bendito seja o seu Reino, agora e para sempre.

M = Há somente um corpo e um Espírito, como também fostes chamados numa só esperança da vossa vocação; há um só Senhor, uma só fé, um só batismo;

C = Um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, age por meio de todos e está em todos.

M = Pois para vós outros é a promessa, para vossos filhos e para todos os que ainda estão longe;

C = Isto é, para quantos o Senhor, nosso Deus, chamar.

M = Deixai vir a mim os pequeninos e não os embaraceis, porque dos tais é o reino dos céus.

C = Em verdade vos digo: quem não receber o reino de Deus como uma criança, de maneira alguma entrará nele.

COLETA (oração pelo sacramento do batismo).

M = Oremos. Pai Celestial, que pelo poder de teu Santo Espírito concedes aos teus santos a vida por meio da água do Batismo; guia-nos e fortalece-nos por este mesmo Espírito, para que nós, nascidos de novo, possamos servir-te em fé e amor, e crescer até a plena estatura de teu Filho, Jesus Cristo, Nosso Senhor, o qual vive e reina contigo e o Espírito Santo, um só Deus, hoje e pelos séculos dos séculos.
T = Amém.

APRESENTAÇÃO – (Durante um canto de temática batismal, ou relativo às crianças, o Ministro retoma seu lugar atrás da Mesa, enquanto o Conselho da Igreja dirige-se para ela em processional, tomando cada um o seu lugar. O Secretário trará consigo o Livro de Atas do Conselho. Em seguida, um diácono ou acólito depositará sobre a Mesa uma jarra com água. O Secretário do Conselho lerá a ementa da resolução em que foi aprovada a ministração do Sagrado Batismo aos candidatos presentes, estando a congregação sentada.) – hino n° 332 HNC – slides (332-BATISMO INFANTIL)

Secretário: O Conselho da Igreja N., tendo examinado o pedido de NN. e NN. (nomes dos pais, ou responsáveis, por extenso), membros desta Igreja, pela ministração do Sagrado Batismo a seu filho NN. (nome da criança, por extenso); após a instrução e o exame dos candidatos, resolve:

Aprovar o pedido em seus termos, determinando a ministração deste Sacramento no Culto Público do dia (data por extenso, nos calendários civil e litúrgico). Portanto, em nome do Conselho da Igreja N., apresento NN. (nome da criança, por extenso), filho(a) de NN. e NN. (nomes dos pais, por extenso), para a recepção do Sacramento do Batismo.

PROFISSÃO DE FÉ – (O Ministro dirige-se à Pia Batismal, de onde convida os candidatos a se aproximar. Passa, então, a inquiri-los quanto à sua fé.)

Ministro: É o vosso desejo que vosso(a) filho(a) seja batizado(a) na fé cristã?

Resposta: Sim.

Ministro: Renunciais ao mal e a todas as suas obras, que se rebelam contra Deus, corrompem e destroem sua criação e nos afastam do amor do Senhor?

Resposta: Renuncio.

Ministro: Confessais à Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, como o único Deus; a Jesus Cristo como único e suficiente Senhor e Salvador de vossas vidas, depositando nele, e nele somente, a vossa fé, esperança e adoração, mediante seu Espírito Santo, para a glória de Deus Pai?

Pais: Assim o faço, pela graça de Deus.

CREDO – (Estando todos de pé. O Ministro dirá à congregação:)

M = Na unidade da Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo, confessemos juntos a fé cristã, na qual fomos um dia batizados e na qual receberemos, agora, este nosso novo irmão, renovando também a nossa aliança batismal nas palavras do Credo Apostólico. Credes em Deus Pai?

C = Creio em Deus Pai, Todo-Poderoso Criador do céu e da terra.

M = Credes em Jesus Cristo?

C = Creio em Jesus Cristo, seu único Filho, Nosso Senhor, o qual foi concebido pelo poder do Espírito Santo; nasceu da Virgem Maria; padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos; foi crucificado, morto e sepultado; desceu ao Hades; ressuscitou ao terceiro dia; subiu aos céus e está sentado à direita de Deus Pai Todo-Poderoso, de onde há de vir a julgar os vivos e os mortos.

M = Credes no Espírito Santo?

C = Creio no Espírito Santo; na Santa Igreja universal; na comunhão dos santos; na remissão dos pecados; na ressurreição do corpo; na vida eterna. Amém.

VOTOS BATISMAIS – (Dirigindo-se aos pais, o Ministro dirá:)

M = Vós vos comprometeis, perante o Senhor, nosso Deus, e sua Santa Igreja aqui reunida, a instruir esta criança na verdade da Palavra do Senhor, nos princípios eternos do Evangelho e nos caminhos da salvação em Cristo Jesus, com a ajuda de Deus?

Resposta = Sim, com a ajuda de Deus.

M = Vós vos comprometeis a orar por ela e com ela, de modo que pelo exemplo das vossas vidas, ela cresça na comunhão e na intimidade da devoção do Senhor, com a ajuda de Deus?

Resposta = Sim, com a ajuda de Deus.

M = Vós vos comprometeis a ler a Bíblia para ela e com ela, e a ensiná-la a ler, de modo que cresça tendo prazer na meditação da Palavra do Se-nhor, com a ajuda de Deus?

Resposta: Sim, com a ajuda de Deus.

Ministro: Vós vos comprometeis, ainda, a dar a esta criança testemunho do Se-nhor com vossas próprias vidas, de modo que observando a vossa conduta dia após dia, ela possa se espelhar na fé e no testemunho cris-tão de seus pais?

Resposta: Sim, com a ajuda de Deus.

Dirigindo-se à congregação, o Ministro perguntará:

M = E vós, Igreja do Senhor, vos comprometeis a amar, encorajar e auxiliar esta criança, instruindo-a nos caminhos do Senhor, servindo-lhe de exemplo de vida, fé e caráter cristãos, dando-lhe o firme apoio que se espera da família de Deus, em comunhão, intercessão e serviço, com a ajuda de Deus?

C = Sim, com a ajuda de Deus.

PREPARAÇÃO PARA O BATISMO – (Um presbítero, diácono ou acólito trará consigo a jarra com água.)

M = O Sacramento do Batismo é o sinal e o selo da promessa de Deus aos filhos da sua aliança. Ser batizado é ser sacramentalmente unido com Cristo – o Batismo é essa união, sendo a água o sinal e o selo dessa união.

No Batismo, Deus nos promete, por sua graça, derramar sobre nós o Espírito Santo, que nos conduz da morte para a vida, ressuscitando-nos de uma vez por todas para a vida eterna, e ainda, dia após dia, nos renovar o vigor e nos purificar de nosso pecado.

Pelo Sagrado Batismo, nós abandonamos o mundo e as suas obras, passando a fazer parte de uma nova e santa comunidade, o Corpo de Cristo, a sua Santa Igreja.

(O presbítero, diácono, ou acólito despejará, então, de forma que seja visível e audível, a água sobre a Pia Batismal. O Ministro dirá, enquanto isso:)

M = A água lava, purifica, refresca e sustenta a vida. Jesus Cristo é a Água da Vida. Pelo Sagrado Batismo, Cristo nos chama à obediência, a amar e confiar inteiramente em Deus; a rejeitar o mal do mundo e a viver uma nova vida. Todavia, se cairmos em pecado, não devemos perder a esperança na graça de Deus, nem permanecer no pecado. Antes, e sempre, devemos lembrar que o Batismo é a eterna aliança de Deus para conosco.

AÇÃO DE GRAÇAS E CONSAGRAÇÃO

M = O Senhor esteja convosco.

C = Seja também contigo.

M = Elevemos os corações.

C = Ao Senhor os elevamos.

M = Demos graças ao Senhor, nosso Deus.

C = Pois fazê-lo é justo e digno.

M = É verdadeiramente justo e digno rendermos-te graças sempre e em todo lugar a ti, ó Senhor, nosso Deus, porquanto, em teu santo Filho, Jesus Cristo, Nosso Senhor, nos adotaste como teus filhos, fizeste-nos cidadãos do teu Reino; e nos concedeste o Espírito Santo, para nos guiar e dirigir a toda a verdade.

Graças te damos, ainda, pela dádiva da água. Pois no princípio, quando criaste os céus e a terra, teu Santo Espírito se movia por sobre ela; pois com ela, salvaste a terra do mal no Dilúvio; pois nela, deste vitória ao teu povo escolhido, conduzindo-o através do mar e nele derrotando aqueles que a ti se opunham; com ela, no Rio Jordão, teu santo Filho foi batizado, e assim foi revelado pelo Espírito Santo ao mundo, e ungido teu Cristo.

Por sua morte e ressurreição, Nosso Senhor Jesus Cristo, a Água da Vida, nos libertou do pecado e da morte e nos abriu as portas da vida eterna. Graças te damos, ó Deus, pela água do Batismo, pela qual somos sepultados com Cristo na sua morte, participamos da sua ressurreição e renascemos no Espírito Santo, lavados e purificados do pecado.

Agora, ó Senhor, obedecemos à Grande Comissão de teu santo Filho e Nosso Senhor, Jesus Cristo, trazendo à tua Igreja os teus discípulos, que a ele vêm com fé, para os batizar em nome da tua Divina e Santíssima Trindade.

PALAVRAS DA INSTITUIÇÃO

M = Pois estando Nosso Senhor Jesus Cristo, já ressurreto, reunido com seus discípulos, assim lhes ordenou: “Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra. Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as cousas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século.” – Mt 28.18-20

EPÍCLESE E DOXOLOGIA – (O Ministro prossegue, impondo as mãos sobre a água, dizendo:)

M = Envia sobre nós, portanto, o teu Santo Espírito, ó Senhor, e † santifica esta água, de modo que, ao ser derramada sobre esta criança, tu mesmo a seles com o derramar do teu Santo Espírito, a fim de que, purificada do pecado e renascida em Cristo Jesus, persevere na vida abundante que é dada por Nosso Senhor Jesus Cristo, a quem, contigo e o Espírito Santo, sejam toda a honra e toda a glória, agora e para sempre.

C = Amém.

A MINISTRAÇÃO DO SACRAMENTO – (O Ministro toma a criança em seus braços. Perguntará aos pais:)

M = Qual o nome desta criança? (Ao que os pais lhe responderão. O Ministro, então, chamando a criança apenas pelo(s) preno-me(s), a(s) batizará, derramando água em abundância sobre a sua cabeça, por três vezes, à menção de cada Nome da Santíssima Trindade:)

M = N., eu te batizo em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.

C = Amém.

(O Ministro, então, traçará uma cruz na testa da criança, podendo usar para isso um óleo apropriado. Dir-lhe-á:)

M = N., pelo Sagrado Batismo, foste selado pelo Espírito Santo com o sinal da Cruz. Tu pertences a Cristo, para sempre.

C = Amém.

(Esta fórmula de ministração será repetida para cada uma das crianças a serem batizadas.)

SUFRÁGIO

M = Oremos. Senhor Deus, nosso Pai, Criador do céu e da terra, rendemos-te graças porque, por obra do teu Espírito Santo, esta criança renas-ceu, foi adotada por ti para uma nova vida e recebida na comunidade da tua Santa Igreja. Concede que ela cresça na fé em que foi batizada, e se desenvolva em tudo quanto pertence ao Espírito. Por Jesus Cristo, Nosso Senhor.

C = Amém.

(Caso não haja ministração da Sagrada Eucaristia no mesmo culto, ou caso o Batismo se dê durante o Ofício Diário, a Intercessão será concluída com a Oração do Senhor, da seguinte forma:)

M = […] Por Jesus Cristo, Nosso Senhor, que nos ensinou a orar, dizendo:

T = Pai nosso que estás no céu, santificado seja o teu nome. Venha o teu reino; seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu. O pão nosso de cada dia, dá-nos hoje. Perdoa as nossas dívidas, as-sim como nós perdoamos os nossos devedores. E não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal. Pois teu é o reino, o poder e a glória para sempre. Amém.

BÊNÇÃO – (E, impondo suas mãos sobre a(s) criança(s) batizada(s), o Ministro impetrará a seguinte Bênção:)

M = Sustenta, ó Senhor, este teu filho por teu Santo Espírito. Concede-lhe o Espírito de sabedoria e de entendimento; o Espírito de conselho e de fortaleza; o Espírito de conhecimento e de temor do Senhor. Faz-lhe crescer, cada dia mais, no teu Santo Espírito, até que venha o teu Rei-no Eterno.

C = Amém.

ACOLHIDA DOS BATIZADOS – (Em havendo apenas uma criança batizada, o Ministro a tomará em seus braços e a conduzirá até o centro da nave, enquanto os pais se mantêm junto à Pia Batismal. O Ministro dirá🙂

M = Igreja, eis aí o vosso irmão. Irmão, eis aí a tua família.

T = És bem-vindo, em nome de Jesus.

(Em havendo mais de uma criança batizada, após o Batismo de todas, voltar-se-ão os pais, com elas nos braços, para a congregação. O Ministro, da Pia Batismal, dirá🙂

M = Igreja, eis aí vossos irmãos. Irmãos, eis aí vossa família.

T = Sois bem-vindos, em nome de Jesus.

(Em resposta, poderá ser entoado um canto, concluindo o rito batismal e dando as boas vindas ao novo irmão em Cristo. Ainda, caso não haja a celebração da Sagrada Eucaristia, segue-se a Saudação da Paz, que é assim introduzida:)

M = Que a Paz do Senhor seja sempre convosco!

C = Seja também contigo!

Todos os presentes saúdam-se com a destra de companhia, desejando-se uns aos outros “A paz do Senhor”. Pode ser entoado, enquanto isso, um hino ou cântico cuja letra verse sobre a comunhão cristã. Neste momento, ou após, as famílias retornam aos seus lugares, podendo to-dos, em seguida, se sentar.
O Culto ou Ofício Diário prossegue, então, com as Orações do Povo, ou Intercessões.

II – FORMA PARA A PROFISSÃO DE FÉ E BATISMO DE ADULTOS E A CONFIRMAÇÃO DOS VOTOS BATISMAIS DE ADULTOS BATIZADOS NA INFÂNCIA

*Esta Forma contempla a presença de catecúmenos a serem batizados, confirmados e recebidos à Comunhão Reformada. Pode ser necessário omitir ou adaptar a concordância dos textos a cada situação concreta, bem como ao número e ao sexo dos candidatos.

*Se o uso de um Círio Pascal for de costume da Igreja local, ele será aceso, junto à Pia Batismal, antes do início do Culto.

*No Culto Público em que esta Forma for executada, o Conselho da Igreja integrará a proces-sional durante o Canto de Entrada, tomando seu lugar à Mesa desde o início até o final da celebração. O Secretário trará consigo o Livro de Atas do concílio.

*Deverão ser reservados os primeiros bancos do templo para os catecúmenos se assentarem juntos. Eles integram a processional no início do Culto, entrando em ordem alfabética pelo prenome, após os músicos e antes dos leitores e oficiantes leigos, e tomam seus lugares, de onde participam normalmente da Liturgia com a congregação.

*Tendo sido proferido o Sermão, passar-se-á diretamente à Profissão de Fé, Batismo e Confir-mação, segundo esta Forma.

O Ministro dirige-se à frente da Mesa.

MONIÇÃO INTRODUTÓRIA

M = Caríssimos irmãos; hoje, nós temos a alegria de receber à plena comunhão da Santa Igreja de Cristo estes irmãos, que desejam professar sua fé em Jesus Cristo como Senhor e Salvador de suas vidas e receber, assim, o Sagrado Batismo; que desejam confirmar sua fé, reafirmando por si mesmos os votos batismais feitos em seu favor no passado; e serem oficialmente recebidos como membros da Comunhão Reformada da Igreja Cristã.

Quando somos batizados, Deus reivindica-nos para si, e somos recebidos como membros do Corpo de Cristo, que é a sua Santa Igreja. Hoje, estes irmãos passarão a participar de forma plena da vida desta congregação e da comunhão da Santa Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Damos graças a Deus por este desejo que ele mesmo incutiu nos corações destes irmãos e rogamos que ele nos abençoe por meio de seu Santo Espírito, para que tenhamos, também, nossa própria fé renova-da e fortalecida, enquanto ouvimos deles a Profissão de Fé.

INVOCAÇÃO E SENTENÇAS BÍBLICAS

M = Bendito seja Deus, † Pai, Filho e Espírito Santo.

C = Bendito seja o seu Reino, agora e para sempre.

M = Há somente um corpo e um Espírito, como também fostes chamados numa só esperança da vossa vocação; há um só Senhor, uma só fé, um só batismo;

C = Um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, age por meio de todos e está em todos.

M = Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus,

C = A fim de proclamarmos as virtudes daquele que nos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz.

COLETA

M = Oremos. Pai Celestial, que pelo poder de teu Santo Espírito concedes aos teus santos a vida por meio da água do Batismo; guia-nos e fortalece-nos por este mesmo Espírito, para que nós, nascidos de novo, possamos servir-te em fé e amor, e crescer até a plena estatura de teu Filho, Jesus Cristo, Nosso Senhor, o qual vive e reina contigo e o Espírito Santo, um só Deus, hoje e pelos séculos dos séculos.

C = Amém.

APRESENTAÇÃO – (Durante um canto de temática batismal, ou relativo ao Espírito Santo, o Ministro retoma seu lugar atrás da Mesa, enquanto um diácono ou acólito deposita sobre ela uma jarra com água. O Secretário do Conselho lerá a ementa da resolução em que foi aprovada a ministração do Sagrado Batismo aos candidatos presentes:) – hinos n° 330, 331 e 333 do HNC. – Slides (330-A BÊNÇÃO DO BATISMO), (331-ORAÇÃO), (333-O BATISMO).

Secretário: O Conselho da Igreja N., reunido em Sessão Extraordinária no dia (data por extenso, nos calendários civil e litúrgico), tendo examinado os candidatos da (numeração ordinal, em algarismos romanos) Classe de Catecúmenos, resolve:

Determinar a ministração do Sacramento do Batismo e a realização dos ritos pastorais da Profissão de Fé, de Confirmação dos Votos Batismais e da Recepção à Comunhão Reformada no Culto Público do dia (data por extenso, nos calendários civil e litúrgico).

Portanto, em nome do Conselho da Igreja N., apresento a (numeração ordinal, em algarismos romanos) Classe de Catecúmenos, Turma de (ano), para a recepção à plena Comunhão desta comunidade e de toda a Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo.

PROFISSÃO DE FÉ – (O Ministro, então, perguntará aos batizandos:)

M = É o vosso desejo serdes batizados na fé cristã?

Resposta: Sim.

(Aos confirmandos e recepcionandos, perguntará:)

M = Fostes batizados em Nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo?

Resposta: Sim.

(Então, dirigindo-se a todos os catecúmenos, perguntará:)

M = Renunciais ao mal e a todas as suas obras, que se rebelam contra Deus, corrompem e destroem sua criação e nos afastam do amor do Senhor?

Resposta: Renuncio.

M = Confessais à Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, como o único Deus; a Jesus Cristo como único e suficiente Senhor e Salvador de vossas vidas, depositando nele, e nele somente, a vossa fé, esperan-ça e adoração, mediante seu Espírito Santo, para a glória de Deus Pai?

Resposta: Assim o faço, pela graça de Deus.

CREDO – (Estando todos de pé. Dirigindo-se ao Povo, o Ministro dirá:)

M = Na unidade da Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo, confessemos jun-tos a fé cristã, na qual fomos um dia batizados e na qual receberemos, agora, estes nossos irmãos, renovando também a nossa aliança batis-mal nas palavras do Credo Niceno. Credes em Deus Pai?

C = Creio em um só Deus, o Pai Todo-Poderoso, Criador do céu e da terra, de todas as coisas visíveis e invisíveis.

M = Credes em Jesus Cristo?

C = Creio em um só Senhor, Jesus Cristo, o Filho unigênito de Deus, gerado do Pai antes de todas as eras: Deus de Deus, Luz da Luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro; gerado, não criado; consubstancial ao Pai. Por ele, todas as coisas foram feitas. E por nós, os homens, e para a nossa salvação, desceu dos Céus e se encarnou, pelo Espírito Santo, no seio da virgem Maria, e se fez homem. Também por nós foi crucificado sob Pôncio Pilatos, padeceu e foi sepultado. Ressuscitou ao terceiro dia, conforme as Escrituras, e subiu aos Céus, onde está sentado à direita do Pai. De novo há de vir em sua glória para julgar os vivos e os mortos, e o seu Reino não terá fim.

M = Credes no Espírito Santo?

C = Creio no Espírito Santo, o Senhor e doador da vida, que procede do Pai e do Filho, e com o Pai e o Filho é adorado e glorificado: Ele, que falou pelos Profetas.

M = Credes na Igreja?

C = Creio na Igreja una, santa, católica e apostólica. Professo um só batismo para a remissão dos pecados. E espero a ressurreição dos mortos e a vida do mundo que há de vir. Amém.

VOTOS BATISMAIS – (Dirigindo-se novamente aos Catecúmenos, o Ministro dirá🙂

M = Vós vos comprometeis a permanecer firmes na fé que acabastes de professar, a buscar ampliar dela o vosso conhecimento, em particular e com esta comunidade de fé, no estudo das Sagradas Escrituras e nas obras de piedade, e a proclamar esta fé, anunciando-a com vossas pa-lavras e com vosso testemunho de vida, com a ajuda de Deus?

Resposta = Sim, com a ajuda de Deus.

M = Vós vos comprometeis a participar ativamente desta comunidade de fé, promovendo a sua união e comunhão e em tudo buscando a paz, a unidade e a edificação do Corpo de Cristo, suportando-a com as vossas orações e com o vosso trabalho, com a ajuda de Deus?

Resposta = Sim, com a ajuda de Deus.

M = Vós vos comprometeis a vos submeterdes ao governo e disciplina des-ta Igreja, acatando-os enquanto fiéis ao espírito das Sagradas Escrituras, dos Símbolos de Fé e de sua Constituição?

Resposta = Sim, com a ajuda de Deus.

M = É de livre e espontânea vontade que fazeis estes votos?

Resposta = Sim, esta é a minha vontade.

Dirigindo-se à congregação, o Ministro perguntará:

M = E vós, Igreja do Senhor, vos comprometeis a amar, encorajar e auxiliar estes irmãos, instruindo-os nos caminhos do Senhor, servindo-lhes de exemplo de vida, fé e caráter cristãos, dando-lhes o firme apoio que se espera da família de Deus, em comunhão, intercessão e serviço, com a ajuda de Deus?

C = Sim, com a ajuda de Deus.

PREPARAÇÃO PARA O BATISMO – (Um presbítero, diácono ou acólito trará consigo a jarra com água.)

M = O Sacramento do Batismo é o sinal e o selo da promessa de Deus aos filhos da sua aliança. Ser batizado é ser sacramentalmente unido com Cristo – o Batismo é essa união, sendo a água o sinal e o selo dessa união.

No Batismo, Deus nos promete, por sua graça, derramar sobre nós o Espírito Santo, que nos conduz da morte para a vida, ressuscitando-nos de uma vez por todas para a vida eterna, e ainda, dia após dia nos renovar o vigor e nos purificar de nosso pecado.

Pelo Sagrado Batismo, nós abandonamos o mundo e as suas obras, passando a fazer parte de uma nova e santa comunidade, o Corpo de Cristo, a sua Santa Igreja.

(O presbítero, diácono ou acólito despejará, então, de forma que seja visível e audível, a água sobre a Pia Batismal. O Ministro dirá, enquanto isto:)

M = A água lava, purifica, refresca e sustenta a vida. Jesus Cristo é a Água da Vida. Pelo Sagrado Batismo, Cristo nos chama à obediência, a amar e confiar inteiramente em Deus; a rejeitar o mal do mundo e a viver uma nova vida. Todavia, se cairmos em pecado, não precisamos perder a esperança na graça de Deus, nem permanecer no pecado. Antes, e sempre, devemos lembrar que o Batismo é a eterna aliança de Deus para conosco.

AÇÃO DE GRAÇAS E CONSAGRAÇÃO

M = O Senhor esteja convosco.

C = Seja também contigo.

M = Elevemos os corações.

C = Ao Senhor os elevamos.

M = Demos graças ao Senhor, nosso Deus.

C = Pois fazê-lo é justo e digno.

M = É verdadeiramente justo e digno rendermos-te graças sempre e em todo lugar a ti, ó Senhor, nosso Deus, porquanto, em teu santo Filho, Jesus Cristo, Nosso Senhor, nos adotaste como teus filhos, fizeste-nos cidadãos do teu Reino; e nos concedeste o Espírito Santo, para nos guiar e dirigir a toda a verdade

Graças te damos, ainda, pela dádiva da água. Pois no princípio, quando criaste os céus e a terra, teu Santo Espírito se movia por sobre ela; pois com ela, salvaste a terra do mal no Dilúvio; pois nela, deste vitória ao teu povo escolhido, conduzindo-o através do mar e nele derrotando aqueles que a ti se opunham; com ela, no Rio Jordão, teu santo Filho foi batizado, e assim foi revelado pelo Espírito Santo ao mundo, e ungido teu Cristo.

Por sua morte e ressurreição, Nosso Senhor Jesus Cristo, a Água da Vida, nos libertou do pecado e da morte e nos abriu as portas da vida eterna. Graças te damos, ó Deus, pela água do Batismo, pela qual somos sepultados com Cristo na sua morte, participamos da sua ressurreição e renascemos no Espírito Santo, lavados e purificados do pecado.

Agora, ó Senhor, obedecemos à Grande Comissão de teu santo Filho e Nosso Senhor, Jesus Cristo, trazendo à tua Igreja os teus discípulos, que a ele vêm com fé, para os batizar em nome da tua Divina e Santíssima Trindade.

PALAVRAS DA INSTITUIÇÃO

M = Pois estando Nosso Senhor Jesus Cristo, já ressurreto, reunido com seus discípulos, assim lhes ordenou: “Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra. Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as cousas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século.” –  Mt 28.18-20

EPÍCLESE E DOXOLOGIA

O Ministro prossegue, impondo as mãos sobre a água, dizendo ou cantando:

M = Envia sobre nós, portanto, o teu Santo Espírito, ó Senhor, e † santifica esta água, de modo que, ao ser derramada sobre estes teus servos, tu mesmo os seles com o derramar do teu Divino Espírito Santo, a fim de que, purificados do pecado e renascidos em Cristo Jesus, perseverem na vida abundante que é dada por este mesmo Jesus Cristo, Nosso Se-nhor, a quem, contigo e o Espírito Santo, sejam toda a honra e toda a glória, agora e para sempre.

C = Amém.

A MINISTRAÇÃO DO SACRAMENTO – (O Ministro perguntará:)

M = Qual é teu nome?

Ao que o batizando lhe responderá. O Ministro, então, chamando-o apenas pelo(s) prenome(s), o batizará, derramando água em abundância sobre a sua cabeça, por três vezes, à menção de cada Nome da Santíssima Trindade: Esta fórmula de ministração será repetida para cada um dos batizandos. Após receber o Sacramento, cada batizado tornará ao seu lugar junto dos demais catecúmenos.

Após ser batizado o último catecúmeno, a congregação pode se assentar.

CONFIRMAÇÃO (Também chamada Pública Profissão de Fé) – O Ministro põe-se diante da Mesa.

M = Procederemos agora à Confirmação dos Catecúmenos, ato pelo qual cada um destes irmãos será oficialmente recebido à plena comunhão da Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo, mediante oração, e imposição de mãos [, e unção com óleo].
O Secretário do Conselho, então, passará a chamar os catecúmenos, um a um, em ordem alfabética, por seus nomes completos. Cada catecúmeno comparecerá diante da Mesa e se ajoelha-rá diante do Ministro. Os membros do Conselho estenderão a mão direita sobre o catecúmeno; o Ministro imporá ambas as suas sobre a cabeça deste e traçará uma cruz sobre sua fronte, com o polegar direito, podendo usar para isto um óleo apropriado. Chamará, então, o catecúmeno por seu(s) prenome(s).

Dirá, caso o catecúmeno tenha sido batizado nesta ocasião:

M = N., pelo Sagrado Batismo, foste selado pelo Espírito Santo com o sinal da Cruz. Tu pertences a Cristo, para sempre. Confirma, ó Senhor, teu servo por teu Santo Espírito. Capacita-o para a tua obra e sustenta-o por todos os dias de sua vida.

Resposta: Amém.

Caso se trate de confirmando, o Ministro dirá:

M = N., Deus te chamou pelo teu nome e te fez seu. Confirma, ó Senhor, teu servo por teu Santo Espírito. Capacita-o para a tua obra e sustenta-o por todos os dias de sua vida.

Resposta: Amém.

Caso o catecúmeno esteja sendo recebido de outra comunhão cristã:

M = N., nós te reconhecemos como nosso irmão, membro da una, Santa, católica e apostólica Igreja de Cristo. Na autoridade de Ministro desta Igreja, eu te recebo e dou as boas vindas à Comunhão Reformada. Confirma, ó Senhor, teu servo por teu Santo Espírito. Capacita-o para a tua obra e sustenta-o por todos os dias de sua vida.

Resposta: Amém.

Após receber a Confirmação, cada catecúmeno torna a seu lugar.

SUFRÁGIO

M = O Senhor esteja convosco

C = Seja também contigo.

M = Oremos. Senhor Deus, nosso Pai, Criador do céu e da terra, rendemos-te graças porque, por obra do teu Espírito Santo, estes teus filhos renasceram, foram adotados por ti para uma nova vida e recebidos na comunidade da tua Santa Igreja. Concede que eles cresçam na fé em que foram batizados e confirmados, e se desenvolvam em tudo quanto pertence ao Espírito. Por Jesus Cristo, Nosso Senhor.

C = Amém.

BÊNÇÃO

Impondo suas mãos sobre os catecúmenos, o Ministro impetrará a seguinte bênção:

M = Sustenta, ó Senhor, estes teus filhos por teu Santo Espírito. Concede-lhes o Espírito de sabedoria e de entendimento; o Espírito de conselho e de fortaleza; o Espírito de conhecimento e de temor do Senhor. Faz-lhes crescer, cada dia mais, no teu Santo Espírito, até que venha o teu Reino Eterno.

Todos: Amém.

M = Igreja, eis aí vossos irmãos. Irmãos, eis aí a vossa família.

T = Sois bem-vindos, em nome de Jesus.

Um canto apropriado pode ser entoado. O Culto, então, prossegue normalmente com as Orações do Povo.

Liturgia extraída do Rito para Iniciação Cristã, do blog Sociedade Pela Liturgia Reformada.

Homilia – Epifania de Nosso Senhor Jesus Cristo – ano A

Livro do Profeta Isaías 60.1-6

Antífona A: E todos os reis se prostrem perante ele; todas as nações o sirvam. (Sl 72.11)

Salmo 72.1-7, 10-14

Epístola de S. Paulo aos Efésios 3.1-12

Aclamação do Evangelho: Em Jerusalém, os magos perguntavam: Onde está o rec
ém-nascido Rei dos judeus? Porque vimos a sua estrela no Oriente e viemos
para adorá-lo. (Mt 2.2)

Evangelho s. São Mateus 2.1-12

 

Hoje celebramos a manifestação de Cristo a todos os povos da Terra. A Epifania, uma das festas mais antigas celebradas pelos cristãos, precedente do próprio Natal, é a comemoração da encarnação de Deus e sua salvação universal, isto é, não mais restrita a um só povo ou a alguns de outros povos, mas aberta a todos os gentios, inimigos de Deus, impuros, mas em Cristo Jesus feitos seus filhos e co-herdeiros com o Messias. Como afirma o apóstolo dos gentios no texto de Efésios, este é o mistério de Cristo, a luz para todas as nações.

Já em 361 de nossa presente era, foi relatado a festa da Epifania, que em sua origem celebrava a encarnação, o nascimento, a visita dos magos, a infância de Cristo e seu batismo, ao longos dos séculos essas comemorações foram sendo divididas, para que seus significados fossem mais aprofundados, dessa forma a Epifania, especialmente da tradição ocidental, celebra a encarnação e manifestação de Jesus Cristo a todos os povos, relembrando uma marca importante da Igreja de Cristo, sua universalidade ou catolicidade. Cristo Jesus rompeu o véu do Templo e conferiu aos seus escolhidos livre acesso ao Pai, dentre esses escolhidos, ele incluiu também os impuros, os gentios, que antes limitados ao átrio exterior do Templo, o pátio dos gentios, agora tornar-se-iam o próprio Templo do Espírito Santo de Deus. Na Epifania, celebramos o cumprimento das promessas de Deus feitas aos patriarcas e as profecias dos profetas, de que Deus abençoaria todos os povos da Terra por meio de Israel.

Agora em Jesus já não há judeu, nem grego; homem ou mulher; escravo ou livre, mas todos são um em Cristo Jesus. A mensagem da Epifania é a mensagem do apóstolo S. Paulo, é a mensagem de Deus a humanidade. Em Cristo a salvação é dada pela graça a todos os povos da Terra, para que estes constituam um povo, que assim como os magos do distante Oriente, de várias nações diferentes, possamos ser guiados por Cristo, nossa Estrela, nosso Guia e Luz.

Que a Luz de Cristo brilhe em nossas vidas e que as boas-novas de salvação sejam proclamadas a todos os povos pelo poder do Espírito Santo. Amém.

William de Almeida Santos

Homilia vem do grego e significa “conversa de pai para filho”, na igreja primitiva constituía-se em um pequeno sermão de caráter explicativo, exortativo e exegético, explicando as escrituras de forma curta e objetiva. Era o momento em que o ministro se aproximava da congregação e os instruía, como um pai faz ao filho.

Culto Dominical – Domingo da Epifania – ano A

(A liturgia foi elaborada da forma mais completa possível podendo ser adaptada a realidade de cada comunidade local.)

Modelo de culto para a celebração da Epifania de Nosso Senhor Jesus Cristo.

(O = Oficiante C = Congregação = Todos L = Leitor M = Ministro)

 

Ritos Iniciais ou Liturgia da Acolhida

SINOS e/ou PRELÚDIO MUSICAL – Três Reis Magos (We Three Kings)

INTRÓITO CANTADO – hino n° 247 – slides (247-ESTRELA CINTILANTE)

SAUDAÇÃO INICIAL E AVISOS COMUNITÁRIOS

CANTO DE ENTRADA (PROCESSIONAL) – Três Reis Magos (We Three Kings) – slides (Três Reis Magos do Oriente)

SAUDAÇÃO TRINITÁRIA E VOTO

O = Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo

C = Amém.

O = Elevo meus olhos para os montes; de onde me virá o socorro?

C = O nosso socorro está em o nome do Senhor, criador dos céus e da terra.

SENTENÇA BÍBLICA PARA A EPIFANIA

O = As nações se encaminham para a sua luz, e os reis, para o resplendor que te nasceu.

C = Também te dei como luz para os gentios, para serdes a minha salvação até a extremidade da terra.

DOXOLOGIA – hino n° 34 – slides (34-CONVITE AO LOUVOR)

COLETA INTRODUTÓRIA (oração em favor do culto)

O = Oremos. Deus Todo-Poderoso, para quem todos os corações estão abertos, todos os desejos conhecidos e para quem nada está em segredo; purifica os pensamentos de nossos corações pela inspiração do teu Santo Espírito, para que possamos amar-te perfeitamente, e dignamente engrandecer teu nome. Por Cristo Jesus, Nosso Senhor.

C = Amém.

CHAMADA À CONTRIÇÃO

SUMÁRIO DA LEI

O = Escutai o que diz o nosso Senhor Jesus Cristo: Amarás o Senhor teu Deus de todo o coração, de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento. Este é o primeiro e grande mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos depende toda a Lei e os Profetas.

O = Senhor, tem misericórdia de nós.

C = Cristo, tem misericórdia de nós.

T = Senhor, tem misericórdia de nós.

CANTO DE CONTRIÇÃO – hino n° 75 – slides (75-ARREPENDIMENTO E SÚPLICA)

CONFISSÃO PÚBLICA DE PECADOS

Santo Deus de toda misericórdia, nós reconhecemos perante ti nossa natureza pecaminosa, sempre pronta para fazer o mal, e tardia em fazer o bem. Nós confessamos as nossas faltas e as nossas ofensas. Só tu sabes o quanto nós temos pecado; nos desviando dos teus caminhos, escondendo ou esbanjando os teus talentos, esquecemo-nos de teu amor. Tem, no entanto, misericórdia, ó Senhor, pois deploramos e nos arrependemos de tudo aquilo em que temos te desagradado. Ensina-nos a abominar nossos erros, purifica-nos da faltas que nos são ocultas e perdoa os nossos pecados, por amor de teu Filho, e ajuda-nos, nós te imploramos, ó Deus de toda a santidade, a vivermos em tua luz e caminhar trilhando os teus caminhos, de acordo com os mandamentos de Cristo Jesus, Nosso Senhor, amém. [João Calvino] 

CONFISSÃO INDIVIDUAL SILENCIOSA

ABSOLVIÇÃO

O = Nosso Deus de bondade e de misericórdia, que entregou o teu Filho para perdão de nossos pecados, promete-o aos que os confessarem com arrependimento e fé. Assim sendo, que o Senhor tenha misericórdia de vós, perdoe os vossos pecados e vos conduza para a vida eterna.

C = Amém.

CANTO DE REDENÇÃO – hino n° 41 – slides (41-LOUVOR PELA GRAÇA DIVINA)

 

Liturgia da Palavra

 COLETA DO DIA

O = O Senhor esteja convosco.

C= Seja também contigo.

O = Oremos […]

C = Amém.

PRIMEIRA LEITURA

O ou L =  A Palavra do Senhor conforme o Livro do profeta Isaías, capítulo 60, versos 1 ao 6.

(leitura)

O ou L = Palavra do Senhor.

C = Graças a Deus.

SALMO

O = Antífona: E todos os reis se prostrem perante ele; todas as nações o sirvam. (Sl 72.11)

72.1-7, 10-14 (leitura em uníssono) ou cantado Saltério Reformado 72 – slides (Salmo 72) ou ainda esta versão Salmo (71) 72.

GLÓRIA PATRI (hino n° 005) – (05-TRINDADE ADORADA) – slides

SEGUNDA LEITURA

O ou L = A Palavra do Senhor conforme a Epístola de São Paulo aos Efésios, capítulo 3, versos 1 ao 12.

(leitura)

O ou L =  Palavra do Senhor.

C = Graças a Deus

ACLAMAÇÃO DO EVANGELHO – hino n° 10 (3° estrofe) – (10-A CRIAÇÃO E SEU CRIADOR) – slides

O = Em Jerusalém, os magos perguntavam: Onde está o recém-nascido Rei dos judeus? Porque vimos a sua estrela no Oriente e viemos para adorá-lo. (Mt 2.2)

O ou L = O Santo Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo, segundo relato de São Mateus, evangelista, capítulo 2, versos 1 ao 12.

C = Glória ao Senhor agora e para sempre!

(Leitura do Evangelho)

O ou L = O Evangelho é o poder de Deus para Salvação.

C = Glória a Ti Senhor!

ORAÇÃO POR ILUMINAÇÃO (ao final desta oração segue-se a Oração Dominical caso não haja celebração da Ceia ou Batismo)

O = Oremos. Ó inefável Criador, verdadeira fonte de toda a luz e sabedoria; derrama o brilho da tua luz sobre as trevas de nosso entendimento; concede-nos a compreensão da tua Palavra que lemos, a capacidade para lembrá-la,  a prontidão para aprendê-la, a sutileza para interpretá-la e a clareza para expressá-la. Põe ordem ao início desta obra, dirige o teu progresso e conduz-na à sua completude. [S. Tomás de Aquino] Em nome de Jesus Cristo que nos ensinou a orar dizendo:

T = Pai nosso que estás nos céus, santificado seja o teu nome. Venha o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu. O pão nosso de cada dia, dá-nos hoje. Perdoa as nossas dívidas, assim como nós perdoamos os nossos devedores. E não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal. Pois teu é o reino, o poder e a glória para sempre, amém.

SERMÃO

CANTO PRÓPRIO – hino n° 316 – slides (316-OS INTENTOS DE DEUS)

CONFISSÃO DE FÉ

Credo Niceno-Constantinopolitano

T= Creio em um só Deus, o Pai Todo-Poderoso, Criador do céu e da terra, de todas as coisas visíveis e invisíveis.

Creio em um só Senhor, Jesus Cristo, o Filho unigênito de Deus, gerado do Pai antes de todas as eras: Deus de Deus, Luz da Luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro; gerado, não criado; da mesma substância do Pai. Por ele, todas as coisas foram feitas. E por nós, os homens, e para a nossa salvação, desceu dos Céus e se encarnou, pelo Espírito Santo, no seio da virgem Maria, e se fez homem. Também por nós foi crucificado sob Pôncio Pilatos, padeceu e foi sepultado. Ressuscitou ao terceiro dia, conforme as Escrituras, e subiu aos Céus, onde está sentado à Direita do Pai. De novo há de vir em sua glória para julgar os vivos e os mortos, e o seu Reino não terá fim.

Creio no Espírito Santo, o Senhor e doador da vida, que procede do Pai e do Filho, e com o Pai e o Filho é adorado: Ele, que falou pelos profetas.

Creio na Igreja una, santa, católica e apostólica. Professo um só batismo para a remissão dos pecados. E espero a ressurreição dos mortos e a vida do mundo que há de vir. Amém.

ORAÇÃO DOS FIÉIS – (caso não haja celebração da Ceia do Senhor ou do Santo Batismo, segue-se para os ritos finais após a coleta do ofertório).

 

Liturgia dos Sacramentos

SAUDAÇÃO DA PAZ

O = A paz do Senhor seja sempre convosco!

C = Seja também contigo.

O = Saudemo-nos com a paz do Senhor.

CONVITE A AÇÃO DE GRAÇAS E OFERTÓRIO – hino n° 65 – (65-LOUVOR) – slides

DIÁLOGO E SURSUM CORDA

M = O Senhor esteja convosco.

C = E também contigo.

M = Elevemos os corações.

C = Ao Senhor os elevamos.

M = Damos graças ao Senhor nosso Deus.

C = Pois fazê-lo é justo e bom.

PREFÁCIO EUCARÍSTICO

M = Por meio de Jesus Cristo, Nosso Senhor, o qual, na substância de nossa carne mortal, manifestou sua glória divinal, de modo que nos trouxe das trevas para sua maravilhosa luz. Portanto, com os Anjos e os Arcanjos, com os Patriarcas e os Profetas, com os Santos Apóstolos, os Mártires e os Doutores da Igreja, e com teus eleitos de todas as eras e lugares, unimos nossas vozes ao coro celestial, que não cessa de louvar teu nome, cantando:

T = Santo, santo, santo é o Senhor, Deus dos exércitos; toda a terra está cheia da tua glória. Ou pode ser cantado o hino n° 012 – (12-GLÓRIA À DEUS) – slides

M = Hosana nas alturas!

C = Bendito o que vem em nome do Senhor!

T = Hosana nas maiores alturas!

ANAMNESE

M = Toda a glória e ação de graças sejam dadas a ti, ó Senhor, Deus Todo-Poderoso, pois tu, em tua terna misericórdia, enviaste teu único Filho, Jesus Cristo, Nosso Senhor, para sofrer a morte sobre a Cruz para a nossa redenção, oferecendo, de uma vez por todas, sacrifício perfeito e suficiente para o perdão de pecados de toda a humanidade. Graças de damos ainda  pois, estando à véspera de se entregar para a nossa salvação, o Senhor instituiu o Sacramento do Pão e do Vinho, para que celebrássemos a comunhão de seu Corpo e Sangue, em memória de seu sacrifício, o qual agora nos achegamos à tua Santa Mesa para celebrar.

A INSTITUIÇÃO, A FRAÇÃO DO PÃO E A CONSAGRAÇÃO DO CÁLICE.

M = Porque eu recebi do Senhor o que também vos entreguei: que o Senhor Jesus, na noite em que foi traído, tomou o pão e, tendo dado graças, o partiu e disse: isto é o meu corpo, que é partido por vós; fazei isto em memória de mim.

M= Por semelhante modo, depois de haver dado ceado, tomou também o cálice, dizendo: Este cálice é a nova aliança em meu sangue; fazei isto, todas as vezes que o beberdes, em memória de mim.

A EPÍCLISE

M = Envia sobre nós, Senhor, o teu Santo Espírito, e santifica estas ofertas de pão e vinho, de modo que ao participarmos da tua Santa Ceia, cumpra-se a tua bendita Palavra, e partilhemos verdadeiramente da comunhão do Corpo e do Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo.

O MISTÉRIO DA FÉ

M = Pois nisto consiste o mistério da nossa fé, o motivo da nossa esperança:

T = Todas as vezes que comemos deste pão e bebemos deste cálice, anunciamos a morte e a ressurreição do Senhor, até que ele venha.

ORAÇÃO DO SENHOR

M = E confiados nesta fé, nós oramos como nosso Senhor nos ensinou, dizendo:

T = Pai nosso que estás nos céus, santificado seja o teu nome. Venha o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu. O pão nosso de cada dia, dá-nos hoje. Perdoa as nossas dívidas, assim como nós perdoamos os nossos devedores. E não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal. Pois teu é o reino, o poder e a glória para sempre, amém.

DOXOLOGIA FINAL E AMÉM

M = Por Cristo, com Cristo e em Cristo, a ti, Deus Pai Todo-Poderoso, na unidade do Espírito Santo, sejam dadas toda a honra e toda a glória, agora e para sempre.

C = Tríplice Amém

COMUNHÃO DO PÃO E DO CÁLICE

M = O pão que partimos é a comunhão do Corpo de Cristo.

C = Amém.

M = O cálice que abençoamos é a comunhão do Sangue de Cristo.

CANTOS DA COMUNHÃO E PÓS-COMUNHÃO – hino n° 346 – slides (346-A CEIA DO SENHOR) / hino n° 294  – slides (294-O SENHOR VOLTARÁ)

ORAÇÃO DE AÇÃO DE GRAÇAS PELA COMUNHÃO

M ou Presbítero = Graças te rendemos de todo o coração, ó Senhor, nosso Deus, pela comunhão do Corpo e do Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo, que tu comunicas a nós pelo Sacramento da Eucaristia, que é a Santa Ceia do Senhor. Por tua grande misericórdia, preserva-nos na comunhão dos teus santos eleitos, de modo que possamos perseverar nas boas obras as quais tu preparastes para que andássemos nelas e, ao final de nossos dias terrenos, alcancemos com eles a glória que tu tens preparada para seus para os teus. Por Cristo Jesus, Nosso Senhor.

C = Amém.

 

Ritos Finais ou Liturgia de Despedida e Envio

ORAÇÃO PASTORAL DE ENVIO E BÊNÇÃO

M = A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo sejam com todos vós. E assim abençoe-vos o Deus Todo-Poderoso, Pai, Filho e Espírito Santo, hoje e por todo o sempre.

C = Quádruplo Amém

CANTO DE ENVIO – hino n° 400 – slides (400-ORAÇÃO POR PROTEÇÃO)

POSLÚDIO E RECESSIONAL – De todas as Tribos (Guilherme Kerr) – slides (De todas as tribos)

O = Ide em paz, para serdes testemunhas de Jesus Cristo, e que o Senhor vos abençoe e vos acompanhe.

C= Graças a Deus! 

 

 

Liturgia extraída do Manual do Culto – Ordem para o Culto Público, Rito 1 (Sociedade Pela Liturgia Reformada).

Maria… A Mãe de Deus?

Hoje os católicos celebram a “solenidade de Maria, Mãe de Deus”, nós protestantes não celebrarmos esta festa, ela não está registrada em nossos Lecionários, sendo a data reservada para falar de Maria, 15 de Setembro. Costumamos ser avessos a esse título que é atribuído a Maria, “Mãe de Deus”, pois como bem colocou João Calvino, ele pode gerar certa confusão nas mentes dos que o ouvem, mas não o compreendem de forma adequada. Maria, mulher justa e piedosa, serva do Senhor, pode e deve ser chamada de “Mãe de Deus”, sim isso mesmo! Agora darei os porquês que corroboram a minha afirmação anterior.

A primeira nota que precisamos tomar conhecimento acerca deste título é a sua origem, na verdade a sua “consagração” no Concílio de Éfeso (431), quando a forma “Theotokos” prevaleceu sobre a “Christotokos”. Hoje é comum notarmos muitos evangélicos dizendo “Maria é mãe de Cristo, e não mãe de Deus”, isso meus irmãos se configura num problema, não sobre Maria, mas sobre Cristo e suas naturezas. Assim a primeira nota que devemos tomar para entender essa nomenclatura, é que o título surge não por conta de Maria, mas por conta de Jesus Cristo e suas naturezas, humana e divina. Um pouco de história agora:

Diversos Pais da Igreja, como Orígenes, Dionísio e Atanásio, defendiam que Maria era a “Theotokos”, que em grego significa literalmente “portadora de Deus”, a ideia de “toca” mesmo. No ocidente este título foi traduzido não tão precisamente como “Mãe de Deus” (Mater Dei), no entanto, embora não seja a tradução literal do termo grego, ele expressa que Maria portou e foi mãe do próprio Deus encarnado e não apenas do Cristo humano. Por volta das primeiras décadas do século III, um patriarca de Constantinopla, Nestório, começou a repudiar o título de Theotokos, em favor do título cunhado por ele de “Christotokos”. Nestório tinha um problema não com Maria, mas com Cristo e suas naturezas. Nestório foi considerado um herege pelo Concílio de Éfeso, proclamando como um dogma o título de Theotokos. Quando um evangélico afirma ser Maria a mãe de Cristo apenas, ele demonstra ter um problema não com Maria, mas com as naturezas de Cristo, afinal, se cremos e confessamos ser Cristo totalmente homem e totalmente Deus, como podemos afirmar ser Maria apenas mãe do Jesus Homem? Se assim afirmamos estamos dissociando uma natureza da outra, podendo cair em heresias a séculos combatidas e vencidas nos Concílios Ecumênicos. Nenhuma outra questão, nem mesmo a Trindade, causou tantas polêmicas e as primeiras divisões na igreja visível, como as naturezas de Cristo. Não foi o Grande Cisma do Oriente-Ocidente, a primeira divisão da igreja visível como podemos imaginar, ele foi apenas o “grande”, mas os nestorianos, justamente por conta das naturezas de Cristo e também os não-calcedonianos posteriormente, já haviam se separado da igreja cristã antes disso. Portanto, Theotokos e Mãe de Deus são títulos que falam de Cristo Jesus primeiramente e depois de Maria.

A segunda nota a se tomar conhecimento é a biblicidade do título. Em Lucas 1.43, Isabel, mãe de João Batista e da parentela de Maria pergunta:

1.43   E de onde me provém que me venha visitar a mãe do meu Senhor? (ARA)

Por Senhor chamamos apenas a Deus, que em Cristo Jesus aprendemos ser Pai, Filho e Espírito Santo. Aqui Isabel não nos fala exatamente que Maria era a Mãe de Deus? Portanto, simples e objetivamente, podemos afirmar que o título que é dado a Maria, por conta de Jesus, e que diz muito sobre ele é bíblico.

O terceiro fato que precisamos tomar nota é que os reformadores, os pais da igreja protestantes, Lutero, Zwinglio e Calvino, este último mesmo dando preferência a forma Mãe do Senhor, concordaram que Maria era a Mãe de Deus, no caso de Calvino indicando apenas que se omitisse o título por conta da confusão que pode ser feita a seu respeito. Se formos ler os reformadores, muitos ficarão de olhos arregalados ao ver o que eles falaram de Maria. Calvino, por exemplo, defendia sua “virgindade perpétua” e considerava uma tolice atentar contra isso. Já Heinrich Bullinger, sucessor de Zwinglio em Zurique, expressou até sua crença sobre a assunção de Maria. Em Lutero também encontraremos muitas referências a Maria, não simplesmente como “uma mulher qualquer”, como podemos ouvir de muitos evangélicos hoje, mas como nos ensina o evangelista Lucas, como uma mulher que guardava a Palavra de Deus no coração e meditava sobre ela, como uma serva, que tendo guardado a Palavra no coração, estava atenta as necessidades do povo, como aconteceu nas bodas de Caná e, mesmo Cristo tendo dito que não havia chegado sua hora, Maria diz aos homens que “fizessem tudo o que Cristo lhes ordenasse”. Precisamos resgatar muito das primeiras visões acerca de Maria pelos reformadores, que a tiraram do longínquo posto divino em que se encontra e a colocaram como um exemplo cristão para toda a igreja, dizendo-se Calvino um verdadeiro seguidor de Maria.

O quarto ponto que precisamos tomar nota é que sim, este é um assunto polêmico, do qual muitos podem tomar atitudes supersticiosas ou entrar em conflitos sobre a natureza de Cristo por conta da ignorância, mas precisamos saber que Maria, por Jesus Cristo, Homem-Deus, foi feita a Mãe de Deus, sua portadora e que este título nos diz mais de Cristo do que de sua Bem-Aventurada e piedosa Mãe.

Que possamos vencer os erros e preconceitos a respeito de Maria e possamos aprender com ela o que ela tem a nos ensinar, assim como aprendemos com os homens e mulheres santos registrados na Palavra de Deus e na história da Igreja. Deus nos abençoe!

William de Almeida Santos