Culto Dominical – I Domingo do Advento – ano A.

(O = Oficiante   C = Congregação   T= Todos   L = Leitor   M = Ministro)

Modelo para o Culto do primeiro domingo do Advento – ano A.

Ritos Iniciais ou Liturgia da Acolhida

SINOS ou PRELÚDIO MUSICAL ou INTRÓITO CANTADO

hino n° 056

SAUDAÇÃO INICIAL

CANTO DE ENTRADA (PROCESSIONAL)

– hino n° 003

SAUDAÇÃO TRINITÁRIA E VOTO

O = Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo

C = Amém.

O = Elevo meus olhos para os montes; de onde me virá o socorro?

C = O nosso socorro está em o nome do Senhor, criador dos céus e da terra.

SENTENÇA BÍBLICA PARA O TEMPO DO ADVENTO

O = Alegrai-vos sempre no Senhor; outra vez digo: alegrai-vos. Perto está o Senhor.

C = Amém. Vem, Senhor Jesus!

COLETA INTRODUTÓRIA

CHAMADA À CONTRIÇÃO

O Decálogo (Dez Mandamentos)

O = Deus falou estas palavras e disse: Eu sou o Senhor, teu Deus; não terás outros deuses diante de mim.

T = Senhor, tem misericórdia de nós, e inclina os nossos corações a guardar a tua lei.

O = Não farás para ti imagem de escultura, nem semelhança alguma do que há em cima nos céus, nem embaixo na terra, nem nas águas debaixo da terra; não as adorarás, nem lhes darás culto; pois, eu sou o Senhor, teu Deus, Deus zeloso, que visito a iniquidade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração daqueles que me aborrecem; e faço misericórdia até mil gerações daqueles que me amam e guardam os meus mandamentos.

T = Senhor, tem misericórdia de nós, e inclina os nossos corações a guardar a tua lei.

O = Não tomarás o Nome do Senhor, teu Deus, em vão; porque o Senhor não terá por inocente o que tomar seu nome em vão.

T = Senhor, tem misericórdia de nós, e inclina os nossos corações a guardar a tua lei.

O = Lembra-te do dia do descanso, para o santificar. Seis dias trabalharás e farás a tua obra; mas o sétimo dia é o descanso do Senhor, teu Deus. Não farás nenhum trabalho, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem teu servo, nem tua serva, nem teu animal, nem o forasteiro das tuas portas para dentro. Porque em seis dias fez o Senhor o céu e a terra, o mar, e tudo o que neles há, e, ao sétimo dia, descansou; por isso o Senhor abençoou o dia do descanso, e o santificou.

T = Senhor, tem misericórdia de nós, e inclina os nossos corações a guardar a tua lei.

O = Honrarás ao teu pai e a tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o Senhor, o teu Deus, te dá.

T = Senhor, tem misericórdia de nós, e inclina os nossos corações a guardar a tua lei.

O = Não matarás.

T= Senhor, tem misericórdia de nós, e inclina os nossos corações a guardar a tua lei.

O = Não adulterarás.

T = Senhor, tem misericórdia de nós, e inclina os nossos corações a guardar a tua lei.

O = Não furtarás.

T = Senhor, tem misericórdia de nós, e inclina os nossos corações a guardar a tua lei.

O = Não dirás falso testemunho contra o teu próximo.

T = Senhor, tem misericórdia de nós, e inclina os nossos corações a guardar a tua lei.

O = Não cobiçarás a casa do teu próximo, não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma que pertença ao teu próximo.

T = Senhor, tem misericórdia de nós, e inclina os nossos corações a guardar a tua lei.

SUMÁRIO DA LEI

O = Escutai o que diz o nosso Senhor Jesus Cristo: Amarás o Senhor teu Deus de todo o coração, de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento. Este é o primeiro e grande mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos depende toda a Lei e os Profetas.

O = Senhor, tem misericórdia de nós.

C = Cristo, tem misericórdia de nós.

O = Senhor, tem misericórdia de nós.

CANTO DE CONTRIÇÃO

– hino n° 066

CONFISSÃO PÚBLICA DE PECADOS

Santo Deus de toda misericórdia, nós reconhecemos perante ti nossa natureza pecaminosa, sempre pronta para fazer o mal, e tardia em fazer o bem. Nós confessamos as nossas faltas e as nossas ofensas. Só tu sabes o quanto nós temos pecado; nos desviando dos teus caminhos, escondendo ou esbanjando os teus talentos, esquecemo-nos de teu amor. Tem, no entanto, misericórdia, ó Senhor, pois deploramos e nos arrependemos de tudo aquilo em que temos te desagradado. Ensina-nos a abominar nossos erros, purifica-nos da faltas que nos são ocultas e perdoa os nossos pecados, por amor de teu Filho, e ajuda-nos, nós te imploramos, ó Deus de toda a santidade, a vivermos em tua luz e caminhar trilhando os teus caminhos, de acordo com os mandamentos de Cristo Jesus, Nosso Senhor, amém. [João Calvino] 

CONFISSÃO INDIVIDUAL SILENCIOSA

O = Nosso Deus de bondade e de misericórdia, que entregou o teu Filho para perdão de nossos pecados, promete-o aos que os confessarem com arrependimento e fé. Assim sendo, que o Senhor tenha misericórdia de vós, perdoe os vossos pecados e vos conduza para a vida eterna.

C = Amém.

CANTO DE REDENÇÃO

– hino n° 050

Liturgia da Palavra

COLETA DO DIA

O = O Senhor esteja convosco.

C= Seja também contigo.

O = Oremos […]

C = Amém.

PRIMEIRA LEITURA

O ou L =  A Palavra do Senhor conforme o Livro do profeta Isaías, capítulo 2, versos 1 ao 5.

O ou L = Palavra do Senhor.

C = Graças a Deus.

SALMO

Salmo 122

GLÓRIA PATRI (hino n° 005)

SEGUNDA LEITURA

O ou L = A Palavra do Senhor conforme a Epístola de São Paulo aos Romanos, capítulo 13, versos 11 ao 14.

O ou L =  Palavra do Senhor.

C = Graças a Deus

ACLAMAÇÃO DO EVANGELHO

– hino n° 369

O ou L = O Santo Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo, segundo relato de São Mateus, apóstolo e evangelista, capítulo 24, versos 36 ao 44.

C = Glória ao Senhor agora e para sempre!

(Leitura do Evangelho)

O ou L = O Evangelho é o poder de Deus para Salvação.

C = Glória a Ti Senhor!

ORAÇÃO POR ILUMINAÇÃO (ao final desta oração segue-se a Oração Dominical caso não haja celebração da Ceia ou Batismo)

O = […] Em nome de Jesus Cristo que nos ensinou a orar dizendo:

T = Pai nosso que estás nos céus, santificado seja o teu nome. Venha o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu. O pão nosso de cada dia, dá-nos hoje. Perdoa as nossas dívidas, assim como nós perdoamos os nossos devedores. E não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal. Pois teu é o reino, o poder e a glória para sempre, amém.

SERMÃO

CANTO PRÓPRIO

– hino n° 226

CONFISSÃO DE FÉ

Credo Apostólico

T = Creio em Deus Pai, Todo-Poderoso Criador do Céu e da Terra.

Creio em Jesus Cristo, seu único Filho, Nosso Senhor, o qual foi concebido por obra do Espírito Santo; nasceu da virgem Maria; padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado; desceu ao Hades; ressurgiu dos mortos ao terceiro dia; subiu ao Céu e está sentado à direita de Deus Pai Todo-Poderoso, de onde há de vir para julgar os vivos e os mortos.

Creio no Espírito Santo; na Santa Igreja universal; na comunhão dos santos; na remissão dos pecados; na remissão dos pecados; na ressurreição do corpo; na vida eterna. Amém.

ORAÇÃO DOS FIÉIS – (caso não haja celebração da Ceia do Senhor ou do Santo Batismo, segue-se para os ritos finais).

Liturgia dos Sacramentos

SAUDAÇÃO DA PAZ

O = A paz do Senhor seja sempre convosco!

C = Seja também contigo.

O = Saudemo-nos com a paz do Senhor.

CONVITE A AÇÃO DE GRAÇAS E OFERTÓRIO

– hino n° 400-A

PREPARAÇÃO DA MESA E CONSAGRAÇÃO DAS OFERTAS

A GRANDE ORAÇÃO DE AÇÃO DE GRAÇAS

Diálogo e Sursum Corda

M = O Senhor esteja convosco.

C = E também contigo.

M = Elevemos os corações.

C = Ao Senhor os elevamos.

M = Damos graças ao Senhor nosso Deus.

C = Pois fazê-lo é justo e bom.

PREFÁCIO EUCARÍSTICO

M =  Pois, pelas palavras dos Profetas, tu prometeste ao teu povo o Redentor, e desta esperança pelo dia em que a justiça virá como as águas, e a retidão como um rio perene. Nós nos regozijamos pois, em Jesus Cristo, teu Filho, Nosso Senhor, veio a nós o Salvador, e novamente virá em seu poder e glória para tornar novas todas as coisas. Portanto, com os Anjos e os Arcanjos, com os Patriarcas e os Profetas, com os Santos Apóstolos, os Mártires e os Doutores da Igreja, e com teus eleitos de todas as eras e lugares, unimos nossas vozes ao coro celestial, que não cessa de louvar teu nome, cantando:

T = Santo, santo, santo é o Senhor, Deus dos exércitos; toda a terra está cheia da tua glória.

M = Hosana nas alturas!

C = Bendito o que vem em nome do Senhor!

T = Hosana nas maiores alturas!

Ou pode ser cantado o hino n° 012.

ANAMNESE

M = Toda a glória e ação de graças sejam dadas a ti, ó Senhor, Deus Todo-Poderoso, pois tu, em tua terna misericórdia, enviaste teu único Filho, Jesus Cristo, Nosso Senhor, para sofrer a morte sobre a Cruz para a nossa redenção, oferecendo, de uma vez por todas, sacrifício perfeito e suficiente para o perdão de pecados de toda a humanidade. Graças de damos ainda  pois, estando à véspera de se entregar para a nossa salvação, o Senhor instituiu o Sacramento do Pão e do Vinho, para que celebrássemos a comunhão de seu Corpo e Sangue, em memória de seu sacrifício, o qual agora nos achegamos à tua Santa Mesa para celebrar.

A INSTITUIÇÃO, A FRAÇÃO DO PÃO E A CONSAGRAÇÃO DO CÁLICE.

M = Porque eu recebi do Senhor o que também vos entreguei: que o Senhor Jesus, na noite em que foi traído, tomou o pão e, tendo dado graças, o partiu e disse: isto é o meu corpo, que é partido por vós; fazei isto em memória de mim.

M= Por semelhante modo, depois de haver dado ceado, tomou também o cálice, dizendo: Este cálice é a nova aliança em meu sangue; fazei isto, todas as vezes que o beberdes, em memória de mim.

A EPÍCLISE

M = Envia sobre nós, Senhor, o teu Santo Espírito, e santifica estas ofertas de pão e vinho, de modo que ao participarmos da tua Santa Ceia, cumpra-se a tua bendita Palavra, e partilhemos verdadeiramente da comunhão do Corpo e do Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo.

O MISTÉRIO DA FÉ

M = Pois nisto consiste o mistério da nossa fé, o motivo da nossa esperança:

T = Todas as vezes que comemos deste pão e bebemos deste cálice, anunciamos a morte e a ressurreição do Senhor, até que ele venha.

ORAÇÃO DO SENHOR

M = E confiados nesta fé, nós oramos como nosso Senhor nos ensinou, dizendo:

T = Pai nosso que estás nos céus, santificado seja o teu nome. Venha o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu. O pão nosso de cada dia, dá-nos hoje. Perdoa as nossas dívidas, assim como nós perdoamos os nossos devedores. E não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal. Pois teu é o reino, o poder e a glória para sempre, amém.

DOXOLOGIA FINAL E AMÉM

M = Por Cristo, com Cristo e em Cristo, a ti, Deus Pai Todo-Poderoso, na unidade do Espírito Santo, sejam dadas toda a honra e toda a glória, agora e para sempre.

C = Tríplice Amém.

COMUNHÃO DO PÃO E DO CÁLICE

M = O pão que partimos é a comunhão do Corpo de Cristo.

C = Amém.

M = O cálice que abençoamos é a comunhão do Sangue de Cristo.

CANTO DA COMUNHÃO

hino n° 340.

ORAÇÃO DE AÇÃO DE GRAÇAS PELA COMUNHÃO

Ritos Finais ou Liturgia de Despedida e Envio

CANTO DE ENVIO

hino n° 398.

A BÊNÇÃO

POSLÚDIO E RECESSIONAL

O = Ide em paz, para serdes testemunhas de Jesus Cristo, e que o Senhor vos abençoe e vos acompanhe.

C= Graças a Deus! 

Liturgia extraída do Manual do Culto – Ordem para o Culto Público, Rito 1 (Sociedade Pela Liturgia Reformada).

Oração Pelas Autoridades no Culto Público

Hoje, feriado da Proclamação da República, é uma boa data para lembrar nosso dever de interceder pelas autoridades, não apenas em nossas orações particulares, mas também no culto público, momento apropriado para a intercessão.

A nada saudável mania de pedir muito e interceder pouco, acabou se tornando algo visível na igreja durante o culto público também, muitas vezes esquecemo-nos de orar por motivos externos aos da igreja local no culto público. Reservar um momento para interceder por esses motivos um pouco mais distantes de nossa realidade, mas tão importantes quanto para os cristãos, é um dever de cada comunidade que se reúne para adorar a Deus.

A Oração dos Fiéis, momento em que a Igreja intercede pelas autoridades eclesiásticas e civis, enfermos e cristãos perseguidos e causas da igreja cristã ou denominação, é uma parte preciosa do culto público, pois mostramos como comunidade, que reconhecemos não estarmos sozinhos na caminhada, mas que há muitos que fazem parte do Corpo e precisam de nossa intercessão, bem como nossas autoridades civis, pois toda autoridade vem de Deus. Este momento do culto é também um privilégio para nós, pois podemos interceder uns pelos outros sabendo que Deus nos ouvirá. É um ato que nos conecta, por meio da oração, a toda a Igreja visível e militante pela face da Terra.

Oração:

Que Deus ilumine nossas autoridades civis, a Presidente Dilma Russeff, os Governadores das unidades da Federação e Prefeitos das cidades brasileiras; que ele ilumine os legisladores deste país em cada instância em que atuam, bem como nossos juízes e ministros do poder judiciário.

Que nosso Deus e Pai, abençoe seus ministros do evangelho e autoridades da Igreja cristã, dando a eles sabedoria e cuidado pastoral. E a todos os que são perseguidos, que a força do nosso Deus esteja com eles, protegendo-os e consolando-os. Amém.

H.N.C n° 378 – ORAÇÃO PELA PÁTRIA. Ouça!

 Por nossa Pátria oramos

A ti, supremo Deus!

Por nosso lar clamamos

A ti, ó Rei dos Céus!

Bendize a vida pastoril,

Governa o brio senhoril,

Modera a lida mercantil,

Deus salve a Pátria!

Pátria que nos deste,

Desvie tua mão

Desgraças , fome e peste,

Perfídia e sedição!

Sustenta a ordem nacional,

O bom governo imparcial,

E dá-nos graça divinal:

Deus salve a Pátria!

Dá-nos real civismo,

Fiel, constante, audaz!

Promove o cristianismo

Do Príncipe da Paz!

Da Pátria afasta as crenças vãs,

Derrama bênçãos temporãs,

Dominem só doutrinas sãs:

Deus salve a Pátria!

A tua Igreja inflama

Com zelo e terno amor.

E seja o teu programa

Cumprido com vigor.

Então os salvos de Jesus,

Lutando firmes pela cruz,

Difundirão de Cristo a luz

Por toda a Pátria! Amém

Cosnsciência Litúrgica

O sermão do último domingo em minha Congregação tratou de uma questão importantíssima para os adoradores de Deus: O que vamos fazer na Igreja? O Texto base utilizado encontra-se no livro do profeta Isaías, capítulo 6 versículos de 1 a 13. O rev. Valter Lopes Terrão abordou o tema em cinco pontos, partindo da questão “O que faz um homem de Deus ao entrar no templo?”. Os pontos foram:
* Adorar – Reconhecer quem Deus É.
* Contristar – Reconhecer quem somos nós diante de quem Deus É.
* Louvar – Louvarmos a Deus pelo que ele faz.
* Ser edificado – Ouvirmos a voz de Deus.
* Consagrar – Separarmo-nos para servir a Deus.
Ao final do sermão o rev. ressaltou  que essa deve ser a nossa liturgia quando vamos à Casa de Oração.
A mensagem, que foi uma verdadeira aula de liturgia bíblica, me fez pensar o quanto o culto cristão precisa transparecer esses quatro pontos que demonstram a reverência e real significado do culto ao nosso Deus. Infelizmente muitos tendem a negligenciar certas partes do culto, especialmente os atos de contrição e edificação, dando grande ênfase no louvor. Mas para que nossos lábios engrandeçam a Deus verdadeiramente, é preciso estarmos quebrantados, para que de nossas bocas saiam louvores puros, de corações verdadeiramente contritos.

Na tradicional liturgia cristã há espaço para cada um desses atos, tornando claro o objetivo do culto. Somos convidados a adorar de coração contrito o Deus que nos salvou, nos dá vida e tudo quanto temos e, esse mesmo Deus nos edifica com sua Palavra e seus dons, dando-nos alimento espiritual, por meio do qual temos comunhão com Ele e somos enviados a ser luz do mundo. Hoje em dia, infelizmente, nem todos os cultos chamados “cristãos” tem esse objetivo, mas acabam por se tornar grandes espetáculos.

Uma liturgia bem objetiva, guiada pelo Espírito Santo de Deus, onde há espaço para adoração, confissão de pecados, louvor, edificação, intercessão, profissão de fé e comunhão, trará luz a mente daqueles que se perguntam o que vão fazer na Igreja. É importantíssimo que nossas igrejas reformadas mantenham esse padrão de culto em meio ao emocionalismo que invade as igrejas evangélicas na atualidade. Quando vamos à Igreja, precisamos ter bem claro em nossas mentes que estamos ali em resposta às bençãos de Deus e sua infindável misericórdia para com nossas vidas. Por esse motivo é que defendo que o culto deve ser bem estruturado e simples, o que não significa ser pobre, mas rico em sua simplicidade, com cânticos e leituras bíblicas que evidenciem nosso dever para com nosso Deus, criando uma atmosfera piedosa e reverente. A cada dia que passa precisamos de mais consciência litúrgica, que evidenciem que nossas Igrejas estão comprometidas a adorar a Deus e gozá-lo para sempre, como ensina o Breve Catecismo de Westminster.

Que o Deus que nos amou e nos predestinou a adorá-lo possa criar em nossas igrejas e em nossos corações consciência litúrgica, para quando formos questionados por qual motivos vamos à Igreja, saibamos responder sem pestanejar.

William de Almeida Santos

O Que é Liturgia?

É cada vez mais necessário que tenhamos pleno conhecimento intelectual e eficaz, que nos leve a agir, sobre o que significa liturgia. Você sabe? Se sabe, como tem sido a sua liturgia?
Significado
O vocábulo “Liturgia“,  (do grego λειτουργία, “serviço” ou “trabalho público”), no idioma original formado pelas raízes leit- (de “laós”, povo) e -urgía (trabalho, ofício) significa serviço ou trabalho público. Por extensão de sentido, passou a significar também, no mundo grego, o ofício religioso, na medida em que a religião no mundo antigo tinha um carácter eminentemente público. 
Na chamada Bíblia dos Setenta (LXX), a Septuaginta, tradução grega da Bíblia, o vocábulo “liturgia” é utilizado para designar somente os ofícios religiosos realizados pelos sacerdotes levíticos no Templo de Jerusalém. No princípio, a palavra não era utilizada para designar as celebrações dos cristãos, que entendiam que Cristo inaugurara um tempo inteiramente distinto do culto do templo. Mais tarde, o vocábulo foi adaptado, com um sentido cristão.
Como visto acima, liturgia é o serviço de culto que prestamos ao nosso Deus Uno e Trino. Então não confunda “liturgia” com “programa litúrgico”, que podem variar desde os modelos tradicionais aos extemporâneos, que argumentam não serem modelos litúrgicos, no entanto querem dizer que não possuem “programas litúrgicos”, pois toda assembleia que se reúna para adorar a Deus presta a Ele uma liturgia, um serviço de adoração em resposta as suas infinitas bênçãos, da qual a maior é a Salvação. Assim a liturgia não se restringe ao programa litúrgico da comunidade local ou de determinada denominação, mas é o culto em si, o culto ofertado a Deus pela congregação dos separados para Ele, por Ele, pois toda a glória deve ser dada ao nosso Deus, como era no princípio, hoje e para sempre. Amém.
Agora, se você não sabia, já sabe! Liturgia é o culto que você presta a Deus, não se restringe ao programa liturgico, nem a leitura inicial da palavra, como muitos confundiam em nossa congregação, ela é todo o culto. Então, já que definimos o conceito de liturgia, vamos aos programas litúrgicos.
Programas (Modelos, Ritos, etc) Litúrgicos.
Não há modelo estrito de culto cristão na Bíblia, principalmente se comparado ao culto do Antigo Testamento, onde as celebrações são muito bem prescritas no Pentateuco, mas encontramos elementos comuns ao culto cristão na Palavra do Senhor, como a oração, leitura bíblica, canto e o partir do pão. Assim um culto cristão se caracteriza por esses elementos, que devem ser preservados e valorizados. Não há como chamar de culto cristão uma reunião onde não é feita leitura da palavra, pois é o momento em que Deus fala conosco. Também devemos valorizar o partir do pão, pois é o anúncio da volta de Cristo e nosso alimento espiritual de seu corpo e sangue. No culto cristão também deve haver orações e das mais variadas, em favor do culto, de intercessão, de contrição, de iluminação, de gratidão. Aqui há um ponto de muita dificuldade para os irmãos em geral, pois muitos não se atém ao momento e propósito da oração e acabam por fazer uma reza de sempre ou a orar por tudo, menos a intenção colocada pelo ministro ou programa litúrgico, o culto precisa ser racional, e essa é minha preocupação em escrever sobre liturgia, que todos entendam o que se passa em cada momento do culto.
Por mais que se diga que determinada comunidade não possui um modelo litúrgico a ser seguido, o culto cristão, mesmo os mais livres no que diz respeito aos atos do culto, possuem uma ordem natural a ser seguida. Muitos iniciam com uma oração passam por um texto, cântico, sermão etc. Essa ordem mesmo não predefinida, por hábito, acaba se tornando um programa litúrgico. Particularmente prefiro os modelos litúrgicos predefinidos, porque neles há espaço para a confissão, gratidão, proclamação da palavra do Senhor, ofertório, declaração de fé, intercessão, sermão, louvor, etc. No entanto, mais importante que os atos litúrgicos, é a consciência que se deve ter deles. É preciso que todos entendam o porquê de estarmos fazendo tal oração ou cantando tal música. É claro que é para adorar ao Senhor, mas é oração de gratidão? É pelos enfermos? Essa música está no contexto do momento e do ato ou simplesmente está ali porque tem um ritmo legal ou uma letra conhecida? Como diz a palavra do Senhor, nosso culto deve ser racional, prestado em Espírito e em Verdade. (Rm 12.1 e Jo 4.24).
Seja o modelo litúrgico predefinido (o qual considero mais catequético, isto é, doutrinador) ou mais livre, o importante é a racionalidade, espiritualidade e verdade com que cada ato do culto é prestado a Deus. O povo, que presta o serviço a Ele, deve ter plena consciência do que canta, pede, confessa e faz durante a celebração. Se você não compreende algum ato litúrgico procure imediatamente o pastor ou responsável pela liturgia e peça esclarecimento, pois você faz parte desse serviço.
Ação
Compreender é essencial, colocar em prática é vida. Portanto estar consciente da liturgia de sua igreja e verdadeiramente em espírito durante o culto é imprescindível para que esse serviço seja prestado a Deus. Não podemos deixar que a ignorância tome conta de nossas igrejas, e que as pessoas continuem cantando sem compreender e participando do culto como expectadoras de um grande show, o culto público é responsabilidade de todos e requer que todos entendam o que se passa a cada momento litúrgico.
Nosso modelo atual para o Culto Dominical:
Descreverei agora cada momento da liturgia atual da nossa congregação com o objetivo de que todos entendam os porquês de cada momento.
LITURGIA DE ABERTURA – atos iniciais do culto a ser prestado ao Senhor.
Prelúdio (canto de introdução ou introito)
É uma chamada a adoração, a letra geralmente é uma doxologia (louvor) ou está ligada ao tema do culto.
Saudação e Avisos
Momento de o oficiante cumprimentar a congregação, os visitantes e dar os avisos, para informação das atividades semanais e de interesse da vida da igreja.
Liturgia da Palavra
É composta por uma leitura, geralmente breve. Tem por objetivo introduzir a igreja ao louvor ou a ensinar uma breve lição, que pode ou não estar ligada ao tema do sermão ou do calendário cristão.
LITURGIA DE ADORAÇÃO – momento de adoração e louvor.
Ato de Contrição
Um momento dedicado a uma oração confissão de pecados e arrependimento para prestarmos culto sincero a Deus, também inclui um cântico com temática de contrição, perdão e absolvição.
Ofertório
Embora na liturgia cristã clássica não se restrinja ao dízimo, é o momento que dedicamos a entrega das ofertas e dízimos, também inclui uma canção com temática de gratidão e entrega e é complementado por uma oração diaconal de agradecimento pelas providências de Deus. Cremos que tudo vem do Senhor e do que é dele nós damos (1Cr 29.14).
Ato de Intercessão
Reservado às orações da igreja em favor de outros.
LITURGIA DA PALAVRA
Saída das crianças
Após um cântico de temática infantil, as crianças são convidadas a ir à frente da igreja e após uma oração pedindo para que a palavra ilumine seus corações, são enviadas para o Culto Infantil, momento de aprendizagem numa linguagem especificamente infantil.
Prédica
O famoso sermão ou pregação, sendo um sinônimo para ambos. É a voz de Deus falando com a congregação. É exposta a palavra do Senhor com leitura e explicação do texto lido.
LITURGIA DOS SACRAMENTOS (quando são ministrados)Compreende o Batismo e a Ceia do Senhor. Também há Profissões de Fé, embora não seja um sacramento esta ligada ao batismo e a vida como igreja.
Batismo – é celebrado para todas as idades, na fórmula bíblica trinitária, por meio da aspersão de água feito por um ministro ordenado.
Ceia do Senhor – (Também intitulada como “liturgia da Comunhão”) é celebrada todo 2° domingo de cada mês, por um ministro ordenado, onde recebemos espiritualmente o corpo e o sangue de Cristo por obra do Espírito Santo, sem transformação material ou memorialismo, mas como alimento espiritual e comunhão com Cristo e com os irmãos.
Profissão de Fé – (também intitulada como “liturgia da Confirmação) não se constitui num sacramento, mas é aplicável aos batizados na infância e membros já batizados oriundos de outras denominações. Geralmente é recitado o Credo e respondidas algumas perguntas feitas diante da congregação por um ministro ordenado.
LITURGIA DE DESPEDIDA
Abraço da Paz
Momento de confraternização e alegria, separado para que os irmãos se cumprimentem com a Paz do Senhor. Entoa-se um cântico.
Oração Final
Encerra o culto pedindo a proteção de Deus na volta para casa e pela semana que se inicia.Bênção Apostólica
É dada quando um ministro encontra-se presente, visto que na Congregação não possuímos um ministro ordenado regularmente, mas somos instruídos por um seminarista.Amém Tríplice ou Quádruplo
É cantado o amém, que assim seja, para a confirmação e encerramento de todos os atos do culto prestado em comunidade ao nosso Deus.

Também possuímos outros programas litúrgicos, no entanto serão abordados em outra oportunidade. Minha intenção ao escrever este artigo é chamar os irmãos a consciência que devemos ter desse maravilhoso serviço que prestamos ao único e verdadeiro Deus. Que seja racional, em Espírito e em verdade! Amém.

William de Almeida Santos